Entre Erdogan e Trump: o estabelecimento de uma zona de segurança e a retirada das tropas estadunidenses no noroeste da Síria

Taciana Lage Gonçalves

Resumo

Em 7 de agosto de 2019, a Turquia e os Estados Unidos firmaram um acordo para a criação de uma zona de segurança no noroeste da Síria que busca evitar um conflito entre as forças turcas e curdas na fronteira e a realocação de refugiados sírios para a região. No entanto, a falta de progresso na execução do acordo bilateral e a retirada das tropas estadunidenses do território sírio possibilitaram o ataque da Turquia aos curdos na Síria. Neste contexto, o presente artigo analisa o impacto do estabelecimento de uma zona de segurança ao noroeste da Síria e da retirada das tropas estadunidenses a fim de compreender as recentes investidas da Turquia contra os curdos em território sírio.

Estabelecimento de uma zona de segurança na fronteira turco-síria

A Turquia, localizada entre o continente europeu e asiático, possui uma posição geoestratégica e geopolítica fundamental de controle dos estreitos e passagens, sendo um importante ator estabilizador da região do Oriente Médio (ÇAKAR, 1998; PERTHES, 2010). Nesta perspectiva, diante o elevado número de refugiados na Turquia, decorrente da guerra civil síria, e o conflito entre turcos e curdos no noroeste da Síria, em 7 de agosto de 2019, os Estados Unidos (EUA) e Turquia acordaram o estabelecimento de uma zona de segurança no noroeste da Síria e de um centro de operações para coordená-la e gerenciá-la, de maneira a amenizar as tensões regionais (GALL, 2019).  Assim, o intuito de uma zona de segurança, também chamada de “corredores seguros” ou “refúgios”, é “estabelecer um local dentro do território disputado que é neutro e livre de atividade beligerante e no qual o acesso humanitário é garantido” (LANDGREN, 1996).  Desta forma, tais zonas buscam a proteção de civis, inclusive, dos que foram deslocados devido ao conflito interno no país (LANDGREEN, 1996).

A instabilidade na região noroeste do território sírio decorre do conflito entre turcos e as Unidades de Proteção Popular (YPG). As YPG são um grupo de combatentes de maioria curda que instauraram uma região semiautônoma ao noroeste da Síria e que lutam, juntamente com as Forças Democráticas Sírias (SDF), contra a influência e expansão do Estado Islâmico (EI) na Síria. As YPG e o SDF foram apoiadas pelos Estados Unidos, sendo considerados importantes aliados no combate ao EI. No entanto, a Turquia considera as YPG um grupo terrorista devido suas ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) (COUNCIL OF FOREIGN RELATIONS, 2019; BARNARD; HUBBARD, 2018). Ressalta-se que o PKK, criado em 1970, reivindicava a formação de um Estado curdo independente da Turquia. Em 1984, o PKK inicia uma luta armada contra o governo turco e, somente após três décadas de conflito, em 2013, Abdullah Ocalan, líder do PKK, anuncia um cessar-fogo e o desejo de resolver os problemas sem a perda de vidas (BBC, 2016; LETSCH, 2013).

Ademais o conflito entre Turquia e as Unidades de Proteção Popular na fronteira noroeste da Síria e o crescente fluxo de refugiados para o território turco contribuíram para a proposta do estabelecimento de uma zona de segurança. Desde a eclosão da guerra civil na Síria, a Turquia recebeu mais de 3,6 milhões de refugiados, o que impactou sua economia, seu mercado, o fornecimento de serviços e o aumento das tensões sociais no país (THE UN REFUGEE AGENCY, 2019; BERTI, 2015). Também neste cenário, a ameaça do Estado Islâmico aumenta a fuga de curdos da Síria para o território turco. Em contrapartida, a Turquia, apoiada por milícias sírias, promove ataques às YPG (COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS, 2019). Nesta conjuntura marcada pelo conflito e pela pressão de um elevado contingente de refugiados, a criação de uma zona de segurança emerge como alternativa para evitar os atritos entre Turquia e às YPG e para prover aos refugiados sírios, hospedados na Turquia, uma área segura de retorno para o país de origem.

