Esporte, Estado e Relações Internacionais: o Sudão do Sul nos Jogos Olímpicos

Filipe de Figueiredo

Natalia Carrusca

Resumo

Amizade, honra, saúde, ética e espírito esportivo são alguns dos valores dos Jogos Olímpicos modernos difundidos internacionalmente, onde se idealiza a mudança do foco voltado para conflitos nacionais, para um evento global, cosmopolita. Todavia, o esporte e as Olimpíadas possuem influência na política internacional, algo que pode ser observado na relação entre poder e o esporte, especialmente nos Jogos. Desta forma, o artigo possui como objetivo principal identificar de que forma a participação dos atletas nascidos no Sudão do Sul na competição no Rio de Janeiro, em 2016, impacta o processo de afirmação do mais jovem país do mundo enquanto Estado independente.

A independência do Sudão do Sul e o papel de outros agentes

Antes de ser independente, a região que hoje é chamada de Sudão do Sul fazia parte da República do Sudão, formando o maior território nacional africano, e possuindo instabilidades e tensões de igual tamanho. A região onde hoje é o Sudão esteve inserida em diferentes zonas de influência ao longo do tempo, destacando-se a árabe, que se concentrou na região norte do país, enquanto o sul não compartilhou de tal influencia, predominando nesse, as religiões cristã e animista[i]. Mais tarde, no século XIX, foi a vez dos britânicos dominarem a região e definirem as fronteiras do Sudão, desconsiderando as dinâmicas tribais existentes e as diferenças culturais entre o norte e o sul do território (SALMAN, 2011).

Quando se tornou independente, em 1956, o governo estabelecido concentrou sua sede ao norte do país e escolheu os valores e costumes islâmicos como orientadores da administração pública, favorecendo as políticas públicas em favor do norte e em detrimento do sul. Tal atitude, e a tentativa de aplicar a Sharia a todo o Sudão, serviram como catalisador do conflito do governo com os habitantes da região sul do país, resultando na eclosão da guerra civil sudanesa em 1983, que durou 22 anos. O embate deixou cerca de dois milhões de civis feridos e se tornou um dos conflitos internos mais sangrentos da história, sendo classificado como genocídio pelas Nações Unidas e amplamente denunciado pela organização. Além da ação da ONU, foi marcante também o movimento de atores e atrizes de Hollywood e da Igreja Católica no sentido de denunciar os massacres ocorridos na guerra civil, contribuindo diretamente para que em 2005 fosse assinado um acordo de paz. O Tratado de Naivasha, como foi chamado, conferiu à região sul autonomia por um período de tempo e previu a realização, em 2011, de um referendo sobre a independência do Sudão do Sul, para de fato definir seu status em relação ao Sudão (SUDAN: NEARLY 2… 2001).

O referendo teve um resultado esmagador: 98,81% dos votos válidos foram registrados em favor da independência do Sudão do Sul, contra 1,19%. Um resultado expressivo, que demonstra a insatisfação com o governo do Sudão e que evidenciou que além da divisão cultural, a ausência de infraestrutura básica numa região que possui consideráveis reservas de petróleo soava para os sul-sudaneses como um descaso de um governo que priorizava o norte de origem árabe (JOHNSON, 2014).

O pleito definiu de fato o Sudão do Sul como independente do Sudão, mas não garantiu sua estabilidade. Desde 2013, o país enfrenta hostilidades internas[ii], que dificultam, junto com os agravados problemas sociais, sua consolidação enquanto Estado independente perante o ambiente internacional. Neste artigo, demonstraremos como as relações internacionais são refletidas no esporte, e qual são os valores que orientam os Jogos Olímpicos. Faremos isso para abordar o esporte como um elemento político importante, especialmente quando usado para reforçar, para um Estado, um determinado status desejado (VIANA, 2008).

