Mali: periferia francesa no continente africano

Filipe de Figueiredo dos S. Reis

Resumo

Em outubro de 2016, o grupo islâmico Ansar Dine declarou cessar-fogo ao governo do Mali, com o qual estava em conflito desde 2012, no contexto da revolta tuaregue. O arrefecimento desse conflito se deu, dentre outros fatores, pela intervenção francesa no país em 2013, para ajudar o Mali na luta contra os rebeldes. No entanto, a real motivação da França em intervir em sua ex-colônia é questionada como um fator imperialista. Desta forma, este artigo pretende explicar a relação entre centro-periferia feito por Wallerstein, além de como se deu o conflito tuaregue e a intervenção francesa, e suscitar uma reflexão acerca da relação entre Mali e França.

Wallerstein, o sistema-mundo e as três hierarquias

Em 1974, Immanuel Wallerstein, sociólogo estadunidense, publicou sua obra O Sistema Mundial Moderno, que acabaria por influenciar uma nova perspectiva das relações internacionais, apoiada sobre a dinâmica contemporânea capitalista mundial, e das visões apresentadas pelas teorias de dependência[i]. Baseado numa visão marxista, Wallerstein estabelece não os Estados, mas o mundo como objeto de análise das Relações Internacionais, percebendo que é possível entendê-lo como um sistema social, ou melhor, um sistema mundial, onde os fluxos econômicos, políticos e socioculturais funcionam de forma a reforçar o sistema vigente. Essa é a premissa básica da chamada Teoria do sistema-mundo. (MARTINS,2015)

Para Wallerstein, esse sistema é constituído a partir da consolidação e legitimação do capitalismo ao longo do tempo, estabelecendo primordialmente uma economia-mundo, ou seja, uma conexão entre as economias no mundo. Seguindo essa lógica, a característica expansiva do capitalismo, de especialização de funções e, principalmente, de sua influência sobre a esfera política proporcionou a emergência de um sistema mais amplo entre os Estados. Para Wallerstein, um sistema-mundo é um sistema que por se comportar como um organismo vivo dinâmico, dotado de limites, estrutura, e um mecanismo de coerência e legitimação, se expande para uma ótica mundial pois apesar de serem os Estados que reproduzem as regras que legitimam o sistema, o mesmo não é contido apenas neles, uma vez que se isolado algum Estado deste sistema, o sistema-mundo continuará funcionando. (MARTINS, 2015)

Essa constante expansão do modo capitalista ao redor do mundo estabeleceu também, segundo o autor, três níveis hierárquicos num sistema-mundo, que fortalecem a estrutura estabelecida e evidenciam uma espécie de “divisão internacional do trabalho”: o centro, a semiperiferia, e a periferia. Os Estados que compõem o centro seriam aqueles ligados à produção de alto valor agregado, que politicamente possuem capacidade de externar seu domínio para outros países, e que possuem e exportam uma forte identidade nacional. Ou seja, são países com alto desenvolvimento de tecnologia e eficiência, que dominam o sistema-mundo econômica e politicamente. Já aqueles da semiperiferia seriam países que pouco produzem industrialmente e absorvem tecnologia estrangeira, que possuem controle da sua própria política, mas não conseguem influenciar outros Estados, e estão num meio termo sobre a identidade nacional-cultural. Por fim, a periferia é composta por países que se especializam em comercializar commodities, que tem sua política interna interferida por países do centro, e possuem uma identidade fragmentada em etnias e religiões. Dessa forma, se estabelece uma relação de exploração do centro sobre a periferia, de forma econômica e política.  (MARTINS, 2015)

A economia, a cultura e a política interna do Mali

O território do Mali está situado na região noroeste do continente africano, sendo localizado em grande parte dentro do deserto do Saara. O país foi colonizado pelos franceses até sua independência, conquistada em 1960. Assim como muitos dos países africanos, a atividade agropecuária é a atividade econômica mais comum no Mali, aproveitando-se das áreas irrigadas pelo rio Níger, sendo basicamente uma atividade de subsistência. (CIA FACTBOOK, 2016)

