A Copa do Mundo de Futebol de 2018 e a ida de mulheres iranianas a estádios: questionamentos acerca dos direitos das mulheres no Irã após 1979

Aimara Cobério Terena de Aguiar

Mariana Ferreira Torres

Resumo

Nos meses de junho e julho de 2018 ocorreu a Copa do Mundo. Este ano o evento aconteceu na Rússia, e possibilitou questionamentos e problematizações a partir de acontecimentos durante e depois dela. A Copa do Mundo deu visibilidade a questões de gênero que não tinham tanto protagonismo na agenda internacional, como a situação das mulheres no Irã. A partir da Revolução de 1979, as mulheres iranianas tiveram direitos limitados e foram impedidas de entrar em estádios de futebol em seu país. Isto posto, este artigo visa compreender como a Revolução no Irã estabeleceu que as mulheres iranianas não pudessem entrar em estádios, e como os acontecimentos relacionados à Copa do Mundo de 2018 possibilitaram questionamentos acerca desta questão.

A projeção histórica da luta das mulheres no Irã

A busca das mulheres pela igualdade de direitos e o discurso feminista no Irã são produtos da modernidade e do capitalismo industrial. Diante disso, ressalta-se que no Irã e em outros países do Oriente Médio a modernidade foi associada com a intrusão ocidental que gerou sentimentos contraditórios em homens e mulheres. Sendo assim, existe em uma parte  da sociedade iraniana, por um lado, o fascínio por aspectos progressistas e o próprio desejo de se modernizar, e por outro lado, se faz presente o ressentimento e certa resistência à dominação ocidental (TOHIDI, 2016).

A Revolução Islâmica de 1979 foi responsável por provocar mudanças na estrutura social do país, sobrepondo as doutrinas da religião islâmica acima dos valores democráticos, o que teve forte impacto no que diz respeito às condições das mulheres. Assim, para compreender a revolução, precisamos voltar no  Irã de 1926, onde Reza Khan Pahlevi foi coroado xainxá[i] e foi responsável pelo impulso modernizante no país[ii]. No que diz respeito às condições femininas, foi promovida a liberdade em relação ao uso de véus que cobrem as faces, chamados chador. A liberdade para com o uso dos véus foi uma cerimônia, que ocorreu em 1936, foi denominada de “unveiling” e foi um forte símbolo de emancipação feminina (NEUMANN, 2006).

Em relação a condição das mulheres, este processo de “ocidentalização”, estabelecido por Reza Khan Pahlevi, possibilitou maior participação política, estabelecendo o sufrágio em 1963. No entanto, apesar das mudanças que estabeleciam uma maior liberdade em relação a condição feminina neste mesmo período, muitos dos que se opunham ao governo do xá eram mulheres. Neste período, o líder religioso Khomeini que havia recebido a condição de aiatolá[iii] se impôs como líder do movimento que por fim, levaria à revolução iraniana de 1979. Após criticar duramente o governo do xá Reza Pahlavi, em 1964 ele foi exilado. Khomeini era contrário à “ocidentalização” do país e exigia a volta da “pureza islâmica”, alegando que o xá havia abandonado o Corão (NEUMANN, 2006).

Em 1979 as manifestações nacionalistas da população em oposição a essa “ocidentalização” chegam ao ápice e o xá Reza Pahlevi se viu obrigado a abandonar o Irã deixando-o a cargo de Shapur Baktiar, um oposicionista. Após assumir o poder, ele permitiu a volta de Khomeini do exílio e as legislações foram substituídas pelo Corão – o que servia de fundamento para um governo verdadeiramente islâmico. Em 11 de fevereiro de 1979 o Governo e o Parlamento foram dissolvidos, e o novo governo dissolveu tribunais civis e novamente tornou obrigatório o uso do chador. Ademais, foram estabelecidos tribunais revolucionários islâmicos para punir os “traidores do Irã”. Nestes tribunais, quaisquer indivíduos que tivessem participado ou que defendiam o sistema monárquico foram executados[iv] (NEUMANN, 2006).

