Do sufrágio ao Time’s Up!: uma síntese da luta feminista nas Américas

Ana Luísa Castilho

Caroline Oliveira

Resumo

“Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.”. A frase dita por Chimamanda Ngozi Adichie, define o movimento feminista que se resume a busca por direitos igualitários na área política, econômica e social. Essa luta, que perdura por gerações e sempre renova suas pautas com base nas necessidades e conquistas é dividida em “ondas” e vertentes, que serão apresentadas no discorrer do artigo. Será também levantada a discussão a respeito dos movimentos feministas modernos, levando a uma reflexão a respeito do que foi conquistado e o que ainda precisa ser atingido.

Movimentos feministas na história: as “ondas” do feminismo

O movimento feminista em si é muito antigo. As ideias feministas têm estado presentes há séculos na história da humanidade, tendo surgido em resposta à histórica desvalorização da mulher e à relegação a posição de inferioridade em relação ao homem na sociedade. Na maioria das sociedades antigas era disposta à mulher a função primordial da reprodução, contudo, com o passar dos séculos, as mulheres foram adquirindo alguns direitos (LANGNER; MENDONÇA; ZULIANI, 2015, pp. 2-3).

É errôneo, entretanto, acreditar que exista apenas um feminismo. O feminismo como expressão das mulheres de resistirem à dominação dos homens e serem reconhecidas como cidadãs, não é homogêneo. Saffioti (1987) chama a atenção para a heterogeneidade do feminismo:

“Em nenhum país do mundo pode-se falar de feminismo no singular. Obviamente, deixam-se de lado aqui os países socialistas, onde o termo feminismo representa uma conotação reacionária e, portanto, anti-revolucionária [sic], cujas razões não cabe expor e analisar neste ensaio. Nas democracias liberal-burguesas, os enfoques da problemática feminina refletem não apenas posições de classe muito específicas. Múltiplas taxionomias de abordagens da questão da mulher podem ser construídas, dependendo da perspectiva teórico-metodológica assumida pelo autor” (SAFFIOTI apud NASCIMENTO, 2007, p. 2).

Além disso, a referida autora apresenta também quatro correntes do movimento feminista: conservador, liberal, radical e marxista.

“O feminismo conservador restringe a discussão às tensões que existem nas relações entre homens e mulheres, compreendidas como resultantes da dominação do sexo masculino sobre o feminino, prescindindo de uma contextualização histórica, econômica, social, política e cultural. Tal postura inspira-se em conceitos reacionários e freudianos ao focalizar o sexismo como desigualdade natural, cujo princípio está na naturalização da inferioridade social feminina a partir da diferenciação biológica dos sexos. Dessa forma, contribui para a reiteração da dominação masculina.

O feminismo liberal tem como ancora a ideologia liberal burguesa que se orienta pela igualdade formal dos direitos. Segundo Saffioti, ele tem como referencial teórico às teorias seiscentistas e setentistas do Contrato Social atribuindo a opressão feminina às desigualdades entre homens e mulheres nos domínios dos direitos civis e das oportunidades educacionais. A luta pelo voto feminino e, principalmente as reivindicações por direitos individuais são conquistas dessa tendência.

O feminismo radical caracteriza-se pela negação das idéias [sic] de diferenças sexuais biologicamente definidas atribuindo a família heterossexual à desigualdade entre os sexos, propondo sua erradicação. Esta perspectiva, segundo Pinto tem mais dificuldade de manter-se organizado por levantar questões difíceis de serem aceitas pela organização social vigente.

O feminismo marxista inspira-se no legado marxiano, e principalmente nos textos de Engels sobre a condição da mulher na sociedade de classe. O pressuposto de que a objetividade dos conflitos de classe extrapola a luta específica das mulheres faz com que muitas feministas proponham a diluição do particular nas lutas coletivas dos trabalhadores” (NASCIMENTO, 2007, pp. 2-3, grifo nosso).

Ainda que não haja um posicionamento único do movimento feminista, é possível identificar alguns paradigmas ou ideologias que predominam e se revelam em reinvindicações e pautas de determinada época. Dessa forma, podemos separar o movimento feminista em “ondas” expressivas de organização feminina (BITTERNCOURT, 2015, pp. 198-199). Dentro dessa definição, há ainda a discussão se vivemos hoje na terceira ou quarta onda do feminismo.

