A queda do Califado e a nova fase do Estado Islâmico

Leonardo Coelho Assunção Santa Rita

Bárbara Langamer

Resumo

Recentemente, o grupo terrorista autointitulado Estado Islâmico viu o fim do seu projeto de Califado com a queda do último território sob seu controle na Síria. Diante disso, o atual líder do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, surgiu em vídeo após 5 anos recluso conclamando os combatentes a continuar a luta em todas as partes do mundo e prometendo vingança pelo território perdido. O presente artigo objetiva apresentar a ascensão e a queda do Califado e discutir o processo de desterritorialização do Estado Islâmico a partir de um paralelo feito com o processo semelhante ocorrido com o grupo terrorista Al-Qaeda. Por fim, serão levantadas algumas possíveis implicações dessa nova fase do grupo para segurança internacional e para as práticas de contraterrorismo. 

Ascensão e queda do ISIS no Iraque e na Síria

O grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) teve como fundador e padrinho ideológico o jordaniano de origem sunita chamado Abu Musab al-Zarqawi. Devido às práticas extremistas, Zarqawi foi condenado à prisão por atentados terroristas mal executados. Durante cinco anos esteve encarcerado no seu país de origem, onde utilizou seu tempo para se educar religiosamente e desenvolver sua capacidade de liderança. Em 1999, Zarqawi foi liberto e se mudou para o Afeganistão, onde estabeleceu contato com as lideranças da Al-Qaeda. Devido à conformidade de um inimigo comum, Bin Laden autorizou que Zarqawi comandasse um grande campo de treinamento de combatentes, al-Tawhid wa al-Jihad (JTWJ) (DAMIN, 2015. FONSECA; LASMAR, 2017)

Na época da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, em 2003, a JTWJ estava organizada em solo iraquiano, na cidade de Biyara, em uma província curda. Esse grupo liderado por Zarqawi assumiu importante papel no combate às tropas estadunidenses, realizando inúmeros ataques, tanto de natureza terrorista quanto insurgente. Em 2004 a JTMJ passou a fazer parte oficialmente da Al-Qeada, prestando juramento ao líder, a Bayat[i], e recebendo o nome de Al-Qaeda do Iraque (AQI). Em 2006, Abu Ayyub al-Masri se torna o novo líder do grupo após Zarqawi ser morto por um bombardeio realizado pelos aviões dos EUA na cidade de Baqubah (FONSECA; LASMAR, 2017).

Apesar do novo líder, o objetivo do grupo se mantinha o mesmo: instaurar um Estado puramente islâmico no Iraque. Em novembro de 2006, houve uma coalizão de grupos insurgentes que declararam lealdade ao novo líder da AQI. A formação dessa coalizão foi diretamente responsável para um salto qualitativo nas ações do grupo, que passou a não se limitar apenas por ações terroristas e insurgentes, exercendo controle direto sobre territórios conquistados. Devido a esse avanço prático e ideológico, o grupo conseguiu recrutar um grande número de soldados e passou a comandar cidades, o que contribuiu ainda mais para o aumento das dificuldades que os EUA tinham em estabelecer um novo governo no Iraque (DAMIN, 2015).

Os ataques contra as populações Xiitas e pró Estados Unidos intensificaram o conflito no país, que só veio a ser apaziguado após a chegada do reforço militar estadunidense, responsável por conter as forças insurgentes no país. Entre o período de 2007 e 2011 houve uma retração do grupo devido à rejeição da população aos métodos utilizados nas áreas controladas. Diante de tal situação, o grupo teve de se adaptar às novas condições, mudando seu núcleo para a cidade de Mossul, região de maior população sunita. Com a diminuição das atividades do grupo, que à época já se chamava Estado Islâmico do Iraque (ISI) e era liderado por Abu Bakr al-Baghdadi, o governo dos EUA decide retirar grande parte das tropas do Iraque (DAMIN, 2015).