Na perspectiva do governo turco, há o temor de que as Unidades de Proteção Popular, que já instauraram uma região semiautônoma ao noroeste da síria, possam provocar o desenvolvimento do movimento secessionista curdo na região do Oriente Médio (COUNCIL OF FOREIGN RELATIONS, 2019). Nota-se que os curdos são um grupo étnico que reivindica a criação de um Estado independente na região do Curdistão, que compreende, majoritariamente, o território da Turquia e também áreas da Síria, do Iraque, do Irã, da Armênia e do Azerbaijão (DAHLMAN, 2002). Assim, a criação de uma zona de segurança no noroeste da Síria colocaria obstáculos a quaisquer pretensões curdas de construção de um Estado que poderiam ameaçar a integridade territorial turca.

Além disso, na percepção turca, a devolução de refugiados para o território sírio amenizaria as crescentes tensões sociais na Turquia, que passa por uma desaceleração da economia em paralelo com uma mudança demográfica significativa decorrente do fluxo de refugiados para o território (CHULOV; BORGER, 2019). No entanto, a realocação não leva em consideração os interesses dos refugiados e a região de origem destes e segundo Jihad Omar, co-presidente do Gabinete de Relações Diplomáticas do Conselho Democrático Sírio, “é algo contra o qual nos opomos porque é um genocídio contra os curdos”[i] (CHULOV; BORGER, 2019). Omar alega que o deslocamento dos refugiados sírios para território sob administração urca significaria uma alteração demográfica drástica da região, de maneira semelhante ao “cinturão árabe”[ii] criado nos anos de 1965-1976, o que ameaçaria a sobrevivência dos curdos (CHULOV; BORGER, 2019; REPRESSION OF KURDISH…, 2009). Ressalta-se também que o governo sírio alerta que o estabelecimento de uma zona de segurança ocasionará uma escalada de tensão na região e que o acordo viola a soberania e a integridade territorial síria, assim como os princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas (SPUTINIK, 2019).

Para os Estados Unidos, o estabelecimento de uma zona de segurança inviabilizaria ações unilaterais turcas contra seu aliado YPG e também evitaria maiores atritos com a Turquia, sua aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte. No entanto, a falta de progresso no estabelecimento de uma zona de segurança no noroeste da Síria gerou descontentamento ao presidente turco, Tayyip Erdogan, que, inclusive, ameaçou uma movimentação unilateral turca para o território sírio e alertou para a abertura das fronteiras ocidentais para os refugiados, caso não seja implantada uma zona de segurança e não receba apoio internacional. Nota-se que Erdogan acusa os países ocidentais, principalmente os Estados Unidos e os Estados da União Europeia, de falharem no auxílio da questão dos refugiados sírios em território turco[iii] (BEAUMONT; SMITH, 2019).

Ademais, o acordo para estabelecimento de uma zona de segurança no noroeste da Síria foi uma ação bilateral entre Turquia e os Estados Unidos e nisto consiste sua principal vulnerabilidade. A desconsideração dos interesses dos demais atores envolvidos, como os curdos, governo sírio, refugiados, e países da União Europeia enfraqueceu a proposta e aumentou a insegurança e instabilidade da região. Também a falta de detalhes sobre a profundidade da zona segura, seu policiamento e o centro de operações responsável por coordená-la provocou uma escalada de tensão e incertezas quanto ao acordo e seu cumprimento. Em consequência, a falta de avanço na criação da zona de segurança desagradou a Erdogan, que aumentou as pressões sobre os Estados Unidos e os curdos na Síria.

Retirada das tropas estadunidenses e as ofensivas turcas

Em 7 de outubro de 2019, as tropas dos Estados Unidos, sob ordem do presidente estadunidense Donald Trump, iniciam sua retirada das bases e postos de observação ao longo da fronteira turco-síria. A movimentação ocorreu após conversa de Trump por telefone com Tayyip Erdogan, em que declarou que os Estados Unidos não irão se envolver caso seja realizada uma ofensiva turca às forças curdas em território sírio (MOURENZA, 2019). As forças curdas lideradas pelas YPG, por sua vez, acusaram os americanos de traí-los e negociaram com o governo de Bashar Al Assad um acordo para que as tropas governamentais sírias auxiliassem no combate na fronteira turco-síria (HUBBARD et al, 2019; PERPER, 2019). Além disso, tropas russas, que são aliadas do governo sírio, também se deslocaram para a fronteira turco-síria, especificamente para a cidade de Manbij, de maneira a evitar um conflito (HUBBARD et al, 2019; FAHIM; DADOUCH; ENGLUND, 2019).