A primeira onda, impulsionada pelo paradigma do neoliberalismo, fundamentou-se na ideologia burguesa e na busca por um conceito ampliado de cidadania, incluindo-se as mulheres, homens negros e parte das camadas populares. Os principais pontos de luta eram a formação profissional e a representação política, reivindicando o acesso à educação formal, ao trabalho remunerado e ao voto. É a busca pelo sufrágio universal. É caracterizada como ligada “ao interesse das mulheres brancas de classe média”, pois apresentava pautas generalizadas de igualdade formal que em pouco ferem a estrutura patriarcal historicamente edificada. Entretanto, tem uma importância fundamental ao ser um movimento extremamente massivo, tendo milhares de mulheres ocupando as ruas dos Estados Unidos e Inglaterra e sofrendo graves represálias penais e sociais (BITTERCOURT, 2015, pp. 199-200).

A segunda onda compreenderia o período entre 1960-1980 em um avanço de percepção e análise do movimento como um todo, incorporando diversas frentes de luta. Denunciava o patriarcado como forma de expressão do poder político adquirido através da dominação masculina sobre o feminino. É nessa fase que o movimento começa uma autocrítica quanto ao seu caráter burguês-liberal, fazendo recortes de classe e raça. Assim, elevam-se as vozes das mulheres negras e pobres subjugadas dentro do movimento. É também nesse período que começam as problematizações acerca das diferenças entre gênero, sexo e orientação sexual, desmistificando a naturalizações dos papéis sociais reservados a homens e mulheres – a separação das esferas públicas (destinadas aos homens) e privadas (destinadas as mulheres) (BITTENCOURT, 2015, p. 201).

A terceira onda teria tido início nas décadas de 1980 e 1990. É conhecida por diversos nomes que remetem à convergência teórica e política proclamada como pós-modernismo. Dentre estes nomes destaca-se o “pós-feminismo” ou “feminismo da diferença”, que critica a segunda onda por seu suposto caráter monolítico, universal e generalizante, o qual não percebia a individualidade das mulheres. Nesta fase – que algumas autoras afirmam durar até hoje –levantou-se o questionamento a respeito da construção do gênero, da heteronormatividade, dos corpos e da sexualidade. Surgiram novas vertentes, como por exemplo o transfeminismo[i] assim como novas teorias que propõem a ressignificação dos gêneros em uma perspectiva pós-identitária, como a Teoria Queer[ii] (BITTERCOURT, 2015, pp. 202-203). É após a terceira onda que se espalha o termo “feminismo interseccional” o qual se refere à um feminismo de diferenças, onde dentro dele tem-se o debate sobre classe, gênero e raça/etnia englobando pautas que antes se dividiam em diversos movimentos.

Entretanto, debate-se o surgimento, após a virada do século, de uma quarta onda feminista. Dentro desta discussão elenca-se a possibilidade de um movimento movido pelo sul global, visto que o mesmo se desenvolveu de maneira distinta dos países do Norte. Além disso, discute-se o papel das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) na expansão do movimento feminista. Nas próximas seções deste artigo, tais ideias serão desenvolvidas, além de apresentarmos alguns destes novos movimentos que se expandem cada vez mais pela internet mundial, como o Ni Una Menos e o Times Up!.

A luta por direitos e pelo reconhecimento na América Latina

Dentro do continente americano nos últimos anos, o movimento vem se expressando fortemente nas redes sociais, causando forte impacto na população, mas é de suma importância compreender que em grande parte de seu território, mais especificamente na América Latina, ele tem uma história a parte, diferente do que ocorreu no restante do globo (CISNE, GURGUEL, 2008, p. 70).

Em território latino o feminismo tem discurso anticolonial somado ao histórico ditatorial vivido no século XX – época em que crescem os debates e a influência das “ondas”. O papel dos feminismos na América Latina, no início, era não apenas de desafiar o patriarcado, mas de oposição ao que classificavam como uma exploração sistemática da população – social, econômica e politicamente – elencado aos fundamentos patriarcais pautados na violência por parte do Estado que enfatizavam a opressão ao gênero feminino e as minorias, impondo de forma autoritária a desigualdade nas relações. As feministas latino-americanas surgem com pautas de resistência não apenas para o gênero, mas como forma de proteção a população de cada país (STERNBACH; ARANGUREN; CHUCHRYK; ALVAREZ, 1992, pp. 256-258).

