Os movimentos do Irã no Oriente Médio: a inimizade com Israel e o xadrez geoestratégico da região

Maria Paula de O. Nascimento; Marianny A. Franco

Resumo

Os movimentos recentes do Irã no Oriente Médio têm representado mudanças importantes na região. Com a derrota do Estado Islâmico em muitas regiões da Síria, o país tem avançado em busca de uma maior influência nos processos que envolvem o xadrez geoestratégico desse conflito, inaugurando, assim, novas parcerias e reforçando antigas rivalidades. É importante salientar, no entanto, que tais rivalidades nem sempre existiram:  foram fruto de uma construção histórica de interesses divergentes baseados no cenário geoestratégico do Oriente Médio. A partir do uso da metáfora de um “xadrez geoestratégico”, relacionar-se-á os respectivos atores com peças do jogo de xadrez, sendo Israel a Torre, EUA a Rainha e o Irã o Peão “em promoção” e o Oriente Médio como o tabuleiro onde as jogadas ocorrem.

Novo papel do Irã no Oriente Médio: por que é tão ameaçador?

 O Irã é um país marcado por inúmeros conflitos regionais, insurgências internas, mas também por um passado de glórias nos tempos do Império Persa[i]. O grande objetivo do Irã, atualmente, é assumir o papel de líder regional, projeto que o país tem colocado em prática e que tem preocupado outras potências, especialmente Israel. O centro de inteligência israelense, Mossad[ii], tem estado atento aos movimentos do Irã e estão cientes de que sua a influência, na Síria em particular, mas também na região como um todo, tem aumentado fortemente dia após dia. Pode-se dizer que o aumento dessa influência advém de um envolvimento gradual do Irã nos processos decisórios dos principais conflitos da região, como a Guerra do Afeganistão e a Guerra da Síria. Nesse sentido, é importante destacar uma figura que, por cerca de dez anos, tem representado esse posicionamento iraniano e que, agora, é quase uma celebridade no país: o General Qasem Soleimani (ISRAEL’S MOSSAD SUBMITS…, 2017).

Após anos conduzindo operações secretas do Irã, nas sombras do final de uma linha telefônica, Qasem Soleimani é agora uma das figuras mais populares do Irã e lidera as forças Quds do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC, sigla em inglês). No início dos anos 2000, Soleimani passou a atuar de forma veemente nos assuntos externos do Irã, principalmente em relação aos conflitos regionais. Em 2001, o Irã forneceu inteligência militar aos EUA em apoio à sua invasão no Afeganistão para derrubar o Talibã e em 2007, Washington e Teerã enviaram representantes a Bagdá para conversas presenciais sobre a deterioração da situação de segurança regional – devido à eclosão da Guerra do Iraque alguns anos antes. Nesse mesmo ano, o general aumentou a proeminência iraniana na região ao dirigir uma contra-ofensiva ao Estado Islâmico no Iraque, além de ter representado um papel crucial nas negociações de Bagdá. Já na vizinha Síria, ele é aclamado como aquele que, em 2015, implementou a estratégia que ajudou Bashar al-Assad a mudar o curso contra as forças rebeldes e recuperar as principais cidades sírias que estavam sobre o controle dos grupos insurgentes (GENERAL QASEM SOLEIMANI…, 2015; ISRAEL’S MOSSAD SUBMITS…, 2017).