Em termos macroeconômicos, a relação com países centrais, em especial a ex-metrópole França, se mostra mais evidente. A moeda que circula no país é o franco CFA, a mesma adotada em outras antigas colônias francesas na África. A adoção da moeda faz parte de uma série de pactos bilaterais da França com suas ex-colônias recém-independentes, chamados de Acordos de Cooperação, representando uma espécie de heteronomia sobre as finanças do próprio país, mantendo certa dependência da França. Isso ocorre uma vez que metade das reservas dos países que usam o franco CFA vão para o Tesouro Francês, e que o câmbio da moeda em relação ao euro deve ser fixo, por exemplo. (SENA, 2012)

A relação financeira ainda mantida pela moeda facilitou a entrada de empresas estrangeiras, sobretudo europeias, no continente africano com a crescente descolonização. No Mali, onde o potencial de extração mineral de ouro é grande, as principais minas são de propriedade de empresas como a Randgold Resources, empresa britânica. Da mesma forma se observa um interesse da empresa francesa Areva, especializada em energia, nas fontes de urânio existentes no Mali. (MAPING AFRICA`S NATURAL…, 2016; PARKER, WOOD, 2006)

Ao se tratar da identidade nacional do Mali, pode-se notar uma diversidade cultural e étnica no país, como de costume em outros países do continente. Além de possuir um décimo de população nômade, a parte que habita a região sul do país, apesar de constituírem quatro grupos diferentes (mandes, fulas, voltaicos e songais), representam quase 80% da população e não possuem grandes divergências entre si. No entanto, cerca de 10% da população é formada pelos chamados tuaregues, que são de origem árabe e berbere[ii], sendo em maioria muçulmanos, e por isso se distanciam das demais etnias malianas. A língua francesa, tomada como oficial, convive com línguas africanas, fazendo com que a língua europeia não ajude a constituir uma identidade nacional. (CIA FACTBOOK, 2016)

A política interna no Mali passou por turbulências após a independência em 1959. Inicialmente, foi adotado o unipartidarismo e uma forma de governo que visava uma aproximação à URSS, fazendo com que boa parte da economia fosse estatizada. No entanto, em 1968, o descontentamento da população (especialmente os tuaregues) ajudou a motivar o golpe militar arquitetado por Moussa Traoré, que se tornaria ditador do Mali por muito tempo. Durante os anos 1970 e 1980, seu governo conviveu entre tentativas de reformas econômicas com ajuda do FMI, tentativas de golpe e pedidos por pluripartidarismo e democracia. As pressões não cessaram, e as reformas não funcionaram, e em 1991, também pelos militares, Traoré foi tirado do poder, e o pluripartidarismo foi legalizado no Mali. Nos anos seguintes, o Mali viveu em termos políticos tempos de estabilidade, até o ano de 2012, quando houve um novo golpe de Estado, que teve motivação na incapacidade do presidente Touré, nos termos de seus opositores, de lidar com a insurgência tuaregue, que reemergiu naquele ano.  (HISTÓRIA DO MALI…, 2013)

A nova revolta tuaregue, a entrada de grupos islâmicos e a intervenção francesa

As diferenças entre o povo tuaregue e as demais etnias no Mali levou a um antigo desejo de autonomia política da região norte do país, onde os tuaregues sempre se concentraram[iii]. Tal sentimento levou a seguidos levantes desta etnia contra o governo central do Mali, culminando com a criação em 2011 do Mouvement national de libération de l’Azawad (MNLA), grupo armado que lutaria pela independência da região, que seria chamada de Azawad, área que corresponderia a cerca de 60% do território atual do Mali. As ações do grupo levaram à instabilidade e como consequência um golpe militar contra Amado Touré, presidente à época, considerado inapto para combater o levante ao norte. Dando início àquele que seria o quarto levante tuaregue no Mali, o MNLA declarou unilateralmente a independência do Azawad, o que levou ao conflito direto contra as forças do governo, e atraiu grupos que não necessariamente queriam a independência, como o Ansar Dine. Esse grupo busca a implantação da lei islâmica da sharia no Magreb, e em conjunto com a “Al-Qaeda do Magreb Islâmico”, lutou ao lado dos tuaregues contra o exército do Mali. (L’HISTOIRE DU MOUVEMENT…, 2012; MALI MUTINY ‘TOPPLES’…, 2012)

