República Popular da China e América Latina: estreitamento frente às políticas de Donald Trump

Sofia Lima

Resumo

Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, a estratégia “America First”, ou América em primeiro lugar, passou a orientar as relações dos Estados Unidos com a maior parte do mundo. Como resultado, a China viu no enfraquecimento das relações entre EUA e América Latina uma oportunidade para estreitar sua relação com a região. Nesse sentido, o presente artigo objetiva traçar um breve histórico das relações entre a China e a América Latina no século XXI, para discutir como a eleição de Donald Trump pode alavancar as relações comerciais entre esses países.

As Relações entre a República Popular da China e a América Latina no século XXI

A partir do ano de 2001, algumas mudanças na economia e na política globais tiveram forte impacto na dinâmica regional latino-americana. Além da crise econômica de 2001[i], que atingiu sobretudo a Argentina e o México, a região também sentiu os efeitos dos atentados de 11 de setembro, que aconteceram nos Estados Unidos. Como resultado dos ataques terroristas, observou-se uma reconfiguração não só da política de segurança estadunidense, como também da sua política econômica, segundo Vadell (2011, p. 58), “baseada nos juros baixos (1% ao ano) e de estímulo ao gasto, que se acelerou ainda mais após as intervenções armadas no Afeganistão e Iraque”. Neste momento, as relações entre os Estados Unidos e América Latina perderam espaço frente à primazia dada pelo governo estadunidense aos países da Ásia, especialmente a China e o Sudeste Asiático, em termos geoeconômicos. (VADELL, 2011).

Concomitantemente à reorientação geoeconômica dos Estados Unidos, todavia, a República Popular da China (RPC) vivia um momento de forte expansão no comércio internacional após seu ingresso na Organização Mundial do Comércio (OMC). Para a América Latina, essa crescente inserção chinesa no comércio internacional representou uma alternativa para minimizar os efeitos da contração das relações econômicas da região com os EUA. Na realidade, o estreitamento das relações com a RPC era especialmente interessante para os países da região, uma vez que os chineses são grandes importadores de recursos energéticos e commodities, que constituem a maior parte das exportações latino-americanas[ii]. (JANKINS, 2009).

“A RPC, potência mundial e ator fundamental das novas mudanças geopolíticas e geoestratégicas no século XXI, tem se tornado um motor econômico global, crescendo a uma taxa de mais de 9,5%, em média, nas últimas duas décadas. […] sua necessidade de recursos energéticos e de diversas commodities, produto de seu elevado crescimento econômico, que está transformando rapidamente sua estrutura social, a China tem criado as condições para sua expansão global, mudando o cenário geopolítico e geoeconômico”. (VADELL, 2011, p. 58).

Como resultado do estreitamento das relações entre a China e a América Latina, há uma reconfiguração clara das relações entre os países da região e os Estados Unidos. Mas, mais importante, impulsiona-se o desenvolvimento da região, sobretudo em termos econômicos, a partir de 2001, quando as relações com a RPC começam de fato a se intensificar. Neste momento, o vínculo entre China e a América Latina reflete um claro pragmatismo, alicerçado no interesse chinês em sustentar seu crescimento econômico e expandir suas relações comerciais. (JENKINS, 2009). Nesse aspecto, Vadell (2011), destaca alguns pontos que merecem atenção. Em primeiro lugar, para que a China pudesse manter um crescimento médio elevado, ela dependia de commodities e recursos energéticos. Como os países latino-americanos são ricos em recursos primários, a região passou a ser de grande interesse para a China. Além disso, a expansão para a América Latina representa uma opção para a redução da dependência da RPC frente aos EUA, Europa e Japão[iii], assim como para o fortalecimento do apoio aos chineses em fóruns multilaterais, como a OMC. Finalmente, a RPC intensificou seus investimentos em infraestruturas e em áreas sociais na região como parte da “diplomacia do dólar”[iv].  (VADELL, 2011).