Neste cenário, as consequências da retirada das tropas estadunidenses foram imediatas. Em 9 de outubro de 2019, a Turquia autorizou ataques aéreos e a abertura de fogo da artilharia contra os curdos na cidade de Ras al-Alyn na fronteira turco-síria, o que resultou em mortes, feridos e na fuga de parte da população. Segundo o presidente turco Erdogan, “nosso propósito é impedir a criação de um corredor terrorista em nossa fronteira sul e trazer paz à área”[iv] (MCKERNAN; BORGER; SABBAGH, 2019). Desta forma, a Turquia mantém seu posicionamento de criação de uma zona de segurança de 20 milhas ao longo da fronteira, de maneira a se proteger dos grupos curdos que considera terroristas e do Estado Islâmico, além de reassentar refugiados sírios hospedados em seu território (MCKERNAN; BORGER; SABBAGH, 2019).

Embora Trump declare que não apoia os ataques da Turquia aos curdos, ele não voltou atrás em sua ordem de retirada das tropas estadunidenses da Síria. No entanto, a decisão do presidente teve repercussões domésticas contrárias aos seus interesses. Seus aliados republicanos se desvincularam da atuação presidencial e apoiaram um projeto de lei redigido pelos democratas para sancionar a Turquia pelas ofensivas contra os curdos (GUIMÓN, 2019). Em 14 de outubro de 2019, diante as críticas do Congresso estadunidense causada pela repercussão das imagens da invasão turca, o registro de mortos e de refugiados causados pelas ofensivas turcas, Donald Trump anuncia a imposição de sanções à Turquia e pede que o presidente turco Erdogan concorde com um cessar-fogo imediato para a condução de negociações (KIM; DEYOUNG, 2019).

Por fim, além de não proteger  os curdos e facilitar os ataques da Turquia, a lentidão no estabelecimento de uma zona de segurança e a retirada das tropas estadunidenses podem fortalecer o Estados Islâmico, visto que são as YPG, apoiadas pelos EUA, que combatiam o EI. Uma evidência deste fortalecimeneto foi que, em 13 de outubro de 2019, seis dias após o anúncio de retiradas das tropas, 785 prisioneiros filiados ao Estado Islâmico fugiram de um campo vigiados pelos curdos na cidade de Ain Issa. A liderança curda alega que milícias sírias, apoiadas pelo governo turco, atacaram os guardas do campo e abriram os portões (CHECA, 2019; FAHMY; PERRY, 2019).

Considerações Finais

A falta de avanço no acordo entre Turquia e Estados Unidos para estabelecimento de uma zona de segurança no noroeste da Síria deriva de seu caráter bilateral, que desconsiderou os interesses dos demais atores envolvidos, como os curdos, o governo sírio e os refugiados. Nota-se que a ausência de detalhes sobre a extensão, policiamento e coordenação da zona provocou uma escalada de tensão e incertezas quanto ao acordo e seu cumprimento, principalmente por parte do governo turco. Assim, a falta de progresso desagradou a Erdogan, que aumentou as pressões sobre os Estados Unidos e os curdos na Síria.

Em decorrência das pressões turcas e de um viés a princípio não-intervencionista de Trump, as tropas estadunidenses se retiram do território sírio, o que gerou um ambiente propício às ofensivas da Turquia contra as YPG. Estes acontecimentos resultaram na formação de acordos entre os curdos e o governo de Bashar al Assad em busca de proteção contra os ataques turcos e também a movimentação de tropas russas para a fronteira turco-síria. Assim, nota-se uma alteração nas alianças e um redesenho nas esferas de controle no Oriente Médio, além de um aparente fortalecimento do Estado Islâmico.

 Referências

BARNARD, Anne; HUBBARD, Ben. Allies or terrorists: who are the Kurdish fighters in Syria?, New York Times, 25 jan. 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2018/01/25/world/middleeast/turkey-kurds-syria.html. Acesso em: 10 set. 2019.

