Curdistão e a guerra contra o terror no Oriente Médio: o papel do exército feminino curdo na luta contra o ISIS e a retomada de Raqqa

Izabelle de Pádua Quites

Resumo

Em 17 de outubro deste ano, uma coalizão de forças curdas e árabes, apoiada pelos Estados Unidos, retomou o controle de Raqqa, cidade síria dominada pelo ISIS[i] desde 2013. Tendo em vista a luta histórica do povo curdo pela constituição de um Estado independente na região, a análise da atuação de organizações militares de origem curda no Oriente Médio se faz extremamente importante para a compreensão da segurança na região. Sendo assim, o presente artigo objetiva investigar o papel da Unidade de Proteção às Mulheres (YPJ) – exército curdo feminino – no Curdistão Sírio[ii], destacando como as mulheres curdas se utilizam de questões de gênero para contribuir para a segurança no Oriente Médio, assegurar seus direitos e redimensionar a função feminina na guerra e na sociedade de forma geral. 

Guerra contra o terror no Oriente Médio: atuação do ISIS e a retomada de Raqqa

O grupo autoproclamado Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS, sigla em inglês) surgiu em 2004 como uma ramificação da organização terrorista Al-Qaeda[iii] com o objetivo de conquistar poder na região e proclamar um califado (regime político-religioso baseado nos preceitos do Alcorão e da Sharia[iv]) nos territórios conquistados. O grupo é formado por sunitas[v] e se baseia em uma interpretação radical da Jihad[vi] (guerra santa islâmica), com vistas a criar uma identidade árabe de cunho sunita, o que pressupõe a conversão dos cristãos da região e a morte dos xiitas – considerados infiéis por divergirem em interpretações do Alcorão (COLETIVO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA À KOBANÊ; LAURIA et al; EBC, 2015).

Sendo assim, a crescente atuação do ISIS no Oriente Médio e seu relativo sucesso podem ser interpretados a partir do controle das cidades de Raqqa (Síria) e Mosul (Iraque) em 2013 e 2014, respectivamente, quando o grupo atingiu o auge de sua expansão territorial. Desse modo, o crescimento do desempenho do ISIS na Síria é beneficiado pela guerra civil, onde conta com o apoio daqueles que lutam contra o governo de Bashar Al-Assad – presidente sírio, e no Iraque pelos conflitos entre curdos, árabes, sunitas, cristãos e xiitas – onde conta com apoio da parcela sunita da população (EBC; 2015; BBC, 2017).

Nesse cenário, o controle de tais cidades permitiu ao grupo proclamar, em 2014, um califado que se estendia pela Síria e Iraque, tendo Raqqa e Mosul como capitais e sendo controlado por Abu Bakr al-Baghdadi, líder do ISIS (LAURIA et al, 2015). Além dessas, a organização também se fazia presente em outras cidades, como Tikrit e Ramadi, no Iraque e Kobani, Aleppo e Tal Abyad, na Síria. Tal fato revelou a força do grupo dentro do Oriente Médio e se configurou como uma ameaça aos governos sírio e iraquiano que, imersos em conflitos étnicos e religiosos, se depararam com a dificuldade de retomar o controle de grande parte de seus territórios que estava sobre domínio do ISIS. Ademais, o califado de al-Baghdadi se mostrou também como uma ameaça aos Estados Unidos e à Rússia, países que tentam aumentar sua influência na região (FOLHA DE SÃO PAULO; BBC, 2017).

Sendo assim, é válido ressaltar que a escolha de controlar Raqqa (a sexta maior cidade síria e a segunda mais populosa) foi carregada de significado e simbologia, uma vez que, entre os anos 796 e 809, a cidade foi a capital de um enorme império muçulmano. Dessa forma, Raqqa foi transformada no laboratório de experiências de administração do ISIS, onde o grupo planejou ataques ao exterior, criou regras de comportamentos, impôs à população um padrão de vestimenta islâmica e atacou igrejas. Além disso, crucificações, decapitações e sequestros também foram práticas comuns do grupo que controlou de forma rígida o funcionamento do comércio, escolas e hospitais da cidade (G1, 2015; FOLHA DE SÃO PAULO, 2017).

Diante dessa atuação violenta e do rígido controle do ISIS em Raqqa, foi organizada a Operação Fúria do Eufrates para retomar o controle da cidade. A operação foi criada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), uma coalizão de forças curdas e árabes apoiadas pelos Estados Unidos, que começou suas investidas em direção à cidade em novembro de 2016. Na liderança dessa coalizão estão as tropas curdas União de Proteção Popular (YPG, sigla em curdo) e Unidade de Proteção às Mulheres (YPJ), que recebiam armamento leve e material logístico dos Estados Unidos, desde 2014, por meio da coalizão FDS (SILVA et al; EL PAÍS, 2017).