No dia 1° de abril, a República Islâmica do Irã foi efetivamente instaurada após eleições. Depois, uma nova constituição foi proposta para substituir a de 1906. Com Khomeini no poder e com seu discurso da pureza do Islã, as mudanças na condição das mulheres foram enormes. Em relação ao casamento, adultério e relações conjugais, o direito do homem ao prazer é mantido, isto é, enquanto ele podia estabelecer relações por prazer, as mulheres só poderiam fazer isso com o intuito de tornar-se mãe. A mulher muçulmana não poderia se casar com um homem não muçulmano, mas o homem poderia se casar com uma judia ou cristã através do casamento temporário unicamente para exercitar seus desejos sexuais. Além disso, se a mulher contratou um casamento contínuo[v], ela não tem autorização para sair de casa sem a permissão do marido e deve estar a disposição do mesmo. Assim, se a mulher for inteiramente submissa, o marido tem que lhe garantir alimento, roupa e abrigo  (NEUMANN, 2006).

Outrossim, Khomeini é conivente com o casamento de meninas de 9 anos, sendo contrário a constituição anterior que estimulava o casamento após a puberdade. No que tange a formação intelectual das mulheres, de acordo com Khomeini, a função exercida por estasr na sociedade é a de cuidar do núcleo familiar, e por isso elas não têm a necessidade de uma profissão, diferentemente do homem que tem o dever de garantir a sobrevivência material (NEUMANN, 2006).

Em seu cotidiano, inúmeras restrições foram estabelecidas ao gênero feminino: as mulheres foram obrigadas a cobrirem-se de forma rígida – antes da revolução, vestir-se assim era uma escolha -, e algumas escolheram, ao invés de fazer uso do chador que poderia facilmente revelar partes do corpo proibidas (o que é um crime punível), fizeram uso do rapoosh, um tipo de sobretudo que poderia ser abotoado para evitar que partes do corpo fossem exibidas e assim constrangimentos fossem evitados. No entanto, o preço dele era alto e muitas mulheres manifestaram que, uma vez que era obrigatório o uso de tal vestimentas, o governo deveria fornecê-las. Não somente as roupas eram condenáveis, mas o uso de esmalte, maquiagem ou cabelos soltos também eram considerados atos puníveis. As mulheres não poderiam trabalhar fora sem o consentimento do marido. Quanto ao casamento, a mulher não mais poderia tomar a iniciativa do divórcio. Nas escolas, haveria separação por gênero e meninas não tinham acesso às áreas de agricultura e engenharia (NEUMANN, 2006).

Ademais, em relação a ida das mulheres aos estádios, vale ressaltar que antes da revolução as mulheres podiam frequentá-los, contudo, a partir dela, isso foi modificado. Diante disso, as mulheres frequentaram um estádio no Irã, pela última vez, em 1981, no período de transição após a revolução. Além disso, somente após 1987 elas passaram a poder assistir partidas de futebol pela televisão. Assim sendo, embora o movimento que levou à revolução liderada por Khomeini fosse baseado no desejo do retorno ao Islã puro, e o próprio Khomeini tivesse um discurso fundamentado na pureza religiosa, ele mesmo distorceu seus ensinamentos, apresentando versões radicais da tradição islâmica na tentativa de manter a sociedade do Irã controlada pelo clero religioso (ESPINOSA, 2018; KESTELMAN, 2018; NEUMANN, 2006).

Os movimentos feministas no Oriente Médio e no Irã

Os movimentos feministas e movimentos de mulheres[vi] no Oriente Médio variaram tanto quanto seus contextos sociais e políticos, e podem ser divididos em três ondas de movimentos considerados marcos importantes na história: 1) teve início no século XX, quando mulheres da Palestina, Síria, Líbano, Turquia, Egito e Irã se organizaram para reivindicar direitos. Essa reivindicação foi baseada em ideias nacionalistas e modernistas e tinha o objetivo de introduzir as mulheres ao espaço público que até então era lugar para os homens, além de garantir a escolarização para meninas; 2) ocorreu entre 1945 e 1980, onde Estados autoritários como Irã, Egito e Síria conferiam direitos às mulheres. Instaurou-se, portanto, um “feminismo de Estado”, onde os governos concedem alguns direitos, mas sempre limitando as formas de reivindicação; e 3) emergiu nos anos 80 sendo denominado “feminismo islâmico”, onde militantes no Irã, na Jordânia e no Kuwait apoiam-se no Corão para defender seus direitos, denunciando a leitura patriarcal dele feita e se mobilizando assim contra as discriminações[vii] entre os sexos (DIRENBERGER, 2011).

