A eleição na Coréia do Sul e a mudança na temática: da corrupção para segurança nacional

Gabriela Nunes da Silva Souza

Laura Fernanda Gonçalves Cardoso

Resumo

As últimas semanas da corrida presidencial da Coréia do Sul, intensamente disputada, foi ofuscada pela ameaça de uma guerra nuclear contra a Coréia do Norte. Com o crescente temor de que Kim Jong-un, ditador da Coréia do Norte, pudesse desencadear mais testes nucleares e que isso fosse prejudicar de forma intensa a Coréia do Sul, as eleições mudaram o foco das campanhas de corrupção para a segurança nacional. Diante da vigência dos problemas políticos internos e a inserção sul-coreana em uma área envolta por conflitos, foi eleito, no dia 09 de maio de 2017, o novo presidente Moon Jae-in. Este artigo, portanto, pretende discutir a mudança do foco da corrupção para segurança nacional que ocorreu na transição do impeachment de Park Geun-hye para as eleições de 2017 e também questionar uma possível aproximação sul-coreana com a China após a vitória de Moon Jae-in.

O foco da corrupção: o impeachment de Park Geun-hye

No dia 19 de setembro de 2012, foi verificado um momento sem precedentes na história política da Coréia do Sul, sendo marcado pela eleição da primeira mulher para a presidência do país, Park Geun-hye. Mas este momento não é relevante apenas por este motivo, ao considerar a cultura tradicional sul-coreana, a decisão de endossar uma mulher como chefe-executiva é vista como um passo de extrema importância, pois diferentemente das democracias ocidentais, a cultura coreana prega que as mulheres não são adequadas para assumir cargos políticos. A vitória de Park Geun-hye, diante deste contexto, exterioriza que não existem grandes diferenças entre os estilos de democracia ocidentais e orientais (LEE, s/d).

Entretanto, Park acabou por representar outro marco sem precedentes da história política sul-coreana, sendo submetida a um processo de impeachment, após a decisão do tribunal constitucional da acusá-la de corrupção durante o seu mandato. Faltando 11 meses para terminar o seu mandato, Park e sua amiga de infância Choi Soon-sil, que não integra instituições políticas sul-coreanas, foram ‘‘acusadas ​​de conspirar para pressionar empresas, entre elas a Samsung, a doar grandes somas[i] para duas fundações , supostamente sem fins lucrativos, criadas por  Choi’’ (McCURRY, 2017, p.1). Além disso, Park também foi denunciada por encorajar e permitir  o acesso ilícito aos assuntos do Estado para Choi, consentindo que a mesma atuasse dentro do campo político doméstico e internacional, emitindo opiniões sobre a posição de Seul acerca do programa de armas nucleares da Coréia do Norte (McCURRY, 2017).

Com o impeachment da ex-presidente sul-coreana Park Geun-hye, em março de 2017, os assuntos e problematizações acerca da corrupção e abuso de poder tomaram frente junto  a população. Segundo Mark Manyin e Emma Avery (2017) a decisão do impeachment alterou o quadro político vigente, e veio associado a um contexto de incertezas pelo aumento dos testes de mísseis nucleares da Coréia do Norte; de oscilações da política externa dos Estados Unidos (EUA), tomadas sob a administração de Donald Trump; e a desaprovação da oposição sul-coreana e do governo chinês sobre a implantação de um sistema de defesa antimíssil na Coréia do Sul. Após seus poderes presidenciais terem sidos suspensos, subsequentemente à decisão do Parlamento, o ex-primeiro-ministro da Coréia do Sul, Hwang Kyo-ahn, tornou-se o presidente após o voto do impeachment, continuando nesse papel até eleições seguintes. (MANYIN; AVERY, 2017).

As eleições de 2017

Desde a metade de 2008, com os presidentes Lee Myung-bak e, por conseguinte Park Geun-hye, ambos do partido saenuri[ii], as relações entre a Coréia do Sul e com os EUA foram crescendo cada vez mais, principalmente diante das políticas tomadas sobre a Coréia do Norte. ‘‘Desde o quarto teste nuclear da Coréia do Norte em janeiro de 2016, Park tem fortemente empurrado uma política de expansão da pressão global sobre a Coréia do Norte, que coincidiu com a administração Obama’’ (MANYIN, 2016, p.2), fazendo com que as relações entre ambos os países se estreitasse. Como resultado do teste em janeiro, Park manifestou interesse e consentiu a implantação do sistema de defesa de mísseis balísticos do Theater High Altitude Area Defense (THAAD) na Coréia do Sul.