No entanto, no contexto de retomada da cidade curda síria, essas tropas passaram a receber armamento pesado (como metralhadoras e veículos blindados) de forma direta, o que contribuiu para sua atuação decisiva na retomada da cidade. Sendo assim, em 17 de outubro de 2017, tropas da FDS declararam que os jihadistas[vii] haviam perdido o controle da capital de seu califado, o que, somado à retomada de Mosul em julho de 2017, colocou fim ao califado e simbolizou o declínio do grupo que agora possui o controle apenas sobre alguns pequenos territórios no nordeste da Síria (CNN, 2017). Nesse sentido, é válido destacar o papel decisivo das tropas YPG e YPJ que aturaram em prol da defesa da cidade curda, reafirmando a luta pela autonomia e segurança do povo curdo, em especial, das mulheres no Curdistão Sírio (SILVA et al; EL PAÍS, 2017).

Perspectiva histórica acerca do Curdistão e o surgimento de organizações como a YPJ

Atualmente, os curdos compõem a maior etnia sem pátria, sendo aproximadamente 36 milhões de pessoas dispersas entre países do Oriente Médio e Europa, além de estarem presentes também em grande número nos Estados Unidos e Canadá. Entretanto, o que se convencionou chamar de Curdistão não é reconhecido pela comunidade internacional como um Estado independente com fronteiras bem definidas, mas, sim, como conjunto de territórios nos quais os curdos se constituem enquanto maioria étnica. Sendo assim, tal porção territorial sofreu modificações ao longo do tempo e hoje seus limites geográficos compreendem áreas da Turquia, Síria, Iraque, Irã, Armênia e Azerbaijão (PEIXINHO, 2010; SILVA et al, 2017).

Em análise histórica, cabe ressaltar que a luta curda pelo reconhecimento do Curdistão como Estado Independente remonta à dissolução do Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, época em que foi prometido aos curdos um Estado próprio. Entretanto, a promessa não foi concretizada e, desde então, os curdos passaram a se organizar em prol da constituição de um Estado curdo independente. Assim, em 1920, foi criado o Peshmerga, exército composto por homens e mulheres que lutam ainda hoje pela defesa do território do Curdistão, atuando principalmente no Iraque. O nome atribuído a essa instituição é de origem curda e se refere àqueles que enfrentam a morte, retratando a realidade vivenciada na luta por um Estado independente (TAYLOR, 2014; COLETIVO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA À KOBANÊ, 2015; SILVA et al, 2017).

Ademais, foi criado em 1978, na Turquia, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), liderado por Abdullah Öcallan. Esse partido surgiu com o objetivo de lutar pela conquista de uma unidade política curda autônoma e para tal adotou o confederalismo democrático, visão eco-anarquista de Bookchin[viii] modificada e renomeada por Öcallan. De acordo com o líder do PKK, o confederalismo democrático significa uma sociedade baseada na democracia, na economia comunal e na liberdade de gênero. Desse modo, Öcallan defende a concessão de direitos civis e cidadania aos povos curdos, a liberdade cultural (incluindo o livre uso e ensino da língua curda), além da autonomia entendida a partir de uma estrutura política menos representativa e mais direta (TAYLOR, 2014).

Inicialmente, durante as décadas 1970 e 1980, o PKK adotou um forte caráter ético-nacionalista, o que o fez ser reconhecido como uma organização terrorista pela Turquia (devido ao autoritarismo e aos violentos conflitos de libertação curda promovidos no país), pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Entretanto, após os anos 2000, o PKK adotou uma nova abordagem, abandonando a luta armada e adotando estratégias não violentas para garantir maior autonomia ao seu povo. Assim, atualmente, há uma forte influência de partidos e organizações europeias para a descriminalização e reconhecimento do PKK (TAYLOR, 2014; COLETIVO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA À KOBANÊ, 2015)

