Americanismo e inserção internacional brasileira no Governo Bolsonaro

Bruna Amaral Pereira

Resumo

O início do governo Bolsonaro em 2019 e a subsequente indicação de Ernesto Araújo para a pasta das Relações Exteriores sinalizaram uma mudança expressiva nos rumos da política externa brasileira. O presente artigo visa analisar as perspectivas e os desafios desta mudança para o Brasil, sobretudo no que se refere à negação do paradigma globalista e ao maior alinhamento com os Estados Unidos.

Americanismo versus globalismo na diplomacia brasileira

Ao analisar a história da política externa brasileira, é possível identificar momentos alternados de maior e menor aproximação do Brasil com os Estados Unidos. Na literatura especializada, esses momentos são identificados por dois paradigmas: o americanismo e o globalismo. De forma geral, enquanto o americanismo baseia-se no entendimento de que uma aliança privilegiada com Washington elevaria o poder de negociação do Brasil, a visão globalista entende que tal poder pode ser maior quanto mais diversificadas forem as relações diplomáticas do país (PINHEIRO, 2000).

O americanismo foi o primeiro real paradigma que serviu para orientar a política externa do país na gestão do Barão do Rio Branco (1902-1912). Nesse contexto, o Brasil buscava consolidar sua imagem no mundo Ocidental e viu no alinhamento estratégico à nova potência do continente, que já era a maior importadora do café brasileiro, uma oportunidade de obter ganhos significativos. Tal relação privilegiada se seguiu até o fim do governo de Juscelino Kubitschek (1956-61), se apresentando como um posicionamento ora de ordem pragmática[i], ora de ordem ideológica[ii] (HENRICH, 2011).

O globalismo, por sua vez, surge durante os governos de Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961-64), com a adoção da chamada Política Externa Independente (PEI). Dentre suas motivações estavam a análise de que o posicionamento do Brasil no eixo Leste-Oeste não beneficiava de forma concreta o seu desenvolvimento e o dos países subdesenvolvidos. A proposta desta política foi o deslocamento do foco das relações exteriores para o Eixo Sul-Sul, sem romper o relacionamento com as grandes potências (MARIANO, 2007).

A partir de então, a política externa brasileira foi identificada como uma estratégia de desenvolvimento econômico. Com exceção do hiato representado pelos primeiros governos do regime militar e do governo Collor (1990-1992), o paradigma globalista se consolida a partir de Geisel (1974-1979), criando uma tradição de busca pela autonomia brasileira nas suas relações com o mundo. Soma-se a isto a solidificação de princípios como o da não-intervenção[iii] e autodeterminação dos povos[iv], a igualdade jurídica entre as nações e a resolução pacífica de conflitos (MARIANO, 2007).

Na transição entre os séculos XX e XXI, observa-se uma maior inserção do Brasil no cenário internacional, sobretudo nos fóruns multilaterais. Isto é feito de forma mais moderada no governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e mais ativa durante o governo Lula da Silva (2003-2010). Neste último, a relação multilateral com os países emergentes ganhou prioridade, conforme demonstrado pela criação dos BRICS[v] e do IBAS[vi] e a aproximação com países sul-americanos no âmbito do MERCOSUL[vii]. Além disso, tal período foi marcado pela forte diplomacia presidencial empreendida pelo ex-presidente Lula, fazendo com que a condução da política externa não fosse exclusiva do Itamaraty. Esta prática está sendo resgatada em certa medida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, apesar dos posicionamentos ideológicos opostos entre os dois líderes políticos (LACERDA; NÓBREGA, 2015).

Enquanto o governo Dilma Rousseff (2011-2016) atuou, ainda que de forma menos ativa, no sentido de continuidade da política externa de seu antecessor, no governo Michel Temer (2017-2018), a política externa buscou privilegiar relações comerciais, e manteve uma atuação discreta nas Organizações Internacionais. Apesar de terem qualificado a política externa dos governos petistas como “ideológica” e “partidária”, a gestão dos ministros José Serra e Aloysio Nunes, que coordenaram a pasta nesse período, não designou uma ruptura com as parcerias tradicionais do Brasil ou com os princípios estabelecidos do Itamaraty, tal como sua postura globalista e multilateral (OLIVEIRA, 2018).