A retirada das tropas estadunidenses de solo iraquiano, somada à guerra civil síria, foram pontos cruciais para expansão do grupo terrorista. O fácil acesso a armamentos, o ganho de territórios considerados seguros e o vácuo de poder levaram o IS a se juntar aos combatentes de oposição a Bashar al-Assad e entrar de vez no conflito sírio. Em 2013 o grupo já havia ocupado diversos territórios na Síria e recrutado vários novos combatentes para lutar pela causa. Com essa nova fase de expansão, o grupo mudou seu nome para Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS). No ano seguinte Baghdadi declarou oficialmente a criação do Califado, logo após invadir territórios ao norte e ao nordeste do Iraque (BBC, 2018).

A conquista de territórios era crucial para a sobrevivência do grupo, pois áreas como o norte da Síria e o oeste do Iraque são ricas em petróleo. Assim, grande parte do financiamento do ISIS era obtido por meio da venda dessa commoditie no mercado negro. Contudo, a receita desse grupo veio a cair devido aos ataques da coalizão liderada pelos EUA às áreas produtoras de petróleo. Sem a principal fonte financeira, o grupo veio impor maiores taxas e impostos da população dos territórios em que controlava. Apesar dessa atitude, o grupo não conseguia recuperar o rombo financeiro gerado pela perda da venda do petróleo. Com a receita baixa e uma maior rejeição da população, o ISIS perdeu o controle de outros territórios, como Mossul e Raqqa (BBC, 2018).

Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, e uma das mais ricas e populosa, foi tomada pelo grupo terrorista com facilidade em 2014. Mais de 10.000 soldados iraquianos treinados pelos Estados Unidos estavam batendo em retirada frente a 800 extremistas. Ao tomar a cidade de Mossul, o grupo declara seu Califado e espalha o terror por toda parte, perseguindo as minorias e matando os oponentes. A partir desse momento, o ISIS se tornou conhecido em todo o mundo e os oponentes observaram que era uma grave ameaça que deveria ser levada a sério. No ano de 2017, a cidade foi recuperada pelos Iraquianos após o início de uma campanha militar que contava com o apoio da força aérea estadunidense, além militantes xiitas e combatentes curdos (BBC, 2017).

Meses depois, essa mesma aliança militar consegue retomar a cidade de Raqqa, localizada ao norte da Síria. Raqqa foi a primeira grande cidade na Síria tomada pelos insurgentes, e foi nessa localização que o grupo declarou sua “capital”. A cidade era um ponto estratégico para o ISIS. Além de ter os recursos necessários para o financiamento do grupo, Raqqa se localizava perto da fronteira com a Turquia, principal rota de acesso aos combatentes estrangeiros. Desde o início da ofensiva realizada pela coalizão liderada pelos EUA foram realizados mais de 3 mil ataques aéreos na região, garantindo a vitória contra o ISIS. Devido à constante pressão realizada pela coalizão dos EUA e pelos grupos leias ao governo Assad, o grupo terrorista perdeu todos os territórios controlados no Iraque e na Síria, com a última cidade caindo em março de 2019 (AFP, 2017. FONSECA; LASMAR, 2017).

A reaparição de Abu Bakr al-Baghdadi e os ataques no Sri Lanka

Não é apenas em função de sua perda de território que o autointitulado Estado Islâmico voltou a ocupar as manchetes dos principais jornais internacionais. Recentemente, o líder do ISIS, Abu Bakr Al-Baghdadi, gravou um vídeo após cinco anos da sua última aparição pública. Na gravação, Baghdadi faz referência à batalha por Baghouz, o último bastião do grupo terrorista no Leste da Síria. No vídeo, ele reconhece a derrota e afirma categoricamente que a batalha acabou, o que significa que o vídeo foi gravado recentemente, pois o ISIS perdeu o controle de Baghouz no final de março de 2019. Todavia, Baghdadi fez questão de afirmar que a “Grande Batalha” ainda não terminou, uma vez que mais confrontos virão e todos irmãos que foram mortos serão vingados (AL JAZEERA, 2019).