Até esse momento, o Irã sempre havia negado o envio de soldados tanto à Síria quanto ao Iraque, mas agora as relações tomaram um rumo diferente. Em um relatório elaborado pelo analista de inteligência Ronen Salomon, observa-se o fluxo constante de combatentes do Afeganistão, Líbano, Iraque e Irã comandados por Qasem Soleimani e apoiados pelo IRGC – a qual tem trabalhado juntamente com as forças Quds para realizar operações fora do Irã. Um exemplo disso é Líbano, que apareceu na pesquisa de Solomon como um dos locais onde o Irã tem estabelecido sua influência através das forças Quds. Além disso, o relatório mostrou os envios de suprimentos do Irã por via aérea e marítima a essas regiões (ISRAEL’S MOSSAD SUBMITS…, 2017). Na Síria, os principais pontos da presença iraniana é a região do Aeroporto Internacional de Damasco e o Monte Qasioun (localizado em Damasco, na Síria), os quais são utilizados como áreas de transporte e aviação pelas forças Quds. Isso tem sido tratado por Israel como uma grande ameaça, já que o governo acredita que o Irã tem usado essas áreas para transferir remessas de munições ao Hezbollah – informação que foi utilizada para autorizar ataques da Força Aérea Israelense a fim de impedir que elas chegassem tanto no aeroporto de Damasco quanto na área de Qasioun. O jornal israelense Yedioth Ahronoth publicou partes do relatório de Salomon, afirmando que as forças Quds têm, ocasionalmente, usado o Crescente Vermelho Iraniano[iii] para inserir agentes da Inteligência e Guarda Revolucionária iranianas e transportar ajuda militar por via aérea e marítima – assim como já o fizeram no Sudão, no Iêmen e no próprio Líbano. Conforme dados da pesquisa de Salomon, um grande número de contêineres com suprimentos de guerra foi transportado pelo Irã sob o pretexto de serem embarcações comerciais – o que foi realizado, principalmente, por empresas ligadas às Linhas de Navegação da República Islâmica do Irã[iv] (ISRAEL’S MOSSAD SUBMITS…, 2017).

Israel tem encarado de forma totalmente ameaçadora as novas interferências iranianas na, principalmente na Síria, já que é o líder regional que possui uma aliança inexorável com os Estado Unidos – o que significa ao governo israelense um enorme poder de barganha sobre os principais eventos na região. As tensões aumentaram ainda mais quando imagens de satélite da Inteligência Israelense revelaram uma fábrica de mísseis Scud idêntica à uma vista no Irã sendo construída no noroeste da Síria. O Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou seu descontentamento com o avanço iraniano sobre a Síria quando disse que o Irã estava fortalecendo seu ponto de apoio na região após o deslocamento do ISIS (Estado Islâmico do Iraque e da Síria, sigla em inglês). Em suas próprias palavras: “a vitória sobre o ISIS é bem-vinda. A entrada do Irã é indesejável, colocando-nos em perigo e, na minha opinião, ameaçando a região e o mundo[v]”. Em um encontro com o presidente russo Vladmir Putin (no resort de Sochi, no Mar Negro), Netanyahu disse que Israel está determinado em agir para prevenir uma presença militar continuada do Irã na Síria e que qualquer acordo de paz ali deve implicar na retirada das forças iranianas da área, já que a entrada do Irã nessas áreas ameaça destruir Israel, pois ele está armando organizações terroristas e promovendo o terrorismo (NETANYAHU WANTS PUTIN… 2017).

Outro acontecimento que pode mudar os rumos geoestratégicos na região do Oriente Médio é o acordo estratégico iniciado entre Ancara e Teerã para ajudar a estabilizar o Oriente Médio. O acordo está sendo discutido pelos chefes de gabinete dos dois governos: Muhamad Hussein Baqeri, do Irã, e Hulusi Akar, da Turquia. Além desse acordo, há a possibilidade de uma aliança tripartite entre Irã, Turquia e Rússia e informações do Teerã afirmam que Baqeri pode mais tarde visitar Moscou para preparar o terreno para um nível mais formal de cooperação de segurança militar entre as três nações. Pode-se dizer que um dos objetivos principais dessa aliança é a segurança do triângulo sensível que forma as fronteiras da Turquia, do Iraque e do Irã em um platô, já que os curdos constituem a maioria da população e em diferentes momentos e em diferentes níveis, as três nações tiveram que enfrentar o desafio da busca curda por identidade, autonomia e, em alguns casos, até mesmo secessão (IRAN, TURKEY AND RUSSIA…, 2017).

