A escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos e o aumento da instabilidade no Oriente Médio

Luísa da Silva Buzatti

Taciana Lage Gonçalves

Resumo

Em novembro de 2018, o presidente Trump anunciou a saída dos Estados Unidos do Acordo Nuclear Internacional, assinado em 2015, com o governo iraniano e um grupo de potências. Após a saída, o presidente reinicia as sanções econômicas contra o Irã e pressiona os demais países do sistema internacional a aderirem ao embargo. O presente artigo analisa como a escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos, desde o final de 2018, contribui para o aumento da instabilidade no Oriente Médio, tendo em vista a crescente militarização da região, as incertezas das pretensões estadunidense, a ocorrência de incidentes e o posicionamento dos demais Estados orientais.

Relações históricas entre o Irã, os Estados Unidos e os demais países do Oriente Médio

O Irã é um Estado que possui uma posição estratégica, uma vez que é uma área de passagem entre o Oriente Médio e a Ásia Central e Meridional, além de estar localizado entre o mar Cáspio e os Golfos Pérsicos e próximo a Omã, onde se situa a maior parte da produção de petróleo do mundo. Desta forma, o país é rico em reservas de petróleo, sendo esta uma das principais atividades de sua economia, equivalente a 15,3% do PIB iraniano no ano de 2017 (CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY, s/d; THE WORLD BANK GROUP, 2019).

Devido a sua localização estratégica, o país esteve por aproximadamente 140 anos (1800-1940) sob influência e domínio de países estrangeiros, como o Reino Unido, a Rússia e os Estados Unidos. Estes países buscavam a construção de políticas voltadas para o Oriente Médio, de forma a aumentar sua influência e a se tornarem potências atuantes na região. No período de 1953 até 1979, os Estados Unidos e o Irã, uma monarquia autocrática e ditatorial, liderada pelo sunita Xá Reza Pahlavi, possuíam uma forte aliança (resquícios da dominação estadunidense do país), em que a política externa iraniana era voltada a uma estreita relação com o governo estadunidense, além de possui como objetivo se tornar uma potência regional no Oriente Médio. Contudo, durante todos esses anos de dominação, a vontade de obstruir influências externas, de obter independência política e adquirir autonomia econômica esteve presente no povo iraniano, o que propiciou a Revolução Iraniana em 1979 e causou a deterioração da relação com os Estados Unidos (SANTO; BALDASSO, 2017).

No decorrer da década de 1970, havia uma instabilidade política e social no Irã devido à adoção de políticas excludentes privilegiando as elites e também repressão estatal, o que gerou uma grande insatisfação popular com o governo vigente, resultando em um levante, mobilizado principalmente pelo líder religioso xiita aiatolá Khomeini, que orientava as ações para a deposição do monarca e a proclamação da república. Esse movimento pode ser caracterizado como “uma revolução de independência e de defesa da identidade nacional frente ao processo globalizador promovido pelas grandes potências, que tende a corroer as fronteiras e a identidade nacional” (SANTO; BALDASSO, 2017, p.2). Os resultados da revolução foram o exílio do ditador Xá nos Estados Unidos e a instauração da República Teocrática Islâmica Iraniana em 1979, o que culminou em uma mudança evidente da política externa do país, voltada para o não alinhamento com o Ocidente (ZANONI, 2014) .      Para o novo governo iraniano, era necessário disseminar a mensagem das mudanças ocorridas para os demais países do Oriente Médio. As estratégias propunham

“(i) desestabilizar a situação política no Oriente Médio e criar um ambiente hostil aos interesses Ocidentais; e (ii) o Irã, como um Estado islâmico, xiita e revolucionário, estaria, primeiramente, interessado na libertação das oprimidas população xiitas nos demais países da região, em especial no Golfo Pérsico, Líbano e Iraque” (PHILIP, 1994, p. 121)

No ano de 1980, o Iraque invade o Irã, financiado pelos estadunidenses, e inicia uma guerra que duraria quase uma década, a qual foi motivada por uma aspiração de uma nova demarcação de fronteiras e a busca do enfraquecimento do governo islâmico. Nesse conflito, o Irã foi apoiado apenas pela Síria, Iêmen do Sul e Líbia. As demais nações do Oriente Médio, caracterizadas por um regime monárquico e pela subjugação e exclusão das populações xiitas [i], temiam que a Revolução Iraniana se alastrasse por seus territórios. Desta forma, apoiaram o Iraque e também receberam apoio dos países ocidentais, uma vez que entendiam esse Estado como uma ameaça, tanto ideológica como militar (ZAHAR, 1991).

