O FIM DO ESTADO ISLÂMICO E OS POSSÍVEIS CENÁRIOS PARA A GUERRA NA SÍRIA

Maria Clara Drawin

Resumo

Em Março de 2019, as forças curdas finalmente conseguiram derrotar o Estado Islâmico no território Sírio, porém este não necessariamente é o fim do conflito ou resolve as tensões na região. O que parece ser a solução de um problema que agravou por anos a guerra, em realidade, é só a continuidade de outra luta. Este artigo pretende analisar o que foi a guerra na síria e, através do método de prospecção de cenários, analisar as consequências do fim do ISIL para ela, visto que, apesar de ser um ator central neste conflito, não era o único.

O que é a Guerra na Síria

Inicialmente, para compreendermos o impacto que essa derrota do Estado Islâmico no território sírio proporciona na guerra da Síria, faz-se necessário compreender o que foi a guerra na Síria. O conflito se inicia como uma guerra civil em 2011 motivada pela insatisfação da população em relação a seu então governante, Bashar al-Assad durante o movimento da primavera árabe [i]que estava ocorrendo no Oriente Médio no momento. O que se iniciou como uma série de manifestações pacíficas contra o governo, se agrava com o surgimento de grupos como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico no cenário. [ii]A situação se complica quando ocorre um spillover[iii] (PARLAR DAL, 2016) do conflito e uma série de atores externos se envolvem na guerra, até então civil, motivados por seus interesses próprios. (BBC, 2018)

Quem são esses atores?

Ao analisar as guerras, normalmente é possível definir as funções dos atores envolvidos como posição de ataque e de defesa. Sendo assim, os atores externos podem ser divididos em a favor do governo de Bashar al-Assad e contra. No grupo dos atores que buscavam a manutenção do status quo ante [iv] temos o Irã e a Rússia apoiando o governo sírio. Dentre os atores que configuram a oposição temos Estados Unidos, Turquia, os curdos e, de certa maneira, a Al-Qaeda e o Estado Islâmico que buscavam se estabelecer no poder na Síria. (BBC, 2018). As motivações desses atores eram das mais diversas, mas poderiam ser resumidas por uma disputa de poder e influência na região. Porém, o conflito se torna ainda mais complexo quando se leva em consideração os conceitos de jogos aninhados e jogos de dois níveis. Jogos aninhados são jogos políticos nos quais se usa o jogo em uma arena para barganhar em outra, no caso da Guerra na Síria, por exemplo, podemos entender a disputa entre Rússia e Estados Unidos como uma forma de jogo aninhado, já que para disputar sua influência no Oriente Médio em termos políticos e econômicos eles influenciam em uma guerra civil em um terceiro Estado, no caso, a Síria, em busca de um resultado que vá de acordo com seus interesses próprios de política externa. Já ao que tange os jogos de dois níveis, estes são jogos que o cenário doméstico afeta a atuação internacional, por exemplo, a atuação de atores vizinhos à Síria têm sua atuação na guerra afetada pelos conflitos internos com os Curdos e por experiências próprias com a primavera árabe (PUTNAM, 2010).

No caso, podemos analisar que os curdos, um povo que se encontra nos territórios do Iraque, da Turquia, da Síria e do Irã, se configura como um grupo de interesse transnacional ao compartilhar da mesma pauta que é a independência do Curdistão. Os Estados “A” e “B” no diagrama seriam referentes à Síria e os outros Estados citados anteriormente cujo território tem parte clamada como pertencente ao Curdistão. De acordo com os jogos de dois níveis, os curdos se configurariam como um grupo que domesticamente pressiona estes Estados envolvidos em função de uma pauta transnacional, que é o reconhecimento e a criação do Curdistão.

Além disso, podemos observar outro jogo de dois níveis neste conflito similar ao representado no diagrama, que seria a relação que o Estado Islâmico teria com os Estados do Iraque e do Levante, no qual o grupo clamaria domesticamente por parte do território desses Estados em função de seu interesse transnacional de estabelecer um califado xiita nos Estados da região.  Este fenômeno é o que explica a atuação do Estado Islâmico na guerra da Síria e sua relação com a configuração da conjuntura regional, visto que outros Estados também estão inclusos na demanda do ISIS e que, caso este grupo conquistasse seu interesse na Síria, estes outros Estados estariam ainda mais vulneráveis a sucumbirem ao mesmo destino.

Visto isso, podemos compreender através da análise dos jogos de dois níveis as ameaças em comum que unem a agenda dos Estados dessa região, em especial a Síria, a Turquia, o Irã e o Iraque, e, como os curdos clamam por territórios comuns à demanda do Estado Islâmico, isso justificaria a união dos curdos aos seus antigos inimigos em função de derrotar um novo e potencialmente mais ameaçador rival.