Ernesto Araújo e as novas diretrizes para o Itamaraty

A identidade política do presidente Jair Bolsonaro é fortemente construída por uma narrativa de mudança radical. A escolha do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, segue a mesma lógica e a reforça, uma vez que o diplomata é um crítico tenaz da orientação da política externa brasileira dos últimos governos. Em seu discurso de posse, Araújo comprometeu-se a libertar o Itamaraty, ressaltando que “a maior tradição do Itamaraty é saber renovar-se” (MRE, 2019, s/p).

Em manifestações formais e informais, o novo chanceler aponta de qual ordem seria tal renovação: o rechaço à orientação da política externa pelo paradigma globalista. O termo globalismo, porém, ganha aqui uma nova conotação. Para Araújo, o globalismo se refere a um processo de captura da globalização econômica por uma ideologia a qual chama “marxismo cultural” (MRE, 2019; COLETTA, 2019).

A expressão “marxismo cultural” não faz objeto de uma teorização acadêmica reconhecida, mas, na visão do chanceler, se define pela disseminação da ideologia marxista à nível global, o que, segundo ele, visa controlar os meios de produção intelectual na atualidade. Araújo argumenta que os foros multilaterais foram controlados por tal ideologia marxista e anti-cristã, haja vista a emergência de pautas como a identidade de gênero, o aquecimento global, o aborto e os direitos humanos (GRAGNANI, 2019). Esse paradigma estaria, nesta visão, priorizando valores cosmopolitas vagos e minando as tradições e o nacionalismo dos Estados (MRE, 2019).

Todavia, a nova posição nacionalista brasileira não está relacionada, segundo o ministro, a uma vontade de isolamento. Identifica-se no seu discurso, bem como no do presidente, de priorização das relações com países do Ocidente, sobretudo justificadas pelo compartilhamento de valores comuns, de uma visão anti-globalização e conservadora. Entre eles destacam-se Estados Unidos, Israel, os países latino-americanos governados pela direita, Itália, Hungria e Polônia (MRE, 2019).

A política externa da gestão Araújo inaugura, segundo o próprio ministro, um terceiro ciclo na história da diplomacia brasileira, pautado pelos eixos “liberdade e grandeza”. A liberdade aqui é vista não só como liberdade econômica, mas também a liberdade de se posicionar no mundo na defesa dos valores ocidentais, como a democracia. Na aula magna ministrada aos novos alunos do Instituto Rio Branco, Araújo define esse ciclo como sendo uma “união necessária entre o conservadorismo e o liberalismo [econômico]” (MRE, 2019).

A retórica de grandeza, por outro lado, revela o forte apelo nacionalista deste governo, que se traduz também na política externa. Para o chanceler, o Itamaraty tem “a responsabilidade de proteger e regar esse tronco histórico multissecular por onde corre a seiva da nacionalidade” (MRE, 2019, s/p).

Ademais, o ministro aponta como sendo problemas do Itamaraty a serem mudados neste governo a indiferença moral que pauta suas relações e o isolamento da casa em relação à sociedade brasileira. Nesse sentido, afirma que, assim como qualquer outra política pública, a política externa deve refletir os valores específicos da sociedade brasileira e não necessariamente promover os valores defendidos no âmbito das Nações Unidas (MRE, 2019).

Por fim, Ernesto Araújo anunciou que o Ministério das Relações Exteriores adotará uma política externa menos “comercialista”, isto é, concentrada principalmente em questões comerciais. O ministro reiterou a necessidade de se estabelecer boas parcerias levando em conta o que chamou de “bússola moral” (MRE, 2019).