 O papel do Esporte nas Relações Internacionais e no Estado

O esporte pode ser considerado um elemento cultural, compondo a estrutura identitária de uma sociedade, portanto, do mesmo modo que a arte, a língua e as instituições como escola e imprensa. Desta maneira, o esporte pode ser direcionado pelo corpo dirigente de um Estado de maneira a proporcionar coesão social, a fortalecer o sentimento de nacionalidade e patriotismo e, até mesmo, a promover ideologias políticas. O esporte pode, assim, ser encarado como fator político, importante na solidificação de movimentos nacionalistas e na consolidação de novos Estados (VIANA, 2008, p. 5). Seguindo o mesmo raciocínio, Estados podem se valer do esporte também no âmbito internacional, seja no intuito de reforçar uma hierarquia de poder ou de gerar cooperação. Segundo Viana (2008):

“Uma partida, uma competição, uma vitória ou simplesmente um gesto, todos podem criar uma situação de impacto internacional, como foram os inúmeros casos já presenciados em diversos eventos como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos. […] Outrossim, é possível, através do esporte, identificar características sistêmicas das relações internacionais” (VIANA, 2008 p. 9 -10).

Os grandes eventos esportivos internacionais – e as organizações responsáveis pela organização dos mesmos – ganharam força no século XX. Segundo Suppo (2012), “a internacionalização do esporte realmente só se acentua após a Primeira Guerra Mundial no contexto do surgimento da comunicação de massa, que transforma o esporte em espetáculo” e é a partir daí que o esporte passa a interessar aos governos como estratégia de política externa (SUPPO, 2012, p. 400).

No pós II Grande Guerra, a ascensão da globalização e do ideal de universalismo criou terreno ainda mais fértil para a internacionalização do esporte. O contexto trazia discursos baseados na cooperação e na solidariedade e, ao mesmo tempo, novos temas emergiam como variáveis importantes na política internacional, para além das questões relacionadas à segurança e à guerra, ou seja, para além do hard power. O esporte, assim, passou a ocupar espaço importante como elemento de soft power[iii] e ganha espaço em agendas governamentais, mesmo que ainda por décadas tenha sido um tema marginalizado entre pesquisadores e teóricos das Relações Internacionais.

Mesmo que o esporte revele particularidades e diferenças entre nações, os grandes eventos esportivos internacionais buscam conjugá-las e reafirmam princípios cooperativos. A Carta Olímpica, por exemplo, estabelece que todos os participantes devem se orientar por princípios como o respeito por princípios éticos fundamentais, a compreensão mútua, o espírito da amizade, solidariedade e fair play e a não discriminação de qualquer tipo, seja racial, religiosa, de gênero ou política. Além disso, ela afirma também que os Jogos são disputados por atletas e não por países (COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL, 2011).

A Carta afirma também que o objetivo do Olimpismo é a promoção de uma sociedade pacífica, unindo os cinco continentes em prol da dignidade humana, entendendo que a prática esportiva é um direito humano (COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL, 2011). Deste modo, por mais que o esporte possa remeter à glória nacional e à rivalidade, participar de um evento como os Jogos Olímpicos significa aceitar estes valores e reforçá-los. A não participação pode ser vista como uma afronta aos princípios de coexistência pacífica, da solidariedade internacional, podendo inclusive gerar desconfortos diplomáticos.

Ao mesmo tempo, considerando que os grandes eventos esportivos cresceram baseados na cultura moderna do espetáculo, participar é mostrar-se para a mídia e para a opinião pública a nível internacional. Os louros desta exibição demonstram-se na capacidade de incidir na opinião publica internacional como propagação de uma ideia ou status, sendo que essa estratégia amplamente adotada pelos países, assim como o esporte, foi se internacionalizando.

Não apenas isto: integrar-se à ordem internacional estabelecida passa não apenas por estabelecer relações formais com outros Estados e ingressar nas grandes organizações internacionais, mas também inclui aderir às práticas difundidas globalmente que incorporam os princípios de solidariedade e cooperação internacionais, como tomar parte nos Jogos Olímpicos.  Como afirma Viana (2008), “Estados buscam através do esporte uma maior inserção ou a consolidação de seu status no Sistema Internacional” (VIANA, 2008, p. 61).

