Na contramão da onda: as eleições no México e sua (des) conjuntura com as tendências latino-americanas

Brunno Victor Freitas Cunha

Resumo: A América Latina passa por um período de questionamento dos regimes de esquerda que assumiram o poder durante o início do século XXI e compuseram a chamada “Onda Rosa”. Assim, diversos países têm visto a ascensão de governos conservadores e neoliberais. Neste contexto, entretanto, há outros que estão contrariando as tendências regionais, como é o caso do México, que elegeu em 2018 o candidato da esquerda, Andrés Manuel López Obrador. Tendo isto em vista, este artigo discutirá as mudanças no contexto político latino-americano em associação com uma análise da conjuntura mexicana, de modo a compreender os possíveis motivos que levaram a eleição de um candidato desviante e quais são os pontos de ruptura em suas pretensões com o modelo de desenvolvimento que vinha sendo adotado no país.

Da Onda Rosa à Azul

A América Latina, desde os anos 90, passa por períodos marcados pela predominância de governos neoliberais e períodos com predomínio de governos de esquerda e centro-esquerda (BRATILIERE, VIANA, 2018)[i]. Nessa década, governos neoliberais e ditos de uma “terceira via” -ambos influenciados por uma certa ortodoxia econômica- começaram a se eleger na região, como por exemplo, no Brasil, Argentina e Chile. Essa tendência que só vem a se alterar nos anos que se aproximaram do novo milênio com a eleição de Hugo Chávez na Venezuela (SILVA, 2010). Chávez inaugurou a chamada Onda Rosa[ii] no continente, que se concretiza com as eleições de Ricardo Lagos no Chile em 2000, Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil em 2002, Néstor Kirshner em 2003 na Argentina, Evo Morales na Bolívia em 2005, Fernando Lugo no Paraguai em 2008, dentre outras novas gestões e reeleições que ocorrem nos anos seguintes (ROCHA, MACIEL, 2016; CARVALHO, 2013; SILVA, 2010). Os governos de esquerda ascenderam em um contexto de questionamento e crise das políticas neoliberais na América Latina.

Porém, em meados de 2010, quando o Chile elegeu o economista bilionário Sebastián Piñera como novo presidente, iniciou-se uma nova tendência (LARRABURE, LEIVA, 2018). Dando prosseguimento, Maurício Macri foi eleito em 2015 na Argentina e Michel Temer foi empossado, após o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, em 2016. Ademais, assumem Pedro Pablo Kuczynski[iii] no Peru em 2016, Lenín Moreno[iv] em 2017 no Equador, Iván Duque na Colômbia e, mais recentmente, Jair Messias Bolsonaro em 2018 no Brasil. O mapa regional, portanto, começa a ser tingido por uma outra coloração, dando início a uma nova- e antagônica- onda denominada Onda Azul (SHALDERS, 2019).

A Onda Azul vem a ser consumada recentemente com o esvaziamento da Unasul[v]– criada e impulsionada pelos governos de esquerda precedentes, especialmente por Chávez, Kirchner e Lula- e a criação do Prosul pelos líderes de direita recém-empossados, que se propõe um meio “neutro”, em termos ideológicos, e pouco burocrático de se alcançar a cooperação entre os países sul-americanos (ROSA, 2019). No entanto, alguns países seguem com seus governos de esquerda, como a Bolívia, o Uruguai e a Venezuela (LEAL, MOLINA, 2019), enquanto outros parecem ir em uma direção contrária a tendência regional, como é o caso do México ao eleger, em 2018, Andrés Manuel López Obrador após Enrique Peña Nieto, que ocupava o cargo desde 2012 (RAMÍREZ, 2018).

A conjuntura mexicana

Andrés Manuel López Obrador, também conhecido pelas suas iniciais como Amlo e ex-prefeito da Cidade do México, é tido como o presidente mais “à esquerda” da história moderna mexicana. O atual presidente prometeu mudanças radicais, principalmente no que concerne ao combate à corrupção e à violência, diminuição de desigualdades, da pobreza e de gastos públicos desnecessários, a exemplo das promessas de se desfazer da frota de veículos presidenciais e de um avião comprado por seu antecessor (SESIN, ÁLVAREZ, 2018). Assim, dizendo que “[p]ara o bem de todos, os pobres vêm em primeiro lugar” (SESIN, ÁLVAREZ, s/p, 2018, tradução nossa[vi]), conseguiu amplo apoio popular e uma vitória com 53% dos votos, a maior margem dos últimos 30 anos (LOCKER, 2018). Sua vitória atípica para os padrões mexicanos requer, portanto, uma análise do ambiente político do país e do ambiente externo que o tem impactado diretamente.