“Nos anos 70 (como, em alguns casos, nos 60), tanto os regimes militares quanto as democracias nominais esmagaram os movimentos progressistas de toda espécie, “desapareceram” milhares de pessoas e desencadearam o aparelho repressivo do Estado sobre a sociedade civil – tudo em nome da segurança nacional. As feministas contemporâneas na América Latina nasceram, portanto, como movimentos intrinsecamente de oposição” (STERNBACH; ARANGUREN; CHUCHRYK; ALVAREZ, 1992, p. 258).

Dessa forma o movimento de interesse das mulheres confrontava diretamente o Estado, sendo sufocado, assim como seus direitos, durantes tais períodos ditatoriais. A partir de 1981 fóruns regionais caracterizaram marcos históricos com debates a cada dois anos sobre estratégia organizacional, teoria e política nos países sul-americanos (STERNBACH; ARANGUREN; CHUCHRYK; ALVAREZ, 1992, pp. 256-258).

Depois de tais encontros e com a redemocratização dos países, os direitos removidos foram sendo reconquistados, alguns gradualmente conferidos, outros em aguardo, além de novas exigências para que se houvesse equidade entre os gêneros. A década de 1990 foi marcada pela criticidade e considerações sobre as convicções feministas, uma transformação dando um caráter mais político ao movimento, obtendo resultados nas legislações e nas agendas governamentais, onde o foco era a proteção dos direitos à vida e à saúde da mulher, demanda essa que se vê “vitoriosa” em 2006 com a Lei Maria da Penha no Brasil, mas que ainda se estende aos dias atuais dada a necessidade (BARBOSA E LAGE, 2015).

Ainda no Brasil, em 2014 e 2015, movimentos pela internet sensibilizaram mulheres e homens com as hashtags #NãoMereçoSerEstuprada e #MeuAmigoSecreto, que visavam não apenas relatar abusos ocorridos, mas causar sentimento de apoio e sororidade[iii] para com quem já sofreu, além de incentivar a denúncia e ressaltar a importância de transformar a sociedade em um ambiente mais seguro (DA QUEIMA DE…, 2018).

A Argentina, por sua vez, tendo sido palco de uma das mais sangrentas ditaduras latino-americanas, com cerca de 30 mil mortos e pelo menos 10 mil desaparecidos, é o país da América Latina que mais condenou militares por crimes contra a humanidade e, apesar de redemocratizado, segue com uma cultura fortemente influenciada pelo machismo. Desde 2015 as taxas de morte de mulheres mostram-se elevadas – uma morte a cada 30 horas. Tal fato somado ao estopim que foi o assassinato de Chiara Páez de 14 anos (grávida na época) por seu namorado, deu origem ao movimento Ni Una Menos, que logo na primeira manifestação, no dia 3 de julho do referido ano na cidade de Buenos Aires na Argentina, contou com apoio de outras comunidades, como Santiago do Chile, Montevidéu e outras cidades uruguaias, além de Miami na Flórida (ARGENTINA SE MOBILIZA…, 2015). Desde então o movimento se popularizou fortemente em todo continente – e também em alguns países europeus – dado os altos níveis de feminicídio presentes no território.

O Ni Una Menos era já anteriormente ao caso, um coletivo feminista, e após, somou manifestações, tornou-se uma agenda pública e política, que busca por segurança e luta pelo direito a vida da mulher. Tem por base cinco principais objetivos: implementar e monitorar a lei 26.485 ou o Plan Nacional de Acción para la Prevención, la Asistencia y la Erradicación de la Violencia contra las Mujeres; garantir que as vítimas possam buscar a Justiça capacitada para atende-las, tendo elas também direito a apoio jurídico gratuito durante todo processo judicial; a elaboração de um Registro Oficial Único de vítimas de violência contra mulheres, para que se possam elaborar estatísticas oficiais sobre feminicídio, para que assim possam elaborar políticas mais efetivas; a garantia e o aprimoramento de um programa de Educação Sexual Integral em todos os níveis educativos, assim como a capacitação dos profissionais da área da educação visando uma melhor educação de política de equidade de gênero e respeito mútuo; e o monitoramento dos agressores de maneira eletrônica para que os mesmos não violem ordens de restrição, buscando dar maior proteção às vítimas (#NIUNAMENOS, 2018).

Anos depois do boom do movimento, ainda é possível observar frutos vindos dele. No final do mês de fevereiro, o presidente Mauricio Macri permitiu o debate no Congresso Argentino quanto a legalização do aborto nas primeiras 14 semanas de gestação, fato que na América Latina só o Uruguai admite (ARGENTINA DÁ O…, 2018).