A incapacidade de lidar com o movimento e o medo de que os grupos radicais envolvidos expandissem sua atuação fizeram com que o recém instalado governo requisitasse a ajuda da França para combater os rebeldes, em 2013. A ajuda francesa foi surpreendentemente imediata, uma vez que um pedido semelhante feito à mesma época pela Republica Centro Africana foi negado. Dessa forma, o presidente francês François Hollande lançou a Operação Serval, uma iniciativa francesa de envio de tropas ao Mali para ajudar o exército maliano a conter o avanço dos grupos islâmicos, que agora dominavam a insurgência, após terem subjugado o MNLA no norte do Mali. (FILHO, 2013)

A ajuda da França foi vital para a recuperação de um bom número de cidades, antes em domínio dos rebeldes, por parte do governo maliano. Os avanços da ofensiva Mali-França proporcionaram que fosse possível a assinatura de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues e o governo do Mali em junho de 2013, o que possibilitaria uma nova estabilidade política por meio de novas eleições, e fez com que a intervenção francesa fosse substituída por uma missão da ONU para manter o acordo de paz. No entanto, três meses mais tarde, alegando dificuldades causadas pelo governo em implementar o acordo, os rebeldes se retiraram do mesmo, reacendendo o conflito por mais dois anos, até que, em 2015, um acordo de cessar-fogo foi assinado entre o Mali e os líderes tuaregues, arrefecendo as tensões. O que havia sobrado, de forma resquicial, era a ação de grupos como o Ansar Dine, que em outubro deste ano, também declarou um cessar-fogo. (MALI AND TUAREG…, 2013; MALI TUAREG SEPARATISTS…, 2013; LÍDER MILITANTE ISLÂMICO…, 2016)

Num balanço feito após o maior momento conflituoso e da intervenção francesa no Mali, a iniciativa do país europeu é avaliada de forma distintas, e sobre diferentes aspectos. De fato, chama atenção o cuidado tido por François Hollande com a questão no Mali, quando o problema no país é um de vários que assolam outras antigas colônias francesas, que possuíam o mesmo nível de aproximação da França que o Mali tinha antes do conflito. A investida contra os rebeldes tuaregues custou, no mínimo, 70 milhões de euros para a França, num contexto que era de crise econômica na Europa (GUERRA NO MALI…, 2013). A intervenção também motivou o sequestro numa refinaria de gás na Argélia, por militantes islâmicos que pediam o fim da investida francesa no Mali. Esse sequestro resultou na morte de 23 reféns, incluindo franceses. A dedicação para com a situação do Mali era para lutar contra o terrorismo, segundo o chefe de Estado francês, que ainda completou dizendo que não existia qualquer interesse particular da França na intervenção. (HOLLANDE: L’OPÉRATION AU…, 2013; ARGÉLIA PRENDE CINCO…, 2013)

Em termos de seus objetivos operacionais, a Operação Serval foi considerada um sucesso, segundo Da Costa, Ribeiro e Fernandes (2014). Isso se deu pela clareza de definição de objetivo da operação, da ajuda de outros países à ofensiva, e o conhecimento já obtido pelos franceses da região. Sem dúvidas, a Serval foi fator muito importante para a recuperação de grande parte do território do Mali.

Porém, a dimensão de interesse negada por Hollande é exaltada por outras partes. Em entrevista, o historiador congolês Elikia M’Bokolo afirmou que a interferência francesa, mesmo que solicitada pelo Mali, causou uma imagem negativa no povo maliano e de outros países africanos. Para o mesmo, também era equivocado tomar o conflito como apenas étnico-religioso, pois o interesse de manter a exploração dos recursos naturais do Mali deve ser levado em conta numa análise sobre a ação externa, ainda mais se tratando do antigo colonizador do país, de onde vem empresas como a Aréva, que já explora o urânio da região. Tal posição é reforçada pelo jornalista suíço Labarthe, que associa a intervenção no Mali com a ocorrida na Líbia, por terem esse mesmo viés imperialista. (‘GUERRA NO MALI…, 2013; LA SOMBRA DEL…, 2013)

Outro ponto importante de ser levado em análise é que parte do discurso de justificativa da Operação Serval estava na defesa da integridade do território do Mali, o que também é apontado como falacioso, uma vez que o antecessor de Hollande, Nicolas Sarkozy, orientava que o governo maliano negociasse com o MNLA sobre a independência da Azawad, sendo observada uma mudança do discurso francês quando os grupos islâmicos tomam a liderança da insurgência no norte do Mali. A situação política interna de Hollande também é fator relevante, uma vez que o chefe de Estado obtinha apenas 37% de aprovação em 2012, e não podia cogitar conflitar com o interesse dos lobbys de empresas de energia envolvidos no Mali. (RIQUEZAS MINERAIS, ALÉM…, 2013)