Em relação ao último ponto levantado no parágrafo anterior, é importante salientar que a América Latina é o principal destino dos Investimentos Estrangeiros Direitos (IEDs)[v] da RPC. Desses recursos, a maior parte é voltada para setores de maior demanda da própria China, sobretudo a exploração de recursos naturais. De forma similar, os IEDs voltados para a infraestrutura também são estratégicos para os interesses chineses, uma vez que a maior parte deles busca simplificar o trâmite de escoamento desses recursos. (VADELL, 2011).

Não obstante a relação entre a América Latina e a China seja marcada por um forte pragmatismo chinês, este também traz benefícios para os países americanos. Além dos investimentos em áreas produtivas e de infraestrutura, discutidos anteriormente, investe-se também no social, procurando manter a estabilidade na região. Desta forma, a RPC busca proteger seus investimentos e garantir a manutenção das relações comerciais. Para o período entre 2015 e 2019, a China estima um investimento US$ 250 bilhões só na região na América Latina. (DOLLAR, 2017). Ademais, desde o início dos anos 2000, a China vem crescendo como uma alternativa aos financiamentos de instituições internacionais, como o FMI. Para países da região, o financiamento chinês pode ser bastante interessante, uma vez que não apresenta condicionalidades políticas. E finalmente, a China também se vale de aspectos políticos e econômicos para negociar acordos de livre comércio com os países da região. (JENKINS, 2009).

Outro ponto importante é que a China desafia a lógica das políticas do Consenso de Washington[vi] que têm sido aplicadas na América Latina desde 1980. Valendo-se de do uso estratégico de políticas comerciais e industriais para a promoção do crescimento econômico, o modelo de desenvolvimento chinês mostra que apenas a liberalização do comércio e a adoção de certas políticas econômicas talvez não sejam suficientes para que um desenvolvimento de longo-prazo seja alcançado. (JENKINS, 2009). A partir do modelo chinês, as outras nações do mundo podem desenvolver um modelo de inserção internacional que diminua sua dependência de outras nações, sobretudo aquelas do Centro[vii]. (RAMO, 2004).

Apesar dos benefícios da aproximação entre a RPC e a América Latina, também emergem algumas preocupações acerca dos impactos de longo-prazo dessa relação. A maior preocupação talvez seja a reprimarização[viii] das exportações latino-americanas, assim como da estrutura econômica da região como um todo. Isso acontece porque cria-se uma relação de “super-dependência” sustentada apenas por alguns produtos primários. Nesse aspecto, inclusive, há também uma preocupação de uma retomada das relações comerciais “centro-periferia”, o que poderia levar a um processo de desindustrialização[ix] da região, diminuindo o dinamismo das economias latino-americanas. (JENKINS, 2009).

China e América Latina na Era Trump

Em 2016, houve uma contração das economias latino-americanas pelo segundo ano consecutivo e a projeção é que essas economias cresçam pouco mais de 1% em 2017. Como resultado, observou-se um forte recuo do capital privado internacional na região, com os fluxos de capital líquidos para a América Latina negativos pela primeira vez desde 1998. Tradicionalmente, em períodos de crise como este, a região buscou apoio financeiro nos Estados Unidos, seja por meio de financiamento de instituições apoiadas por verbas estadunidenses, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, ou por meio de negociações comerciais e de investimento. Atualmente, todavia, o futuro da relação da América Latina com os Estados Unidos é incerto. Embora ainda seja cedo para saber qual serão as políticas de Trump em relação a seus vizinhos do Sul, o discurso de Donald Trump, pautado na estratégia “América em primeiro lugar”, gera uma série de incertezas, sobretudo em termos de políticas para o desenvolvimento. Como resultado desse clima de incerteza, observa-se uma propensão chinesa ao estreitamento das relações comerciais com a América Latina, que já vinham se desenvolvendo continuamente ao longo da última década. (GALLAGHER, 2017).

