A ‘sociedade do risco’ e a Eurocopa – França/2016: a ameaça terrorista sob o ponto de vista da mídia Europeia

Pedro Diniz Rocha

Resumo

Os recentes atentados terroristas em Paris, novembro/2015, e em Bruxelas, março/2016, reacenderam as discussões acerca do risco representado pelo terrorismo transnacional à Eurocopa-França 2016, a ser disputada entre os dias 10 de Junho e 10 de Julho. Em função disto, chegou-se a cogitar a realização de jogos em portas fechadas e o orçamento em segurança para o torneio cresceu cerca de 15% após os atentados. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é discutir teoricamente o que Beck Ulrich (1992) denomina “Sociedade do Risco” e analisar i)a percepção da mídia europeia acerca do risco de atentados terroristas durante a competição e ii) as medidas tomadas pela França para a contenção deste.

A Sociedade do Risco

A década de 1990 é marcada dentro da Academia por um debate transdisciplinar acerca da natureza e do real impacto do advento de novos meios de comunicação de massa, do avanço nos meios de transporte, da criação de diversos blocos econômicos inter-regionais, em suma, da intensificação da interdependência e do fenômeno da globalização à sociedade contemporânea. O Trabalho de Beck Ulrich publicado em 1992 e intitulado “A Sociedade do Risco” insere-se exatamente neste debate. Para o autor, a contemporaneidade (ou modernidade reflexiva) é marcada pelo surgimento de ameaças des-territorializadas e riscos globais trazidos, em certa medida, pela intensificação da própria modernidade[i]. Riscos esses colocados no centro das pautas e que devem ser prevenidos, mesmo que não haja como livrar-se deles de forma completa (Ó TUATHAIL, 1999; ULRICH, 1992, 2006).

Para Ulrich, os riscos são construídos socialmente e se colocam como uma representação da realidade. Ademais, eles não podem ser entendidos como a materialização de uma catástrofe, mas sim com uma antecipação desta. Segundo o autor os riscos presentes na modernidade reflexiva são essencialmente caracterizados por: i) sua des-localização, isto é, suas causas e consequências não se limitam a uma base geográfica e são des-territorializadas e onipresentes (são riscos globais); ii) Sua incalculabilidade, isto é, suas consequências imediatas são incalculáveis; iii) sua não-compensabilidade, isto é, não há como se ver livre dele[ii] (ULRICH, 2002; ULRICH, 2006).

A não-compensabilidade é relevante para discussão na medida em que traz à tona o princípio da precaução. O principio da precaução é dado pelo entendimento de que deve-se ter em mente que, mesmo não havendo evidência sólida de que determinado risco é real, essa ausência não é por si só evidência de segurança total. Assim, é preciso agir antes dos riscos saírem do campo das dúvidas e transformarem-se em catástrofes reais e incompensáveis (ULRICH, 2006; TOOHEY; TAYLOR, 2008).

O terrorismo transnacional[iii], o tráfico de drogas, de pessoas e de armas[iv], a incontrolável onda de refugiados[v], os perigos ambientais, dentre outros riscos, são exemplos claros de questões percebidas como ameaças potenciais (des-localizadas, incalculáveis e não compensatórias) pela sociedade contemporânea. Entretanto, o foco deste artigo será dado ao terrorismo transnacional e a percepção do risco de ameaça terrorista transnacional a Eurocopa – França 2016[vi]. Tem-se, nesse sentido, que os recentes atentados terroristas à Paris, Novembro/2015[vii], e à Bélgica, Março/2016, podem ser considerados um dos responsáveis pelo aumento da percepção da ameaça terrorista ao torneio e, consequentemente, pela intensificação das medidas de segurança a serem adotadas pela França para garantia da segurança durante o período de realização do megaevento.