O que é o Estado Islâmico?

Uma vez esclarecido o que é a guerra da Síria e sua complexidade, passaremos agora a compreender a atuação do Estado Islâmico no conflito e como ele buscou se aproveitar deste para alcançar seus objetivos políticos, se tornando um ator crucial na guerra síria.

O Estado Islâmico é uma organização jihadista[v] islamita[vi] sunita[vii] que se auto intitula um califado[viii], e busca pela dominação de regiões de maioria islâmica principalmente no Oriente Médio. A organização, considerada terrorista por atores, em sua maioria ocidental, do Sistema Internacional como a ONU e  a União Europeia, e diversos estados como os Estados Unidos e o Brasil; tem como objetivo impor a sharia[ix] sob os territórios que comanda. Apesar de ter sido apoiada por outros grupos terroristas como a Al-Qaeda, o Estado Islâmico perdeu o apoio de muitos desses grupos por ser considerado extremista demais[x] (KURDI, 1984).

Uma das regiões mais almejadas pelo Estado Islâmico é a região do “Levante”, que inclui Jordânia, Líbano, Israel, Hatay,  Turquia, Palestina e Chipre. A Síria e o Iraque passam a ser incluídos em suas principais reivindicações, dando origem ao nome “Estado Islâmico do Iraque e da Síria” (em inglês, ISIS) e posteriormente “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” (em inglês, ISIL) (KURDI, 1984).

Fim da Guerra

Como foi informado anteriormente, a guerra se iniciou como um conflito doméstico em resposta ao governo de Bashar al-Assad, mas rapidamente foi se agravando ao envolver atores externos usando do conflito como instrumento político para alcançar seus próprios interesses. Na medida em que o Estado Islâmico se envolveu na guerra e declarou suas intenções de estabelecer um califado na Síria, o conflito deixou de ser apenas uma disputa pela manutenção ou retirada de Assad no poder para algo ainda mais complexo, no qual lados até então rivais se viram na necessidade de se unir para derrotar um inimigo em comum. Um dos atores surpreendentemente envolvidos com a guerra na Síria, justamente para derrotar o Estado Islâmico é o povo curdo, que apesar de ser uma ameaça para os Estados da Síria, do Iraque e da Turquia por clamar o seu território, o Curdistão, em parte do território desses países, se uniu na luta contra o Estado Islâmico, já que este também clamava por parte de seu território. Foi o exército curdo que derrotou as forças do ISIL em território sírio, e recuperou algumas das principais cidades no conflito. (AL JAZEERA, 2019).

Conclusão e Análise Conjuntural

Apesar de o Estado Islâmico ter sido derrotado na Síria, resta saber se este é mesmo o fim da guerra, além disso, o pós-guerra deve ser pensado com muito cuidado em relação a como os derrotados, no caso, os membros do Estado Islâmico, serão julgados e punidos, por quem e onde, visto que se trata de um conflito de caráter internacional.

O fim do Estado Islâmico na Síria trás quatro possíveis cenários (SPECKHARD, 2017). Primeiro, no qual a guerra retorna ao que era antes com uma disputa pela manutenção ou retirada de Bashar al-Assad do governo sírio e a oposição unida aos Estados Unidos ganhem e alterem o regime de poder na Síria; o segundo é um cenário no qual a guerra retorne ao que era antes mas o governo de Bashar al-Assad unido à Rússia ganhem a guerra; o terceiro é o retorno da atuação de grupos terroristas como o Estado Islâmico, pois apesar dessa entidade ter sido derrotada sua ideologia permanece e muitos de seus antigos membros poderiam ser absorvidos por outros grupos; ou o quarto cenário, no qual a derrota do Estado Islâmico (AL JAZEERA, 2019) somada ao fracasso da intervenção do Iraque[xi] faça com que os Estados Unidos não vejam mais necessidade de intervenção ou a consideram muito custosa e retirem suas tropas.

Como foi explicado anteriormente, a guerra na Síria envolve três grupos principais, o governo sírio, os grupos domésticos contrários ao governo e, posteriormente, os grupos terroristas. Uma vez eliminados tais grupos, poderíamos pensar que a guerra retornaria a ser um conflito pautado na política doméstica da Síria. Se isso ocorrer, pode-se pensar nas possíveis consequências e até que ponto os atores envolvidos sustentariam sua posição visto que foram exauridos e gastaram seus recursos para combater o Estado Islâmico. Será agora Bashar al-Assad deposto? Se sim, possivelmente os Estados Unidos iriam estabelecer um novo governo como foi feito no Iraque. Sendo este o caso, seria este governo capaz de se sustentar ou o resultado seria o mesmo que o da intervenção do Iraque?