Em 2015, o governo chinês já havia assinado uma série de acordos para expandir suas relações com os países da América Latina. De maneira geral, a RPC se comprometeu a dobrar o comércio bilateral com a região para US$ 500 bilhões em dez anos, assim como a aumentar o total de investimentos na América Latina para US$ 250 bilhões. Além disso, os dois bancos chineses voltados para o desenvolvimento – Banco da China para o Desenvolvimento e Banco de Exportação e Importação da China – oferecem mais financiamento para a região do que o Banco Mundial, o Banco Interamericano para o Desenvolvimento e a Corporação Andina para o Desenvolvimento juntos. (GALLAGHER, 2017).

No entanto, embora a região seja estratégica para a China em termos de abastecimento energético e de produtos primários, muitos países latino-americanos começaram a repensar essa aproximação com os chineses. Como a diminuição do ritmo de crescimento da economia chinesa nos últimos anos, as exportações da América Latina para a RPC diminuíram. Todavia, as exportações chinesas para a região diminuíram em um ritmo mais lento, aumentando déficit comercial latino-americano. (A GOLDEN…, 2016).

Para reverter esse quadro, a RPC, cujos maiores acordos comerciais até então haviam sido com governos de esquerda[x], têm buscado firmar acordos com economias mais abertas, como o Chile, o Peru e a Costa Rica. Além disso, em outubro de 2016, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, viajou para a China para negociar um acordo bilateral de livre comércio entre os dois países. No entanto, o MERCOSUL se opôs a uma negociação bilateral, afirmando que acordos como comerciais devem ser negociados com o Bloco. (A GOLDEN…, 2016; BRATILIERE, VIANA, 2017). Apesar da oposição do MERCOSUL, a postura chinesa demonstra uma retomada do pragmatismo estratégico que marcou as relações entre o país e a América Latina no começo da dos anos 2000. (A GOLDEN…, 2017).

Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA, a China passa a se valer ainda mais desse pensamento pragmático. Embora a estratégia do presidente estadunidense em relação a América Latina ainda não esteja clara, a sua resistência em manter acordos de comércio regionais, como a NAFTA e o TPP, segundo sua estratégia “América em primeiro lugar”, a RPC tem uma nova oportunidade para aumentar sua presença nos países latino-americanos. (MARGOLIS, 2016). A incerteza que pairam sobre as políticas de Donald Trump também impulsionam os próprios países latino-americanos a procurar novos parceiros, de forma a impulsionar o crescimento da região. Segundo Graco Ramirez, presidente da Conferência Nacional de Governadores do México, é importante expandir as relações da região, o que representa uma grande oportunidade para reduzir a dependência latino-americana dos Estados Unidos. (FRAYER, 2017).

No começo de 2017, uma delegação mexicana visitou a China para buscar investimentos para projetos de infraestrutura, como a construção de rodovias e a modernização de aeroportos. Um outro sinal do aumento da presença chinesa é o acordo assinado com o governo da Nicarágua para a construção de um canal na região. Esse acordo entre China e Nicarágua é especialmente importante, pois ameaça o domínio histórico dos Estados Unidos na região, uma vez que o novo canal deve ser duas vezes mais profundo que o Canal do Panamá, podendo constituir uma rota alternativa para o comércio internacional. (FRAYER, 2017).

Mais recentemente, em maio de 2017, a China anunciou a entrada do Chile no Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII).[xi] Este acontecimento reflete a estratégia chilena para aumentar o peso da China em sua economia, principalmente por meio de relações comerciais, observada nos últimos anos. Para o Chile, a entrada no BAII apresenta uma possibilidade para que o país consiga maior financiamento para projetos de infraestrutura. Para a China, a expansão da presença do BAII na América Latina representa, novamente, um desafio à lógica de desenvolvimento imposta pelo Consenso de Washington. Com o enfraquecimento das relações entre América Latina e Estados Unidos na Era Trump, essa é uma ótima oportunidade para que a China se consolide como um parceiro para a promoção do desenvolvimento na região. Além disso, a RPC consegue apoio para seus projetos de expansão comercial e de renovação dos vínculos comerciais com a América Latina. (FONTDEGLÒRIA, 2017).