Do ponto de vista do embaixador Rubens Ricupero (2019), parece haver uma incoerência entre a política econômica proposta pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, que busca em larga medida a abertura comercial no mundo globalizado e o discurso de política externa defendido no âmbito do Itamaraty, que denuncia a globalização como uma conspiração para estabelecer uma governança mundial contrária aos valores da nacionalidade. Para Ricupero, tal descompasso gera a possibilidade de que o Itamaraty se torne cada vez mais marginalizado, e que a política externa efetiva seja definida por outras figuras importantes do governo como o Vice-Presidente Hamilton Mourão e o próprio ministro Paulo Guedes.

Desafios e perspectivas para o posicionamento do Brasil no cenário internacional

Segundo o diplomata Rubens Barbosa (2019), os dois maiores desafios a serem enfrentados pelo novo governo, diante do atual cenário internacional complexo e imprevisível, estão a reinserção do Brasil nos fluxos de comércio internacional e o fortalecimento da voz do país nos fóruns internacionais. Para tanto, afirma a necessidade de que o mesmo tenha clareza sobre o que deseja extrair das relações com os Estados Unidos, a União Europeia, a China, a Rússia e com seus vizinhos latino-americanos.

A partir dos primeiros quatro meses de governo, é possível traçar algumas sinalizações sobre como tais relações serão conduzidas. No que concerne os Estados Unidos, a visita de Jair Bolsonaro à Casa Branca em março deste ano reforçou o caráter privilegiado das relações bilaterais com o país, em matéria de segurança, comércio e cooperação técnica (GORTÁZAR, 2019)

Como resultado deste encontro, Donald Trump manifestou sua disposição em apoiar o Brasil na sua demanda de ingresso na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — sob condição do país renunciar ao tratamento especial que possui na Organização Mundial do Comércio (OMC) — e mencionou a possibilidade de que o Brasil possa estabelecer uma aliança privilegiada com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), quiçá integrar a organização. O chanceler brasileiro, em tom de aprovação às discussões realizadas entre os dois presidentes, afirmou que “o Brasil precisava aderir aos dois braços do Ocidente”: a OCDE, que é o “braço econômico”, e a OTAN, o “braço militar” (AFP, 2019, s/p).

A candidatura brasileira para integrar à OCDE foi apresentada em 2017 durante o governo Temer, mas sem grandes avanços. A admissão nesta organização, composta em sua maioria por países do Norte Global e, mais recentemente, por algumas economias emergentes como o Chile, a Colômbia e a Turquia, exige a implementação de reformas econômicas liberais, como o controle fiscal e inflacionário. O que almeja o governo brasileiro com essa demanda é um ganho de credibilidade no cenário internacional para atração de investidores e, sobretudo, aumentar o diálogo com as nações desenvolvidas (FERNANDES, 2017).

Decerto, o apoio de Trump não garante a aprovação do Brasil na OCDE, que terá que ser acordada pelos 37 membros[viii] da organização. Nesse contexto, Bolsonaro e o Itamaraty dependerão da simpatia dos países europeus, o que exige do governo maior cuidado no tratamento de pautas ambientais e de direitos humanos, por exemplo (MARETTI, 2019).

Em matéria de segurança, Ricupero (2019) ressalta que os interesses americanos dentro da OTAN destoam muito dos interesses brasileiros. Isso porque as ações da organização têm como alvo países que, historicamente, são importantes parceiros comerciais do Brasil, como a China, a Rússia e o Irã. Para além disso, uma de suas principais pautas é a guerra contra o terrorismo e o combate ao fundamentalismo islâmico, que são questões que não atingem o Brasil na atualidade.

O posicionamento em conformidade com a agenda política de Donald Trump em outros momentos causou atritos com parceiros comerciais brasileiros. Pode-se citar a    manifestação de Bolsonaro em, assim como o fez Trump, transferir a embaixada de Israel de Tel Aviv para Jerusalém, cuja consequência imediata foi o descontentamento dos países árabes e a suspensão da importação de carne de frango de 33 frigoríficos brasileiros pela Arábia Saudita. Na prática, a transferência da embaixada significaria o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, reivindicada também pelos palestinos. Esta decisão agradaria a Frente Parlamentar Evangélica, mas não a bancada ruralista do Congresso (SCHREIBER, 2019; UMPIERES, 2019).