Um dos pontos principais a se pensar em relação a esse cenário é que ele é retroalimentativo, visto que muitos dos fatores que levaram à guerra na Síria e o surgimento do Estado Islâmico são consequências da intervenção estadunidense no Iraque e sua incapacidade de estabelecer um novo governo diante dos grupos revoltosos. Assim,  se há a experiência do Estado Islâmico, pode-se pensar que caso Bashar al-Assad seja derrotado, grupos resistentes à intervenção estadunidense possam se aproveitar das estruturas deixadas pelo ISIL e retornar ao ponto inicial (AL JAZEERA, 2019).

Outro ponto a ser ressaltado neste cenário seria a reação russa em relação à intervenção estadunidense, já que a Rússia é um forte apoio ao governo de Bashar al-Assad.  A troca de governos na Síria de um regime apoiado pela Rússia para um regime simpático aos Estados Unidos alterariam a balança de poder no oriente médio. Os países vizinhos, potencialmente se sentiram ameaçados, visto que neste cenário ambos, a Síria e o Iraque,  teriam sofrido graves consequências de intervenções estadunidenses para readequar seus governos à interesses imperialistas. Possivelmente, a China reagiria a isso, visto que ela constantemente se encontra no jogo de poder entre Estados Unidos e Rússia.

O segundo cenário é a antítese do primeiro, no qual o governo de Bashar al-Assad ganha e se retorna ao status quo ante, nesse caso, as possíveis consequências para a conjuntura internacional seriam uma desmoralização dos Estados Unidos que provavelmente seria respondida com outras formas de sabotar o governo Sírio, através de embargos econômicos e repúdio internacional. Além disso, a problemática deste cenário seria o destino dos grupos revoltosos contrários ao Assad, seriam eles ainda mais reprimidos pelo seu governo ou se uniriam a grupos terroristas? Resultando no terceiro cenário.

Já o terceiro cenário, assim como o primeiro, também carrega em si a característica de ser retroalimentativo, já que retornaria ao ponto inicial do debate com a insurgência de novos grupos terroristas com o know-how do Estado Islâmico (AL JAZEERA, 2019). Poderíamos levar em consideração que os atores contrários a esses grupos provavelmente não teriam mais a capacidade de resistir a eles novamente. E caso eles triunfem, é improvável que fosse instalado na Síria um novo governo favorável à população revoltosa. Possivelmente, o novo governo seria um califado baseado nas leis da sharia como foi proposto pelo Estado Islâmico.

O quarto cenário se relaciona ao segundo no que tange a desmoralização dos Estados Unidos no sistema internacional. O que difere este cenário do segundo é que, por se tratar de uma desistência, os Estados Unidos iriam perder apoio moral para sabotar o governo Sírio por outras vias e ou perderia o argumento de que o governo de Assad não é democrático, ou estaria declarando não se comprometer com a democracia, algo muito grave para a política externa estadunidense visto que é este discurso que pauta muitas das suas intervenções internacionais, inclusive atualmente na Venezuela.

Visto as possibilidades analisadas anteriormente, não há resposta fácil para o que será do Estado Islâmico e da Guerra na Síria, porém, há inegavelmente uma evolução do conflito que caminhará agora para uma nova etapa. Como foi analisado acima, os possíveis cenários são extremamente complicados e delicados para os atores envolvidos, e irão exigir um cuidadoso cálculo estratégico, tanto para preservar suas políticas internas e externas, quanto para evitar consequências desastrosas para o Sistema Internacional. O que pode se concluir com uma maior segurança através dessa análise conjuntural, é que o fim do Estado Islâmico na Síria não representa de forma alguma o fim da Guerra na Síria. Apesar da atuação deste ator ter sido um fator agravante durante a guerra, sua derrota não representa um alinhamento de pautas entre os demais atores envolvidos no conflito, muito pelo  contrário, possivelmente só os recordaria das disputas antigas que foram brevemente deixadas de lado em função de resistir a este inimigo em comum  que, uma vez menos ameaçador, gera um esvaziamento das pautas comuns e poderá ser um gatilho para o conflito.

Referências:

ANATOMY OF A ‘CALIPHATE’… (2019) Anatomy of a ‘caliphate’: The rise and fall of ISIL. Al Jazeera. 23 mar. 2019. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/news/2019/03/anatomy-caliphate-rise-fall-isil-190320140536453.html>

ENTENDA AS DIFERENÇAS E DIVERGÊNCIAS ENTRE SUNITAS E XIITAS (2016) BBC Brasil. 4 jan. 2016. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160104_diferencas_sunitas_xiitas_muculmanos_lab>

ISIL DEFEATED… (2019) ISIL defeated in final Syria victory: SDF. Al Jazeera. 23 mar. 2019. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/news/2019/03/isil-defeated-syria-sdf-announces-final-victory-190323061233685.html>

ISIL TERRITORY… (2019) ISIL territory ‘100 percent eliminated’ in Syria: White House. Al Jazeera. 22 mar. 2019. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/news/2019/03/isil-territory-100-percent-eliminated-syria-white-house-190322163051931.html>

KURDI, Abdulrahman Abdulkadir. The Islamic State. London: Mansell, 1984.