Nessa gravação, o líder do ISIS também mencionou os ataques terroristas realizados no Sri Lanka no domingo de Páscoa. Baghdadi afirmou que “Seus irmãos no Sri Lanka curaram os corações dos monoteístas com seus atentados suicidas, que sacudiram as camas dos cruzados durante a Páscoa para seus irmãos em Baghouz.[ii]”. Os ataques suicidas no Sri Lanka provocaram 253 mortes e cerca de 500 feridos e tiveram como alvos igrejas cristãs e hotéis de luxo que contavam com um grande número de turistas estrangeiros. As autoridades do Sri Lanka culparam o pequeno grupo National Thoweed Jamath, que foi banido do país, porém o grupo nega as acusações. O que se sabe até agora é que os perpetradores do ataque tinham conexões com o ISIS, e o próprio ataque em si possui um perfil muito semelhante a outros atos violentos praticados pelo grupo (AL JAZEERA, 2019. BBC, 2019).

Essa saída das sombras de Baghdadi após muitos rumores de que ele estaria morto significa uma tentativa de dar um novo fôlego ao ISIS e de aumentar o moral do grupo diante das recentes perdas de território. Após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que após a derrota do Estado Islâmico em Baghouz o grupo estaria definitivamente acabado, a reaparição de Baghdadi serve para mostrar a resiliência do grupo e sua disponibilidade de levar adiante a sua Jihad[iii] cada vez mais além do Iraque e da Síria. Essa iniciativa mais offshore pode ser vista nas declarações do líder do ISIS no momento em que ele aceita o Bayat de alguns grupos localizados em Burquina Faso e Mali, regiões de crescente atividade terrorista e insurgente nos últimos anos (CLARKE, 2019. CALLIMACHI, 2019).

Já os ataques no Sri Lanka chamam muita atenção, uma vez que muitos dos ataques reivindicados pelo ISIS possuem pouca ou nenhuma ligação com o grupo, contrastando com as dimensões dos ataques do domingo de páscoa, que indicam uma sofisticação e um nível de letalidade bastante característicos do Estado Islâmico. O Sri Lanka vive um conflito civil há mais de 30 anos, sendo que um os principais atores responsáveis pela violência não estatal são os Tigres Tâmeis (LTTE), um grupo localizado no norte do país que realizou ataques terroristas suicidas durante muitos anos. Todavia, a violência presenciada no Sri Lanka no último domingo de páscoa não possui uma conexão plausível com as ações realizadas pelo LTTE, que prefere alvos militares ou ligados ao governo. Violência sectária religiosa dessas proporções é uma característica marcante do ISIS, e a ação do grupo no Sri Lanka mostra a capacidade deles de ocuparem novos espaços e de se inserirem em novos conflitos (BLANK, 2019).

A desterritorialização do ISIS: um paralelo com a Al-Qaeda

A perda de território do ISIS na Síria e no Iraque significa sim um golpe duro contra a organização terrorista liderada por Abu Bakr Al-Baghdadi, porém seria muito precipitado afirmar que o grupo foi definitivamente derrotado. O Estado Islâmico possui inúmeras conexões e afiliados pela África, Oriente Médio, Europa e Sudeste Asiático, mantém uma rede ativa de comunicação nas redes sociais e um fluxo sofisticado de financiamento e recrutamento de combatentes. O próprio Baghdadi, em documento escrito e divulgado em 2016, declarou que nem todos os combatentes estrangeiros deveriam migrar para o Iraque e para Síria para lutar nas fronteiras Califado, e sim migrar para outras regiões onde o Estado Islâmico atua (HOFFMAN, 2019. SEAL OF PRESIDENT OF UNITED STATES OF AMERICA, 2018).