As tensões com o mundo árabe podem impactar fortemente a balança comercial, visto que os mesmos respondem por quase 6% das exportações brasileiras e cerca de 10% das exportações do setor agropecuário (ABRACOMEX, 2018). Não obstante, apesar do presidente ter recuado em sua manifestação em relação à embaixada quando de sua visita a Israel em abril, o Brasil deixou sua posição de neutralidade em relação ao conflito israelo-palestino, passando a votar a favor de Israel no Conselho de Direitos Humanos de Genebra. Com a medida, o Brasil deixa de condenar a ocupação israelense em territórios palestinos e sírios (MOTA, 2019).

Além disso, as declarações anti-China e a visita de Bolsonaro a Taiwan em 2018, foram vistas pela China como uma afronta à principal fonte de superávit da economia brasileira, como ressaltado pelo próprio governo chinês. Suas manifestações em relação ao país, contudo, se tornaram mais amistosas diante da reação chinesa, e uma visita a Pequim ainda este ano está prevista pelo presidente (PONTE, 2019).

Pode-se falar, ainda, da ameaça de retirada do Brasil do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas por parte de Bolsonaro durante sua campanha eleitoral provocou uma reação negativa do presidente francês Emmanuel Macron, o qual ameaçou obstruir as negociações do acordo de comércio entre MERCOSUL e União Europeia, que ainda se encontra paralisado (GONZÁLEZ, 2018).

No que se refere ao Sul Global, o Planalto não abriu mão de um dos principais projetos do governo petista: os BRICS, cuja 11ª cúpula será sediada pelo Brasil neste ano. O evento carrega consigo o peso e a responsabilidade de sinalizar a proposta da atual política externa brasileira não só para os países integrantes do bloco (Rússia, China, índia e África do Sul) como para a maior parte dos países sul-americanos que se farão presentes. Nesse âmbito, destaca-se a oportunidade inédita de refortalecimento das relações bilaterais com a China e de projeção para Bolsonaro enquanto líder de uma nação soberana (STUENKEL, 2019).

Todavia, o expressivo desdém de Araújo para com os BRICS e seu declarado posicionamento a favor da redução da participação do país no bloco demonstra o grande risco de que esta seja uma oportunidade perdida para Bolsonaro. Oportunidade esta que, segundo Stunkel (2019), poderia auxiliá-lo na conquista de um dos principais objetivos de sua política externa: o reconhecimento e respeito de Trump, não através da expressão de uma admiração incondicional pelo presidente americano, mas pela construção de uma imagem de liderança brasileira.

Conclusão

A construção de uma política externa autônoma e baseada nos princípios do universalismo e do multilateralismo tem sido uma preocupação do Ministério das Relações Exteriores desde o final do regime militar. A indicação do chanceler Ernesto Araújo pelo governo Bolsonaro, contudo, indica um retorno do paradigma americanista no Itamaraty, o qual tem se revelado de ordem ideológica, justificado pelos valores ocidentais e cristãos compartilhados entre os países, muito mais do que pragmática.

Do mesmo modo, a tendência bolsonarista de seguir os passos de Donald Trump, em esferas como meio ambiente e segurança, mais por um desejo de aproximação com presidente americano, do que pensando na estabilidade política e econômica brasileira, também não pode ser entendida como uma postura pragmática. A atuação ativa do presidente, entretanto, tem sido marcada por muitos recuos e pela pressão exercida por grupos de interesse dentro do seu governo, tais como ruralistas e evangélicos.