Como apontado anteriormente, a revolução iraniana em 1979 trouxe uma série de mudanças no que diz respeito aos direitos das mulheres. Com os muçulmanos no poder após a revolução, a proibição da entrada de mulheres no estádio foi apenas mais uma dessas restrições a elas imposta. Nesse contexto, e em relação ao futebol, vale ressaltar que o machismo é uma realidade fortemente presente no Irã e no âmbito dos esportes não é diferente. Apesar da restrição em outras modalidades como voleibol ou basquete ser menor, no que diz respeito ao futebol as mulheres[viii] tem acesso proibido. A última vez em que as mulheres puderam assistir a um jogo de futebol no Irã – como já foi dito anteriormente- foi no dia 5 de outubro de 1981. A justificativa das autoridades iranianas para a proibição da entrada de mulheres em estádios é a de que o local não é adequado para elas, pois o ambiente é grosseiro e as arquibancadas são cheias de “bocas sujas”, apontando que a medida é para o seu próprio bem (EL PAÍS, 2018; ESPINOSA, 2018). Diante disso, a “Revolução do Futebol” se insere e se caracteriza como uma manifestação da repressão das mulheres no Irã, que representa a luta delas em oposição a ordem e as normas vigentes que estabelecem que elas sejam impedidas de entrar em estádios de futebol em seu país (BUNCHAFT, 2009).

Em meio a esse contexto, alguns acontecimentos têm tido repercussão internacional, o que aumenta a visibilidade da realidade e da luta por igualdade das mulheres no Irã e tem exemplificado bem a proibição do acesso das mulheres aos estádios de futebol. Uma das situações que ilustram isso que aconteceu no dia 26 de julho de 2018, onde os times Nassaji Mazandaran e Zob Ahan disputaram uma partida na cidade de Ghaemshahr, no norte do Irã. Neste dia, a fotógrafa Parisa Pourtaherian de 26 anos subiu no telhado de uma casa próxima ao estádio para poder fotografar a partida, já que ela não poderia ter acesso ao estádio. Ademais, outro fato ocorreu recentemente e que chamou atenção do mundo. O fato de que 35 mulheres foram detidas para serem levadas para locais mais adequados, provisoriamente, ao tentar entrar em uma partida de futebol na capital Teerã no dia 1° de março de 2018 e que um grupo de cinco mulheres se disfarçaram de homens para que pudessem entrar no estádio para “burlar” a lei que as impedem de assistir jogos de futebol em estádios em seu país (EL PAÍS, 2018; MENDONÇA, 2018; UOL, 2018).

A Copa Mundial de Futebol de 2018, na Rússia, e a ida de mulheres iranianas a estádios

De acordo com autores como Waldenir Caldas (1986), o futebol, assim como os fenômenos sociais de grande escala, além de ser um grande meio de comunicação, possui uma relevância no âmbito político e social que não pode ser questionado. Ao falarmos de futebol, envolvemos homens e mulheres e ele se insere como um fenômeno cultural, econômico e social, que influencia a sociedade como um todo. Isso ocorre, pois esse esporte oferece visibilidade a questões, que inicialmente não possuíam destaque, possibilitando assim investigações e reflexões sociais de questões que são marginalizadas por afetarem as minorias (THEWELEIT, 2004).

O futebol é caracterizado como “uma das principais formas/expressões culturais e simbólicas da modernidade” (THEWELEIT, 2004, p.316), podendo ser utilizado como um instrumento que fortaleça a predominância masculina neste mundo – como é evidenciado pela imposição de que mulheres não podem entrar em estádios, levando-as a invadir o estádio em 1997, para comemorar o fato do Irã se classificar para o Mundial de 1998 –, ou pode ser uma ferramenta de contestação do papel do homem (THEWELEIT, 2004).