Ademais, o Irã e a Turquia também estão envolvidos em conversas para o trânsito duplo pela Turquia através do Irã e visando mercados na área do Conselho de Cooperação do Golfo, nomeadamente o Qatar e os Emirados Árabes Unidos. Negociações preliminares entre a Rússia e a Turquia para desenvolver linhas de suprimento para as exportações de energia da bacia do Cáspio através dos portos turcos também ocorreram, o que sugere que um triângulo Irã-Turquia-Rússia realmente está tomando forma (IRAN, TURKEY AND RUSSIA…, 2017). Obviamente, esses novos movimentos do Irã não têm agradado a Israel nem um pouco, que já tomou providências ao se reunir com Putin para discutir as ações do Irã no Oriente Médio – o que indica um recrudescimento na rivalidade Irã-Israel. A compreensão desse cenário, no entanto, exige uma perspectiva histórica, já que as relações entre Irã e Israel nem sempre foram de inimizade.

Tudo nem sempre foi espinhos: a construção da inimizade entre Israel e Irã

Segundo a abordagem construtivista de Alexander Wendt, a inimizade é uma lógica da anarquia[vi] que é internalizada quando um Estado percebe um outro como uma ameaça, isto é, um perigo a sua sobrevivência. Isso porque, o Estado parte do pressuposto de que o outro segue suas mesmas tendências egoístas e expansionistas, o que é um ímpeto para que ele considere o outro Estado como um inimigo em potencial e, assim internalize a cultura da inimizade. Nessa lógica da anarquia, as relações internacionais estão mais próximas da lógica hobbesiana de anarquia, segundo a qual os Estados assumem uns aos outros como possíveis agressores e, consequentemente, passam a agir de forma defensiva ou, até mesmo, agressiva para preservar seu bem-estar (WENDT, 2013). A partir da abordagem construtivista de Relações Internacionais, é possível compreender os elementos que contribuíram para a construção dessa inimizade, com a mudança nas percepções sobre o que um país significava para o outro.

A internalização da lógica da inimizade nas relações entre Israel e Irã deu-se de forma gradual ao longo da história, já que eles nem sempre foram inimigos; ao contrário, estabeleciam fortes relações de amizade até o final dos nos 1970. As relações entre eles começaram a ficar delicadas em 1979 quando o Xá[vii] Reza Pahlavi caiu do poder e Ruhollah Khomeini tomou o controle do país como aiatolá[viii]. Antes dessa data, ambos os países eram aliados estratégicos na região. Há inúmeros fatores que contribuíram para o rompimento da relação amigável entre Israel e Irã, incluindo a queda de Saddan Hussein no Iraque, o envolvimento do Irã com “proxies[ix]” como o Hezbollah, a ascensão de políticos de linha dura ao poder no Irã, como o presidente Mahmoud Ahmadinejad, e a ameaça das crescentes capacidades nucleares do Irã (WEISSER, 2016).

De 1968 a 1973, as relações entre Israel e o Irã tornaram-se mais fortes, mas o Irã recusou-se a reconhecer plenamente Israel – já que este mantinha fortes relações com os EUA. Em 1974, o Irã assinou o Acordo de Argel com o Iraque, uma surpresa tanto para Israel quanto para os Estados Unidos, no qual o Irã já não poderia apoiar os curdos, e o Iraque forneceria ao Irã o canal mais profundo para o transporte marítimo – o que proporcionaria ao Irã a estabilidade necessária para o transporte do seu petróleo no Golfo Pérsico. Quando o Irã fez a aproximação do acordo com o Iraque, Israel tornou-se desconfiado do Xá e preocupado com o fato do total de sua produção de petróleo cair, além de que o Irã estava se afastando de sua política atual e começando a se aproximar de seus vizinhos árabes, como o Egito, por exemplo, e encorajando Israel a “reconciliar-se com os árabes” – o que já era um indício de mudança na posição iraniana em relação à Israel e o início de uma tensão entre os países (WEISSER, 2016).