BBC. Suruc massacre: “Turkish student” was suicide bomber. 22 jul. 2015. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-europe-33619043. Acesso em: 9 set. 2019.

BBC. Who are the Kurdistan Workers Party (PKK) rebels?. 4 nov. 2016. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-europe-20971100. Acesso em: 3 out. 2019.

BEAUMONT, Peter; SMITH, Helena. Erdogan: I’ll let Syrian refugees leave Turkey for west unless safe zone set up, The Guardian, Atenas, 5 set. 2019. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2019/sep/05/erdogan-ill-let-syrian-refugees-leave-turkey-for-west-unless-safe-zone-set-up. Acesso em: 10 set. 2019.

BERTI, Benedetta. The Syrian refugee crisis: regional and human security implications, Strategic Assessment, v.17, n.4, jan. 2015. Disponível em: https://www.inss.org.il/he/wp-content/uploads/sites/2/systemfiles/SystemFiles/adkan17_4ENG_7_Berti.pdf. Acesso em: 9 set. 2019.

ÇAKAR, Nezihi. A strategic overview of Turkey, Journal of International Affairs, v.3, n.2, ago. 1998. Disponível em: http://www.sam.gov.tr/wp-content/uploads/2012/02/NezihiCakar.pdf. Acesso em: 9 set. 2019.

CAMBRIDGE DICTIONARY. Buffer zone. 2019. Disponível em: https://dictionary.cambridge.org/pt/dicionario/ingles/buffer-zone. Acesso em: 10 set. 2019.

CHECA, Amanda Mars. Trum ordena retirada das tropas dos EUA do norte da Síria, El País, Washington, 13 out. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/13/internacional/1570975005_476905.html. Acesso em: 19 out. 2019.

CHULOV, Martin; BORGER, Julian. Syria safe zone plan may just be wishful thinking, The Guardian, 8 ago. 2019. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2019/aug/08/syria-safe-zone-plan-may-just-be-wishful-thinking. Acesso em: 10 set. 2019.

COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS. Conflict between Turkey and armed Kurdish groups. 2019. Disponível em: https://www.cfr.org/interactive/global-conflict-tracker/conflict/conflict-between-turkey-and-armed-kurdish-groups. Acesso em: 10 set. 2019.

DAHLMAN, Carl. The political geography of Kurdistan, Eurasian Geography and Econimics, v. 43, n. 4, 2002. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/237425416_The_Political_Geography_of_Kurdistan. Acesso em: 15 out. 2019.

FAHIM, Kareem; DADOUCH, Sarah; ENGLUND, Will. Russia patrolling between Turkish and Syrian forces after U.S. troops withdraw, The Washington Post, 15 out. 2019. Disponível em: https://www.washingtonpost.com/world/middle_east/syria-says-government-soldiers-enter-manbij-after-us-troops-withdraw/2019/10/15/d494405a-eeb8-11e9-bb7e-d2026ee0c199_story.html. Acesso em: 20 out. 2019.

FAHMY, Omar; PERRY, Tom. Kurdish-led authority: 785 IS-affiliated foreigners escaped Syria camp on Sunday. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-syria-security/kurdish-led-authority-785-is-affiliated-foreigners-escaped-syria-camp-on-sunday-idUSKBN1WS09K. Acesso em: 19 out. 2019.

GALL, Carlotta. U.S and Turkey avoid conflict by agreeing on buffer zone in Syria, The New York Times, Turkey, 7 ago. 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2019/08/07/world/middleeast/us-turkey-peace-corridor-syria.html. Acesso em: 10 set. 2019.

GUIMÓN, Pablo. Republicanos se desvinculam de Trump e negociam sanções à Turquia com os democratas, El País, Washington, 10 out. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/09/internacional/1570646213_076701.html. Aceso em: 19 out. 2019.

HUBBARD, Bem. et al. Abandoned by U.S. in Syria, Kurds find new ally in American foe, The New York Times, 13 out. 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2019/10/13/world/middleeast/syria-turkey-invasion-isis.html. Acesso em: 20 out. 2019.

