A Crise dos Refugiados na Europa

Marina D’Lara Siqueira Santos

Resumo

No início do mês de setembro de 2015, a foto do menino sírio, Aylan Kurdi de três anos, que morreu ao tentar atravessar o Mediterrâneo com seus familiares, circulou por diversos meios de comunicação e chocou o mundo, trazendo à tona a séria crise de refugiados atual. Como Aylan, milhares de pessoas estão saindo da Síria, seja para atravessar o Mediterrâneo e chegar à Europa, seja para países vizinhos, em busca de uma vida melhor, porém muitos morrem em travessias arriscadas ou passam a viver em situações precárias. O presente artigo busca analisar as causas da crise dos refugiados sírios, algumas consequências possíveis para os países vizinhos receptores de grande parte dos refugiados, bem como as medidas tomadas por países europeus para a resolução da crise que já afeta o continente.

 Quem são os Refugiados

Refugiado, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) é aquela pessoa, ou grupo de pessoa que

“temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, se encontra fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país, ou que, se não tem nacionalidade e se encontra fora do país no qual tinha sua residência em consequência de tais acontecimentos, não pode ou, devido ao referido temor, não quer voltar a ele” (ACNUR, 1951, p. 2).

Pelos termos da Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, o Estado Contratante que recebe os pedidos de refúgio não tem obrigação de aceitá-lo, porém não podem expulsar ou devolver os requerentes ao seu país de origem; eles devem ser acolhidos por um tempo razoável até que consigam refúgio em outro Estado. Segundo o ACNUR, é direito do refugiado, por exemplo, educação pública primária, assistência pública, previdência social, tratamento favorável ao desempenho de atividades assalariadas e não assalariadas sem discriminação, sendo ele tratado como outro estrangeiro em circunstâncias normais (ACNUR, 1951), fazendo com que seu acolhimento não seja mera formalidade e contemple políticas públicas especializadas para atender essa demanda.

No dia 3 de setembro de 2015, a foto do garoto sírio, Aylan Kurdi, que morreu afogado enquanto tentava atravessar de barco o Mediterrâneo, fugindo da guerra em Kobane, uma cidade síria que faz fronteira com a Turquia, circulou entre a mídia e as redes sociais pelo mundo todo. O menino refugiado gerou uma comoção internacional fortíssima: pessoas do mundo inteiro se identificavam com os familiares da criança e pediram soluções. Aylan Kurdi se tornou um símbolo da atual crise dos refugiados sírios e conseguiu levá-la a um debate político internacional, principalmente entre os países europeus, que se faz necessário já há algum tempo (SANDERSON, 2015).

Aylan e sua família, como milhares de famílias do Oriente Médio e Norte da África, tentam atravessar o Mediterrâneo em direção a Europa buscando melhorar suas condições vidas e fugindo dos conflitos existentes em seus países de origem. Na maioria das vezes, essa travessia é feita em barcos ilegais em situações precárias e superlotados, colocando em risco suas vidas. Segundo o ACNUR, cerca de 381.400 pessoas atravessaram o mar mediterrâneo em 2015, sendo que 50% destas pessoas são deslocados vindos da Síria. O Afeganistão é o segundo país do ranking, com 13%, seguido de Eritreia, Nigéria e Somália. Os refugiados tentam chegar principalmente na Grécia e Turquia, e seguir caminho para países com economias mais estáveis e desenvolvidas. Destas 381.400, o ACNUR ainda estima que 2.860 pessoas morreram ou se perderam tentando chegar aos seus destinos (UNHCR GLOBAL APPEAL, 2015; UNHCR, 2015a).

A Guerra Civil Síria e os fluxos de refugiados

A Síria, como demonstrado acima, é o país com maior número de refugiados, estima-se que 4 milhões de refugiados Sírios tenham saído do país para os Estados vizinhos e exista mais 7,6 milhões de deslocados internos (ACNUR, 2015a). O principal motivo da saída dessa grande massa populacional da Síria é a guerra civil que já dura 5 anos no Estado.

Em 2011, uma série de manifestações conhecidas como Primavera-árabe, cresceu no Oriente Médio chegando até a Síria. Os manifestantes reivindicavam melhorias nas condições de vida, uma vez que o país já passava por uma séria estagnação do nível dos salários, aumento de custo de vida, deterioração da pequena indústria nacional em função dos produtos importados, o êxodo rural causado pela seca e ainda a insatisfação da classe média alta pela estagnação do país em meio ao desenvolvimento de parte da região do Levante[i]. A insatisfação com o governo de Bashar al-Assad (no poder desde 2000) fazia com que parte dos manifestantes pedissem a sua saída. Grande parte da população receava a escalada destas manifestações, temendo que a saída do governo atual levasse a futuros mais incertos. Apesar disso, os movimentos ganharam força devido principalmente à forte hostilidade das tropas do governo contra as manifestações (POPULAR PROTEST IN NORTH… VI, 2011).

