O movimento nas bordas europeias: A relação Brexit-Turquia e a integração na União Europeia

Cristiana Valle M. Drumond

Resumo

A Turquia é candidata a entrar na União Europeia (UE) desde o final dos anos 1980 – três décadas que caracterizam um longo e complicado debate. Em contrapartida, o Reino Unido consolida sua saída do bloco e pretende focar sua nova dinâmica econômica em acordos bilaterais com diversos países. Em janeiro desse ano, o Reino Unido assumiu com a Turquia o compromisso da criação de um grupo de trabalho para estimular o comércio entre as duas nações assim que for concretizado o Brexit. Dessa forma, este artigo busca fazer uma análise das relações entre a União Europeia e a Turquia, bem como explorar a atual dinâmica entre o Reino Unido e a Turquia, traçando, por fim, futuros cenários com as possibilidades para integração ou afastamento Turco e Britânico em relação ao bloco europeu pós-Brexit.

Uma breve análise das relações Turquia- União Europeia

“O processo de uma eventual adesão da Turquia destaca-se de todos os outros realizados até hoje na UE, não só pelas dificuldades e entraves colocados à sua entrada, mas igualmente pelo seu prolongamento no tempo” (GOLDINHO, 2011, p. 8). Essa frase de Goldinho (2011) introduz bem a complexidade do debate sobre a adesão turca no bloco europeu. Durante 30 anos, a Turquia esperou a sua adesão à União Europeia, porém, atualmente, o país parece buscar novos caminhos e oportunidades, direcionando seus objetivos econômicos e políticos para a Ásia, Oriente Médio e agora, com o Brexit[i], tem no Reino Unido novas oportunidades de crescimento.

A Turquia candidatou-se para se tornar membro da União Europeia em 1987, quando a mesma ainda era a Comunidade Econômica Europeia – CEE[ii]. Entretanto, somente em 2005 foram abertas as negociações para a possível adesão turca, contendo 35 pacotes de negociação[iii], dois quais, apenas um foi concluído. Mesmo que a Turquia satisfaça as exigências dos outros capítulos, ela ainda necessita do apoio do Conselho da UE, da Comissão, do Parlamento Europeu, do eleitorado turco e dos países membros do bloco europeu para se tornar efetivamente um membro da União Europeia. (DANLEY, 2016; GOLDINHO, 2011).

Muitos são os tópicos do debate que retardam a entrada da Turquia na UE, dentre eles se o país é realmente qualificado segundo o critério de Copenhague[iv] para fazer parte do bloco.  Primeiramente, o território turco está majoritariamente no continente asiático, 97% do país. O território de Istambul, porém, faz parte dos 3% europeu e conta com uma posição geoestratégica única, sendo o estreito de Bósforo a ponte entre Europa e Ásia. Ademais, a especificidade cultural turca gera um debate que gira em torno do país possuir raízes históricas mais semelhantes às asiáticas e às do Oriente Médio do que às europeias, uma vez que possui uma nação esmagadoramente muçulmana. Apesar de não existir nenhum critério que especifique que o país deva ter maioria cristã para fazer parte do bloco, esse é um argumento que pesa para a opinião pública europeia e serve como base para a tese de que a Turquia não possui cultura e identidade europeias. Esse tipo de pensamento leva a refletir sobre a falha integração dos imigrantes na Europa que, muitas vezes, acabam marginalizados e sofrendo  preconceito por serem de outras religiões e etnias. (EUR-LEX, 2017; DEBATIN EUROPE, s/d;  SANDRIN, 2015.)

Os desdobramentos da crise de 2008 enfrentada pelo bloco levaram ao aumento da oposição europeia à adesão Turca. Existem, aproximadamente, nove milhões de turcos e seus descendentes vivendo na UE, especialmente na Alemanha e, dessa forma, a Europa, que passa por uma crise financeira, não vê muitas vantagens em aceitar um membro muito populoso. Além disso, a Turquia recebe um fluxo crescente de refugiados sírios, sendo mais de 2,8 milhões desde que a guerra síria começou.  Apesar destes impasses, em 2015, a UE e Turquia acordaram um Plano de Ação conjunta[v] que visa ordenar os fluxos migratórios para o continente europeu e assim, diminuir o fluxo de imigração irregular da Turquia em direção à União Europeia (SANDRIN, 2015; EUROPEAN COMISSION, 2017; UNHCR, 2017)