Fato é que se distanciar da China, da União Europeia, dos países árabes e latino-americanos não é uma tarefa fácil. Rejeitar a ordem internacional multilateral como o faz Trump é notadamente mais arriscado para o Brasil que para os Estados Unidos. Isso porque apesar de muitos líderes internacionais desaprovarem medidas de Trump, como sua retirada do Acordo de Paris e do Pacto de Migração, o custo para outras nações de reduzir relações econômicas com tal país é demasiado alto, o que não ocorre com o Brasil.

Ademais, tais medidas se revelam incoerentes com a política econômica neoliberal que visa implementar o atual governo. A moderação do discurso anti-globalista faz-se necessária não apenas para preservar a balança comercial brasileira, mas também para o próprio reconhecimento do Brasil em meio as nações desenvolvidas, dentre as quais o país busca se posicionar.

Referências

ABRACOMEX. Exportações brasileiras para os países árabes atingem R$1,01 bilhão em janeiro de 2018. Disponível em:  <https://www.abracomex.org/exportacoes-brasileiras-para-os-paises-arabes-atingem-us-101-bilhao-em-janeiro-de-2018> Acesso em: 23 de março 2019.

BARBOSA, Rubens. Presidente eleito enfrenta cenário político internacional desfavorável 2019. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/presidente-eleito-enfrenta-cenario-politico-internacional-desfavoravel/&gt; Acesso em: 23 de março 2019.

CASARÕES, Guilherme. Países islâmicos buscam diálogo, e Itamaraty deve aproveitar a oportunidade. O Globo. 2019. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/mundo/artigo-paises-islamicos-buscam-dialogo-itamaraty-deve-aproveitar-oportunidade-23427962&gt; Acesso em: 23 de março 2019.

COLETTA, Ricardo. Ernesto Araújo estreia ‘olavismo’ no Itamaraty e dedica pouco espaço à pauta comercial. El País. 2019. Dísponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/02/politica/1546464944_513470.html&gt; Acesso em: 25 de março de 2019.

FERNANDES, Daniela. Os prós e contras de o Brasil entrar na OCDE, o ‘clube dos ricos’. BBC Brasil, 2017. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-40140913> Acesso em: 23 de março 2019.

GONZÁLEZ, Enric. Macron diz que política ambiental de Bolsonaro é obstáculo para acordo com Mercosul. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/29/internacional/1543516193_019234.html Acesso em: 23 de março 2019.

GRAGNANI, Juliana. O que é ‘globalismo’, termo usado pelo novo chanceler brasileiro e por Trump?. 2019. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-46786314&gt;. Acesso em: 25 de março, 2019.

HENRICH, Nathália. O Barão do Rio Branco e a americanização da política externa brasileira. 2011.

LACERDA, Jan Marcel; NÓBREGA, Mariana. A política externa brasileira e o paradigma institucionalista pragmático: o âmbito político-institucional dos BRICS. Estudos Internacionais. 2015.

MARIANO, Marcelo P. A Política Externa Brasileira, o Itamaraty e o Mercosul. Universidade Estadual Paulista (Tese). 2007.

MRE, Ministério das Relações Exteriores. Discurso do ministro Ernesto Araújo durante cerimônia de Posse no Ministério das Relações Exteriores. Disponível em: <http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/discursos-artigos-e-entrevistas-categoria/ministro-das-relacoes-exteriores-discursos/19907-discurso-do-ministro-ernesto-araujo-durante-cerimonia-de-posse-no-ministerio-das-relacoes-exteriores-brasilia-2-de-janeiro-de-2019>  Acesso em: 25 de março de 2019.

MRE. Aula magna do ministro Ernesto Araújo aos novos diplomatas do Instituto Rio Branco. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=0Qt1kCY7D0M&t=1333s>   Acesso em: 25 de março de 2019.

MOTA, Camila Veras. Bolsonaro em Israel: Brasil abre mão de 25 anos de diplomacia no Oriente Médio ao se alinhar aos EUA, diz historiadora. BBC Brasil. 2019. Disponível em: <https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,sob-influencia-de-novo-governo-brasil-apoia-israel-em-voto-na-onu,70002636947>. Acesso em: 23 de março 2019.

