A Guerra Civil do Iêmen: a crise humanitária, o silêncio internacional e a intensificação do engajamento estadunidense

Igor Rezende Vilela

Resumo

Em 29 de janeiro de 2017, nove dias após a posse de Donald Trump, foi lançada a primeira operação militar sob o mandato do novo presidente estadunidense, esta ocorreu justamente no Iêmen, país mergulhado em uma guerra civil desde 2015. O intrincado conflito se dá em uma região na qual entram em choque grupos políticos, minorias religiosas e organizações terroristas, levando o país a uma grave crise humanitária onde crimes de guerra e crises de fome são constantes. Aliado a isso, se destacam o silêncio da mídia e de grandes organismos internacionais, o que poderá ser mudado com a vultuosa operação militar estadunidense, a qual aparece com um fator que realça o conflito no plano internacional. Isto posto, este artigo pretende apresentar o histórico da Guerra Civil do Iêmen, seus diversos atores envolvidos, a crise humanitária e o silêncio internacional, assim como se propõe a analisar o engajamento estadunidense e seus possíveis impactos na discussão do conflito internacionalmente.

Antecedentes, o conflito e os atores envolvidos

O Iêmen se localiza no sul da Península Arábica, o fato de ser banhado pelo mar da Arábia através do Golfo de Áden conferiu ao país historicamente grande importância geoestratégica, visto que o Golfo se configura como um dos pontos de estrangulamento internacionais[i], onde o fluxo de petróleo se choca com a pirataria e o terrorismo. Seu atual território foi ao longo dos séculos administrado por diferentes governos, e sua independência, do Reino Unido, ocorreu em 1967, momento em que o atual país se dividiu em duas repúblicas, a República Árabe do Iêmen, no norte, e a República Popular Democrática do Iêmen, no sul. A linha norte e sul que dividiu o país politicamente também reflete a divisão cultural e religiosa existente, onde o norte foi moldado por influências otomanas e o sul por influências britânicas, como no que tange a arquitetura. A divisão religiosa aparece quando se nota que a população do norte historicamente segue a corrente xiita (Zaidi)[ii] do Islã, em contrapartida a população do sul, majoritariamente sunita.[iii] (ECFR, 2017).

Em 1990, as duas repúblicas que formam o atual Iêmen se uniram, sob o governo do presidente Ali Abdullah Saleh, assim como populações notoriamente diferentes, ao mesmo compasso em que surgia um dos principais atores do atual conflito, os Houthis. Estes se configuram como a denominação comum de um movimento político-religioso, majoritariamente xiita, que desde 2004 trava uma luta armada no país. Na forma de milícias, tal luta armada inicialmente esteve confinada na região noroeste do país, em regiões pobres e periféricas. A priori, o grupo alegava defender a sua comunidade da discriminação – por parte do governo de Saleh – relativa a sua cultura, e buscava garantir mais participação do povo Zaidi no governo. Tal discriminação se deve ao fato de ter ocorrido no Iêmen uma supremacia da região sul, sunita, latente após a unificação do país. (AL JAZEERA, 2016a).

A partir de 2011, na esteira da Primavera Árabe[iv], a tensão no Iêmen começou a se acirrar, com protestos por parte da população visando a destituição do presidente Saleh, que através de um governo ditatorial permaneceu no poder por mais de vinte anos. O objetivo foi alcançado no ano seguinte, seguindo-se a um frágil processo de transição política. Aproveitando de tal vácuo de poder, os Houthis, que não tiveram um papel expressivo na destituição de Saleh, começaram a expandir seu controle territorial para as regiões centrais do país, adquirindo maior viés político, sendo que em 2014 tomaram o controle da capital, Saná, e se prepararam para tomar a segunda maior cidade do país, Áden. (THIEL, 2012; AL JAZEERA, 2016a).