Sabe-se também que cerca de 30.000 a 40.000 combatentes estrangeiros que estavam lutando pelo ISIS no Iraque e na Síria conseguiram fugir antes da queda definitiva do Califado de Baghdadi, espalhando-se por outros teatros nos quais o grupo atua. Vale ressaltar que esse processo de expansão das ações do Estado Islâmico não é algo novo, com movimentos do tipo datando do ano de 2016. No entanto, com a recente perda definitiva de território, esses movimentos tendem a se intensificar. As regiões mais prováveis de servirem de palco paras as ações do ISIS são as regiões de conflito do Oeste da África, Sahel e Sul da Ásia, com destaque para países como Mali, Burquina Faso, Nigéria, Congo e Sri Lanka (HASSAN, 2019. HOFFMAN, 2019).

Esse processo de desterritorialização de um grupo terrorista não é algo novo tendo em vista a história recente do terrorismo transnacional. A Al-Qaeda, grupo com o qual o ISIS tem sua origem diretamente conectada, passou por um processo de perda de território semelhante no início dos anos 2000. Embora nunca tenha feito qualquer tentativa de constituir um Califado no Oriente Médio, a Al-Qaeda de Osama Bin-Laden encontrou no Afeganistão controlado pelo Talibã um tipo de Safe-Haven para as operações do grupo. Entre 1996 e 2001, o Afeganistão era o lar do comando central da Al-Qaeda e dos seus principais campos de treinamento. É necessário apontar que tanto Al-Qaeda quanto o ISIS sempre foram grupos transnacionais, mesmo quando tinham suas sedes bem localizadas (ROLLINS, 2011).

Contudo, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 perpetrados pela Al-Qaeda, os Estados Unidos iniciaram a operação Enduring Freedom, cujos principais objetivos eram destituir o governo do Talibã e acabar com a Al-Qaeda e suas lideranças. Apesar de conseguir expulsar o Talibã da capital Cabul e de destruir todos os campos de treinamento da Al-Qaeda no Afeganistão, os EUA passaram longe de acabar com as operações do grupo liderado por Bin-Laden. Alguns anos depois, o grupo realizou dois grandes ataques terroristas na Europa, sendo o primeiro deles os atentados a bomba aos trens em Madri, em março de 2004, e os atentados a bomba ao metrô de Londres, em julho de 2005 (MOHAMEDOU, 2011. ROLLINS, 2011).

Nesse período, a Al-Qaeda se adaptou à nova realidade e ao contexto da “Guerra ao Terror” lançada pelos Estados Unidos, passando a ter uma estrutura organizacional mais descentralizada e flexível, porém, sem perder controle por parte das lideranças centrais. Pode-se dizer que durante esse período a Al-Qaeda passou a se comportar como uma organização “Duna”, ou seja, o grupo mostrou capacidade de se adaptar aos novos contextos e realidades sociais, políticas, econômicas e estratégicas que o grupo se inseria, ao passo que conseguia se mover, surgir e desaparecer de lugares diferentes ao mesmo tempo. A estrutura organizacional da Al-Qaeda se tornou um paradigma importante, tanto nos estudos sobre Terrorismo, quanto no combate e prevenção ao Terrorismo (BAKKER; BOER, 2007).

Além de organização “Duna”, a Al-Qaeda também é conhecida como organização “Guarda-chuva”. Ela recebeu essa alcunha pois inúmeros grupos extremistas passaram a fazer parte da estrutura de rede da Al-Qaeda, ou seja, entraram debaixo do “Guarda-chuva” da organização. Alguns deles se tornaram uma espécie de franquia, como a Al-Qaeda na Península Arábica e a Al-Qaeda no Magrebe; já outros se tornaram afiliados, como o Al-Shabab, grupo somali que declarou sua Bayat à Al-Qaeda. A Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), que foi formada por uma união de grupos sauditas e iemenitas, é hoje a franquia mais ativa e importante do grupo terrorista, pois é um dos principais atores envolvidos na Guerra Civil do Iêmen. Isso mostra que mesmo após a morte de Osama Bin-Laden e o confinamento das lideranças centrais do grupo na fronteira do Afeganistão com o Paquistão, a rede da Al-Qaeda continua ativa e impondo sérios desafios às ações de contraterrorismo no mundo (BAKKER; BOER, 2007. INTERNATIONAL CRISIS GROUP, 2017).