Nesse sentido, a Copa do Mundo da FIFA de 2018, possibilitou indagações sociológicas relevantes, como a inserção da mulher no “mundo do futebol”, e principalmente, como é focado neste artigo, gera um contexto que auxilia no surgimento de indagações por parte de inúmeros setores das sociedades, de muitos países do globo, no que se refere a presença das mulheres em estádios de futebol no Irã. Ou melhor, a Copa do Mundo na Rússia serviu como um cenário de questionamentos acerca das visões conservadoras de líderes iranianos, pois manter o veto – que seria impedir a entrada de mulheres em estádios durante a copa – não foi possível, tendo em vista que o evento ocorreu em um outro país, e as regras estabelecidas pela FIFA nesses eventos são soberanas (RESENDE, 2018; RAYCHTOCK; LANNACCA, 2018; THEWELEIT, 2004).

O veto em relação a ida à estádios por parte das mulheres que vivem no Irã vem de uma lei federal criada a partir da Revolução de 1979, o que fez com que, muitas mulheres nunca entrassem em um estádio de futebol. Apesar da oposição de autoridades internacionais como a FIFA e dos protestos estabelecidos pelas mulheres a lei continua em vigor e já perdura a quase 40 anos. Contudo, a Copa do Mundo de 2018 foi, como de costume, um evento mundial e internacional. Como já foi dito, a de 2018 ocorreu na Rússia, localizando-a em um país distinto do Irã, o que deu a oportunidade das mulheres iranianas entrarem em estádios, dificultou limitações por parte do governo do Irã, e possibilitou que essa questão fosse inserida na agenda internacional (VILLAR, 2018).

Dentre os ocorridos que podem ser considerados, vale ressaltar o fato de que pela primeira vez, durante a Copa na Rússia, tivemos a presença de uma fotógrafa iraniana, chamada Mona Hoobehekraniana, que estava cobrindo os esportes masculinos. Ademais, outro acontecimento que marcou os debates relativos a ida para estádios por mulheres iranianas, foi durante o segundo jogo da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2018. Cerca de 20 mil ingressos foram vendidos para que a partida pudesse ser assistida em um telão no Estádio Azadi, na capital Teerã. Mesmo que o jogo não estivesse ocorrendo naquele estádio, a simples permissão para a entrada das mulheres no estádio significou um grande avanço para as mulheres iranianas, visto que as restrições já foram mais severas, como impedi-las de assistir aos jogos pela televisão (KESTELMAN, 2018; UOL, 2018).

Apesar deste pequeno, porém significativo passo, ainda existe por parte das autoridades iranianas a resistência contra a permissão do acesso de mulheres nos estádios para assistirem aos jogos de futebol, principalmente para “protegê-las das grosserias dos homens”. O procurador geral do Irã, Mohamed Jafar Montazeri declarou que “Somos um Estado Islâmico, somos muçulmanos. Que uma mulher vá ao estádio e encontre homens quase pelados com roupas de esporte, isso leva ao pecado”. Essa medida de restrição ao acesso das mulheres nos estádios é contestada até mesmo dentro do sistema político iraniano, no qual o próprio presidente Hassan Rohani já declarou publicamente que gostaria que as mulheres tivessem acesso aos estádios, mas essa permissão esbarra na oposição ultraconservadora do governo (PRESSE, 2018).

Considerações finais

A Revolução de 1979 estabeleceu que o islamismo puro voltasse a ser pregado de acordo com o Corão, representando uma série de retrocessos em relação aos direitos das mulheres, que perduram até os dias de hoje. Ademais, a partir da revolução, o país tornou-se ultraconservador e as distinções entre os homens e as mulheres tornam-se mais presentes e intensas no Irã, levando-as a se manifestar por meio do veto da entrada de mulheres em estádios no território iraniano.

Diante disso, esse contexto existente no Irã gerou protestos e oposições por parte das mulheres, onde elas se posicionam contrárias a toda a desigualdade ao falarmos sobre  futebol. Neste sentido, o Estado iraniano tem oprimido o  movimentos das mulheres, o que as levou a utilizar de métodos extremos, como se disfarçar de homens para que pudessem assistir os jogos em estádios em seu país, ou subindo em telhados próximos aos estádios para fotografar e acompanhar os jogos.