Participar dos Jogos como um Estado recém-criado, como é o caso do Sudão do Sul, portanto, significa colocar-se como igual ao lado dos demais Estados soberanos, aderindo às mesmas normas presentes na Carta Olímpica, favorecendo seu reconhecimento internacional e consolidando seu status como independente e soberano. Pela perspectiva do Estado, a visibilidade contida nas Olímpiadas pode colaborar na consolidação nacional, todavia, os Jogos do Rio demonstraram outra dinâmica envolvida no caso sul-sudanês.

Jogos Olímpicos: a promoção do Estado, mas também de seus problemas

Por ser o principal evento esportivo internacional, os Jogos Olímpicos são considerados o principal evento do gênero, desde a sua modernização, conduzida por Pierre de Coubertin, em 1896, crescendo em proporção e repercussão até chegar a contar em 2016 com mais de 16 mil atletas de 206 delegações diferentes. Tal visibilidade torna as Olimpíadas a plataforma esportiva preferida dos Estados como mecanismo de promoção, como foi, por exemplo, nas Olimpíadas de 1936 em Berlim e Pequim em 2008, que foram usadas como instrumento para demonstrar a grandeza e sucesso do regime nazista e da ascendência chinesa, respectivamente (ATLETAS OLÍMPICOS, 2016; VIANA, 2008).

Entretanto, a realidade atual do Sudão do Sul se distancia muito da possibilidade de conseguir grande visibilidade nos Jogos Olímpicos por meio de resultados expressivos no quadro de medalhas, haja vista a frágil situação social e econômica do jovem país. Países com esse tipo de perfil costumam chamar atenção de outra forma, quando seus atletas externalizam, de forma voluntária ou não, a situação de sua terra natal. Em 2008, na China, ainda antes do referendo, o Sudão foi posto indiretamente nos holofotes quando os EUA escolheram como porta-bandeira Lopes Lomong, um ex refugiado sudanês naturalizado americano, com o objetivo de constranger os governantes chineses, pois a China protegia no Conselho de Segurança o governo do Sudão, mesmo com as controvérsias envolvidas, por possuírem acordos em relação ao petróleo sudanês (EUA ELEGEM REFUGIADO…, 2008; VIANA, 2008).

Já nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, pode-se dizer que pela primeira vez o esporte contribuiu para a afirmação nacional do Sudão do Sul. O país acabara de se tornar independente e não priorizou a criação de um Comitê Olímpico Nacional, não disputando os jogos de forma oficial. Mesmo assim, o Comitê Olímpico Internacional (COI) conferiu a um atleta refugiado, o sul-sudanês Guor Marial, a permissão de participar dos Jogos. Anteriormente à permissão do COI, foi oferecido a Marial a oportunidade de participar junto à delegação do Sudão, mas o atleta recusou, afirmando que dessa forma trairia seu povo, mas que mesmo competindo pela bandeira do COI estaria representando o povo de seu país: “A voz do Sudão do Sul finalmente foi ouvida. Mesmo que eu não vá levar sua bandeira nestas Olimpíadas, o país estará representado”. (MARIAL GUOR, O… 2012; ATLETA DO SUDÃO… 2012).

No Rio de Janeiro, as Olimpíadas foram históricas para o Sudão do Sul, pois pela primeira vez o país participou do evento, levando uma delegação de três atletas, que participaram de uma prova cada. Apesar de pouco chamar atenção, com base nos valores de igualdade e universalismo do Olimpismo, os atletas da delegação sul-sudanesa ajudaram a incluir seu país no grupo dos Estados independentes e soberanos, ao menos na esfera esportiva (SUDÃO DO SUL, 2016).