MILNE, Seumas. Now the truth emerges: how the US fuelled the rise of Isis in Syria and Iraq. The Guardian, v. 3, 2015.

O QUE É JIHADISMO? (2014) BBC Brasil. 14 dez, 2014. Disponível em <https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/12/141211_jihadismo_entenda_cc>

PARLAR DAL, Emel. Impact of the transnationalization of the Syrian civil war on Turkey: conflict spillover cases of ISIS and PYD-YPG/PKK. Cambridge Review of International Affairs, v. 29, n. 4, p. 1396-1420, 2016.

PUTNAM, Robert D. Diplomacia e política doméstica: a lógica dos jogos de dois níveis. Revista de Sociologia e política, v. 18, n. 36, 2010.

SPECKHARD, Anne; SHAJKOVCI, Ardian; YAYLA, Ahmet. Following a military defeat of ISIS in Syria and Iraq: what happens next after the military victory and the return of foreign fighters?. Contemporary Voices: St Andrews Journal of International Relations, v. 8, n. 1, 2017.

WHAT IS SYRIA’S FUTURE… (2019) What is Syria’s future after eight years of war?. Al Jazeera. 14 mar. 2019. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/programmes/insidestory/2019/03/syria-future-years-war-190314183214913.html>

ZELIN, Aaron Y. The war between ISIS and al-Qaeda for supremacy of the global jihadist movement. The Washington Institute for Near East Policy, v. 20, n. 1, p. 1-11, 2014.

8 PEGUNTAS PARA… (2018) 8 perguntas para entender motivo de ataque à Síria e origem do conflito. BBC Brasil. 14 abr. 2018. Disponível em:  <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-43764607>

 [i] movimento ocorrido em grande parte dos países do oriente médio na década de 2010 contra os governos de tradição autoritária na região

[ii] Para saber mais, leia o artigo sobre a guerra da Síria no blog Conjuntura Internacional, disponível em: <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2012/11/09/primavera-arabe-e-as-proporcoes-do-conflito-interno-na-siria/>

[iii] termo de relações internacionais que se traduzido literalmente significa “derramamento”

[iv] do latim, “situação normal anterior”, ou seja, a situação padrão anterior à cisão, ao conflito

 

[v] A Jihad é um preceito do islã que normalmente indica uma luta para manter e alcançar os valores islâmicos.

“Em árabe, a palavra significa “esforço” ou “luta”. No islã, isso pode significar a luta interna de um indivíduo contra instintos básicos, o esforço para construir uma boa sociedade muçulmana ou uma guerra pela fé contra os infiéis. O termo “jihadista” tem sido usado por acadêmicos ocidentais desde os anos 1990, e mais frequentemente desde os ataques de 11 de setembro de 2001, como uma maneira de distinguir entre os muçulmanos sunitas não violentos e os violentos.” (BBC, 2014)

 

[vi] Seguidor da ideologia do islã

[vii] “Muçulmanos sunitas se consideram o ramo ortodoxo e tradicionalista do islã. A palavra sunita vem de “Ahl al-Sunna”, ou “as pessoas da tradição”. A tradição, neste caso, refere-se a práticas baseadas em precedentes ou relatos das ações do profeta Maomé e daqueles próximos a ele.” (BBC, 2016)

[viii] forma de dominação islâmica, se assemelha a um Estado

[ix] conjunto de leis islâmicas extremistas

[x] Inicialmente, o Estado Islâmico era um braço da Al-Qaeda, mas cortaram laços devido a Al-Qaeda considerar o grupo muito extremo e por não ter pretensões de se tornar um Estado, como era pretensão do ISIL (ZELIN, 2014)

[xi] A referência à intervenção no Iraque é feita aqui como um paralelo à situação da Síria, já que a intervenção no Iraque pelos Estados Unidos tinha como objetivo depor o governo de Saddam Hussein pautado em um discurso democrático, porém, uma vez deposto, os EUA estabeleceram um novo governo no Estado que não foi capaz de se manter devido à população revoltosa, à resistência à oposição feita pelos Estados Unidos foi muito custosa e agravou a revolta, sendo uma das causas do surgimento do Estado Islâmico, uma vez que este inimigo foi derrotado e os EUA tiveram sua redenção, e perceberam que não têm condições de estabelecer um novo governo na Síria e lidar com consequências similares ao caso do Iraque, os EUA iriam se retirar do território e desistir da guerra? (MILNE, 2015)

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