Movimentos feministas globais: #metoo, Times up! e a Women´s march

A visibilidade de eventos cinematográficos e de entretenimento em geral, assim como a fama atribuída as atrizes, produtoras e todas as pessoas desse meio têm se apresentado como espetáculo propício a um novo vetor de protestos e manifestações contra o machismo, a desigualdade de gênero e o assédio sexual. Desde 2015 eventos como Oscar e Globo de Ouro tornaram-se palco para discursos contra as desigualdades salariais e o abuso recorrente contra mulheres dentro de Hollywood. Nesse sentido, podemos falar principalmente de dois movimentos: o #MeToo e o Times UP!.

Foi o caso de artistas famosas, como Ashley Judd, Mira Sorvino, Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, se pronunciando contra o produtor de filmes Harvey Weinstein acerca dos abusos e assédios cometidos pelo mesmo que desencadeou o movimento #MeToo. Tal fato não só apresentou o assédio e abuso como uma arma de opressão contra mulheres independentemente de suas classes, como foi incentivo para que outras centenas se manifestassem sobre seus casos e buscassem por justiça. Esportistas, atrizes, produtoras, cantoras e muitas mulheres “comuns” se manifestaram no Twitter na onda global que é o #MeToo, ato que vem expondo não apenas os casos de assédio, mas muitas vezes o próprio abusador (‘EU TAMBÉM’ REFORÇA…, 2017).

Visto o largo número de acusações, atrizes e produtoras criaram no primeiro dia de 2018 o Time’s UP!. O movimento conta com apoio de Emma Stone, Natalie Portman, Reese Witherspoon, Emma Watson, Nicole Kidman e muitas outras mulheres que criaram uma plataforma de apoio jurídico para abordar a desigualdade sistêmica e a injustiça no local de trabalho, além de apresentar propostas corporativas mais igualitárias. O projeto foi apresentado no Globo de Ouro de 2018, com todas as mulheres vestidas de preto e inflamadas por discursos sobre igualdade e justiça. Há, dentro desse movimento, o auxilio jurídico e de relações públicas para mulheres que buscam ajuda, pois há consciência da menor chance de voz e maior fragilidade nas camadas mais carentes da população (TIME’S UP NOW, 2018).

Ainda dentro dos movimentos feministas modernos temos a Women’s March. No dia 21 de março de 2017, após a posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aconteceu em Washington D.C. e diversas outras cidades ao redor do mundo, a Women’s March, ou Marcha das Mulheres. Milhões de pessoas foram as ruas pedindo por um mundo mais igualitário para mulheres, LGBT’s e outras minorias. Baseada nos princípios da não-violência e da busca por Direitos Civis, a Marcha foi considerada a maior manifestação da história dos EUA e acabou por se tornar um movimento organizado que representa a insatisfação da população para com políticas e políticos que desrespeitam direitos já conquistados (WOMEN’S MARCH, 2018).

Considerações finais

O movimento feminista, como foi colocado, não é homogêneo. Têm-se diferentes vertentes, lutas e necessidades. Dentro do próprio continente americano é possível observar tal discrepância: na maioria dos países da América Latina a busca pelo aborto legal e seguro ainda é um tabu enquanto que nos Estados Unidos a legalização aconteceu na década de 1970. A América Latina domina a lista mundial de países onde vigora a proibição absoluta de realizar o procedimento – casos da Nicarágua, Honduras, El Salvador e República Dominicana, além do Haiti e três pequenos Estados europeus (Malta, Andorra e o Vaticano). O Chile deixou essa lista ainda no ano passado, passando da proibição total para a legislação parecida com a brasileira, onde se permite o aborto sob três hipóteses: risco de vida para a gestante, inviabilidade fetal e estupro (A JUSTIÇA FECHA…, 2017).