Ademais, a questão da ocupação turca no norte do Chipre[vi] é um obstáculo praticamente intransponível para a adesão turca ao bloco e, por isso, desde 2006 há um bloqueio à abertura de oito pacotes negociação por parte de alguns países membros, retardando o desenvolvimento do processo de adesão. A UE também questiona a candidata no que diz respeito ao cumprimento dos Direitos Humanos referente aos problemas da minoria curda[vii] e a questão do genocídio armênio[viii]. A tentativa de golpe de 2016[ix] estremeceu ainda mais esse critério, demonstrando que a Turquia não é uma democracia madura, pois vive uma política de conflito entre os militares e islamistas de diferentes matizes, na qual os direitos humanos são rotineiramente abusados (DEBATIN EUROPE, S.D; GOLDINHO, 2011; SANDRIN, 2015).

Atualmente, a Turquia e a União Europeia têm um acordo de União Aduaneira, efetivamente criado em 1995, o qual abrange todos os produtos industriais e algumas concessões bilaterais para produtos agrícolas. Para além de prever uma tarifa externa comum para os produtos abrangidos, a União Aduaneira prevê que a Turquia se alinhe às normas industriais europeias. Levando em conta que o bloco europeu e o governo turco já são parte de uma união aduaneira e possuem vários acordos e concessões bilaterais, é possível inferir que a Turquia é economicamente concorrente com o mercado europeu e que as normas da mesma vêm sendo gradualmente implantadas no país. É interessante ressaltar também que a Turquia é um grande produtor agrícola. Atualmente esse setor representa um quarto da força de trabalho turco e é responsável por 10% do PIB do país. Dessa forma, a Turquia, uma vez parte da UE, se tornaria um grande produtor para o bloco, mas também diminuiria sua força internamente devida à concorrência trazida pelo livre mercado europeu (EUROPEAN COMISSION, 2016; WORLD BANK, 2014; WOLD BANK, 2015).

As aspirações turcas e as novas possibilidades de cenários pósBrexit

A partir dos anos 2000, é possível perceber um maior posicionamento turco em relação aos seus vizinhos no Oriente Médio. O país buscou aproximação com o mundo árabe, projetando-se regionalmente como mediador de conflitos. Nota-se, por exemplo, seu papel de mediador entre Israel e Síria, bem como no problema da Palestina[x]. Além disso, a Turquia é membro da OTAN e apresenta um significativo contingente militar e vem aumentando gradativamente seu poder de influência pelo Oriente Médio, Ásia e Europa (GODINHO, 2011).

Graças à proximidade geográfica e fatores culturais, a Turquia tem facilidade para explorar as oportunidades econômicas e financeiras nos países vizinhos e o governo de Ankara vem apoiando o empresariado turco a investir nos países da Ásia e do Oriente Médio. Antes, a percepção adotada pela Turquia era que o país possuía um papel de ponte entre Europa e Ásia e, agora, o governo turco vem demonstrando esforços para assumir um papel central na região em que se encontra. Nesse novo contexto e com a crescente influência turca, começam a surgir questionamentos sobre as pretensões da Turquia, que vem dando cada vez mais ênfase aos países do Oriente Médio, da África e da Ásia, diminuindo a exclusiva prioridade anteriormente concedida à União Europeia (WHEELER, 2013).

Esse afastamento da Turquia em relação ao bloco europeu ganha mais um fator crucial com a saída do Reino Unido do bloco. As negociações que determinarão o conteúdo das condições pós-Brexit para o Reino Unido deverão durar dois anos e, assim gerará implicações para o resto do mundo, inclusive para o governo turco.  A saída britânica do bloco europeu pode levar a  União Europeia a se tornar mais fechada, resultando numa união cada vez mais estreita: neste cenário, a distância entre a UE e uma Turquia muçulmana com uma política e cultura diferentes só serão ampliadas (KAHARAN, 2016;  DALEY, 2016).