A mídia Europeia frente à ameaça terrorista à Eurocopa – França/2016

No que tange a mídia francesa, o Jornal Le Figaro defende que os eventos ocorridos em Paris e Bruxelas colocam dúvidas acerca da realização da Euro 2016, já que são evidência do risco do terrorismo transnacional às delegações e aos torcedores durante o torneio. Percepção compartilhada também pelos periódicos France 24 e Le Point, que reiteram a possibilidade de ataques terroristas e deslocam o centro das preocupações para a garantia da segurança efetiva durante o torneio. Opinião que se sustenta a partir da publicação do jornal Libération, onde se destaca a suposta fala de Mohamed Ambrini (suspeito de participar nos atentados à França e Bélgica) na qual este declara a Eurocopa como um alvo em potencial de sua célula terrorista.  De acordo com Bernard Cazeneuve, ministro do Interior francês, a escolha pela organização do torneio significou de antemão a imposição de vigilância redobrada por parte da França, já que ela transforma o país, uma vez mais, em alvo direto do terrorismo transnacional.  No entanto, como defende o Le Monde, a possibilidade de cancelamento do torneio ou da realização dos jogos em portas fechadas deveria ser (e foi) abandonada, já que isso significaria uma derrota para o futebol e para França e uma vitória daqueles que praticam o terror na Europa. O que se deve fazer, defende Cazeneuve, é aceitar o risco, antecipar a catástrofe em potencial e garantir a segurança para a realização do torneio (ACTU, 2016; ALEXANDRE, 2016; BUZZ, 2016;CAILLAT; DJEZZANE, 2016; EURO-2016:LA…, 2016; EVRARD, 2016; LE DEVIN, 2016; PERELMAN, 2016).

A mídia belga destaca que depois dos atentados à França e à Bélgica não há como não se sobressaltar acerca da possibilidade da ocorrência de atentados terroristas durante a realização da Eurocopa 2016. Nesse sentido, defendem que o megaevento representará um alvo inigualável para o Estado Islâmico (EI), na medida em que chama a atenção de milhares de pessoas do mundo inteiro e concentra em um mesmo local um grande número de civis. Ademais, em especial os jornais La Meuse e La Libre destacam a publicação do jornal francês “Libération” na qual há a informação de que um dos suspeitos de ter realizado os atentados em Paris, Mohamed Abrini, havia declarado que sua célula terrorista tinha como plano o ataque a Eurocopa. Fato que, para os dois jornais, exemplifica o alto risco representado pelo terrorismo transnacional à realização do megaevento (ATTENTAT DE BRUXELLES…,2016; EURO 2016:LES…, 2016; MENACE TERRORISTE:MOHAMED, 2016; POUR L’EURO 2016…, 2016).

A mídia Inglesa considera a França ainda em alerta vermelho para a realização da Eurocopa e discute a possibilidade da ocorrência de um novo atentado terrorista durante o torneio. Ademais, destaca a publicação do jornal francês “Libération” acerca da suposta declaração de Mohamed Abrini de que a célula do EI franco-belga responsável pelos ataques a Paris e a Bruxelas teria a Euro-2016 como alvo em especial. No entanto, jornais ingleses como o The Guardian Day, Daily Mirror e The Sun, apesar de também perceberem o terrorismo transnacional como um risco, parecem mais confiantes que os franceses e belgas de que as iniciativas tomadas pelo governo Francês para precaução e contenção do risco são suficientes para a garantia da segurança dos ingleses durante o evento (FARMERY, 2016;JACKSON, 2016; LOCKETT, 2016; WEBB, 2016; WIKE 2016; WHEATSTONE, 2016).

A mídia espanhola também destaca a ampliação da percepção do risco da ocorrência de atentados terroristas transnacionais durante a Eurocopa. Assim, defendem que o maior desafio enfrentado pelo governo francês será o de garantir a segurança tanto dentro e ao redor dos estádios, quanto nas fan-zones. Desafio este que acredita-se estar sendo superado de forma única. Por exemplo, o jornal madrilenho As destaca que “a Europa pode e deve confiar na França” e que o país “cumpriu de forma satisfatória seus deveres” (HERMEL, 2016, s/p; MAROTO, 2016b, s/p). Assim é possível perceber que, apesar dos jornais espanhóis identificarem a alta possibilidade da ocorrência de atentados durante o torneio (ou seja, o terrorismo transnacional como risco real), há certa confiança (assim como por parte dos jornais ingleses) de que a França agiu antes do risco sair do campo das dúvidas e se tornarem catástrofes reais e incompensáveis e que, assim, os jogos serão realizados com a maior segurança possível (BELLEUDI, 2016; ESTEPA;GARCIA, 2016; FRANCIA GARANTIZA LA…,2016; LA EUROCOPA, NI…, 2016; LA SEGURIDAD ES…, 2016;MAROTO, 2016a; RELAÑO, 2016).