Com a eclosão da Revolução Islâmica Iraniana em 1979, as relações entre eles ficaram mais limitadas, especialmente porque a ideologia da nova autoridade do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, era incompatível com a de Israel. A relação entre os países foi se deteriorando gradualmente, até que em 1987 o Ministro de Defesa Israelense, Yitzhak Rabin, colocou o Irã como um inimigo amargo de Israel, sem haver esperança de mudança dessa posição enquanto Khomeini estivesse no poder, mas apenas quando a ”ideia louca de fundamentalismo xiita tiver desaparecido” (WEISSER, 2016). A partir desse momento, a questão ideológica, tão preconizada pelo Construtivismo na compreensão das relações internacionais, tornou-se um forte empecilho para a continuação de uma relação de amizade, já que houve uma ressignificação de o que um significava para o outro, isto é, as percepções que faziam com que o Irã considerasse Israel um amigo, e vice-versa, transformaram-se completamente em elementos que fortaleceram uma inimizade. Foi em meados dos anos 1990 que Israel começou a ver o Irã mais propriamente como uma ameaça e não mais como um parceiro estratégico – principalmente devido ao crescimento do programa nuclear iraniano. Nessa época, Yitzhak Rabin já havia assumido como primeiro ministro de Israel há um certo tempo, e sua posição no início de seu mandato era considerar países como Iraque, Síria e Líbano como ameaças maiores do que o Irã. Isso porque ele acreditava que um processo de paz bem-sucedido com os palestinos[x] permitiria a Israel estar em melhor posição de negociar com o Irã (WEISSER, 2016).

Da perspectiva do Irã, Israel passou a ser visto como o seu maior rival regional. Essa mudança na política iraniana em relação à Israel começou após a morte do aiatolá Khomeini e continuou ao longo dos anos 1990 e 2000. Segundo Alisha Weisser (2016), houveram dois fatores que contribuíram para essa transformação na política externa iraniana em relação à Israel. Primeiro, quando os EUA derrotaram Saddam Hussein após a primeira Guerra do Golfo, o Iraque já não era mais uma ameaça ao Irã – o que fez com que esse país abrisse sua visão estratégica para potenciais inimigos na região. Segundo, foi a assinatura dos Acordos de Paz de Oslo[xi] em 1993, o que poderia dar a Israel melhor posicionamento nas negociações com o Irã sobre armas nucleares (como o governo israelense previa) (WEISSER, 2016).

O grande ponto é que, desde aquele período, qualquer movimento feito pelo Irã em relação ao seu projeto nuclear seria considerado uma ameaça à Israel, da mesma forma que Israel seria considerado o maior rival geoestratégico do Irã, pelo fato de este ser a liderança regional e manter uma aliança estratégica com os EUA. Percebe-se, aqui, a completa internalização da lógica da inimizade por dos dois Estados, a partir da construção de elementos nas próprias relações entre eles: a forte relação de Israel com os EUA, o desenvolvimento do programa nuclear iraniano, bem como as divergências ideológicas entre o Estado Judeu e o Irã xiita (WENDT,

Na metáfora do jogo de xadrez, Israel, como a Torre do jogo, é uma das peças mais poderosas do jogo, já que pode mover-se em várias direções e ocupar as casas da peça adversária. A Torre está sempre em movimento ao lado da Rainha, os EUA nessa metáfora, o que lhe confere jogadas poderosas no tabuleiro. Isso porque a Rainha é a peça mais poderosa do jogo; a que pode mover-se como e quantas vezes desejar no tabuleiro, ocupando as casas da peça adversária – países da região como a Síria, o Iraque e o Líbano. O Irã, nesse sentido, como o Peão “em promoção”, é aquele que quando chega ao outro lado do tabuleiro pode se tornar qualquer peça, mesmo que ela já esteja no tabuleiro. Apesar de ser a peça menos poderosa do jogo e possuir limitações em seus movimentos, o Peão pode se tornar uma Torre ou mesmo uma Rainha quando chega ao campo adversário e, assim, uma das peças mais especiais do jogo (DOCS KDE, 2017). Os novos movimentos do Irã no Oriente Médio – como a presença na Síria e a aliança tripartite com Turquia e Irã – têm tomado a forma das jogadas de um Peão “em promoção”, ao passo que tem se tornado cada vez mais poderoso em campo inimigo – principalmente nas áreas de influência de Israel como o Líbano e a própria Síria.