No início de 2015, o então presidente, sunita, Abdo Rabbu Mansour Hadi, eleito a partir da destituição de Saleh, foi forçado a fugir do país pelos rebeldes Houthis. Em resposta, a Arábia Saudita, país com grande interesse no ordenamento do Oriente Médio, formou uma coalização para combater os Houthis e reconduzir o governo Hadi ao poder, o qual considera legítimo, visto que este se mostra alinhado as políticas sauditas para a região. A coalização saudita é composta pelos Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo[v] (exceto Omã), Egito e Sudão, além de ser apoiada por países como Estados Unidos, Reino Unido e França. Desde então, a coalização impôs um bloqueio aéreo e marítimo ao território do Iêmen, e vem realizando bombardeios aéreos constantes no país, além de ataques a partir de forças terrestres. (ECFR, 2017).

Ademais, a coalizão saudita também é apoiada por forças militares pró-Hadi, tribos sunitas e o Movimento do Sul. O último se configura como um movimento, composto por facções, que pleiteia a autonomia da parte sul do país, sendo que apesar da coalizão saudita apoiá-lo, a mesma também reforça a necessidade de unidade no Iêmen após o conflito. Já no lado oposto do combate, os Houthis, são apoiados por forças militares pró-Saleh, pela organização libanesa de maioria xiita Hezbollah[vi] e pelo Irã. Vale ressaltar que em 2016, o ex-presidente Saleh se aliou formalmente ao movimento Houthi contra a coalizão saudita. (ECFR, 2017).

Além disso, a partir da desordem e do caos no Iêmen, e da inabilidade estatal em controlar o território, organizações terroristas começaram a crescer e se expandir e até mesmo controlar partes do país. A al-Qaeda, em seu braço na Península Arábica (AQAP), é tida como um dos mais fortes ramos da organização terrorista no mundo e através da Primavera Árabe, da Guerra Civil do Iêmen e do vácuo de poder que sucedeu esses fatos, aumentou sua presença e conseguiu o controle de regiões no centro e no leste do país, sob o regimento da lei islâmica. Aliado a isso, o braço iemenita do Estado Islâmico, apesar de não possuir controle sobre nenhum território, vem criando campos de treinamento no sul do país, além de ter reivindicado ataques terroristas. (ECFR, 2017).

A partir disso, a priori, se parece correto classificar o conflito iemenita como um embate xiita versus sunita ou como mais uma rodada da disputa entre Arábia Saudita e Irã, rivais tradicionais no Oriente Médio, pela influência na Península Arábica, já que estes apoiam lados opostos do conflito. Não se deve desconsiderar tais situações, porém a partir dos fatores históricos e das variáveis do conflito já mencionadas, percebe-se o quão complexa é a questão do Iêmen. Ainda assim, além do fato de o presidente Hadi ter transferido seu governo para a cidade de Áden no sul do país, que permaneceu fora do controle dos Houthis, o ordenamento do território permaneceu até então sem grandes modificações, e, apesar dos intensos ataques da coalizão saudita, os Houthis continuam controlando a maior parte, incluindo a capital Saná, das áreas que controlavam desde 2015. (AL JAZEERA, 2016a; ECFR, 2017).

A guerra esquecida: a grave crise humanitária e o silêncio internacional

Antes do conflito o Iêmen já era um dos países mais pobres do mundo, após o início dos embates, a prospecção e a exportação de petróleo e gás natural – principais recursos da economia do país – cessaram, assim como foi destruída a maior parte da infraestrutura do país. Além disso, antes da guerra, a população do país já sofria com a desnutrição, sendo que o país é altamente dependente da importação de alimentos. Visto que o bloqueio do território, perpetrado pela coalização saudita, também afeta a entrada de alimentos, o país vêm assistindo a escalada de uma crise de fome sem precedentes, onde, segundo as Nações Unidas, dos 27 milhões de habitantes, 17 milhões estão em nível de insegurança alimentar[vii], e desses, 7 milhões estão em situação crítica de desnutrição. (MANTOVANI, 2016; UN, 2017).

Além disso, segundo estudos do Yemen Data Project[viii], um em cada três bombardeios da coalização saudita atingem alvos civis, que incluem mercados, escolas e mesquitas. Não obstante, a coalização também vem atacando hospitais e centros médicos, como os da organização Médicos sem Fronteiras (MSF), o que impossibilita que a população, já fustigada por ataques, tenha a segurança para procurar os cuidados necessários. Ademais, os conflitos fazem com que o Iêmen possua um grande número de deslocados internos, onde do número de três milhões de desalojados, 500 mil foram obrigados a migrar pelo território do próprio país. (MANTOVANI, 2016; MACASKILL; TORPEY, 2016).