Destacava-se que a disputa entre os grupos xiitas e sunitas na região é um dos fatores que explicam o atrito iraniano com os demais países, visto que o Irã sofreu uma revolução religiosa entre os séculos XVI e XVII, alterando-se de uma maioria sunita para uma maioria de adeptos xiitas. Desta forma, o alinhamento iraquiano, bem como dos demais países da região, com os Estados Unidos em busca de resguardar os grupos árabes sunitas, demonstra, desde aquela época, os desdobramentos que o Oriente Médio passaria. Apesar dos inúmeros conflitos posteriores que assolaram a região – Guerra do Golfo, Guerra do Afeganistão, Primavera Árabe – criaram-se fragmentações derivadas principalmente da clivagem entre países que apoiam os Estados Unidos, principalmente a Arábia Saudita, seu principal aliado –  e aqueles que são resistentes à presença estrangeira, tanto no próprio país, como também na região, como é o caso do Irã (PALAZZO, 2014; SANTO; BALDASSO, 2017).

Desta forma, entende-se que a instabilidade da região do Oriente Médio é resultado de uma variedade de fatores, desde questões identitárias-religiosas às motivações políticas. A próxima seção apresenta o cenário de tensão entre os Estados Unidos e o Irã decorrente da saída unilateral do EUA, em dezembro de 2018, do Acordo Nuclear Internacional e do endurecimento do pronunciamento do presidente iraniano Hassan Rouhani. Desta forma, será possível analisar como essa conjuntura internacional específica contribui para o aumento da instabilidade no Oriente Médio.

Escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos

O Acordo Nuclear Internacional foi assinado em 2015 entre o Irã e um grupo de potências denominado P5+1 – composto pelos membros permanentes do Conselho de Segurança[ii] (Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia) mais a Alemanha. O acordo visava a suspensão das sanções econômicas contra o Irã, que eram aplicadas pela Organização das Nações Unidas, EUA e União Europeia, contanto que o governo iraniano reduzisse suas atividades nucleares e concordasse com um regime de monitoramento, verificação e inspeção, a ser realizado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)[iii]. Destaca-se que foi permitido ao governo iraniano a manutenção de seu programa nuclear para fins comerciais, médicos e industriais (IRAN NUCLEAR DEAL…, 2019).

A escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos iniciou em novembro de 2018, quando o presidente Trump anunciou a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo, ainda que o governo iraniano, segundo a AIEA, não tenha desrespeitado sua parte. Em novembro de 2018, o EUA reiniciou as sanções econômicas ao Irã e também aos países, entidades e indivíduos que comercializassem com o governo iraniano. No entanto, no âmbito europeu, o Reino Unido, a Alemanha e a França se opuseram às ações unilaterais dos EUA e apoiaram o governo iraniano (EL-GHOBASHY; SLY, 2019; US UNLEASHES SANCTIONS…, 2018).

O objetivo do embargo estadunidense é forçar um novo acordo com o Irã, que contenha restrições não apenas às atividades nucleares, mas também ao programa de mísseis e à atuação deste país na região do Oriente Médio. As sanções têm alto prejuízo para a economia iraniana, pois atingem as exportações de petróleo, as empresas de navios e os bancos, causam a saída de investidores e de companhias estrangeiras do país e aumentam a inflação. Além disso, no âmbito social, o aumento da pobreza, derivada dessa interdição, resultou em protestos no Estado (DEHGHANPISHEH; SHARAFEDIN, 2019; IRAN NUCLEAR DEAL…, 2019).

No início de maio de 2019, em resposta à pressão estadunidense, o presidente iraniano Hassan Rouhani disse que “o acordo nuclear ainda está em vigor, mas hoje iremos virar e mostrar o outro lado da moeda. O acordo nuclear diz nos artigos n.26 e n.36 que, se outra parte o violar, nós podemos reduzir nossos compromissos a qualquer nível” (ROUHANI ANNOUNCES REDUCTION…, 2019, s/p tradução nossa[iv]). Rouhani declarou que, em um prazo de 60 dias, o Irã irá retomar seu programa de enriquecimento de urânio e o reator de água, que é utilizado na produção das bombas nucleares (ROUHANI ANNOUNCES REDUCTION…, 2019). Dessa forma, apesar de não se retirar do acordo, o anúncio de Rouhani aumentou potencialmente o atrito com o EUA e pressionou, principalmente, os países europeus e a China a desrespeitarem as sanções estadunidenses (EL-GHOBASHY; SLY, 2019).