Conclusão

O projeto estratégico do Irã na região do Oriente tem implicado em uma reorganização das estratégias dos países mais influentes da região, principalmente por parte de Israel. Os movimentos do Irã em relação à Síria, bem como ao Líbano e ao Iraque, têm chamado a atenção do governo israelense justamente porque a projeção de influência iraniana na região pode representar uma mudança na sua configuração geoestratégica. Isso porque, apesar de o Irã não ser um país árabe, ele mantém relações estratégicas com muitos países deles, tendo expandido sua influência neles e fortalecendo laços ideológicos. Deve-se, ainda, salientar que, além do fortalecimento do projeto nuclear iraniano, a aliança tripartite entre Irã, Turquia e Rússia pode representar um enfraquecimento da liderança regional, ou melhor, do poderio regional israelense – que embora obtenha apoio dos Estados Unidos, é inimigo de praticamente todos os países da região, além de não ser bem visto pelos árabes, principalmente pela questão da Palestina. Nesse sentido, é de suma importância ressaltar que a Palestina também está nas preocupações de Israel quando o assunto é a influência iraniana na região: como o Irã e a Autoridade Palestina desfrutam de boas relações diplomáticas, um fortalecimento da posição iraniana na região poderia significar uma parceria estratégica aos palestinos que Israel, certamente, quer evitar. Além disso, a ideia de que o Irã apoie as forças do Hezbollah, resistentes a Israel, faz com que Netanyahu sinta, cada vez mais, a ameaça de uma expansão de poder e influência do Irã, seja em áreas específicas ou na região como um todo. A Síria, por exemplo, como palco de grandes conflitos e crises, principalmente fadadas as ordens do Estado Islâmico, agora se torna um país surpreendido pela influência tanto de Israel quanto do Irã. O ponto é: Síria e Irã são aliados desde 1979, enquanto Israel não mantém uma relação muito amigável com o presidente sírio Bashar al-Assad, justamente pela oposição estadunidense ao seu regime de governo. Parece, portanto, que o Irã tem acumulado vantagens diplomáticas e ideológicas entre os países do Oriente Médio em detrimento de Israel. O que deve ser destacado é que qualquer movimento feito pelo Irã em relação à sua expansão de poder e influência – como seu projeto nuclear e a aliança Tripartite – será considerado uma ameaça à Israel, da mesma forma que Israel será considerado o maior empecilho ao projeto de liderança regional iraniana.

REFERÊNCIAS:

ALWAHED, Taha Abed. Netanyahu Wants Putin to Curb Iran in Syria. Asharq Al-Awsat. Disponível em: <https://english.aawsat.com/taha-abed- alwahed/world-news/netanyahu-wants- putin-curb- iran-syria> Acesso em: 02/09/2017.

BBC 2015. General Qaseem Soleimani: Iran’s rising Star. 6 de Março de 2015. Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-middle- east-2788316>. Acessado dia: 01/09/2017.

COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA. 150 anos de ação humanitária: o CICV de 1823 aos dias de hoje. Maio de 2014. Disponível em: <https://www.icrc.org/por/assets/files/2014/150-anos-catalogo_cicv.pdf&gt;. Acesso em: 08/09/2017.