Essas organizações também alegam que os ataques do movimento Houthis atingem civis, porém em menor escala comparado a coalizão saudita. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, assim como organizações não governamentais também vêm denunciando o cometimento de crimes de guerra por ambos os lados do conflito. Além dos ataques a escolas e hospitais, o uso de minas terrestres e bombas de fragmentação[ix], assim como o recrutamento de crianças soldados são constantes na questão iemenita. (HRW, 2016).

Devido a tais fatores, no índice de falência estatal[x] da organização The Fund For Peace, o Iêmen aparece em quarto lugar entre os Estados mais falidos do mundo, uma posição à frente da Síria. Apesar desse cenário, a Guerra Civil do Iêmen não vem tendo o mesmo destaque internacional quando comparado a outros conflitos, como o sírio[xi], tão grave quanto. Um dos motivos alegados para isso seria o atual baixo valor estratégico do país para as grandes potências, visto a deterioração da infraestrutura do setor energético e a baixa exportação de grupos terroristas, se comparado a Síria e Iraque. Além disso, o bloqueio estabelecido pela coalização saudita impede a maior parte dos deslocados internos de deixar o país, sendo que não se tem uma crise de refugiados como no caso sírio, logo, não se tem a mídia internacional para chamar a atenção para o conflito. (MANTOVANI, 2016; TFFP, 2016).

Ademais, apesar da necessidade premente de discussão, o conflito e a crise humanitária são tratados com pouco destaque nos grandes órgãos sob os auspícios das Nações Unidas. O Alto Comissariado para os Direitos Humanos pleiteou ao Conselho de Direitos Humanos que fosse criada uma comissão independente relativa aos abusos cometidos no território iemenita, o que foi negado. Tem-se também que as manifestações do Conselho de Segurança são esparsas e genéricas comparando-se a outros conflitos. (GR2P, 2017; SCR, 2017).

A intensificação do engajamento estadunidense

Os Estados Unidos estão presentes desde o começo da Guerra Civil do Iêmen, dando apoio a coalização saudita, sendo que este se deu primariamente nos campos logístico e estratégico. A real entrada do país no embate se deu após o vácuo de poder que se seguiu ao conflito e a tomada de áreas pelo braço iemenita da al-Qaeda, visto pelos estadunidenses como o ramo mais perigoso da organização terrorista. Desde então, o país vem combatendo o terror no Iêmen, e, sob a administração de Barack Obama os Estados Unidos passaram a utilizar drones[xii] como mecanismo de guerra. Os ataques por meio de drones, mais seguros para os militares e nos quais as críticas centram seu foco nas investidas indiscriminadas a civis, representavam então um envolvimento do país em escala menor no embate, quando se comparado a outros conflitos em que o país participa com a presença de soldados em terra. Além disso, é necessário ressaltar que o uso de drones não é um fator que contribui para o reconhecimento internacional de uma ação militar, visto que não tem o apelo bélico de uma grande operação com mísseis ou bombas. (AL JAZEERA, 2016b; SOUZA, 2016).

O constante uso de bombardeios por meio de drones contrasta com outros tipos de ataques militares, como as operações em terra, mais incomuns. Apesar disso, em 29 de janeiro de 2017, na primeira operação militar sob a administração de Donald Trump, os Estados Unidos lançaram a alvos da al-Qaeda um ataque que representou um significante escalamento do seu envolvimento no Iêmen. Através de um arriscado plano, as forças militares estadunidenses utilizaram de drones e do apoio de navios no Golfo de Áden para por meio de helicópteros de ataque bombardear alvos da al-Qaeda, o que além de matar combatentes do grupo, causou a morte de vários civis e de um militar do país. (AL JAZEERA, 2016b; BROWNE; MERICA; ZELENY, 2017).