Constatou-se que a escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos é um cenário que envolve uma diversidade de atores do sistema internacional, como pode ser verificado pela pressão estadunidense e iraniana por um posicionamento dos demais Estados. A seção seguinte, por sua vez, propõe analisar o impacto desta conjuntura para o aumento da instabilidade no Oriente Médio, tendo em vista a crescente militarização da região, o posicionamento de alguns Estados e uma série de incidentes.

Aumento potencial da instabilidade do Oriente Médio

A relação histórica do Irã com os demais Estados do Oriente Médio é caracterizada por conflitos de motivações políticas, relacionados aos regimes monárquicos, e por questões religiosas, traduzidas no atrito entre sunitas e xiitas. A escalada da tensão entre o Irã e os Estados Unidos aumentam significativamente o atrito iraniano com os demais países da região, visto que os países orientais também são pressionados pelos Estados Unidos a aplicarem o embargo econômico ao Irã, principalmente no que se refere às exportações de petróleo. O presidente turco Tayyip Erdogan, por exemplo, desaprova as sanções ao Irã e alega que essa ação desestabiliza a região do Oriente Médio. No entanto, por temer uma retaliação dos EUA e decidiu aderir ao embargo econômico, de forma que passou a importar petróleo do Iraque, Rússia e Cazaquistão (SEZER, 2019).

De maneira semelhante, a militarização crescente do Oriente Médio e a incerteza das intenções estadunidenses aumentam potencialmente os riscos de uma escalada inadvertida entre o Irã e os Estados Unidos. No dia 9 de maio de 2019, o Secretário de Defesa estadunidense, Patrick Shanahan, anuncia o envio de 120000 tropas para o Oriente Médio. Também no início de maio, chegaram ao Golfo de Omã o porta-aviões Abraham Lincoln, bombardeiros B-52, uma bateria interceptora de mísseis e tropas navais. Apesar da quantidade de tropas não ser suficiente para uma invasão ao Irã, há dúvidas se a presença estadunidense deseja somente intimidar o governo iraniano ou até mesmo promover uma intervenção militar e mudança no regime iraniano (SCHMITT; BARNES, 2019).

Além disso, recentemente, ocorreu uma série de incidentes no Oriente Médio que fizeram com que se expandisse as tensões na região: a Arábia Saudita acusou o Irã de ter executado sabotagens de navios petroleiros e ataques a estações de bombeamento de petróleo. Apesar de não haver relatórios que comprovem o culpado dessas ações, o grupo de rebeldes iemenitas, que são apoiados e financiados pelo governo iraniano, reivindicaram o ataque. O governo nega qualquer envolvimento, contudo, tais incriminações amplificam a resposta de ameaças e ofensas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, o que também resulta em um incremento da presença militar estadunidense na região (YEE, 2019).

No dia 19 de junho de 2019 houve um ataque com foguetes em Bagdá, no Iraque, perto da Zona Verde[v], região mais segura da capital iraquiana, onde se situam embaixadas e outros prédios governamentais, inclusive, a embaixada dos Estados Unidos. Novamente, essa ação foi atribuída ao Irã, contudo, o mesmo alega não estar envolvido e acusa o EUA de criar circunstâncias para uma escalada de tensão. Estas supostas ameaças do Estado iraniano incitam provocações de ambos os países, o que aumenta a instabilidade e violência no Oriente Médio, uma vez que os mesmos deixaram claro que não irão ceder e não descartam a possibilidade de retaliação envolvendo o uso de força física. (SPUTNIK; YEE; PETIT JOURNAL, 2019).

Ademais, em 21 de junho de 2019, o Irã derrubou um drone estadunidense sob a justificativa de que a aeronave não tripulada estava em seu território. Os Estados Unidos, por sua vez, alegaram que o drone sobrevoava o espaço aéreo internacional, acima do Estreito de Ormuz (BERLINGER et al, 2019). Após o ocorrido, o presidente Trump disse, em uma entrevista para a NBC, que havia um plano de ação para atacar o Irã e que este não foi autorizado devido ao elevado número de mortes esperado (cerca de 150 pessoas) (SILVA, 2019). Apesar de não dar seguimento à uma investida militar, em 23 de junho de 2019, os Estados Unidos prometeram novas sanções e também realizaram um ataque cibernético ao controle de sistema de lançamento de mísseis e foguetes iranianos (US LAUNCHED CYBERATTACKS…, 2019).