 O Reino Unido negocia uma nova relação com o continente europeu e este acordo especial também pode fornecer um modelo atraente para as futuras relações turco-UE. Uma alternativa para o Reino Unido pós Brexit seria procurar um acordo de união aduaneira com a UE que inclua disposições para a sua indústria e serviços financeiros. Sendo assim, o novo acordo da Grã-Bretanha com a UE poderia inspirar a Turquia a se contentar com um novo tipo de acordo com o bloco, no lugar da entrada plena como membro. Ademais, a nova estrutura do comércio entre o Reino Unido e o bloco europeu poderia incluir a Turquia como um país associado ou, alternativamente, preparar o caminho para um novo acordo bilateral turco e britânico, como parece ser, no momento, o caminho que será seguido. Por fim, o Brexit pode ainda abrir novas oportunidades para as relações bilaterais da Turquia com cada um dos estados membros e órgãos europeus (DALEY, 2016; KARAHAN, 2016)

Apesar dos dois países estarem traçando caminhos diferentes, os anseios turcos e britânicos são semelhantes, já que ambos buscam o acesso imediato ao mercado interno do bloco europeu sem serem membros. Nesse contexto, seria interessante a União Europeia lançar as bases para um novo tipo de acordo comercial entre o bloco e países não membros. Modelos diferenciados de integração econômica podem proporcionar uma abertura para ligar os países ao núcleo das regras do mercado interno da UE. No entanto, esses novos modelos dependem da vontade dos burocratas do bloco de pensar de forma para o acesso ao mercado interno a países não membros da UE. Agora, com o Brexit, o peso econômico combinado do Reino Unido e da Turquia poderia ser suficiente para abrir esse caminho (ÜLGEN, 2016).

Dessa forma, o Brexit colocou o processo de integração europeia em um teste e num momento de tensão, porém nem todas as repercussões da saída britânica são negativas. Se a Turquia souber aproveitar as novas oportunidades trazidas por esse cenário, o Brexit abrirá novos caminhos para o país explorar, como acordos bilaterais com o Reino Unido ou a possibilidade de um novo tipo de espectro de integração com o bloco europeu (ÜLGEN, 2016; DALEY, 2016; KARAHAN, 2016).

O Grupo de trabalho Reino Unido-Turquia

O Reino Unido é atualmente um dos principais destinos para as exportações turcas, incluindo automóveis, vestuário, eletrônicos, etc. Além disso, a Grã-Bretanha é fornecedora de crédito ao setor privado turco e também é um dos principais atores em termos de investimento direto externo – IDE realizados no país. Em 2014, a Grã-Bretanha importou 7,9 bilhões de libras esterlinas de bens e serviços da Turquia e exportou £ 4,9 bilhões para o país, tornando-se um dos 20 maiores parceiros comerciais em importações de bens. (WALLACE, 2016;  KARAHAN, 2016)

Em janeiro desse ano, durante uma visita da primeira ministra britânica, Theresa May, a Ankara, a Turquia e o Reino Unido iniciaram as conversas para a criação do grupo de trabalho para o acordo bilateral pós-Brexit falando em impulsionar o comércio anual turco-britânico para 20 bilhões de dólares. Os dois países também anunciaram um acordo de colaboração de defesa em 100 milhões de libras esterlinas sobre o desenvolvimento contínuo de aviões de combate para a Turquia. Além disso, também foi discutido o caso do Chipre, da Síria e de reforço na cooperação de aviação, no qual a empresa britânica BAE Systems e a Turkish Aerospace Industries assinaram um documento estabelecendo uma parceria para o desenvolvimento contínuo do programa de caça turco – TF-X. Essa parceria poderia levar a novas oportunidades ao longo do projeto, como potenciais contratos futuros para fornecer motores, armas, radares e sensores. (MANSFIELD, 2017)

Como importante parceiro comercial do Reino Unido, a Turquia tem boas oportunidades com esse grupo de trabalho para estimular o comércio turco-britânico no pós Brexit. Ademais, a Turquia pode ser uma fonte de influência através do Soft Power[xi] o que pode trazer mais ganhos econômicos tanto para o Reino Unido como para a própria Turquia, podendo gerar mais acordos comerciais para ambos os países. Além disso, o estabelecimento da parceria dos caças turcos abre caminho para uma parceria de defesa mais profundo entre os dois países (WALLACE, 2016; KARAHAN, 2016; MANSFIELD, 2017)