A partir disso, pode-se relacionar alguns fatos ocorridos nos últimos meses com uma possível propensão estadunidense em se envolver em maior nível na questão iemenita. Tem-se que o pretenso aumento do orçamento militar dos Estados Unidos, proposto por Donald Trump, e até mesmo as ordens executivas[xiii] do presidente, barrando a entrada de migrantes de alguns países de maioria muçulmana – incluindo o Iêmen – no território do país, denotam um recrudescimento da política estadunidense para o Oriente Médio. (FLECK, 2017; SMITH, 2017). Como exposto, tal recrudescimento acaba por originar a intensificação do engajamento dos Estados Unidos no conflito do Iêmen, sendo que, através do combate ao terrorismo no território iemenita, os estadunidenses se mostram cada vez mais interessados em se envolver na Guerra Civil em si, se mostrando propensos a dar apoio efetivo a coalização saudita.

Nesse sentido, o maior envolvimento do país no conflito faz com que ataques com maior teor bélico, como o de 29 de janeiro, tendam a ocorrer com mais frequência no Iêmen. A partir disso, pode-se fazer um paralelo com eventos perpetrados no mês de abril pelos Estados Unidos, como: o bombardeamento, através dezenas de mísseis, contra a Síria e o ataque por meio da maior bomba não-nuclear já lançada, contra alvos do Estado Islâmico, no Afeganistão. (AHRENS, 2017; MARS, 2017). Tais eventos tiveram amplo destaque na mídia e repercussão direta em organismos internacionais, como no Conselho de Segurança, em grande parte por conta do grande apelo bélico que estes tiveram. Depreende-se disso, que a intensificação do engajamento estadunidense na Guerra Civil do Iêmen, na medida em que é pautada por ações militares tais quais as supracitadas, poderá ter reflexos diretos na discussão do conflito internacionalmente, seja pela mídia, ou, seja por organismos internacionais.

Considerações finais

Levando-se em conta os fatos expostos ao longo do artigo, se percebe que a análise das variáveis da Guerra Civil do Iêmen a torna mais complexa do que à primeira vista, sendo que uma solução final para o embate atualmente aparece fora de perspectiva. Além disso, a intensificação do engajamento estadunidense se apresenta como um fator que gera mais incertezas, porém, o que se pode inferir é que a maior atuação militar dos Estados Unidos no conflito poderá fazer com que este tenha um maior reconhecimento e seja mais discutido internacionalmente. Nesse sentido, a maior atuação militar do país também tem potencial para suscitar a necessidade de se debater a crise humanitária iemenita em grandes organismos internacionais, como o Conselho de Direitos Humanos e o Conselho de Segurança, das Nações Unidas.

Nesse contexto, apesar das incertezas em relação aos desdobramentos políticos do conflito, tem-se que a deterioração da infraestrutura, das instituições, a grave crise humanitária e a sucessiva perda do controle do território fazem com que o Iêmen atinja níveis alarmantes de falência estatal. Tal situação, contínua ao bloqueio do território, faz com que – a curto prazo – o Iêmen apresente riscos de se tornar um Estado colapsado, colocando em risco as parcas chances de uma solução final para o conflito e dificultando um futuro processo de reconstrução do país.

Referências

AHRENS, J. Trump lança mísseis contra o Exército sírio em resposta ao ataque químico. El País, 2017. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/06/internacional/1491506181_402836.html&gt; Acesso em: 21 abr. 2017.

AL JAZEERA. Key facts about the war in yemen. 2016. Disponível em: <http://www.aljazeera.com/news/2016/06/key-facts-war-yemen-160607112342462.html&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.

AL JAZEERA. US government admits deploying troops in Yemen. 2016. Disponível em: <http://www.aljazeera.com/news/2016/05/government-admits-deploying-troops-yemen-160507095524640.html&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.

BROWN, R; MERICA, D; ZELENY, J. How Donald Trump’s first military action went from the Obama White House to deadly raid. CNN, 2017. Disponível em: <http://edition.cnn.com/2017/02/03/politics/yemen-raid-trump-obama/&gt;. Acesso em: 04 abr. 2017.

EUROPEAN COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS. Mapping the Yemen conflict. 2017. Disponível em: <http://www.ecfr.eu/mena/yemen&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.