O impeachment de Park Geun-hye trouxe um momento de grande incerteza para essa conjuntura atual das Coréias, restringindo as ações dos EUA diante da questão da implantação do THAAD. O processo de impeachment também favoreceu os partidos de oposição, que tem se mostrado contrários ao posicionamento dos EUA nas questões relativas aos conflitos com a Coréia do Norte. As ações tomadas durante o governo de Park, foram duramente criticadas por diversos partidos da oposição, um dos maiores opositores  foi Moon Jae-in, que considerava que uma solução mais diplomática, como o diálogo, era uma forma melhor de convencer Pyonyang a desnuclearizar. O mesmo também ressaltava que a instalação do THAAD deveria ser prorrogada até que o próximo presidente fosse eleito, para assim consultar a China, já que a mesma se mostrava como um ator relevante dentro desse conflito e já que se mostrava  contrária à implantação do sistema. (MANYIN, 2016).

Por ter ocorrido o recente escândalo de corrupção e abuso de poder na Coréia do Sul, esperava-se que o foco das eleições do ano de 2017 fossem voltadas para esta temática, mas a atual circunstância de conflitos envolvendo a Coréia do Norte, Estados Unidos, China e Japão, redirecionou o foco dos cidadãos para a temática de segurança nacional, tornando-se mais discutida nos debates presidenciais de 2017. Assim, a  eleição de 2017 foi permeada por diversos fatores que influenciaram diretamente os resultados, reflexos tanto da conjuntura internacional mencionada acima, como dos conflitos políticos internos, sendo disputada entre três principais candidatos que lideram as pesquisas de intenção de votos, Moon Jae-in, Ahn Cheol-soo e Hong Joo-pyo. O ex-advogado de direitos humanos, Moon Jae-in, ganharia com 41,4% dos votos, de acordo com uma pesquisa da agência de notícias Yonhap (SMITH, 2017).

Moon Jae-In é um ex-militar das forças especiais, ativista pró-democrata e defensor dos direitos humanos. Moon, que também foi candidato nas eleições anteriores, disputando com Park Geun-hye, representava e representou, durante as eleições de 2017, um temor para o partido conservador por sua política externa ser voltada a retomada das relações de reconciliação com a Coréia do Norte. Dentro de suas propostas é possível inferir a maior aproximação das relações diplomáticas com a China, que será explicada na próxima sessão, e certa resistência às demandas norte americanas, principalmente no que se refere à implantação do projeto do THAAD.

Ahn Cheol-Soo, de orientação centrista, realizou críticas ao THAAD na Coréia do Sul, mas alterou sua concepção a respeito afirmando que “seria irresponsável revogar a um acordo com um aliado”. Posteriormente, o rumo de suas propostas eram focadas na política de segurança nacional contra as ações norte-coreanas. Assumiu uma postura beligerante e de alinhamento aos EUA, de forma a construir um relacionamento político mais forte com o presidente Trump. Enquanto Hong Joo-Pyo, voltado para a ala conservadora, era candidato pelo mesmo partido de Park Geun-Hye, suas propostas demonstravam a continuidade de relações diplomáticas restritas a Coréia do Norte, em consonância com o discurso de Trump, o candidato prometeu reprimir aos “sindicalistas aristocráticos” que estariam impedindo o crescimento econômico do país.

A escolha pelo novo presidente Moon Jae-In reflete a demanda nacional pela reestruturação política interna e renovação das relações diplomáticas no país, devido ao fato de que a Coréia do Sul encontra-se numa região de conflitos, e o balanço político pendia para as relações com grandes potências como a China, EUA e Japão dentro do contexto do sempre presente conflito na península. Seu discurso político permeado de abordagens calmas e moderado sobre essa questão é contrastada com o posicionamento beligerante estadunidense. De acordo com Justin McCURRY (2017) a tendência ao conflito de Donald Trump contrasta com o posicionamento de Moon, contudo, este afirmou que não irá admitir o desenvolvimento nuclear do norte e que, qualquer ataque seria imediatamente retaliado. Considerando os interesses norte-americanos de assegurar sua influência na região e as confrontações recentes contra a Coréia do Norte, a rejeição ao Sistema THAAD pelo presidente durante as eleições, indicava os novos rumos políticos.

A aproximação sul-coreana com a China e sua relação com os Estados Unidos

O processo eleitoral e a transição de presidentes ao qual a Coreia do Sul está passando atualmente manifesta-se inserido em uma conjuntura complexa, embora a questão da corrupção tenha um peso extra devido à fatos ditos anteriormente, a problemática de segurança nacional demonstra-se com mais destaque para o resultado subsequente. As relações e intenções propostas pelos candidatos, em consequência, deveriam considerar o balanço das questões intergovernamentais, não sendo possível ignorar o papel da influência da  China e dos EUA nas relações com a Coréia do Sul, pois ambos intervém na discussão e intermediam o diálogo e as tomadas de decisão correlacionadas a Coréia do norte.