Entretanto, mesmo com esse passo na consolidação nacional do Sudão do Sul, é verídico afirmar que os problemas que enfrenta o jovem país ficaram mais em evidência em terras brasileiras.  Em 2016, pela primeira vez foi organizada uma equipe de refugiados, composta por dez atletas, dos quais metade era nascida no Sudão do Sul. Os cinco atletas sul-sudaneses refugiados também não chamaram atenção por resultados, mas foram objeto de curiosidade da mídia e da opinião publica no Brasil. Os atletas foram ovacionados na cerimônia de abertura e nas provas que participaram e sua popularidade foi tanta que foi inaugurado no Rio de Janeiro um mural com os rostos dos dez atletas refugiados. Para os artistas dos desenhos, “eles já são medalhistas olímpicos de ouro”. As atividades fora dos Jogos, como o primeiro contato de alguns deles com o mar ou a surpreendente declaração da sul-sudanesa Anjaline Lohalith, que não sabia que a cidade do Rio de Janeiro sequer existia: “pensava que o Rio era uma pessoa”, chamam a atenção do mundo para a situação que vive o Sudão do Sul por meio da comoção e alerta para a possibilidade que a história daqueles atletas esteja se repetindo diariamente no país (ATLETA DA EQUIPE… 2016; `PENSÁVAMOS QUE RIO…2016).

Considerações finais

O esporte é um importante instrumento tanto de política doméstica, quanto internacional. Enquanto no nível doméstico é instrumento para fortalecer a coesão social, a identidade e o nacionalismo, internacionalmente é tanto reflexo das relações políticas internacionais, quanto capaz de impactá-las. Os Jogos olímpicos apresentam duas dinâmicas simultâneas: trata-se de um evento pensado para propagar ideais de cooperação e solidariedade entre os povos, que ao mesmo tempo possui espaço para afirmações nacionais em função de um status, algo recorrente na história dos Jogos; e que relaciona política e poder de forma clara.

No caso do Sudão do Sul, a participação nos Jogos Olímpicos cumpre o papel de auxiliar na consolidação da identidade nacional em um Estado que se tornou independente recentemente e, especialmente em 2016, ajuda a integrar o país a nível internacional. Especificamente a respeito das Olímpiadas do Rio de Janeiro, se reconhece o maior impacto que o país teve em termos de seus problemas sociais, por meio dos atletas refugiados e a comoção em torno dos mesmos. É difícil afirmar se a evidenciação dos problemas sul-sudaneses nas Olímpiadas causará um impacto negativo, fazendo com que o sistema internacional tema pelo colapso do Sudão do Sul e uma subsequente onda de refugiados, ou se poderá ajudar o país, atraindo ajuda de países, ONGs e organismos internacionais dispostos a ajudar o jovem país. A participação sul-sudanesa nos Jogos Olímpicos, assim, é um caso demonstrativo da importância do esporte como instrumento político, consolidando-se como valioso elemento de soft power na promoção de interesses estatais, e dos Jogos Olímpicos como um objeto de estudo valioso para as Relações Internacionais.

Referências

 ANIMISMO. Sem autoria. p. 126-133. Disponível em: http://bvespirita.com/Animismo%20(autoria%20desconhecida).pdf Acesso em 18 ago. 2016

 ATLETA DA EQUIPE de refugiados da Olimpíada veem o mar pela primeira vez e jogam vôlei de praia. Extra. 2016. Disponível em: http://extra.globo.com/esporte/rio-2016/atletas-da-equipe-de-refugiados-da-olimpiada-veem-mar-pela-primeira-vez-jogam-volei-de-praia-19936211.html Acesso em 18 ago. 2016

 ATLETA DO SUDÃO do Sul vai correr em Londres sob a bandeira do COI. Globoesporte.com. 2012. Disponível em: http://globoesporte.globo.com/olimpiadas/noticia/2012/07/atleta-do-sudao-do-sul-vai-correr-em-londres-sob-bandeira-do-coi.html Acesso em 18 ago. 2016

 ATLETAS OLÍMPICOS. Rio 2016. Disponível em: https://www.rio2016.com/atletas Acesso em 18 ago. 2016