Em 2012 foi criada a Unidade de Proteção às Mulheres (YPJ), exército curdo feminino em combate no Curdistão sírio, formado como uma ramificação da Unidade de Proteção Popular (YPG[ix]). Diante da atuação de grupos terroristas como o ISIS no Oriente Médio, a YPJ surgiu como uma necessidade das mulheres curdas atuarem como players na segurança da região e como uma maneira de combater a captura e venda de mulheres curdas como escravas sexuais, além de combater também estupros coletivos praticados pelos terroristas. Além disso, o exército feminino curdo também surge como resistência à perseguição da população Yazidi (principalmente a parcela feminina), grupo étnico religioso que acredita em um único Deus e na figura de um anjo que se manifesta como pavão (Tamusi Malak), prática tida como imprópria pelos terroristas. Por fim, vale ressaltar que atualmente as mulheres correspondem a aproximadamente 40% do contingente total de guerrilheiros no Curdistão sírio, o que levanta debates acerca do papel da mulher na guerra (PEIXINHO, 2010; SILVA et al, 2017).

Análise da importância da YPJ e o redimensionamento do papel das mulheres

A participação feminina na luta pela constituição de um Estado curdo independente remonta à década de 1960 quando as mulheres curdas lutaram juntamente com o Peshmerga contra os baathistas[x]. Nesse sentido, é válido ressaltar que as mulheres são muito valorizadas e respeitadas na cultura curda por meio da qual reafirmam sua igualdade em relação aos homens tanto no trabalho organizacional quanto no militar. Entretanto, apenas em 1996 foi formado um batalhão composto exclusivamente por mulheres e hoje elas compõem tropas que lutam tanto no Curdistão sírio como no iraquiano e turco (PEIXINHO, 2010; SILVA, et al, 2017).

Vale ressaltar que as mulheres curdas se engajam no combate ao terrorismo no Oriente Médio para proteger o povo curdo, em geral, e defender os territórios do Curdistão, mas, além disso, elas utilizam da participação em organizações militares para ter voz ativa na sociedade e garantir sua autonomia, igualdade e direito à democracia, liberdade e educação. Ou seja, a luta dessas mulheres é dupla, pois lutam pelos seus direitos tanto como mulheres quanto como população curda. Além disso, as guerrilheiras têm como objetivo se vingar das violências praticadas pelos terroristas contra meninas e mulheres curdas, fazendo com que eles sofram assim como elas (SILVA, et al, 2017; DUZGUN, 2016).

Assim, no contexto do confronto ao ISIS, as integrantes da YPJ utilizam as questões de gênero como uma estratégia de combate aos jihadistas já que estes acreditam que perderão os benefícios prometidos[xi] aos mortos em batalha caso sejam assassinados por mulheres. Dessa forma, a inserção feminina como agente ativo nos cenários de conflito traz à tona uma série de questionamentos acerca dos estudos de segurança e gênero, uma vez que a formação de milícias como a YPJ desconstrói a narrativa de que a mulher é, por natureza, pacífica e que seu local de atuação é na esfera privada e não na vida pública (SILVA, et al, 2017; AL-ALI and TAS, 2014; MUBARAK, 2014).

Tendo em vista que muitas das sociedades do Oriente Médio seguem os preceitos do Alcorão e da Sharia, o papel e comportamento das mulheres nessa região ficam fortemente condicionados a rígidos padrões de gênero e ao tradicionalismo. Assim, as mulheres são tidas como destinadas ao trabalho doméstico, ao âmbito privado e familiar, além de serem vistas como oprimidas e submissas aos homens. Ademais, é negada às mulheres a livre escolha de suas profissões e o uso do véu é imposto como sinal de respeito a Deus e ao marido (MARQUES, 2010; MUBARAK, 2014). Sendo assim, a criação da YPJ em um contexto onde os direitos das mulheres são constantemente reprimidos pode ser considerada revolucionário, pois desconstrói o paradigma de dominação masculina e redimensiona as funções sociais das mulheres curdas, possibilitando a elas atuação em novos espaços e maior autonomia.

Nesse sentido, a retomada de Raqqa se constitui como importante caso de sucesso para as tropas curdas que estiveram à frente da operação, principalmente para a YPJ, uma vez que coloca as mulheres curdas como importantes players do conflito na região, o que redimensiona o papel feminino não só na guerra, mas também na sociedade de forma geral devido à sua inserção no plano militar e político. Portanto, a organização de mulheres curdas em tropas militares simboliza a luta pela erradicação das desigualdades de gênero, além de possibilitar debates acerca da inserção das mulheres na esfera pública bem como redimensionar o seu papel e atividades, rompendo com padrões de gênero há muito enraizados não só no Oriente Médio, mas também em diversas outras sociedades (SILVA, et al, 2017).