FLECK, I. Trump quer aumentar em US$ 54 bilhões orçamento militar dos EUA. Folha de São Paulo, 2017. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/02/1862349-trump-quer-aumentar-em-us-54-bilhoes-orcamento-militar-dos-eua.shtml&gt;. Acesso em: 04 abr. 2017.

MANTOVANI, F. Iêmen: A Guerra Esquecida. G1, 2016. Disponível em: <http://especiais.g1.globo.com/mundo/2016/iemen-a-guerra-esquecida/&gt;. Acesso em: 02 abr. 2017.

MARS, A. Donald Trump lança sobre o Afeganistão a ‘’ mãe de todas as bombas’’. El País, 2017. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/13/internacional/1492102620_991509.html&gt; Acesso em: 21 abr. 2017.

GLOBAL CENTRE FOR THE RESPONSABILITY TO PROTECT. UN Security Council Resolutions Referencing R2P. 2017. Disponível em: <http://www.globalr2p.org/resources/335&gt;. Acesso em: 03 abr. 2017.

HUMAN RIGHTS WATCH. Yemen. Events of 2016. 2016. Disponível em: <https://www.hrw.org/world-report/2017/country-chapters/yemen&gt;. Acesso em: 03 abr. 2017.

ROTBERG, R. The New Nature of Nation-State Failure. The Washington Quarterly. n. 25:3 pp. 85–96, 2002. Disponível em: <https://www.boell.de/sites/default/files/assets/boell.de/images/download_de/demokratie/The_New_Nature_of_Nation-State_Failure_Rotberg_2002_en.pdf&gt; Acesso em: 4 abr. 2017.

RUCKS, J. Estreito de Ormuz: o acirramento da Competição Estratégica entre Estados Unidos e Irã (2003-2013). UFRS. 2015. Disponível em: <https://www.ufrgs.br/sicp/wp-content/uploads/2015/09/RUCKS-Estreito-de-Ormuz_o-acirramento-da-Competi%C3%A7%C3%A3o-Estrat%C3%A9gica-entre-Estados-Unidos-e-Ir%C3%A3-2003-2013.pdf&gt; Acesso em: 2 abr. 2017.

SMITH, L. Donald Trump to ‘sign new refugee and immigration travel order on Wednesday’. INDEPENDENT, 2017. Disponível em: <http://www.independent.co.uk/news/world/americas/donald-trump-refugee-immigration-travel-executive-order-us-president-white-house-oval-office-a7601311.html&gt;. Acesso em: 04 abr. 2017.

SECURITY COUNCIL REPORT. Un Documents for Yemen. 2017. Disponível em: <http://www.securitycouncilreport.org/un-documents/yemen/&gt;. Acesso em: 03 abr. 2017.

SOUZA, M. Os EUA e a utilização de drones no combate ao terror no Oriente Médio. Belo Horizonte: Conjuntura Internacional, 2016. Disponível em: <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/11/21/os-eua-e-a-utilizacao-de-drones-no-combate-ao-terror-no-oriente-medio/#more-863&gt; Acesso em: 4 abr. 2017.

MACASKILL, E; TORPEY, P. One in three Saudi air raids on Yemen hit civilian sites, data shows. The Guardian, 2016. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2016/sep/16/third-of-saudi-airstrikes-on-yemen-have-hit-civilian-sites-data-shows&gt;. Acesso em: 03 abr. 2017.

THE FUND FOR PEACE. Fragile States Index 2016. 2016. Disponível em: <http://fsi.fundforpeace.org/&gt; Acesso em: 4 abr. 2017.

THIEL, T. After the Arab Spring: power shift in the Middle East?: Yemen’s Arab Spring: from youth revolution to fragile political transition. IDEAS reports. n. 11 (2012). LSE IDEAS. London, UK. Disponível em: <https://www.lse.ac.uk/IDEAS/publications/reports/pdf/SR011/FINAL_LSE_IDEAS__YemensArabSpring_Thiel.pdf&gt; Acesso em: 2 abr. 2017.