Considerações finais

A revolta tuaregue no Mali é mais um episódio de instabilidade política num país africano, o que infelizmente não é incomum seja para ex-colônias da França ou de outros países. No caso do Mali, as divergências étnicas não são tão exacerbadas como em outros países, uma vez que o islamismo moderado era praticado no país desde muitos anos atrás, mas a reivindicação política dos tuaregues foi aproveitada por grupos radicais, o que acentuou o conflito em termos regionais, ganhando maior relevância internacional, levando também a interferência externa, tendo destaque para a da França.

Nos termos pensados por Wallerstein, sem dúvidas a França se constitui como um país central, destacando aqui a expansão da cultura francesa, como a língua, e a intervenção em outros países, como exemplificado pelos acordos firmados com suas ex-colônias africanas, tendo como exemplo a regulação financeira, pelo uso do franco CFA por tais Estados. Por outro lado, o Mali pode ser enquadrado como periferia, tendo a maior visibilidade econômica relacionada ao extrativismo mineral, tendo grande parte da política econômica atrelada à França, e a divisão identitária que é uma das justificativas para o levante no norte do país.

O que a intervenção francesa no conflito no Mali fomenta, à luz da teoria de sistema-mundo de Wallerstein, é que a criação das hierarquias na maneira estabelecida pela teoria é encontrada num processo chamado no meio acadêmico de “Françafrique”, ou seja, a presença francesa em suas antigas colônias, de forma política, econômica e cultural, mesmo com a independência das mesmas. Adiciona-se que, para Wallerstein, a dinâmica do capitalismo global cria os centros e as periferias, ambos globais. No entanto, o que pode ser observado nessa análise é que a França se relacionou com suas ex-colônias de forma a tornar tais países mais próximas de uma periferia francesa do que pertencentes de um sistema-mundo integrado. Não é possível assegurar benevolência na intervenção francesa no Mali, tampouco negar o benefício por ela trazido. O que se pode afirmar é que a posição central da França, e a relação próxima com as antigas colônias torna fácil com que sejam “fundadas novas Grignys[iv]” em solo africano.

Referências 

ARGÉLIA PRENDE CINCO sequestradores de refinaria. Bbc Brasil. 2013. Disponível em <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/01/130120_argelia_prisao_mdb.shtml> Acesso em 22 nov. 2016.

CIA FACTBOOK. Mali. Disponível em <https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ml.html> Acesso em 13 nov. 2016.

DA COSTA, Antonio Paulo Gaspar; RIBEIRO, Pedro Alexandre de Almeida Faria; FERNANDES, Hugo Miguel Moutinho. Intervenção Militar Francesa no Mali “Operação SERVAL”. 2014. Disponível em: <http://www.iesm.pt/cisdi/iesmatualidade/1%20-%20Intervencao%20Militar%20Francesa%20no%20Mali%20-%20Operacao%20SERVAL.pdf >. Acesso em 13 nov. 2016.

FILHO, Ricardo Prata. O interesse e os interessados: a intervenção francesa no Mali e seus objetivos. Mundorama – Revista de Divulgação Científica em Relações Internacionais. 2013. Disponível em: <http://www.mundorama.net/2013/02/27/o-interesse-e-os-interessados-a-intervencao-francesa-no-mali-e-seus-objetivos-porricardo-prata-filho/>. Acesso em 13 nov. 2016.

GUERRA NO MALI custou 70 milhões de euros à França. Veja.com. 2013. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/mundo/guerra-no-mali-custou-70-milhoes-de-euros-a-franca/>. Acesso em 13 nov. 2016.

‘GUERRA NO MALI evidencia questões do novo imperialismo’, diz historiador. Folha de São Paulo. 2013. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/02/1230738-guerra-no-mali-evidencia-questoes-economicas-de-novo-imperialismo-diz-historiador.shtml>. Acesso em 13 nov. 2016.

HISTÓRIA DO MALI é marcada por conflitos separatistas desde o início do século XX. Opera Mundi, 2013. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26660/historia+do+mali+e+marcada+por+conflitos+separatistas+desde+o+inicio+do+seculo+xx+.shtml#>. Acesso em 13 nov. 2016.