Considerações finais

Embora as relações entre a América Latina e a China tenham se fortalecido no início dos anos 2000, a redução no ritmo do crescimento chinês criou uma certa resistência nos governos latino-americanos em termos de parcerias comerciais com o gigante asiático. Como a maior parte dos produtos comercializados pela América Latina são commodities, o menor crescimento chinês significou que havia uma menor demanda por esses produtos. No entanto, a queda da demanda chinesa não foi acompanhada por uma redução da demanda latino-americana por produtos oriundos da China, o que gerou uma relação deficitária para as economias americanas. Nesse cenário, a China se comprometeu a aumentar as relações comerciais e os investimentos na região, buscando manter a influência conquistada no começo do milênio.

Paralela ao comprometimento chinês para com os países latino-americanos, a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos abriu novas portas para que a China entrasse no continente. Embora a eleição de Trump ainda seja muito recente e, desta forma, seja difícil qualificar os efeitos de seu governo frente à relação com a América Latina, já é possível observar um enfraquecimento das relações entre os Estados Unidos e seus vizinhos do Sul. Neste contexto, a RPC assumiu a responsabilidade de preencher as lacunas deixadas pelos estadunidenses. Como resultado, a China vem firmando parcerias estratégicas que podem impulsionar o desenvolvimento da região, sobretudo em termos de infraestrutura, e que, principalmente, atendem suas necessidades domésticas para a recuperação de seu ritmo de crescimento e para a manutenção de sua expansão comercial. Além disso, as relações chinesas com a América Latina mostram que o modelo de inserção chinês não busca necessariamente acabar com a posição hegemônica estadunidense em favor da criação de uma hegemonia chinesa, mas cria alianças que viabilizem a consolidação de uma ordem multipolar no sistema internacional.

No entanto, o modelo de inserção internacional chinês não se encaixa exatamente em uma relação norte-sul (centro-periferia), tampouco sul-sul. Isso significa que, ainda que as relações da China sejam benéficas em algumas esferas, elas também posam como uma ameaça em potencial para o desenvolvimento industrial do continente e para o dinamismo das economias regionais, ao ameaçar retomar a lógica das relações Centro-Periferia criticada pelos latino-americanos desde meados do século XX.

Referências 

A GOLDEN Opportunity: China’s president ventures into Donald Trump’s backyard. Nov 2016. Disponível em: < https://www.economist.com/news/americas/21710307-chinas-president-ventures-donald-trumps-backyard-golden-opportunity > Acesso em: 24/05/2017

BIELSCHOWSKY, Ricardo. Cinquenta anos de pensamento na CEPAL – uma resenha. In: BIELSCHOWSKY, Ricardo. Cincuenta años de pensamiento en la CEPAL. Rio de Janeiro: Record, 2000.

BRATILIERE, Karina Alves; VIANA, Nicolle Barbara Limones. Tratado de Livre Comércio entre Uruguai e China: a resistência do MERCOSUL e o posicionamento uruguaio. Conjuntura Internacional, maio 2017. Disponível em: < https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2017/05/22/tratado-de-livre-comercio-entre-uruguai-e-china-a-resistencia-do-mercosul-e-o-posicionamento-uruguaio/#more-1125 > Acesso: 24/05/2017

DOLLAR, David. China’s Investment in Latin America. GEOECONOMICS AND GLOBAL ISSUES, paper 4, janeiro 2017.

FONTDEGLÒRIA, Javier. Chile se suma al banco de desarrollo promovido por China. Maio 2017. Disponível em: < http://internacional.elpais.com/internacional/2017/05/13/actualidad/1494664694_842482.html > Acesso em: 25/05/2017

FRAYER, Janis Mackey. China Ventures Into America’s Backyard: Latin America. Abril 2017. Disponível em: < http://www.nbcnews.com/news/world/china-ventures-america-s-backyard-latin-america-n740001 > Acesso em: 24/05/2017

GALLAGHER, Kevin P. China Steps Into the Latin American Void Trump Has Left Behind. Mar 2017. Disponível em: < http://foreignpolicy.com/2017/03/06/china-steps-into-the-latin-american-void-trump-has-left-behind/ > Acesso em 24/05/2017

JENKINS, Rhys. The Latin American Case. In: JENKINS, Rhys; PETERS, Enrique Dussel. China and Latin America Economic relations in the twenty-first century. 2009.