OLIVEIRA, Cesar Augusto. A política externa do governo Temer: características e oportunidades de uma política pública negligenciada. Fronteira. 2018.

PARIS, Gilles. Donald Trump et Jair Bolsonaro affichent leurs convergences. Le Monde. Disponível em: <https://www.lemonde.fr/international/article/2019/03/19/donald-trump-et-jair-bolsonaro-affichent-leurs-convergences_5438474_3210.html?xtmc=bresil&xtcr=16&gt; Acesso em: 26 de março de 2019.

PINHEIRO, Letícia. Traídos pelo Desejo: Um Ensaio sobre a Teoria e a Prática da Política Externa Brasileira. Contexto Internacional, 2000.

PONTE, Gabriel. Bolsonaro reforça China como principal parceiro do país. Correio Braziliense. 2019. Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/03/16/internas_economia,743305/bolsonaro-reforca-china-como-principal-parceiro-comercial-do-pais.shtml. Acesso em: 27 de março, 2019.

RESENDE, Camila. Breve análise dos princípios gerais do Direito Internacional Público. UFSC. 2011. Disponível em: < http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/breve-an%C3%A1lise-dos-princ%C3%ADpios-gerais-do-direito-internacional-p%C3%BAblico> Acesso em: 27 de março, 2019.

RICUPERO, Rubens. Embaixador Rubens Ricupero lança ‘A diplomacia na construção do Brasil’. Globo News. 2019. Disponível em: <https://globosatplay.globo.com/globonews/v/6214444/&gt; Acesso em: 25 de março de 2019.

MARETTI, Eduardo. Para analista, Brasil entrar para a OCDE é um objetivo político muito distante. 2019. Disponível em: <https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2019/03/brasil-entrar-para-a-ocde-e-um-objetivo-politico-muito-distante&gt;. Acesso em: 27 de março, 2019.

SANTANA, Caio. O futuro das Relações Exteriores com o novo ministro Ernesto Araújo. 2019. Disponível em: <https://jornal.usp.br/atualidades/o-futuro-das-relacoes-exteriores-com-o-novo-ministro-ernesto-araujo/&gt;. Acesso em: 23 de março, 2019.

SCHREIBER, Mariana. Governo Bolsonaro: os riscos e oportunidades para o Brasil na aproximação inédita com Israel. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47742421>. Acesso em: 29 de março, 2019.

STUENKEL, Oliver. Para lidar com a China, Bolsonaro tem um instrumento nas mãos. 2019. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/21/opinion/1548087364_354774.html&gt;. Acesso em: 26 de março, 2019.

UMPIERES, Rodrigo. Reação árabe à política externa de Bolsonaro faz primeiras vítimas na bolsa. Disponível em: <https://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/7881220/reacao-arabe-a-politica-externa-de-bolsonaro-faz-primeiras-vitimas-na-bolsa&gt;. Acesso em: 27 de março, 2019.

[i] O alinhamento pragmático pressupõe uma aliança de caráter instrumental, a fim de aproveitar as oportunidades dadas pela mesma.

[ii] Aliança movida por fatores de ordem ideológico-filosóficos.

[iii] Estabelece que um “país se desenvolve da forma que lhe convier, sendo soberano, e não sujeito a sofrer intervenção de qualquer outro país, seja ele qual for” (RESENDE, 2011).

[iv] “Estabelece que o povo de um Estado possui a prerrogativa de tomar as escolha que são necessárias sem qualquer interferência externa, escolhendo o seu destino e a forma da qual será dirigido” (RESENDE, 2011).

[v] Agrupamento de cooperação econômica composto por: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

[vi] Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul, para questões de caráter político, estratégico e econômico.

[vii] O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) é um processo de integração regional instituído por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a adesão posterior de Venezuela (atualmente suspensa) e Bolívia.

[viii] Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Chile, Colômbia, Coreia do Sul, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Islândia, Israel, Itália, Japão, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia, Suíça, Turquia.

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