É impossível falar, portanto, sobre um feminismo universal mas é inegável que levar a discussão sobre assédio, desigualdade salarial e falta de representatividade para eventos transmitidos globalmente é um grande passo para o movimento como um todo. Entretanto, é preciso perceber que este é somente um primeiro passo, que o necessário agora vai além do reconhecimento. Nesse sentido, podemos citar a discussão levantada por Nancy Fraser (2007) a respeito de uma nova visão de reconhecimento. Onde este não é feito simplesmente pela “boa vida” mas é, na verdade, uma questão de justiça[iv]. Ela escreve:

“O que resulta dela [abordagem de reconhecimento] é que todos têm igual direito a buscar estima social sob condições justas de igualdade de oportunidades. E tais condições não são asseguradas quando, por exemplo, padrões institucionalizados de valoração cultural depreciam, de modo difundido, o feminino, o “não branco”, a homossexualidade e tudo o que é culturalmente a eles associados. Quando esse é o caso, mulheres e/ou pessoas de cor e/ou gays e lésbicas enfrentam obstáculos na conquista de estima que não são encontrados pelos demais. E todos, incluindo os homens brancos heterossexuais, enfrentam maiores obstáculos se eles optam por perseguir projetos e cultivar características que são culturalmente codificadas como femininas, homossexuais ou “não brancas” (FRASER, 2007, p. 114).

Roman Polanski, Woody Allen, Bill Cosby, William Burroughs, Richard Wagner, Sid Vicious, V. S. Naipaul, John Galliano, Norman Mailer, Ezra Pound, Caravaggio, Floyd Mayweather (O QUE FAZER…, 2018), Marlon Brando, Kevin Spacey, Gandhi… Todos de alguma forma fizeram algo monstruoso mas quantos deles sofreram a devida punição?

É incontestável afirmar que o machismo está enraizado em nossa sociedade e que as heranças desse fato não irão desaparecer repentinamente. Citando novamente a nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie: “A cultura não faz as pessoas, as pessoas fazem a cultura. Se uma humanidade inteira de mulheres não faz parte da nossa cultura, então temos que mudar nossa cultura.” (ADICHIE, 2015, p. 48).

Referências

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#NIUNAMENOS. 2018. #NiUnaMenos. Disponível em <http://niunamenos.com.ar/&gt;. Acessado dia (06/03/2018).

#NIUNAMENOS… (2015). #NiUnaMenos: um clamor contra a resignação. El País. 3 jun. 2015. Disponível em <https://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/04/opinion/1433439329_164930.html>. Acessado dia (06/03/2018).

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“DESCULPA INVADIR SUA… (2017). “Desculpe invadir sua privacidade, mas preciso da sua ajuda para abortar”. El País. 13 nov. 2017. Disponível em <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/10/politica/1510337018_542122.html&gt;. Acessado dia (06/03/2018).

“DYLAN FARROW, EU… (2018). “Dylan Farrow, eu acredito em você”: Hollywood renega Woody Allen. El País. 17 jan. 2018. Disponível em <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/17/cultura/1516198000_835500.html&gt;. Acessado dia (06/03/2018).

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LANGER, A. MENDONÇA, F. ZULIANI, C. O movimento feminista e o ativismo digital: conquistas e expansão decorrentes do uso das plataformas online. 3º Congresso Internacional de Direito e Contemporaneidade. Santa Maria – RS. 27-29. mai. 2015.

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[i] Transfeminismo é o feminismo ligado as questões de transgeneridade. Debate as questões da identidade de gênero ligadas ao feminismo.

[ii] A Teoria Queer é uma teoria sobre o gênero que afirma que a orientação sexual e a identidade de gênero dos indivíduos são o resultado de uma construção social e que, portanto, não existem papeis sexuais essencial ou biologicamente inscritos na natureza humana.

[iii] Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseada na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

[iv] Taylor e Honneth “entendem o não reconhecimento em termos de uma subjetividade prejudicada e uma auto-identidade danificada. E ambos entendem a lesão em termos éticos, como um impedimento à capacidade do sujeito de alcançar a boa vida. […] Diferentemente de Taylor e Honneth, proponho conceber o reconhecimento como uma questão de justiça. Desse modo, não se deve responder à pergunta “O que há de errado com o falso reconhecimento?”, dizendo que isso impede o pleno desenvolvimento humano devido à distorção da “auto-relação prática” do sujeito. Deve-se dizer, ao contrário, que é injusto que, a alguns indivíduos e grupos, seja negada a condição de parceiros integrais na interação social, simplesmente em virtude de padrões institucionalizados de valoração cultural, de cujas construções eles não participaram em condições de igualdade, e os quais depreciam as suas características distintivas ou as características distintivas que lhes são atribuídas. Deve-se dizer, então, que o não reconhecimento é errado porque constitui uma forma de subordinação institucionalizada – e, portanto, uma séria violação da justiça.” (FRASER, 2007, p. 111).

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