MARGOLIS, Marc. Trump Opens Doors for China in Latin America. 2016. Disponível em: < https://www.bloomberg.com/view/articles/2016-11-18/trump-opens-doors-for-china-in-latin-america > Acesso em: 24/05/2017

OREIRO, José Luis; FEIJÓ, Carmen A. Desindustrialização: conceituação, causas, efeitos e o caso brasileiro. Revista de Economia Política, vol. 30, nº 2 (118), pp. 219-232, abril-junho/2010.

RAMO, Joshua Cooper. The Beijing Consensus: Notes on the New Physics of Chinese Power. The Foreign Policy Centre, nov. 2004. Disponível em: < http://ids-uva.nl/wordpress/wp-content/uploads/2011/07/10_Cooper.pdf > Acesso em> 24/05/2017

VADELL, Javier. A CHINA NA AMÉRICA DO SUL E AS IMPLICAÇÕES GEOPOLÍTICAS DO CONSENSO DO PACÍFICO. Rev. Sociol. Polít., Curitiba, v. 19, n. suplementar, p. 57-79, nov. 2011.

[i] Foi uma crise decorrente da estagnação econômica e de elevados déficits fiscais, que causaram grande crescimento da dívida pública.

[ii] Três quartos das exportações latino-americanas para a China são constituídas por ferro, soja, cobre e óleo (DOLLAR, 2017).

[iii] “Após a crise econômica de 2008, os EUA e a União Européia sofreram uma contração econômica importante, de modo que ficou mais patente a necessidade de a RPC diversificar as suas exportações para evitar uma diminuição do crescimento” (VADELL, 2011, p. 60).

[iv] “A China empreendeu uma cruzada diplomática para o reconhecimento da RPC, em detrimento de Taiwan, já que muitos países da América Latina e da África reconhecem Taipei e não Pequim2. O isolamento de Taiwan é um objetivo da RPC que se manifesta em sua política global. Contudo, o fato de um país não reconhecer oficialmente a RPC não implica que não se estabeleçam relações comerciais” (VADELL, 2011, p. 60).

[v] “Investimento estrangeiro direto (IED) é todo aporte de dinheiro vindo do exterior que é aplicado na estrutura produtiva doméstica de um país, isto é, na forma de participação acionária em empresas já existentes ou na criação de novas empresas. Esse tipo de investimento é o mais interessante porque os recursos entram no país, ficam por longo tempo e ajudam a aumentar a capacidade de produção”. Para mais informações: http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2103:catid=28&Itemid=23

[vi] “O Consenso de Washington foi implementado segundo o receituário, de maneira mais ou menos acabada, por governos em sua maioria eleitos democraticamente, e intermediados pelas instituições financeiras internacionais: FMI e Banco Mundial. Os empréstimos e linhas de créditos dessas instituições foram outorgados aos países condicionados a políticas de ajuste econômico cujos pilares foram: (i) uma ampla liberalização financeira; (ii) abertura comercial unilateral; (iii) privatização das empresas públicas; (iv) desregulamentação e (v) políticas de corte de gastos e ajuste orçamentário” (VADELL, 2011, p. 57).

[vii] A dualidade centro-periferia representa uma divisão do sistema internacional econômico e político em países mais desenvolvidos (centro) e subdesenvolvidos (periferia). Desta divisão, resultaria uma relação de dependência da periferia em relação ao centro. (BIELSCHOWSKY, 2000).

[viii] Processo de reversão da pauta exportadora na direção das commodities (OREIRO, FEIJÓ, 2010).

[ix] Redução persistente de da participação de emprego industrial no emprego total de um país ou região (OREIRO, FEIJÓ, 2010)

[x] Argentina, Brasil, Equador e Venezuela.

[xi] É uma instituição financeira multilateral criada, inicialmente, para atender os problemas de infraestrutura na Ásia. Atualmente, já conta com mais de 70 membros, incluindo o Brasil, e financia programas de infraestrutura em todo o mundo.

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