A Coréia do Sul é um dos parceiros estratégicos, políticos e econômicos mais importantes dos Estados Unidos na Ásia, e desde 2008, essa relação vem sendo cada vez mais fortalecida. Duas áreas se destacam, a aliança militar, constituída  desde 1950, e o Acordo de Livre Comércio (KORUS FTA) (MANYIN et al., 2016).

Por outro lado, a China se apresenta como um ator fundamental nesse contexto, sendo o aliado ‘‘mais próximo da Coréia do Norte, o maior fornecedor de alimentos, combustível e maquinaria industrial, e sem dúvida o país capaz de exercer influência em Pyongyang’’ (NANTO; MAYIN, 2010, p.1). Essa relação bilateral é de extremo interesse para os EUA, já que a China pode promover uma contenção  no desenvolvimento dos programas de armas nucleares e balísticos da Coréia do Norte, prevenindo a proliferação nuclear. Conforme Dick Nanto e Mark Mayin (2010), a China exerce um importante papel de mediador nas relações entre os países, devido ao seu histórico positivo como parceiro comercial e preotetor. O papel recente do presidente chinês Xi Jinping como intermediador no conflito[iii], solicitou a contenção da tensão entre os EUA e Coréia do Norte em 24 de abril de 2017, fazendo com que a conjuntura se alterasse, graças às relações entre a China e a Coréia do Norte que inibem ações confrontativas diretas na península.

Após a vitória de Moon Jae-in, que assumiu o cargo no dia 10 de maio de 2017 como presidente da Coréia do Sul, é notável uma possível mudança no direcionamento dessas parcerias e alianças citadas acima, mostrando-se favorável à um estreitamento de laços com a China e um breve afastamento dos EUA (visto as intervenções militares americanas nos últimos meses)[iv]. Segundo Koh Byung Joon (2017), uma maior aproximação sul-coreana com a China ocorreu através do intercâmbio e interdependência em diversas áreas. Tal aproximação é percebida através da realização do fórum “Belt and Road Forum for International Cooperation”[v].

A proposta do fórum é do ano de 2013, criada por Xi Jinping. O fórum “One Belt, One Road”[vi], visa gerar conexão econômica e cooperação na região asiática. No último encontro as discussões foram retomadas, associadas ao projeto “21st Century Maritime Silk Route” que visa interligar a região com melhores condições marítimas ao sudeste asiático. Para que tais projetos sejam efetivados, a aproximação da China com a Coréia do Sul e o alcance da estabilidade na região é crucial. As relações com a China  apresentam a tendência de um caminho moderado para o alcance de interesse de ambos os países, mas o presidente Moon ainda terá que conciliar essas políticas com as norte-americanas.

Cientes do interesse sul-coreano pela busca da estabilidade na região, no dia 10 de maio de 2017, Trump ofereceu um convite à Moon Jae-in para visitar a Casa Branca para discutir planos de cooperação que são contrários ao desenvolvimento nuclear da Coréia do Norte. Visando, dessa forma, assegurar a influência na região e dar continuidade ao processo de observação da atividade norte-coreana, através da exposição de seus interesses. Trump tenta aproveitar a vulnerabilidade do posicionamento do novo presidente, visto que a eleição de Moon é uma alternativa a escolha tradicional de parlamentares, fator que denota a fragilidade do seu apoio no congresso.

Considerações finais

O risco do envolvimento de terceiros no conflito têm sido iminente, um fato que exemplifica a afirmação foi um dos testes nucleares norte-coreanos no qual Julian Robinson (2017) relata que mesmo sob ameaças norte-americanas, o míssil foi lançado e caso não falhasse, poderia ter atingido um porto no território russo. O envolvimento da China por conseguinte, torna-se um fator essencial e necessário para conter os avanços dos testes nucleares feitos pela Coréia do Norte e também para evitar o envolvimento de terceiros que poderiam fazer com que a questão se tornasse ainda mais complexa do que já está sendo. O caráter de sobrevivência mediante a conjuntura na qual o país está inserido sobrepõe às discussões sobre a gravidade do debate político sobre corrupção.

Após o resultado das eleições, em observância ao avanço do poderio nuclear da Coréia do Norte, da aproximação chinesa-sul-coreana, os EUA buscaram demonstrar interesse e reforçarem ainda mais a aliança com a Coréia do Sul de forma a monitorar tais questões, sensíveis a ambas as partes. Enquanto a China manteve sua posição na busca por impelir condições para alcançar a estabilidade na região e promoção do desenvolvimento. Dessa forma, embora haja preocupação da população com o rumo das instituições nacionais os acontecimentos externos levaram os coreanos a eleger um candidato que fugia aos padrões dos antigos governantes.