Inicialmente, havia um forte sentimento de mudança em relação aos três partidos que dominaram a política durante as quatro décadas subsequentes ao restabelecimento democrático[vii]: o Partido Ação Nacional (PAN), conservador de direita; o Partido Revolucionário Institucional (PRI), de centro-esquerda; e, por fim, o Partido da Revolução Democrática (PRD), também de centro-esquerda. Tal questão é reiterada pela situação dos candidatos rivais no processo eleitoral. Ricardo Anaya, do PRD, juntamente com outros políticos do seu partido, coleciona acusações de corrupção. José Antonio Meade, do PRI, apesar de possuir uma boa reputação tem seu partido envolvido em diversos escândalos durante seus 77 anos de governo nos últimos 89 anos de história do país (SAUNDERS, 2018), o que é reforçado no mandato do ex-presidente Enrique Peña Nieto. Até mesmo o candidato independente, Jaime Rodríguez Calderón, teve certas declarações criticadas por seu caráter extremista, como ao propor a amputação da mão direita de corruptos (ATLHUS, 2018).

Assim, a falta de resultado em determinadas pautas, como corrupção, violência e desigualdade social, e o descrédito dos outros candidatos no processo abriram espaço para a ascensão de outsiders[viii] no jogo político. López Obrador- apesar de já ter sido prefeito da Cidade do México e concorrido as eleições presidenciais por três vezes- e seu recém-criado partido, Movimento de Regeneração Nacional (Morena), são vistos como novidades em meio à velha política. Para completar, a inflação crescente e a atração de investimentos estrangeiros, que não se traduziram em grande crescimento econômico (GRILLO, 2018), são questões que também vão levar adiante a vitória de López Obrador, que “[…] representa uma clara rejeição do status quo na nação, que no último quarto de século foi definido por uma visão centrista e uma aceitação da globalização que muitos mexicanos sentem que não lhes serviu.” (AHMED, VILLEGAS, 2018, tradução nossa[ix]).

Nesse contexto, para além de questões domésticas o ambiente internacional também teve um impacto no resultado eleitoral, mesmo que menos preponderante. A ascensão de Donald Trump na presidência estadunidense fez com que a população mexicana passasse a buscar um líder com uma postura mais forte, menos conciliatória e que possa defender os interesses do país em primeiro plano, mesmo mantendo-se alinhado a Washington (AHMED, VILLEGAS, 2018). “[…] López Obrador, como Trump, é conhecido pela dureza particular dos adversários. E analistas dizem que sua visão de mundo mais nacionalista foi forjada pela desconfiança histórica da classe política mexicana em relação às intenções dos EUA” (ALTHAUS, 2018, tradução nossa[x]). No entanto, durante as campanhas presidenciais dos candidatos as relações com o vizinho foram pouco abordadas. Os problemas socioeconômicos enfrentados pelo país, como violência, más condições de emprego e corrupção, ensombreceram questões das relações internacionais e os ataques do presidente estadunidense. Ademais, o que convergia todos os candidatos, a despeito de suas claras diferenças, era uma postura contraria as ações de Trump (SEMPLE, 2018).

Do Neoliberalismo ao Anti-Neoliberalismo

A implantação do modelo neoliberal no México iniciou-se com o governo de Miguel de La Madrid (1982-1988). Nesse momento ocorreu um processo incisivo de privatizações de empresas estatais, que somavam mais de 1100. Tal modelo é intensificado por Carlos Salinas de Gotari (1988-1994), que realiza algumas reformas institucionais, como por exemplo a alteração do artigo n° 27 da Constituição mexicana, que possibilita a participação de capital privado, tanto nacional quanto estrangeiro, nas terras comunais, além de permitir sua compra e venda. Ademais, negociou a participação do país no Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA, em sua sigla em inglês) e firmou a entrada no GATT e na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Durante os governos sucedentes há uma continuidade da agenda privatizadora, porém com ampliação para portos, aeroportos, dentre outros, além de novas reformas constitucionais, a exemplo da alteração do artigo n° 28, que abre ao capital privado a participação no setor das comunicações (DE SALINAS…, 2019); BOTZ, 2015).