KIM, Seung Min; DEYOUNG, Karen. Trump calls for cease-fire in northern Syria and imposes sanctions on Turkey, The Washington Post, 14 out. 2019. Disponível em: https://www.washingtonpost.com/politics/trump-says-he-will-soon-issue-order-authorizing-sanctions-on-turkey-over-its-incursion-into-syria/2019/10/14/ec0b9746-eea5-11e9-b2da-606ba1ef30e3_story.html. Acesso em: 19 out. 2019.

LANDGREEN, Karin. Refugees magazine issue 103 (IDPs) – Danger: safe areas. [S.l]: UNHCR, 1996. Disponível em: https://www.unhcr.org/publications/refugeemag/3b5547d64/refugees-magazine-issue-103-idps-danger-safe-areas.html. Acesso em: 21 set. 2019.

LETSCH, Constanze. Kurdish leader Abdullah Ocalan declares ceasefire with Turkey, The Guardian, Istambul, 21 mar. 2013. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2013/mar/21/pkk-leader-ocalan-declares-ceasefire. Acesso em: 9 set. 2019.

MCKERNAN, Bethan; BORGER, Julian; SABBAGH, Julian. Turkey unleashes airstrikes against Kurds in north-east Syria, The Guardian, 9 out. 2019. Disponível em: https://www.theguardian.com/world/2019/oct/09/turkey-launches-military-operation-in-northern-syria-erdogan. Acesso em: 19 out. 2019.

MOURENZA, Andrés. Trump libera ataque turco contra forças curdas na Síria, El País, Istambul, 7 out. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/07/internacional/1570427871_758839.html. Acesso em: 16 out. 2019.

PERPER, Rosie. Kurdish forces strike a deal with Assad’s army as they battle an intensifying Turkish assault in northern Syria, Business Insider, 14 out. 2019. Disponível em: https://www.businessinsider.com/kurdish-forces-deal-with-assad-army-northern-syria-turkey-attack-2019-10. Acesso em: 19 out. 2019.

PERTHES, Volker. Turkey’s role in the middle east: an outsider’s perspective, Insight Turkey, v.12, n.4, 2010. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/26331494?read-now=1&seq=1#page_scan_tab_contents. Acesso em: 9 set. 2019.

REPRESSION OF KURDISH POLITICAL AND CULTURAL RIGHTS IN SYRIA, Group Denial, 26 nov. 2009. Disponível em: https://www.hrw.org/report/2009/11/26/group-denial/repression-kurdish-political-and-cultural-rights-syria. Acesso em: 16 out. 2019.

SPUTINIK. Damascus slams US-Turkey safe zone deal as ‘blatant attack’ on Syria’s sovereignty – state media. 8 ago. 2019. Disponível em: https://sputniknews.com/middleeast/201908081076500882-turkey-us-syria-safe-zone/. Acesso em: 10 set. 2019.

THE UN REFUGEE AGENCY. Total persons of concern. 2019. Disponível em: https://data2.unhcr.org/en/situations/syria. Acesso em: 9 set. 2019.

UNITED NATIONS. Syria. 2019. Disponível em: https://news.un.org/en/focus/syria. Acesso em: 9 set. 2019.

i] “it is something we stand against because it is a genocide against the Kurds”.

[ii] Em 1963, a ascensão do partido sírio Ba’th ao poder teve como consequência o fortalecimento do nacionalismo árabe e das políticas de repressão à identidade curda, percebida como uma ameaça para a Síria árabe. O governo encorajou a ocupação por árabes de áreas tradicionalmente curdas, de forma a separar os curdos sírios dos curdos localizados na Turquia e no Iraque. O plano, desenvolvido em 1965 e suspendido em 1976, ficou conhecido como “cinturão árabe” (REPRESSION OF KURDISH…, 2009).

[iii] Erdogan ressalta que a União Europeia não cumpriu totalmente com um acordo firmado em 2016, no qual se comprometeram em fornecer 6 bilhões de euros para a gestão mais rigorosa sob os refugiados que tentam ir para a Europa (BEAUMONT; SMITH, 2019).

[iv] “Our mission is to prevent the creation of a terror corridor across our southern border, and to bring peace to the area” (MCKERNAN; BORGER; SABBAGH, 2019).

 

Esse post foi publicado em Conjuntura, conflitos e segurança internacional, Estados Unidos, Oriente Médio, Turquia. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s