UN NEWS CENTRE. Yemen: As food crisis worsens, UN agencies call for urgent assistance to avert catastrophe. 2017. Disponível em: <http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=56143#.WOP-CvkrLIV&gt;. Acesso em: 03 abr. 2017.

[i] Pontos de estrangulamento internacionais, um conceito de segurança internacional, são geralmente acidentes geográficos – como estreitos – que na estratégia militar obrigam as forças a tornarem uma forma mais fechada, diminuindo sua capacidade de combate, e que possuem alguma relevância geoestratégica ou geoeconômica. (RUCKS, 2015).

[ii] O Zaidismo, ou xiitismo zaidi, se configura como um ramo da corrente xiita do Islã, originalmente surgido no norte do Iêmen.

[iii] Para se entender algumas contraposições feitas no artigo é necessário ter em mente a questão xiita versus sunita. Xiitas e sunitas, tendo uma delicada relação, são as duas maiores correntes do Islã, a segunda maior denominação religiosa do mundo. Estas correntes se opõem em doutrinas, práticas, leis e rituais. Existe um forte tom sectário nas relações entre estas, e muitos conflitos recentes no Oriente Médio, como no Iraque e na Síria, estão relacionados a esse sectarismo. Vale ressaltar que a Arábia Saudita, com uma população de maioria sunita, é rival tradicional do Irã, o expoente xiita do Oriente Médio.

[iv] A Primavera Árabe foi uma onda de manifestações e protestos contra os governos autoritários de países do Oriente Médio e do norte da África que teve início em 2011. Em alguns países se tiveram grandes protestos, outros governos depostos e em outros uma guerra civil.

[v] São Estados-membros do Conselho de Cooperação do Golfo: Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

[vi] Hezbollah é uma organização política, social e militar xiita que detém grande influência no Líbano.

[vii] Insegurança alimentar representa a falta de disponibilidade e a dificuldade do acesso da população aos alimentos, sendo o estágio anterior à desnutrição.

[viii] O Yemen Data Project é um projeto independente de coleta de dados e informações, promovendo transparência, no curso do conflito no Iêmen.

[ix] O uso de minas terrestres e de bombas de fragmentação são condenados e considerados crimes de guerra por seus efeitos indiscriminados contra civis, já que visam fustigar uma população e não um exército em si.

[x]  Rotberg conceitua os Estados falidos pela incapacidade de manter o monopólio do uso da força e pela incapacidade de manter o bem-estar da população. Nos Estados falidos se encontram: corrupção, guerra civil e insurgências, onde o governo é concentrado em apenas algumas localidades, sendo que este não controla as fronteiras. Nos Estados falidos a infraestrutura é precária e existe uma enorme dificuldade em se prover serviços, sendo que não é a intensidade da violência (guerra civil) que define um Estado falido, mas sim a sua duração ao longo do tempo. O autor também pontua que os Estados falidos são um lugar hospitaleiro para organizações terroristas. Além disso, Rotberg coloca que uma versão extrema dos Estados falidos seriam os Estados colapsados, onde se tem um vácuo total de autoridade, sendo que por Estado se teria apenas uma expressão geográfica. A Somália pode ser considerada o único exemplo de tal categoria atualmente. (ROTBERG, 2002).

[xi] Para mais informações: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/03/30/siria-um-panorama-da-situacao-atual-e-o-acordo-de-cessar-fogo/

[xii] Drones são aeronaves que não demandam a presença de um piloto para guiá-la, representando uma diminuição de custos para os países, assim como uma menor necessidade de efetivo militar e uma maior proteção ao mesmo. (SOUZA, 2016).

[xiii] Donald Trump lançou ordens executivas, em fevereiro e em março de 2017, barrando a entrada de migrantes de alguns países de maioria muçulmana, sendo que as duas versões do decreto acabaram barradas por tribunais dos Estados Unidos. Apesar de não estarem mais em voga, ainda assim tais ordens denotam um recrudescimento da política estadunidense para o Oriente Médio. Os países afetados pelos decretos foram: Irã, Líbia, Somália, Sudão, Síria, Iêmen e Iraque, sendo que o último foi retirado na segunda versão do mesmo. (SMITH, 2017).

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