Considerações Finais

O relativo sucesso obtido pelo ISIS em sua atuação no Oriente Médio se deu em grande parte pelas ações violentas do grupo em um cenário marcado por guerras e conflitos étnicos e religiosos, o que enfraquece os governos locais e dificulta o combate a perigos externos. Dessa forma, a presença do grupo na região, além de constituir uma ameaça à soberania dos governos onde concentra suas atividades (como na Síria e Iraque) é também uma ameaça à autonomia e segurança dos povos curdos que vivem dispersos entre alguns países da região e que lutam pela constituição de um Estado Curdo independente desde o fim da Primeira Guerra Mundial.

Assim, a cultura e liberdade de tal povo ficaram ameaçadas quando os militantes do ISIS controlaram a cidade de Raqqa em 2013 e subjugaram a população (principalmente a parcela feminina) ao seu domínio violento. Nesse contexto, as tropas curdas tiveram papel fundamental na Operação Fúria do Eufrates para a retomada do controle da cidade. O sucesso da operação se deu principalmente em função da atuação da milícia de contingente exclusivamente feminino (YPJ) que trava uma batalha tanto pelo reconhecimento de seus direitos enquanto povo curdo quanto pelo respeito aos direitos das mulheres. Dessa forma, as guerrilheiras curdas passaram a ganhar destaque, pois se utilizaram das questões de gênero como estratégia de combate ao grupo extremista e assim se tornaram agentes ativos do conflito, reafirmando a autonomia feminina.

Portanto, a inserção dessas mulheres enquanto players da segurança da região levanta questionamentos acerca de padrões de gêneros, porque demonstra que mulheres podem desempenhar com êxito funções tipicamente atribuídas a homens, o que contribui para o redimensionamento do papel feminino nas sociedades em que vivem. Sendo assim, a retomada de Raqqa simboliza uma importante conquista das mulheres curdas, uma vez que elas conseguiram se inserir no âmbito militar e político com tanto êxito quantos os homens que lutaram em outras milícias curdas, o que reafirmou a importância da participação feminina não só na busca por segurança e direitos das mulheres no Oriente Médio, mas também na defesa do Curdistão sírio.

Referências

COLETIVO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA À KOBANÊ. Mensagem de Mulheres nas Fronteiras de Rojava: resistência e liberdade. 2015.

CONHEÇA RAQQA, a capital criada à força pelo ‘Estado Islâmico’. G1. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/11/conheca-raqqa-a-capital-criada-a-forca-pelo-estado-islamico.html>. Acesso em:  17 out. 2017.

 CURDOS TOMAM CIDADES ESTRATÉGICA, para a conquista da ‘capital’ do Estado Islâmico. El País. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/11/internacional/1494486070_509606.html>. Acesso em: 19 out. 2017.

DUZGUN, Meral. The Kurdish Women’s Movement: challenging gendered militarization and the nation-state. Disponível em: <http://womeninwar.org/wordpress/wp-content/uploads/2015/08/Beirut/7/1.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017.

ESTADO ISLÂMICO: ENTENDA, a origem do grupo. EBC. Disponível em: <http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2015/01/estado-islamico-entenda-origem-do-grupo>. Acesso em: 16 out. 2017.

ISIS DEFEATED IN RAQQA AS, ‘major military operations’ decleared over. CNN. Disponível em: <http://edition.cnn.com/2017/10/17/middleeast/raqqa-isis-syria/index.html?sr=fbCNN101717raqqa-isis-syria0246PMStory>. Acesso em 18 out. 2017.

LAURIA, Bianca Vince; SILVA, Henrique Roder; RIBEIRO, Poliana Garcia. O Estado Islâmico. Série Conflitos Internacionais, São Paulo, v. 2, n. 2, p. 1-6, abr. 2015.  Disponível em: https://www.marilia.unesp.br/Home/Extensao/observatoriodeconflitosinternacionais/v-2-n-2-o-estado-islamico.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017.

MARQUES, Vera Lúcia Maia. Mulheres e Muçulmanas. Diásporas, Diversidades, Deslocamentos. 23 a 26 de agosto de 2010. Disponível em: <http://www.fazendogenero.ufsc.br/9/resources/anais/1278288843_ARQUIVO_MulhereseMuculmanas%5B2%5D.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017.

MILÍCIAS APOIADAS PELOS EUA, expulsam Estado Islâmico de bastião na Síria. Folha de São Paulo. Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/10/1927700-milicias-apoiadas-pelos-eua-expulsam-estado-islamico-de-bastiao-na-siria.shtml> Acesso em 19 out. 2017.