Considerações finais

Tanto a Turquia quanto o Reino Unido, ao longo da história da integração europeia, apresentaram singularidades na forma de se inserir no processo de integração perante o bloco europeu. Enquanto a Turquia enfrenta desafios de adaptação dentro dos padrões exigidos pela União Europeia, o Reino Unido, apesar de ser membro do bloco desde 1973, inicialmente, não teve interesse em ingressar na antiga Comunidade Europeia do Carvão e do aço – CECA e teve em 1963 sua entrada no bloco vetada pelo então presidente da França, Charles De Gaulle. Uma vez dentro do bloco, o Reino Unido pôde manter mais autonomia, como a não adoção do euro, não fazendo parte da união econômica e monetária  e a não participação da Zona Schengen. Historicamente, todos esses fatos levaram a Grã-Bretanha a ter uma espécie de integração diferenciada dentro da União Europeia, com uma postura mais afastada da integração total e supranacional buscada pelos países membros.

Já a Turquia enfrenta 30 anos de espera para ingressar no bloco, presenciou grandes alargamentos, como o de 2004, no qual entraram vários países da Europa central e leste como Eslovênia, República Checa, Eslováquia, Lituânia, entre outros países que apresentam grande pobreza e baixo PIB per capta. Assim, é possível perceber que o desejo turco de ingressar na União Europeia é um sonho estagnado. Entretanto, vale ressaltar que a entrada da Turquia na União Europeia geraria benefícios para o bloco, como um rejuvenescimento da população europeia, o acesso à mão de obra jovem de milhões de turcos, o acesso ao estreito de Bósforo e a uma grande zona costeira, o aumento da segurança no continente graças ao grande contingente militar turco. Ademais, o papel de mediador turco com o mundo árabe pode ajudar a União Europeia a administrar os conflitos entre o Oriente Médio e os países europeus.  No atual contexto da crise dos refugiados sírios, do crescimento do radicalismo no Oriente Médio e no norte da África, a Turquia e União Europeia caminham para uma dinâmica de maior cooperação para resolução desses problemas. Apesar disso, a entrada turca no bloco continua postergada. (DALEY, 2016)

Um dos principais pontos que impede a entrada da Turquia é a grande população do país, que lhe daria uma enorme vantagem dentro do bloco, já que de acordo com o principio de representatividade proporcional, o país teria um grande poder de decisão, pois possuiria um grande número de delegados. A Turquia possui 70 milhões de habitantes, e passaria a deter o mesmo número de votos de países como França e Alemanha.

A Turquia vê na UE uma alavanca para o progresso económico, tecnológico e social, gerado pelo alto investimento que o bloco faz nos seus novos membros, além de expandir a troca comercial da já existente União Aduaneira para outros bens. Porém, a Turquia tem outras opções, como a aproximação com o Oriente Médio, aprofundamento das relações comerciais com países Asiáticos e agora também com o Brexit. O acordo que está sendo pensado entre Turquia e Grã-Bretanha pós Brexit aparenta ser lucrativo para ambos os  países, mas é algo que só poderá ser analisado no futuro, quando as negociações se tornarem mais claras. Ademais, o Reino Unido vem também negociando futuros acordos de grande escala com a China. A economia britânica possui as suas relações comerciais baseadas em mais de 50 acordos internacionais assumidos dentro da União Europeia e, dessa maneira, o destino do comércio exterior do Reino Unido vai depender dos resultados das negociações da saída britânica do bloco.

Referências Bibliográficas

ASPECTOS FUNDAMENTAIS da política externa Turca. Centro Cultural Brasil-Turquia.  2010. Disponível em: <http://brasilturquia.com.br/a-politica-externa-turca-256.html&gt; Acesso em 10 mar. 2016

DALEY, Galip. Turkey and Europe after Brexit : Looking beyond EU membership. Aljazeera center  for studies. Out. 2016. Disponível em: <http://studies.aljazeera.net/en/reports/2016/10/turkey-europe-brexit-eu-membership-161018050604985.html> Acesso em 23 fev 2017