Considerações finais

O aumento da instabilidade no Oriente Médio, devido a tensão entre o Irã e os Estados Unidos, requer uma análise cuidadosa por parte dos países do sistema internacional, bem como do governo estadunidense e iraniano. A partir da análise, fica evidente a mudança de política externa do Irã ao longo dos anos. Se em um primeiro momento havia um alinhamento com o Ocidente, em um segundo há uma total inflexão de suas políticas, atualmente voltadas para a preservação da identidade nacional e resistência à presença estrangeira. Tal postura gerou um cenário de tensões, que envolve as relações entre o Irã e os Estados Unidos e reflete nas relações iranianas com os demais países do Oriente Médio.

A retomada das sanções ao Irã por parte dos Estados Unidos, no final de 2018, visam a restrição das atividades nucleares iranianas, do programa de mísseis e da atuação iraniana na região. O resultado foi a renovação da escalada de tensões entre os dois países, visto que o embargo econômico às exportações de petróleo, às empresas de navios e aos bancos é potencialmente prejudicial ao país. Além disso, a militarização da região, a possibilidade de uma intervenção militar, o posicionamento dos demais países do Oriente Médio e as acusações feitas contra o governo iraniano, devido a uma série de incidentes recentes, aumentam a possibilidade de uma escalada inadvertida e de um conflito direto entre os dois países, ação que não é descartada por ambos os Estados.

Dessa forma, os atritos entre os dois países apresentam ao Irã o grande desafio de se desenvolver em face às sanções estadunidenses, uma vez que este embargo impacta sua economia e constrange as ações dos demais países do sistema internacional. O cenário atual demonstra que nenhum dos lados irá regredir em suas ações ou flexibilizar seus posicionamentos, de modo que há uma tendência para a deterioração da conjuntura internacional. 

Referências

A escalada de tensões no Golfo Pérsico. Tanguy Baghdadi. Petit Journal,  14 mai. 2019. Podcast. Disponível em: https://soundcloud.com/user-85387203. Acesso em: 18 maio 2019.

BERLINGER, Joshua; TAWFEEQ, Mohammed; STARR, Babara; BOZORGMEHR, Shirzad; PLEITGEN, Frederik. Iran shoots down US drone aircraft, raising tensions further in Strait of Hormuz. CNN, Tehran, 21 jun. 2019. Disponível em: https://edition.cnn.com/2019/06/20/middleeast/iran-drone-claim-hnk-intl/index.html. Acesso em: 24 jun. 2019.

Definition of Green Zone. Collins Dictionary. 2019. Disponível em: https://www.collinsdictionary.com/dictionary/english/green-zone. Acesso em: 25 maio 2019.

CENTRAL INTELLIGENCE AGENCY. The World Factbook: Iran. Disponível em: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ir.html. Acesso em: 18 maio 2019.

DEHGHANPISHEH, Babak; SHARAFEDIN, BOZORGMEHR. Iran says it will not surrender even if it is bombed. Reuters, Geneva/Londres, 23 maio 2019. Disponível em: https://www.reuters.com/article/us-usa-iran-commander/iran-us-tension-is-a-clash-of-wills-guards-commander-idUSKCN1ST13X. Acesso em: 25 maio 2019.

EL-GHOBASHY, Tamer; SLY, Liz. Faced with relentless American pressure, Iran starts to hit back. The Washington Post, [S.l], 22 maio 2019. Disponível em: https://www.washingtonpost.com/world/faced-with-relentless-american-pressure-iran-starts-to-hit-back/2019/05/22/932551a2-7598-11e9-a7bf-c8a43b84ee31_story.html?noredirect=on&utm_term=.fe7bd2e81913. Acesso em: 25 maio 2019.

Foguete atinge Zona Verde de Bagdá. Sputnik, 19 mai. 2019. Disponível em: https://br.sputniknews.com/oriente_medio_africa/2019051913913241-foguete-katyusha-iraque/. Acesso em: 25 maio 2019.

IRAN nuclear war: key details. BBC News, [S.l.], 7 maio 2019. Disponível em: https://www.bbc.com/news/world-middle-east-33521655. Acesso em: 24 maio 2019.

NAÇÕES UNIDAS. Conselho de Segurança. 2019 Disponível em: https://nacoesunidas.org/conheca/como-funciona/conselho-de-seguranca/. Acesso em: 20 jun. 2019.

PALAZZO, Carmen Lícia. As múltiplas faces do islã. Revista de História. 2014. Disponível em: http://www.periodicos.ufpb.br/index.php/srh/article/view/22242. Acesso em: 18 maio 2019.

PHILIP, G. Philip. The Islamic revolution in Iran: its impact on foreign policy. In. CHAN, Stephen (Org.). Renegade States: The Evolution of Revolutionary Foreign Policy. Manchester University Press: Manchester, 1994. Cap. 7, p. 117-137.