DJALILI, Mohammad-Reza; KELLNER, Thierry. Irã e Turquia: aliados ou concorrentes? Le Monde Dilomatique Brasil. 10 de janeiro de 2017. Disponível em: <http://diplomatique.org.br/ira-e-turquia-aliados-ou-concorrentes/&gt;. Acesso em: 08/09/2017.

DOCS KDE. Movimento das peças: regras do jogo, estratégias e dicas. Disponível em: <https://docs.kde.org/trunk5/pt_BR/extragear-games/knights/piece-movement.html&gt;.Acesso em: 09/09/2017.

LAKE, Eli. ISIS Defeat, Iran Out of Syria. Asharq Al-Awsat. Disponível em: <https://english.aawsat.com/eli-lake/opinion/isis- defeat-iran- syria>. Acesso em: 01/09/2017.

TAHERI, Amir. Iran, Turkey and Russia Seek a New Triangle for the Region Asharq Al-Awsat. Disponível em: <https://english.aawsat.com/amir-taheri/features/iran- turkey-russia-seek-new- triangle-region>. Acesso em: 02/09/2017.

WEISSER, Alisha. Israel and Iran: Past, Present and Future. Tese submetida para a Faculdade de Escola de Estudos Contínuos de Pós-Graduação em Artes e Ciências. Disponível em: <https://repository.library.georgetown.edu/bitstream/handle/10822/1042906/Weisser_georgetown_0076M_13483.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y&gt;. Georgetown University. Washington D.C. 16 de Novembro de 2016. Acesso em: 01/09/2017.

WENDT, Alexander. A anarquia é o que os Estados fazem dela: a construção social da política de poder. Monções: revista de Relações Internacionais da UFGD, Dourados, v.2, n.3, jan/jun, 2013.

[i]  Ao contrário do que é disseminado pelo senso comum, o Irã não é um país árabe: na realidade, ele é composto por maioria persa que segue a religião islâmica. Outro ponto a se considerar é que nem todos os muçulmanos são árabes (o que é o caso do Irã) – os árabes, na realidade, são inimigos históricos dos persas (IRÃ E TURQUIA…, 2017).

[ii]  Centro de Inteligência Israelense.

[iii]  Organização que trabalha em conjunto com a Cruz Vermelha para levar ajuda humanitária em zonas de conflito (CICV,

[iv]  IRISL – rotas marítimas pelas quais o Irã escoa seus produtos.

[v]  “The victory over ISIS is welcome. Iran’s entry is unwelcome, endangering us, and in my opinion, endangering the region and the world” (WEISSER, 2016).

[vi]  Segundo Alexander Wendt, a anarquia é fruto das interações sociais entre os Estados, sendo definida pelas percepções deles uns sobre os outros e, portanto, da identidade que é formulada a partir dessas interações. Anarquia é, portanto, o que os Estados fazem dela (WENDT, 2013).

[vii]  Xá era o título dado aos monarcas da Pérsia e aos reis iranianos antes da Revolução de 1979.

[viii] Sob as leis do Islamismo xiita, o aiatolá é o mais alto dignatário na hierarquia religiosa

[ix] “Proxies” são grupos intermediários usados em conflitos armados para evitar um confronto direto entre grandes potências.

[x] Nesse período, as negociações de Oslo já haviam começado. Vide nota 11.

[xi] Os acordos de Oslo foram uma tentativa de se estabelecer a paz no Oriente Médio, negociados secretamente na Noruega durante meses antes de sua assinatura. O então presidente dos EUA, Bill Clinton, havia conseguido levar ao jardim da Casa Branca o chefe do governo israelense naquele período, Yitzhak Rabin, e seu ministro das Relações Exteriores, Shimon Peres, bem como o líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) Yasser para assinarem os acordos que sinalizariam o fim de décadas de conflitos. Os esforços de paz, no entanto, foram frustrados pelo assassinato de Rabin, em 1995, e pela morte em circunstâncias estranhas de Arafat em 2004 (1993: RABIN E ARAFAT…, 2017)

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