DALEY, Galip. Brexit may be a good thing for Turkey. Aljazeera Center for studies.  Julho 2016. Disponível em: < http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2016/07/brexit-good-turkey-160711124421322.html> Acesso em 23 fev 2017

DEBATIN EUROPE. Arguments for and against Turkeys EU membership. /d. Disponível em: <http://www.debatingeurope.eu/focus/infobox-arguments-for-and-against-turkeys-eu-membership/#.WLdFKPnyu01 > Acesso em 20 fev 2017

EUROPEAN COMISSION .  Countries and regions: Turkey. 2017. Disponível em:< http://ec.europa.eu/trade/policy/countries-and-regions/countries/turkey/> Acesso em : 22 fev 2017

EUROPEAN COMISSION . EU-Turkey Statement: Questions and Answers, 2016. Disponível em: <http://europa.eu/rapid/press-release_MEMO-16-963_en.htm > Acesso em 20 fev 2017

EUROPEAN COMISSION. Enlargement – Chapters of the acquis/negotiating chapters. 2016. Disponível em:  < https://ec.europa.eu/neighbourhoodenlargement/policy/glossary/terms/chapters_en> Acesso em 8 mar. 2016

EUR-LEX. Accession criteria (Copenhagen criteria). S/d. Disponível em: <http://eur-lex.europa.eu/summary/glossary/accession_criteria_copenhague.html> Acesso em: 24 fev. 2017

EUR-LEX. Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia ou Tratado CEE – texto original (versão não consolidada). Out. 2010. Disponível em: <http://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=URISERV%3Axy0023&gt; Acesso 01 mar. 2017.

FERNANDES, José Pedro Teixeira. A Geopolítica da Turquia: Um desafio às sociedades abertas da União Europeia. Relações Internacionais. Mar. 2005 Disponível em: <http://www.ipri.pt/images/publicacoes/revista_ri/pdf/r5/RI5_JPTFernandes.pdf&gt; Acesso em 20 fev 2017

GODINHO, Pedro Felipe. A perspectiva Turca sobre a União Europeia. Idn Brief.  Out. 2011. Disponível em: <http://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/2653/1/APerspectivaTurcaSobreAUni%C3%A3oEuropeia_PedroFilipeGodinho.pdf>  Acesso em: 20 fev 2017

KARAHAN, Hatice. Economic Implications of Brexit and Turkey. The New Turkey. Set. 2016. Disponível em: <http://thenewturkey.org/economic-implications-of-brexit-and-turkey/> Acesso em 22 fev. 2016

KINGSLEY, Patric. Refugee crisis: What does the EU’s deal with Turkey mean? The Guardian. Mar.2018. Disponível em: <https://www.theguardian.com/world/2016/mar/18/eu-deal-turkey-migrants-refugees-q-and-a>  Acesso em 20 fev. 2017

MANSFIELD, Katie. BREXIT BOOST: Erdogan promises $20BILLION trade with UK during Theresa May visit. Express.  Jan. 2017. Disponível em: <http://www.express.co.uk/news/politics/759968/theresa-may-erdogan-turkey-brexit-trade-talks&gt; Acesso em : 22 fev 2017.

SANDRIN, Paula. Turquia e união europeia: explicando uma relação resiliente.  Série relações Brasil- Europa vol 4: A União Europeia Alargada em Tempos de Desafios. Mar. 2015. Disponível em: <http://www.kas.de/wf/doc/15369-1442-5-30.pdf>  Acesso em 20 fev 2017

TENTATIVA DE GOLPE MILITAR PROCOCA CAOS NA TURQUIA. Época.  Julho 2016. Disponível em: < http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2016/07/golpe-militar-na-turquia-o-que-sabemos-ate-agora.html> Acesso em 01 mar 2017.