O Princípio da precaução e as medidas adotadas pela França

Como posto anteriormente, o princípio da precaução nos diz que a percepção de um risco em potencial traz consigo a necessidade de ação para contenção da catástrofe. A dúvida e a ausência de evidencia do risco não necessariamente significam a ausência do risco em si. É preciso antecipar e agir preventivamente para a garantia da segurança do objeto ameaçado e não esperar a catástrofe se desenrolar para que seja tomada alguma atitude (ULRICH, 2006; TOOHEY; TAYLOR, 2008).

A partir da análise da mídia de França, Bélgica, Inglaterra e Espanha foi possível observar, em certa medida, a percepção que se tem do risco de atentados terroristas durante a realização da Eurocopa 2016. Percepção agravada pelos recentes atentados em Paris e Bruxelas, já que eles contribuíram para se por, uma vez mais, a Europa (no geral) e a França (em particular) em estado de alerta. Nesse sentido, a segurança se tornou o principal desafio enfrentado pelas autoridades francesas. Isto é, sob pena de cancelamento do torneio ou da realização de partidas sob portões fechados, a França teve que responder à ameaça terrorista transnacional e incrementar a segurança durante os jogos. Só assim seria possível passar confiança tanto para os cidadãos franceses quanto para as delegações e os espectadores estrangeiros (EURO 2016: DES…, 2016;DJEZZANE, 2016; LA SEGURIDAD ES…, 2016)

Como forma de conter a ameaça terrorista e garantir a segurança durante os jogos, o governo francês estendeu o Estado de Exceção (declarado após os atentados em novembro/2015 e previsto para terminar no dia 26 de Maio/2016) até o final do mês de Julho. Nesse sentido, a força policial francesa durante os jogos terá maior liberdade de ação para efetuar buscas e apreensões, poderá “proibir o movimento de veículos e pessoas em certos espaços e horas do dias” e, dentre outras medidas, dar voz de prisão sem a necessidade de julgamento (DEARDEN, 2016; ÉTAT D’URGENCE PROLONGÉ…, 2016; FRANCE TO EXTEND…, 2016).

Segundo Jacques Lambert, presidente da comissão organizadora da Eurocopa/2016, o orçamento em segurança para o torneio cresceu cerca de 15% após os atentados em Bruxelas chegando a cerca de 34 milhões de Euros. Além disso, no que tange ao número de policiais nas ruas durante o evento, foram acrescidos aos membros das forças de segurança francesa “cerca de 10.000 agentes privados, 3.000 militares e 5.000 guardas” (BELLEUDI, 2016; ESTEPA; GARCIA, 2016; EURO 2016 SECURITY…, 2016; SHEPARD, 2016).

Por fim, será dada uma atenção especial em dias de jogos tanto à entrada nos estádios, onde serão postos pelo menos dois pontos de checagem, quanto às chamadas fan-zones. Segundo Yves Saint-Geours, embaixador da França na Espanha, as fan-zones são uma preocupação a mais na medida em que, por serem realizadas em locais abertos, como parques e praças, tornam-se mais vulneráveis a atentados terroristas. Desse modo, serão deslocados reforços extras para a garantia da segurança das cerca de sete milhões de pessoas esperadas pela comissão organizadora nas fan-zones (BELLEUDI, 2016; ESTEPA; GARCIA; EURO 2016 AND…,2016) .