O antecessor de López Obrador, Enrique Peña Nieto, não rompe com essa tendência. Em seu governo firmou uma união chamada de “Pacto por México”, na qual se alinhou com os partidos PRD e PAN com o objetivo de realizar reformas estruturais, que possibilitaram a participação de empresas privadas na exploração de recursos energéticos. Tais reformas, retiraram o monopólio concedido à Comissão Federal de Eletricidade (CFE) e à empresa estatal petrolífera, Pemex (DE SALINAS…, 2019). Peña Nieto tenta justificar que o modelo de seu governo é “neoliberal, porém com amplo sentido social” (PEÑA… 2015, s/p, tradução nossa[xi]). Entretanto, é descrito como uma mera continuidade e intensificação das políticas neoliberais que vinham sendo realizadas nos últimos 30 anos no país, com reformas econômicas e trabalhistas que fortaleceram as elites e enfraqueceram a posição dos trabalhadores (BOTZ, 2015).

López Obrador era visto como o candidato da mudança. A população mexicana estava pronta “[…] para atacar os três partidos da direita política, centro e esquerda que governaram […]” (ALTAHUS, 2018, tradução nossa[xii]) nas últimas três décadas que sucederam a redemocratização do país. Seu partido carrega no nome essa ambição: Movimento de Regeneração Nacional (Morena). A corrupção, a impunidade e a violência, que matou mais de 150 mil pessoas nos últimos 12 anos, foram os principais fatores que levaram a população a apoiar uma mudança significativa de gestão (ALTHAUS, 2018). No âmbito econômico, o presidente mexicano busca reverter, nas suas palavras, as desastrosas políticas econômicas neoliberais que vinham sendo aplicadas (MEXICO’S…, 2018). Propõe, ainda, a defesa da indústria de petróleo nacional e a estatização da produção, através por exemplo da recuperação da Pemex, que vem sofrendo com sucessivos prejuízos nos últimos anos após casos de corrupção (AHMED, VILLEGAS, 2018).

López Obrador, como em uma ode, pediu “[…] a todos os mexicanos a reconciliação e, acima de seus interesses pessoais, por mais legítimos que sejam, o interesse maior, o interesse geral […]” (AHMED, VILLEGAS, 2018, tradução nossa[xiii]). Em seus primeiros meses de mandato já anunciou um aumento no salário mínimo e criou cerca de 20 novos programas sociais, com o objetivo de melhorar a distribuição de renda e aumentar o poder de consumo. Porém, não houve tanto avanço em suas políticas econômicas e de combate ao crime organizado (HARRUP, 2018; WEISS, 2019). Logo, há uma mudança visível nos rumos da política no México, seus efeitos e resultados, no entanto, ainda não estão claros.

Considerações finais

López Obrador se elegeu no México contrariando as tendências regionais. Seu discurso anti-neoliberal e progressista é oposto a onda reformista liberal ortodoxa e conservadora que ascende em vários países latino-americanos, como Argentina, Brasil e Peru (GRILLO, 2018). No entanto há certas similaridades no repúdio ao establishment e, em menor ou maior grau, na defesa do nacionalismo. Isso se deve a questão de que, como dito pela ex-presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, para além de questões ideológicas, o resultado das votações deriva em grande parte de uma ânsia por mudança (AHMED, VILLEGAS, 2018). A voz Amlo, assim como a de diversos outros dirigentes recém-eleitos, ecoa esperança.

Há uma clara percepção de mudança nas pretensões do novo presidente, principalmente no que tange as políticas econômicas e sociais do país. Ao introduzir o novo plano econômico do governo, López Obrador disse que o neoliberalismo estava oficialmente abolido. Descreveu as políticas dos seus antecessores como desastrosas e a partir desse momento, segundo ele, “o mercado não irá substituir o estado” (‘THE NEOLIBERAL… 2019) e se buscará uma reversão do “abandono ao povo”. No ambiente internacional é ainda incerto sua relação com seu vizinho e principal parceiro econômico: os Estados Unidos. Em um contexto de acirramento das relações entre os países- principalmente devido aos migrantes da América Central que têm utilizado o território mexicano como rota de passagem- e imposição de tarifas aduaneiras (MCDONELL, 2019) é válido levantar o questionamento se López Obrador conseguirá remediar a situação, se terá condições de conduzir as reformas que deseja e se realmente colocará o “México em primeiro lugar”.