Bibliografia

LEE, Ming. Park Geun-hye’s Election as President of South Korea: Implications for Northeast Asia. Department of Diplomacy, National Chengchi University. Disponível em: < https://nccur.lib.nccu.edu.tw/bitstream/140.119/70124/1/WT-06.pdf&gt; Acesso em: 04 de jun. de 2017

MANYIN, Mark E. AVERY, Emma Chanlet. CORRADO, Jonathan R. A Change in Direction for Seoul? The Impeachment of South Korea’s President. CRS INSIGHT. IN10666. 2017. Disponível em: <https://fas.org/sgp/crs/row/IN10666.pdf&gt; Acesso em: 10 de maio de 2017

MANYIN, Mark E. The Impeachment of South Korea’s President. CRS INSIGHT. IN10628. 2016. Disponível em: <https://fas.org/sgp/crs/row/IN10628.pdf&gt; Acesso em: 10 de maio de 2017

MANYIN, Mark E. AVERY, Emma Chanlett. NIKITIN, Mary Beth D. WILLIANS, Brock R. CORRADO, Jonathan R. U.S.-South Korea Relations.  CRS Report for Congress. Prepared for Members and Committees of Congress. 2016. Disponível em: <https://fas.org/sgp/crs/row/R41481.pdf&gt; Acesso em: 12 de maio de 2017.

McCURRY, Justin. Park Geun-hye impeachment: what next for South Korea? The Guardian briefing. South Korea. 2017. Disponível em: <https://www.theguardian.com/news/2017/mar/10/park-geun-hye-impeachment-what-next-for-south-korea&gt; Acesso em: 11 de maio de 2017

McCURRY, Justin. Park Geun-hye: South Korean court removes president over scandal. The Guardian briefing. South Korea. 2017. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2017/mar/10/south-korea-president-park-geun-hye-constitutional-court-impeachment&gt; Acesso em: 11 de maio de 2017

McCURRY, Justin. South Korea set to change policy on North as liberal wins election.  In Osaka and agencies. The Guardian briefing. South Korea. 2017. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2017/may/09/south-korea-election-moon-jae-set-to-become-president&gt; Acesso em: 11 de maio de 2017

NANTO, Dick K. MANYIN, Mark E. China-North Korea Relations. CRS Report for Congress. Prepared for Members and Committees of Congress. 2010. Congressional Research Service 7-5700 http://www.crs.gov R41043. Disponível em: <https://fas.org/sgp/crs/row/R41043.pdf&gt; Acesso em: 12 de maio de 2017

JOON, Koh Byung. S. Korea, China moving toward mending ties strained over THAAD: experts. Yonhap news agency. 2017. Disponível em: <http://english.yonhapnews.co.kr/national/2017/05/16/0301000000AEN20170516011400315.html&gt; Acesso em: 11 de maio de 2017

ROBINSON, Julian. North Korea ‘deliberately detonated missile during failed weekend test because it was heading for RUSSIA’. Mail Online. 2017. Disponível em: <http://www.dailymail.co.uk/news/article-4465818/N-Korea-aborted-rocket-heading-RUSSIA.html&gt; Acesso em: 12 de maio de 2017.

SMITH, Nicola. South Korea election overshadowed by North’s threat of nuclear war. The Telegraph news. 2017. Disponível em: <http://www.telegraph.co.uk/news/2017/04/30/south-korea-election-overshadowed-norths-threat-nuclear-war/&gt; Acesso em: 10 de maio de 2017

[i] ”A Samsung, de longe a empresa mais famosa do país, está entre os que doaram cerca de US $ 70 milhões” (McCURRY, 2017).

[ii] Partido liberal da Coréia do Sul

[iii] Para mais informações acesse: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/mundo/noticia/2017/04/presidente-chines-pede-a-trump-para-conter-tensao-com-coreia-do-norte-9778959.html#showNoticia=KEF7TztvKVkxMjkyNTY5Mjg5NDI5MDk4NDk2X3kyODI3OTUzODI4MzIwMDM1MTc4NG1HIzExMzg1OTkwNjY5NjQzMjg0NDhOMUpJREgxKmk8WklbJnV5Z28=

[iv] Para mais informações acesse: http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/09/internacional/1491724934_034701.html

[v] Foi realizado pela China no dias 14 a 15 de maio de 2017 em Pequim, atraindo 29 chefes de Estado e de Governo e representantes de mais de 130 países e 70 organizações internacionais. É o primeiro evento diplomático no calendário diplomático chinês do ano e o evento internacional de maior destaque promovendo a Iniciativa Cinto e Estrada

[vi] Em 2013 o presidente da China, Xi Jinping, propôs estabecer algo equivalente a rota da seda de 2.000 anos atrás criando uma rede de vias férreas, estradas, oleodutos e redes de serviços públicos que ligariam a China e a Ásia Central, a Ásia Ocidental e partes da Ásia do Sul. Para mais informações acesse: http://www.mckinsey.com/industries/capital-projects-and-infrastructure/our-insights/one-belt-and-one-road-connecting-china-and-the-world

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