Considerações Finais

O Estado Islâmico é um grupo terrorista que cresceu impulsionado pelo extremismo religioso/ideológico, pelo caos político de alguns países do Oriente Médio e pelo vácuo de poder causado pelas ingerências externas na região. O auge do grupo se deu em meados de 2014, quando o Califado do Estado Islâmico do Iraque e do Levante foi criado sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi. Contudo, a formação de várias alianças, com destaque para a coalizão liderada pelos Estados Unidos e para as forças que apoiavam o governo Assad, derrubaram o Califado, sendo a cidade de Baghouz o último território que o ISIS perdeu na Síria em março de 2019. Diante disso, a reaparição de Baghdadi em vídeo após cinco anos mostra-se uma tentativa de reanimar grupo e lançar as diretrizes para o novo momento do Estado Islâmico.

Em seu processo de desterritorialização, o ISIS pode adotar novas estratégias, como vem fazendo aos poucos, desde 2016, e até mesmo mudar sua estrutura organizacional a fim de se adaptar à nova realidade. A experiência da Al-Qaeda, embora distinta em alguns aspectos, fornece um paralelo interessante para se pensar esse novo momento do ISIS, pois apesar de a Al-Qaeda ter perdido as suas bases e campos de treinamento no Afeganistão, o grupo expandiu suas operações com inúmeras franquias e grupos afiliados surgindo em várias partes do mundo.

Os atentados suicidas do domingo de páscoa no Sri Lanka, que estão diretamente conectados ao Estado Islâmico, revelaram a capacidade do grupo de abrir novas fronteiras e se inserir em outras regiões de conflito. Isso mostra que um discurso que evoca o fim do ISIS, proclamado principalmente pelo presidente dos EUA, é muito precipitado, uma vez que a experiência recente da Al-Qaeda evidencia que o terrorismo transnacional moderno adota práticas cada vez mais sofisticadas e complexas. É por isso que as estratégias usadas para derrubar o Califado do Iraque e da Síria terão de ser revistas, a fim de lidar com um Estado Islâmico com operações cada vez mais descentralizadas buscando se inserir em qualquer espaço deixado em zonas de conflito para levar adiante o seu terrorismo jihadista.

A insistência na narrativa de “Fim do ISIS”, ou até mesmo a adoção de estratégias de contraterrorismo inadequadas e ultrapassadas para esse novo momento do grupo terrorista, pode acabar sendo favorável ao Estado Islâmico. O grupo liderado por Baghdadi pode aproveitar as eventuais lacunas nas políticas de combate ao terrorismo transnacional dos Estados, sobretudo dos EUA, para se inserir em regiões mais instáveis, com fronteiras mais porosas e que recebem menos atenção da comunidade internacional. A partir daí,o grupo pode se reestruturar, aumentar sua rede de conexões e recrutamento, se tornando uma ameaça ainda maior e mais difícil de ser combatida.

Referências

AFP. Entenda a importância de Raqqa, principal reduto do EI na Síria. O GLOBO. Disponivel em: <https://oglobo.globo.com/mundo/entenda-importancia-de-raqqa-principal-reduto-do-ei-na-siria-21955072> Acesso em: 12 de Maio de 2019.

AL JAZEERA. ISIL chief Abu Bakr al-Baghdadi appears in propaganda video. Al Jazeera. 2019. Disponível em: <https://www.aljazeera.com/news/asia/2019/04/isil-chief-abu-bakr-al-baghdadi-appears-propaganda-video-190429163448332.html> Acesso em: 10 de Maio de 2019.

BAKKER, Edwin. BOER, Leen. The evolution of Al-Qaedaism: Ideology, terrorists, and appeal. Netherlands: Netherlands Institute of International Relations, 2007.