Considerações finais

Há uma vasta literatura que discute as relações entre o risco do terrorismo transnacional e a realização de megaeventos internacionais. Defende-se por meio dela que, pelas características intrínsecas aos megaeventos, eles, por si, só já são percebidos como alvos potenciais do terror. Nesse sentido, é natural que, durante a fase de preparação para a realização dos megaeventos, os organizadores tenham que se preocupar com questões envolvendo a contenção da ameaça terrorista transnacional.

No entanto, no caso francês, é possível se observar que as preocupações acerca do risco da utilização do terror não se devem somente pela realização do megaevento. A França, mesmo antes da Eurocopa, já percebia o terrorismo transnacional como um risco a ser combatido e o governo francês já agia de forma a contê-lo. Por exemplo, o Estado de Exceção já havia sido estabelecido logo após os atentados em Paris, novembro/2015.

Assim, tem-se que, por si só, a realização do megaevento não explica a segurança ser o grande desafio para a França como país-sede da Eurocopa/2016. A ampliação da preocupação e a intensificação das medidas de segurança para o torneio após março/2016 podem, como exposto durante o texto, estar relacionadas aos recentes atentados a França e a Bélgica. Ou seja, dada a percepção do risco por parte da Europa, em geral, e da sociedade francesa, em particular, a França foi levada a incrementar a segurança de modo a viabilizar o torneio. Isso pode ser visto a partir da fala de Laurent Nunez, prefeito de Marselha. Segundo ele, “os riscos são conhecidos, não são novos e nós os antecipamos” (HAROUNYAN, 2016, s/p). Dessa maneira, procurou-se tomar todas as medidas necessárias para a contenção de uma ameaça que mesmo antes da realização do megaevento já preocupava as autoridades franceses e que, durante a realização do megaevento, se torna o grande desafio a ser superado: o terrorismo transnacional.

Referências

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[i] Segundo Ulrich: “All of the past and present practical experiences of human beings in dealing with uncertainty now exist side by side, without offering any ready solution to the resulting problems. Not only that: key institutions of modernity such as science, business and politics, which are supposed to guarantee rationality and security, find themselves confronted by situations in which their apparatus no longer has a purchase and the fundamental principles of modernity no longer automatically hold good”( ULRICH, 2006, p.336)

 [ii] Segundo Ulrrich: “If the climate has changed irreversibly, if progress in human genetics makes irreversible interventions in human existence possible, if terrorist groups already have weapons of mass destruction available to them, then it is too late” (ULRICH, 2006, p.334).

 [iii] Para mais informações: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/05/02/o-estado-moderno-e-o-terrorismo-contemporaneo/

[iv] Para mais informações: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2016/05/10/a-integracao-do-sudeste-asiatico-e-a-ameaca-do-crime-organizado-transnacional/

[v] Para mais informações: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2015/10/22/a-crise-dos-refugiados-na-europa/

[vi] A Eurocopa/2016 será a terceira Eurocopa disputa já disputada em solo francês. A partida Inaugural entre a seleção anfitriã e a seleção romena está marcada para o dia 10 de Junho de 2016 no Stade de France, localizado na cidade de Saint-Denis. Já a partida final, a ser realizada no mesmo estádio, está prevista para o dia 10 de Julho de 2016. Ao todo, serão realizados 51 jogos a ser distribuídos em 10 cidades-sede: Bordeaux, Lens, Lille, Lyon, Marseille, Nice, Paris, Saint-Etienne, Saint-Denis e Toulouse (UEFA EURO 2016 FRANCE, 2016).

A França receberá durante a realização do torneio 24 seleções de todo o continente europeu. Nos estádios, espera-se que o torneio atinja o público de pelo menos 2,5 milhões de pessoas. Além disso, o governo francês espera receber cerca de 1,5 milhões de turistas que devem gastar por volta de 1 bilhão de euros durante o torneio, garantido o retorno econômico esperado pela França pela realização da competição. Cabe destacar, ainda, que as 51 partidas serão transmitidas ao vivo para mais de 230 países e 150 milhões de espectadores (UEFA EURO 2016 FRANCE, 2016).

[vii] Para mais informações: https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2015/12/15/o-estado-islamico-os-ataques-a-paris-e-o-terrorismo-transnacional/

 

 

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