Referências

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ALTHAUS, Dudley. Here’s what you need to know about Mexico’s presidential election. The Washington Post, Washington, 1 jul. 2018. Disponível em: <https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2018/07/01/heres-what-you-need-to-know-about-mexicos-presidential-election/?noredirect=on&utm_term=.899654e8ea4d&gt;. Acesso em: 16 abr. 2019.

ANGULO, Sharay; ESPOSITO, Anthony. Mexico new president vows to end ‘rapacious’ elite in first speech. Reuters, Londres, 1 dez. 2018. Disponível em: <https://www.reuters.com/article/us-mexico-politics/mexico-new-president-vows-to-end-rapacious-elite-in-first-speech-idUSKCN1O031G&gt;. Acesso em: 17 abr. 2019.

BOTZ, Dan La. Mexico under Enrique Peña Nieto: Neoliberal Authoritarianism, Social Turbulence, and the Absence of a Left. Historical Materialism Conference, Nova Iorque, abr. 2015. Disponível em: <https://www.academia.edu/13217749/Mexico_under_Enrique_Peña_Nieto_Neoliberal_Authoritarianism_Social_Turbulence_and_the_Absence_of_a_Left&gt;. Acesso em: 13 jul. 2019.

BRATILIERE, Karina Alves; VIANA, Nicolle Barbara Limones. A Onda Rosa e a Onda Azul: uma análise das tendências políticas da América do Sul nas últimas décadas. Conjuntura Internacional. 2018. Disponível em: <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2018/02/01/a-onda-rosa-e-a-onda-azul-uma-analise-das-tendencias-politicas-da-america-do-sul-nas-ultimas-decadas/#_edn1&gt;. Acesso em: 22 mar. 2019.

CARVALHO, Thales Leonardo de. As eleições no Mercosul e o possível fim da Onda Rosa: um estudo de caso de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Conjuntura Internacional. 2013. Disponível em: <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2013/12/20/as-eleicoes-no-mercosul-e-o-possivel-fim-da-onda-rosa-um-estudo-de-caso-de-argentina-brasil-paraguai-uruguai-e-venezuela/&gt;. Acesso em: 22 mar. 2019.

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ROCHA, Pedro Diniz; MACIEL, Heitor Cardoso e. Os desafios à Onda Rosa na segunda metade da década de 2010: uma análise do cenário político sul-americano. Conjuntura Internacional. 2016. Disponível em: <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/03/28/os-desafios-a-onda-rosa-na-segunda-metade-da-decada-de-2010-uma-analise-do-cenario-politico-sul-americano/&gt;. Acesso em: 22 mar. 2019.

RODRÍGUEZ ANDRÉS, Roberto. El ascenso de los candidatos outsiders como consecuencia de las nuevas formas de Comunicación Política y la desafección ciudadana. Comunicación y Hombre, 2016, n. 12, p. 73-95. Disponível em: < https://core.ac.uk/download/pdf/47060099.pdf&gt;. Acesso em: 13 jun. 2019.

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SAUNDERS, Doug. To understand Mexico’s new President, look what he did to its capital. The Globe and Mail, Toronto, 7 dez. 2018. Disponível em: <https://www.theglobeandmail.com/opinion/article-to-understand-mexicos-new-president-look-what-he-did-to-its-capital/&gt;. Acesso em: 24 mar. 2019.

SEMPLE, Kirk. Why Is Trump ‘Not Important’ in Mexico Election? All Candidates Are Against Him. New York Times, Cidade do México, 3 jul. 2018. Disponível em: < https://www.nytimes.com/2018/06/03/world/americas/mexico-election-trump.html&gt;. Acesso em: 13 jun. 2019.

SESIN, Carmen; ÁLVAREZ, Christopher. In Mexico, López Obrador takes office, vows to “end corruption and impunity”. NBC News, Nova Iorque, 30 nov. 2018. <https://www.nbcnews.com/news/latino/mexico-high-expectations-l-pez-obrador-he-takes-office-n941996&gt;. Acesso em: 24 mar. 2019.