HOLLANDE: L’OPÉRATION AU Mali
“n’a pas d’autre but que la lutte contre le terrorisme”. Le Monde Afrique. 2013.Disponível em: <http://www.lemonde.fr/afrique/article/2013/01/12/la-france-demande-une-acceleration-de-la-mise-en-place-de-la-force-internationale-au-mali_1816033_3212.html>. Acesso em 13 nov. 2016.

LA SOMBRA DEL uranio sobrevuela Malí. Público. 2013. Disponível em: <http://www.publico.es/internacional/sombra-del-uranio-sobrevuela-mali.html>. Acesso em 13 nov. 2016.

L’HISTOIRE DU MOUVEMENT national de libération de l’Azawad. Le Matin d’Algerie. 2012. Disponível em: <http://www.lematindz.net/news/8183-lhistoire-du-mouvement-national-de-liberation-de-lazawad.html>. Acesso em 13 nov. 2016.

LÍDER MILITANTE ISLÂMICO do Mali anuncia cessar-fogo unilateral. Uol. 2016. Disponível em: <http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/10/31/lider-militante-islamico-do-mali-anuncia-cessar-fogo-unilateral.htm>. Acesso em 13 nov. 2016.

PARKER, Rani; WOOD, Fred. Hidden treasure? In search of Mali’s gold mining revenues. Oxfam America. 2006. Disponível em: <https://www.oxfamamerica.org/static/oa3/files/hidden-treasure.pdf&gt;. Acesso em 13 nov. 2016.

MALI AND TUAREG rebels sign Peace deal. BBC. 2013. Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-africa-22961519>. Acesso em 13 nov. 2016.

MALI MUTINY ‘TOPPLES’ President Toure. Al Jazeera. 2012. Disponível em: <http://www.aljazeera.com/news/africa/2012/03/201232251320110970.html>. Acesso em 13 nov. 2016.

MALI TUAREG SEPARATISTS suspend participation in Peace process. Reuters. 2013. Disponível em: <http://news.trust.org//item/20130927071806-0qx16/?source=dpagehead>. Acesso em 13 nov. 2016.

MAPING AFRICA`S NATURAL resources. Al Jazeera. 2016. Disponível em: <http://www.aljazeera.com/indepth/interactive/2016/10/mapping-africa-natural-resources-161020075811145.html>. Acesso em 13 nov. 2016

MARTINS, José Ricardo. Immanuel Wallerstein e o sistema-mundo: uma teoria ainda atual? Iberoamérica Social: revista-red de estudios sociales, 2015. n.5, pp. 95-108. Disponível em: <http://iberoamericasocial.com/immanuel-wallerstein-e-o-sistema-mundouma-teoria-ainda-atual/&gt;. Acesso em 13 nov. 2016

RIQUEZAS MINERAIS, ALÉM do combate ao terror, explicam a intervenção francesa no Mali. Opera Mundi. 2013. Disponível em: <http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/26665/o+que+esta+por+tras+da+intervencao+francesa+no+mali.shtml>. Acesso em 13 nov. 2016.

SENA, Caroline Regina Rodrigues. FRANÇAFRIQUE: a permanência francesa na África diante dos processos descolonizatórios. 2012. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/71680/000879301.pdf?sequenc&gt;. Acesso em 13 nov. 2016

[i] Teorias de dependência é um conjunto de leituras teóricas que dispõem sobre o subdesenvolvimento de alguns países, buscando encontrar as causas para seu acontecimento. Em grande parte, estão relacionadas à uma crítica ao pensamento da CEPAL, e ao contexto econômico encontrado na América Latina no anos 90 e 2000.

[ii] Berbere é um conjunto étnico-linguístico ao qual os tuaregues pertencem. São predominantemente nômades, habitando a África setentrional.

[iii]Existe um artigo no Blog Conjuntura Internacional dedicado ao levante tuaregue, acessado em: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2013/03/01/o-conflito-no-mali-origens-e-dimensao-internacional/

[iv] Grigny é uma comuna francesa, situada na periferia sul de Paris, que sofre com altos índices de problemas sociais, como a criminalidade.

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Uma resposta para Mali: periferia francesa no continente africano

  1. Bruno Puccini disse:

    Muito esclarecedor. De fato, intervenções externas instigam curiosidade. Eu me pergunto: em qual categoria o Brasil seria enquadrado, levando-se em conta a teoria de Wallerstein?

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