 COMITÊ OLÍMPICO INTERNACIONAL. Carta Olímpica. 2011. Disponível em: http://www.pned.pt/media/1460/cartaolimpica.pdf Acesso em 18 ago. 2016

 EUA ELEGEM REFUGIADO sudanês para porta-bandeira. Época. 2008.Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI9807-15294,00.html Acesso em 18 ago. 2016

 JOHNSON, David. Briefing: the crisis in South Sudan. African Affairs. 2014. p. 300-309. Disponível em: http://afraf.oxfordjournals.org/content/113/451/300.full.pdf+html Acesso em 18 ago. 2016

 MARIAL GUOR, O atleta sem nação. Estadão. 2008. Disponível em: http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral,marial-guor-o-atleta-sem-nacao-imp-,906930 Acesso em 18 ago. 2016

 MURAL DE EQUIPE olímpica de refugiados é inaugurado no Rio de Janeiro. Reuters. 2016. Disponível em: http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRKCN10S292 Acesso em 23 ago. 2016

 `PENSÁVAMOS QUE RIO era uma pessoa` diz atleta refugiada ao chegar ao Brasil. Folha de São Paulo. 2016. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/olimpiada-no-rio/2016/07/1796696-corredores-refugiados-do-sudao-do-sul-chegam-ao-rio.shtml Acesso em 18 ago. 2016

 SALMAN, M. A. The new state of South Sudan and the hydro-politics of Nile Basin. Water Internacional. V. 36. 2011  Disponível em http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/02508060.2011.557997?scroll=top&needAccess=true Acesso em 18 ago. 2016

 SUDAN: NEARLY 2 million people dead as result of the world’s longest running civil war. U.S. Commitee for Refugees. 2001. Disponível em: http://web.archive.org/web/20041210024759/http://www.refugees.org/news/crisis/sudan.html Acesso em 18 ago. 2016

 SUDÃO DO SUL. Rio 2016. Disponível em: https://www.rio2016.com/sudao-do-sul Acesso em 18 ago. 2016

 SUPPO, Hugo. Reflexões sobre o Lugar do Esporte nas Relações Internacionais. Contexto Internacional. Rio de Janeiro, vol. 34, no 2, julho/dezembro 2012, p. 397-433. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/cint/v34n2/a02v34n2.pdf  Acesso em 23 ago. 2016

VIANA, Bruno. O Reflexo das Relações Internacionais no Esporte. 2008. 65 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharel em Relações Internacionais)- Universidade Federa do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2008. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/101485/000685601.pdf?sequence=1 Acesso em 18 ago. 2016

[i] Animismo é um tipo de religião nativo-tribal tipicamente africana, com alguns preceitos próximos ao espiritismo.

[ii] Existe no blog Conjuntura Internacional um artigo dedicado aos atuais conflitos internos sul-sudaneses, escrito por Fabiana Kent Paiva, a ser acessado em: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2015/12/02/sudao-do-sul-independencia-guerra-civil-e-busca-por-estabilidade/

[iii] De acordo com Joseph Nye (2003), o hard power é a habilidade de realizar interesses por meio de recompensas e punições econômicas ou militares, ou seja, trata-se de estratégias de caráter bastante coercitivo. O autor define o soft power, por outro lado, como a capacidade de se obter o que é desejado por meio da atração e da persuasão, tratando-se de estratégias comunicativas (NYE, Joseph. Propaganda Isn’t The Way: Soft Power. International Herald Tribune. January 10, 2003. Disponível em: http://belfercenter.ksg.harvard.edu/publication/1240/propaganda_isnt_the_way.html. Acesso: 31 ago. 2016.

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Uma resposta para Esporte, Estado e Relações Internacionais: o Sudão do Sul nos Jogos Olímpicos

  1. Bruno disse:

    Conhecer mais uma face dos Jogos Olímpicos é gratificante. Fico feliz por descobrir um pouco mais a respeito das relações de poder presentes no evento.

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