MUBARAK, Caleb. Introdução ao Islamismo. [S.l], Junta de Missões Mundias da Convenção Batista Brasileira, 2014. Disponível em: <http://missoesmundiais.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Introducao-ao-Islamismo.pdf>. Acesso em: 20 out. 2017.

PEIXINHO, Maria de Fátima Amaral Simões. O Curdistão no Iraque, Ensaio de uma Nação: Contexto e Desafios. Universidade Fernando Pessoa, 2010. Disponível em:<http://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/2292/3/DM_20744.pdf&gt; Acesso em: 06 de Out. 2017

RETOMADA DE RAQQA REPRESENTA, o fim do Estado Islâmico? BBC. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41664071>. Acesso em: 18 out. 2017.

SILVA, Antonio Henrique Lucena et al. As Guerrilheiras Curdas e a Redefinição das Questões de Gênero na Guerra: o combate ao terrorismo do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/cadn/artigos/xiv_cadn/as_guerrilheiras_curdas_e_a_redefinicao_das_questoes_de_genero_na_guerra_o_combate_ao_terrorismo.pdf >. Acesso em: 19 out. 2017.

TAYLOR, Rafael. O surpreendente Curdistão Libertário. Outras Palavras.  Disponível em: http://outraspalavras.net/posts/o-surpreendente-curdistao-libertario/>. Acesso em: 16 out. 2017.

AL-ALI, Nadje; TAS, Latif. “War is like a blanket….” Feminist Convergences in Kurdish and Turkish Women’s Rights Activism for Peace. Disponível em: <http://eprints.soas.ac.uk/23894/1/war-is-like-a-blanket-feminist-convergences-Al-Ali-Tas.pdf>. Acesso em: 18 out. 2017.

 

[i] Grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico na Síria e no Iraque, surgido em 2004 após se separar da organização terrorista Al Qaeda. Também é chamado de Estado Islâmico (EI) e Daesh, em referência à expressão árabe al-Daula al-Islamiya al-Iraq wa Sham que significa Estado Islâmico do Iraque e Sham (Levante), sendo a região al-Sham conhecida como Síria (COLETIVO DE SOLIDARIEDADE FEMINISTA À KOBANÊ, 2015).

[ii] Porção territorial da Síria onde a população curda se constitui enquanto maioria étnica

[iii] Organização terrorista fundada em 1989 por Bin Laden e responsável pelos ataques de 11 de Setembro de 2001 (FOLHA DE SÃO PAULO, 2017).

[iv] O Alcorão é o livro sagrado dos muçulmanos e a Sharia é o conjunto de leis que direciona o comportamento dos mesmos (MUBARAK, 2014).

[v] A religião islâmica se divide em dois grandes grupos: xiitas – defendem que o líder do califado deve ser sucessor da família de Maomé (profeta fundador do islamismo); e sunitas – grupo majoritário que acredita que o líder poderia ser qualquer fiel desde que fosse aceito pela comunidade. Além disso, fazem interpretações mais flexíveis dos livros sagrados (LAURIA et al, 2015).

[vi] O termo árabe jihad significa “esforço” e diz respeito ao esforço que cada praticante da fé islâmica deve fazer para crescer espiritualmente e levar os islamismo a outras pessoas. No ocidente é traduzido como “guerra santa” em referência aos grupos que usam da violência em nome da religião islâmica (LAURIA et al, 2015).

[vii] Termo usado para designar grupos que usam da violência para difundir o islamismo (LAURIA et al, 2015).  Esta denominação é adotada neste texto para se referir aos integrantes do ISIS.

[viii] Anarquista americano que propunha uma nova ecologia social com o fim das hierarquias para a construção de uma sociedade livre, organizada a partir do poder popular (COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À RESISTÊNCIA POPULAR CURDA EM SÃO PAULO, 2015).

[ix] Tropas curdas armadas criadas em 2011 para lutar pelos direitos dos povos curdos no Curdistão sírio (SILVA et al, 2017).

[x] Termo usado em referência ao Partido Baath, surgido na Síria em 1947. O partido propunha a unificação do mundo árabe em um único Estado e promoveu a política de arabização que consistiu em forçar o deslocamento dos curdos para assentamentos árabes no Iraque e na Síria (PEIXINHO, 2010; SILVA et al, 2017).

[xi] Segundo a fé islâmica, os homens que morrem na guerra santa vão diretamente para o paraíso, onde serão contemplados com 72 virgens (MUBARAK, 2014).

 

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