ROUHANI announces ‘reduction not withdrawal’ from Iran nuclear deal. The Washington Post, [S.l], 8 maio 2019. Disponível em: https://www.washingtonpost.com/video/world/rouhani-announces-reduction-not-withdrawal-from-iran-nuclear-deal/2019/05/08/21a989a2-e0e9-45c9-beee-d3c3edd7acdd_video.html?utm_term=.416422a4d90a. Acesso em: 25 maio 2019. [Vídeo].

SANTO, Murillo; BALDASSO, Tiago. A Revolução Iraniana: Rupturas e continuidades na Política Externa do Irã. Revista Perspectiva, v.10, n.18, 2017. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/RevistaPerspectiva/article/view/80167/47837. Acesso em: 18 maio 2019.

SCHMITT, Eric; BARNES, Julian E. White house reviews military plans against Iran, in echoes of Iraq War. The New York Times, Washington, 13 maio 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2019/05/13/world/middleeast/us-military-plans-iran.html?module=inline. Acesso em: 25 maio 2019.

SEZER, Can. Despite rhetoric, Turkey complies with U.S. oil sanctions on Iran. Reuters, Istambul, 21 maio 2019. Disponível em: https://www.reuters.com/article/iran-oil-turkey/despite-rhetoric-turkey-complies-with-us-oil-sanctions-on-iran-idUSL5N22W3GK. Acesso em: 25 maio 2019.

SILVA, Daniella. NBC, [United States], 21 jun. 2019. Disponível em: https://www.nbcnews.com/politics/politics-news/trump-says-he-did-not-given-final-approval-iran-strikes-n1020386. Acesso em: 24 jun. 2019.

SPECIA, Megan; GLADSTONE, Rick. The tension between Americana and Iran, explained. The New York Times, Nova Iorque, 16 mai. 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2019/05/16/world/middleeast/iran-tensions-explainer.html. Acesso em: 18 maio 2019

YEE, Vivian. Claim of Attacks on 4 Oil Vessels Raises Tensions in Middle East. The New York Times, 13 mai. 2019. Disponível em: https://www.nytimes.com/2019/05/13/world/middleeast/saudi-arabia-oil-tanker-sabotage.html?module=inline. Acesso em: 25 maio 2019.

THE WORLD BANK. Oil rents (% of GDP). 2019. Disponível em: https://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PETR.RT.ZS?locations=IR. Acesso em: 22 maiO 2019.

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ZAHAR, León Rodríguez. La revolución Islâmica-clerical de Irán, 1978-1989. El Colégio de México: México, 1991.

ZANONI, David. Do Xá ao Aiatolá: A Revolução Iraniana através de VEJA (1978-1979). 2014. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/oficinadohistoriador/article/view/18954/12017. Acesso em: 18 maio 2019.

Notas de fim

[i] A diferença entre xiitas e sunitas se dá por uma disputa sucessória logo após a morte de Maomé – figura central do islamismo. Enquanto que para os sunitas, a sucessão se daria através da escolha de um líder baseado na tradição, para os xiitas, a continuação dos ensinamentos do profeta se dariam apenas pelos descendentes de Maomé. Essa diferença de concepção do islã é um dos fatores dos conflitos que envolvem os dois grupos, não só dentro do país, como foi o caso da Revolução Iraniana, mas como também em outras regiões do Oriente Médio (PALAZZO, 2014).

[ii]  O Conselho de Segurança (CS) é um órgão das Nações Unidas formado por 15 membros, dos quais, a China, os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a Rússia constituem os membros permanentes que possuem o direito de vetar uma decisão; e os demais que se alternam a cada dois anos, sendo estes membros não-permanentes. O CS tem como função assegurar a paz e a segurança no ambiente internacional (NAÇÕES UNIDAS, 2019).

[iii] Antes do Acordo Nuclear Internacional, o Irã possuía um estoque de 20000 centrífugas nucleares e uma quantidade elevada de urânio enriquecido, que é utilizado na produção de armas nucleares. Após a assinatura do acordo, o governo iraniano se comprometeu a instalar no máximo 5060 centrífugas e a produzir apenas urânio pouco enriquecido, que é utilizado para fins pacíficos (IRAN NUCLEAR DEAL…, 2019).

[iv] “The nuclear deal is still in place, but today we will flip and show the other side of the coin. The nuclear deal has told us in its articles 26 and 36 that if the other party violates it, we can also reduce our commitments at any level” (ROUHANI ANNOUNCES REDUCTION…, 2019).

[v]Termo militar para indicar a zona mais segura da capital de Bagdá posterior a invasão do Iraque, no ano de 2003 (COLLINS DICTIONARY, 2019).

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