BBC. Islamic State and the crisis in Iraq and Syria in maps. BBC, 2018. Disponível em: <https://www.bbc.com/news/world-middle-east-27838034&gt; Acesso em: 10 de Maio de 2019.

BBC. O que significa a vitória contra o Estado Islâmico em Mossul, cidade onde o grupo criou seu califado. BBC, 2017. Disponivel em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-40543469&gt;. Acesso em:12 de Maio de 2019.

BBC. Sri Lanka attacks: What we know about the Easter bombings. BBC. 2019. Disponível em: <https://www.bbc.com/news/world-asia-48010697>. Acesso em: 10 de Maio de 2019.

BLANK, Jonah. Sri Lanka’s Easter Attacks: Dismantling Myths to Prevent the Next Attack. The RAND Blog. 2019. Disponível em: <https://www.rand.org/blog/2019/05/sri-lankas-easter-attacks-dismantling-myths-to-prevent.html>. Acesso em: 11 de Maio de 2019.

CALLIMACHI, Rukmini. ISIS Caliphate Crumbles as Last Village in Syria Falls. The New York Times. 2019. Disponível em: <https://www.nytimes.com/2019/03/23/world/middleeast/isis-syria-caliphate.html>. Acesso em: 10 de Maio de 2019.

CLARKE, Colin. P. Baghdadi Resurfaces: What It Means for ISIS’s Global Terror Campaign. The RAND Blog. 2019. Disponível em: <https://www.rand.org/blog/2019/05/baghdadi-resurfaces-what-it-means-for-isiss-global.html>. Acesso em 10 de Maio de 2019.

DAMIN, Cláudio Junior. Surgimento e trajetória do Estado Islâmico. Meridiano, 47, Vol 16, Iss 148, Pp 26-33 (2015). 148, 26, 2015. ISSN: 1518-1219.

FONSECA, Guilherme Damasceno; LASMAR, Jorge Mascarenhas. Passaporte para o Terror: Os Voluntários do Estado Islâmico. Belo Horizonte: Appris, 2017.

HASSAN, Hassan. Welcome to the Post-Middle East ISIS. Foreign Policy. 2019. Disponível em: <https://foreignpolicy.com/2019/05/03/welcome-to-the-post-middle-east-isis/>. Acesso em 11 de Maio de 2019.

HOFFMAN, Bruce. ISIS’ Shifting Focus. The Cipher Brief. 2019. Disponível em: <https://www.thecipherbrief.com/column_article/isis-shifting-focus>. Acesso em: 11 de Maio de 2019.

INTERNATIONAL CRISIS GROUP. Yemen’s al-Qaeda: Expanding the Base. International Crisis Group. 2017.

MOHAMEDOU, Mohammad-Mahmoud Ould. The Rise and Fall of Al-Qaeda: Lessons in Post-September 11 Transnational Terrorism. Geneva Centre for Security Policy. 2011.

ROLINS, John. Al Qaeda and Affiliates: Historical Perspective, Global Presence, and Implications for U.S. Policy. Congressional Research Service. 2011.

WHITE HOUSE. National Strategy for Counterterrorism of the United States of America. The National Counterterrorism Center. 2018. Disponível em: <https://www.dni.gov/index.php/nctc-newsroom/item/1911-white-house-releases-national-strategy-for-counterterrorism>. Acesso em: 11 de Maio de 2019.

 

[i]É o termo utilizado para o juramento de lealdade que um grupo Jihadista faz ao outro. O juramento deve ser aceito entre ambas as partes e é feito através da oralidade.

[ii] “Your brothers in Sri Lanka have healed the hearts of monotheists with their suicide bombings, which shook the beds of the crusaders during the Easter to your brothers in Baghouz”.

[iii]O conceito de Jihad utilizado aqui significa a defesa do Islã pela espada, todavia, essa é uma interpretação particular de grupos fundamentalistas como o Estado Islâmico e não condiz com a maioria do pensamento muçulmano.

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