Nessa conjuntura, a Copa do Mundo da Rússia de 2018, se insere e se mostra como um instrumento que oferece visibilidade para a situação das mulheres iranianas, gerando questionamentos e reflexões acerca dessa circunstância, que acarretaram em pressões de partes da sociedade internacional para com o fim do veto. Isto é, a copa representou um meio de oposição a tal norma vigente no Irã, colocando esse cenário em cheque, o que fez com que autoridades internacionais e a mídia internacional, principalmente, dessem ênfase ao fato de que as mulheres iranianas não podem entrar em estádios, gerando questionamentos e críticas em relação a sociedade ultraconservadora do Irã, e aumentasse a demanda por uma solução, fazendo com que a liberdade das mulheres iranianas de assistir jogos de futebol em estádios se torne possível a longo prazo.

Referências

BUNCHAFT, Maria Eugenia. Entre cooperação reflexiva e democracia procedimental. Revista Seqüência, no 59, p. 141-159, dez. 2009.

CALDAS, Waldenir. O futebol no país do futebol. Lua Nova vol.3 no.2 São Paulo Dec. 1986.

DIRENBERGER, Lucia. Os feminismos no Oriente Médio. 2011. Disponível em: <http://revistageni.org/09/os-feminismos-no-oriente-medio/&gt;. Acesso em: 29 Set. 2018.

ESPINOSA, Ángeles. A Luta das iranianas pelo direito de assistir futebol nos estádios. 2018. Disponível em:<  https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/19/actualidad/1529428359_448874.html?rel=mas&gt; Acesso em: 29 Set. 2018

EL PAÍS. A iraniana que subiu num telhado para poder fotografar um jogo de futebol. 2018. Disponível em:<https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/19/internacional/1534674020_882504.html&gt; Acesso em: 29 Set. 2018

KESTELMAN,Amanda. Espelho da alma: fotógrafa iraniana retrata primeira Copa com olhos de esperança. 2018. Disponível me: <https://globoesporte.globo.com/futebol/selecoes/ira/noticia/fotografa-iraniana-quebra-barreiras-e-retrata-copa-com-olhar-de-esperanca.ghtml&gt; Acesso em: 10 Dez. 2018.

MENDONÇA, Renata. Torcedoras iranianas de disfarçam de homens para poderem entrar no estádio. 2018. Disponível em:< https://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2018/04/30/torcedoras-iranianas-se-disfarcam-de-homens-para-poderem-entrar-no-estadio/&gt; Acesso em: 29 Set. 2018

NEUMANN, Mariana Menezes. Por detrás dos véus: a mulher muçulmana e as revoluções turca e iraniana. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.org.co/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0122-44092006000200009&gt;. Acesso em: 29 Set. 2018

PRESSE, France. Autoridade iraniana vai vetar presença de mulheres nos estádios do país. 2018. Disponível em:<https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/10/17/autoridade-iraniana-vai-vetar-presenca-de-mulheres-nos-estadios-do-pais.ghtml&gt; Acesso em: 10 Dez. 2018.

RAYCHTOCK, Andrey; LANNACCA, Márcio. Mulheres iranianas vão aos estádios da Copa e vibram com “primeira vez”. 2018. Disponível em:< https://globoesporte.globo.com/futebol/selecoes/ira/noticia/mulheres-iranianas-vao-aos-estadios-da-copa-e-vibram-com-primeira-vez.ghtml&gt; Acesso em: 29 Set. 2018

RESENDE, Igor. Copa do Mundo dá chance impensável às mulheres do Irã: ir ao estádio. 2018. Disponível em:< http://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/4409531/copa-do-mundo-da-chance-impensavel-as-mulheres-do-ira-ir-ao-estadio Acesso em: 29 Set. 2018

THEWELEIT, Klaus. O Futebol como Modelo da Realidade. 2004. Introdução, 313-343.

TOHIDI, Nayereh. Direitos das mulheres e movimentos feministas no Irã. 2016. Disponível em: <http://sur.conectas.org/direitos-das-mulheres-e-movimentos-feministas-no-ira/&gt;. Acesso em: 29 Set. 2018

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Disponível em: <https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/06/20/apos-37-anos-mulheres-voltam-a-estadio-e-assistem-a-jogo-no-ira.htm&gt; Acesso em: 10 Dez. 2018.

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VILLAR, Victor. Na Rússia iranianas fazem o que não podem em seu país: torcer. 2018. Disponível em: <https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/na-russia-iranianas-fazem-o-que-nao-podem-em-seu-pais-torcer/&gt; Acesso em: 10 Dez. 2018.

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