SHALDERS, André. Bolsonaro visita Chile, primeiro a romper com onda de esquerda na América Latina. BBC News Brasil, São Paulo, 21 mar. 2019. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-47648328&gt;. Acesso em: 23 mar. 2019.

SILVA, Fabrício Pereira da. Até onde vai a “onda rosa”? Observatório Político Sul-Americano Análise de Conjuntura, n.2, fev. 2010. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/325543470_Ate_onde_vai_a_onda_rosa&gt;. Acesso em: 22 mar. 2019.

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VALENZUELA, Rubén Aguiar. A democracia no México. Revista USP, n. 109, p. 87-94, 22 nov. 2016. Disponível em: <http://www.revistas.usp.br/revusp/article/view/123145&gt;. Acesso em: 26 abr. 2019.

WEISS, Sandra. Mexico’s Andres Manuel Lopez Obrador marks first 100 days in office. DW, S.I, 10 mar. 2019. Disponível em: <https://p.dw.com/p/3EjF2&gt;. Acesso em: 18 abr. 2019.

[i] Para saber mais acesse: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2018/02/01/a-onda-rosa-e-a-onda-azul-uma-analise-das-tendencias-politicas-da-america-do-sul-nas-ultimas-decadas/#_edn1

[ii] Para saber mais acesse: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/03/28/os-desafios-a-onda-rosa-na-segunda-metade-da-decada-de-2010-uma-analise-do-cenario-politico-sul-americano/ e https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2013/12/20/as-eleicoes-no-mercosul-e-o-possivel-fim-da-onda-rosa-um-estudo-de-caso-de-argentina-brasil-paraguai-uruguai-e-venezuela/

[iii] Após pouco mais de um ano e meio de mandato, Kuczynski renúncia á presidência em meio a denúncias de compra de votos de políticos aliados. Assume seu vice, Martín Vizcarra, que dá continuidade ao seu governo de direita (PEDRO…, 2018).

[iv] Moreno foi vice do presidente de esquerda Rafael Correa durante seu mandato e é apoiado por ele para dar continuidade ao seu governo. Porém, após cerca de 100 dias de governo, Moreno decide romper com seu predecessor e assumir uma nova postura (FIGUEIREDO, 2017).

[v]Para saber mais sobre a UNASUL e seu enfraquecimento acesse: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2019/05/29/a-unasul-e-o-processo-de-enfraquecimento-da-organizacao/

[vi] For the good of all, the poor come first.

[vii] Após o término da fase armada da Revolução Mexicana em 1920, instaura-se um governo com três características básicas: o “presidencialismo, o partido único ou de Estado e o corporativismo.” (VALENZUELA, 2016). Um período marcado pelo autoritarismo, mas não ditatorial. Em 1977 inicia-se um processo de “transição democrática”, que só vem a ser efetivado em 2000, quando o partido da revolução, Partido Revolucionário Institucional (PRI), é retirado do poder por meio da vitória do Partido Ação Nacional (PAN) nas eleições presidenciais (VALENZUELA, 2016). Após isso, três partidos, dois citados anteriormente e o Partido da Revolução Democrática (PRD), se revezem no governo central do país e de suas unidades subnacionais.

[viii] A palavra Outsider é usada para indicar aqueles que estão “de fora”. No caso do jogo politico, não há uma definição única do termo. Pode ser usada para indicar aqueles que não tem experiência antes de se eleger a cargos políticos, aqueles que estão fora das convenções da chamada “política tradicional” ou aqueles não tinham aspirações e acabaram se elegendo a algum posto (RODRÍGUEZ ANDRÉS, 2016).

[ix] The outcome represents a clear rejection of the status quo in the nation, which for the last quarter century has been defined by a centrist vision and an embrace of globalization that many Mexicans feel has not served them

[x] López Obrador, like Trump, is known for particular toughness with opponents. And analysts say his more nationalist world view was forged by the Mexican political class’s historic distrust of U.S. intentions

[xi] neoliberal, pero con “amplio sentido social”

[xii] ready to clobber the three parties of the political right, center and left that have governed

[xiii] I call on all Mexicans to reconciliation, and to put above their personal interests, however legitimate, the greater interest, the general interest

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