WALLACE, Tim. Turkey pushes for free trade deal with post-Brexit Britain. The Telegraph. Disponível em: <http://www.bitaf.org/brexit-impact-on-the-eu-and-turkey/>  Acesso em 23 fev 2017

WHEELER, Thomas. Turkey’s role and interests in Central Asia. Saferworld. Out. 2013. Disponível em: <http://www.saferworld.org.uk/downloads/pubdocs/turkeys-role-and-interests-in-central-asia.pdf&gt; Acesso em 20 fev 2017

WORLD BANK. Employment in agriculture (% of total employment). 2014. Disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator/SL.AGR.EMPL.ZS?locations=TR&gt; Acesso em 19 fev 2017

WORLD BANK. Agriculture, value added (% of GDP). 2015. Disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator/SL.AGR.EMPL.ZS?locations=TR> Acesso em:  19 fev 2017

EUROPEAN COMISSION. European Neighbourhood Policy And Enlargement Negotiations.  Dez 2016. Disponível em: <https://ec.europa.eu/neighbourhood-enlargement/countries/detailed-country-information/turkey_en&gt; Acesso em: 19 fev 2017

UNHCR. Syria Regional Refugee Response. 2017. Disponível em: <http://data.unhcr.org/syrianrefugees/regional.php> Acesso em 22 fev 2017.

ÜLGEN, Sinan. New Models of Economic Integration for Turkey and the UK. Intereconomics. Vol. 51, Set/Out. 2016, nº 5 | pp. 246-247 Disponível em: <http://archive.intereconomics.eu/year/2016/5/new-models-of-economic-integration-for-turkey-and-the-uk/&gt; Acesso em 24 fev 2017.

[i] Para mais informações sobre o Brexit, ver o artigo : https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/05/11/saida-a-inglesa/

[ii] A CEE foi instituída em 1957 e incluía a França, Alemanha, Itália e os países do BENELUX (Bélgica, Holanda e Luxemburgo)  numa integração voltada para trocas comerciais (EUR-LEX 2010)

[iii] Os capítulos de negociação, (atualmente 35) são a base das negociações de adesão a União Europeia para cada país candidato. Eles correspondem  a diferentes áreas, cada uma cobrindo uma área política específica. As negociações ajudam os países candidatos a preparar-se para cumprir as obrigações da adesão à UE. (EUROPEAN COMISSION, 2016)

[iv] Critério de Copenhague ou The Copenhagen criteria são as regras que definem se uma nação é elegível para aderir à União Europeia. Os critérios são o geográfico, politico, econômico e legislativo exigem que um Estado tenha as instituições para preservar o governo  democrática e os direitos humanos, uma economia de mercado em funcionamento (economia capaz de competir no livre mercado) , e que o Estado aceite as obrigações e intenções da U.E. (EUR-LEX, 2017)

[v] Foi acordado que todos os novos migrantes irregulares que atravessem a Turquia para as ilhas gregas a partir de 20 de Março de 2016 serão retornados à Turquia para receber asilo no país. Em troca, a UE prometeu á Turquia em torno de 6 bilhões de euros para ajudar os 2,7 milhões de sírios em solo turco. Ademais, a U.E reiterou que dará atenção especial à candidatura da Turquia à União Europeia. (KINGSLEY, 2016)

[vi] A Turquia ocupa militarmente a parte norte do Chipre, garantindo a existência da República Turca do Norte de Chipre, a qual só é reconhecida, a nível internacional, pela própria Turquia. A justificativa turca é de estar protegendo a população turca que vive no país, após uma aspiração grega de unir o Chipre á Grécia em 1974 (FERNANDES, 2005).

[vii] Em 1930 milhares de curdos  foram mortos e deportados na Turquia, havendo mais tarde uma insurreição curda entre 1980 a 1990 , e o problema persiste até hoje, na qual os curdos lutam por liberdade e autonomia e veem na União Europeia uma chance para obterem justiça e direitos (FERNANDES, 2005).

[viii] Como resultado de um conflito inter-étnico, a Turquia executou um genocídio da população armênia em território turco nos anos de 1915 a 1923 (FERNANDES, 2005).

[ix] Um braço das forças armadas tentaram tomar o poder na Turquia em Julho de 2016, afirmando que a tomada da administração do país era necessária para restaurar a ordem constitucional, a liberdade e os direitos humanos (ÉPOCA, 2016).

[x] A Turquia media o conflito entre Israel e Palestina e apoia uma política de paz. A Turquia concedeu ajuda humanitária  para o desenvolvimento da Palestina em mais de  70 milhões de dólares (ASPECTOS FUNDAMENTAIS… 2010).

[xi] Soft Power é a capacidade do Estado obter seus interesses através do poder da sua cultura e da sua diplomacia.

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