Em meio às brutalidades do serviço público de segurança sírio, o governo de al-Assad foi perdendo legitimidade e dando espaço para que grupos armados ganhassem força dentro do país. Houve uma maior polarização de opiniões internas, no qual a parte mais radical desejava a mudança do regime político, não mais só a saído de Bashar al-Assad. Havia ainda outros receosos com a saída de al-Assad do poder, temendo que o conflito se tornasse uma guerra civil sectária (POPULAR PROTEST IN NORTH… VII, 2011). O governo tentava controlar a insurgência de grupos armados da oposição através da violência, executando bombardeios em grandes bairros sem se preocupar com a morte indiscriminada de civis. A polarização se intensificava nesse primeiro ano do conflito surgindo grupos extremistas de ambos os lados, pró-oposição e pró-regime, e o ciclo de violência para conter a violência inicial se estendia (SYRYA’S PHASE OF RADICALISATION, 2012).

A guerra sectária teve início com a intensificação do preconceito dentro dos grupos, a oposição não se baseava apenas na convicção política, a distinção passou a ser feita pelas religiões dos grupos. A oposição entre Alauitas[ii], que são minoria no país, mas é a religião do presidente al-Assad, e Sunitas, que são maioria na Síria, era muito forte. O medo da extinção da minoria Alauita se intensificava com o conflito e os discursos fundamentalistas e jihadistas se tornaram cada vez mais preponderantes. Segundo o International Crisis Group, neste ponto do conflito o regime al-Assad se reduziu ao uso da força e se assemelhava mais a uma milícia que a um governo (SYRIA’S MUTATING CONFLICT, 2012).

A Síria em 2012 oferecia um ambiente favorável para a insurgência de grupos Salafistas[iii], mas, segundo o International Crisis Group, este assunto foi tratado de forma subestimada pelo governo e pelos grupos pró e contra regime, e deveria ter sido uma das maiores preocupações durante o conflito (TENTATIVE JIHAD, 2012). A insurgência do grupo autointitulado Estado Islâmico, salafista-sunita, que se desenvolveu tanto na Síria como no Iraque e vêm tomando espaço em ambos os territórios, passa a ser hoje uma das maiores preocupações internacionais, extravasando as barreiras dos dois países. Com objetivos jihadistas, o grupo é conhecido pelo excesso do uso da força e pelas barbáries cometidas contra reféns, como por exemplo, as decapitações. O grupo, considerado terrorista pela maior parte da comunidade internacional, tem como objetivo a formação de um Estado soberano no território do Levante ao Magreb[iv] fundamentado nos preceitos de um islã purificado (NUNES, 2015).

Hoje, além do Estado Islâmico, outros três grupos insurgentes controlam o território sírio: Exército de Libertação da Síria, Conselho Nacional Sírio, e Jabhat al-Nusra – ligado à Al-Qaeda, além das forças armadas do regime al-Assad. O problema se espalha para além dos países vizinhos que sempre estiveram à mercê do conflito. A insurgência de grupos fundamentalistas ameaça também o Ocidente. O Estado Islâmico, por exemplo, é visto como uma ameaça ao ocidente em geral por se tratar de um grupo terrorista jihadista, com grande poder financeiro, tropas treinadas e armadas, e que já proferiu ameaças à países como Estados Unidos da América, Canadá, Reino Unido e França (NUNES, 2015).

Durante estes cinco anos de guerra civil, não houve muitas medidas internacionais eficazes na região. As tentativas de conciliação propostas pela Liga Árabe em conjunto com a Organização das Nações Unidas foram fracassadas na medida que as oposições já não aceitavam um meio termo (SYRIA’S MUTATING CONFLICT, 2012). Da mesma forma, temia-se a intervenção ocidental que poderia levar a situações ainda mais extremas devido a radicalização dos grupos fundamentalistas islâmicos, sendo esse um dos motivos de não ter grandes avanços dentro do Conselho de Segurança. A maioria dos esforços internacionais são voltados para o combate do grupo Estado Islâmico, como a coalização composta por Estados Unidos, Bélgica, Austrália, França, Canadá, Reino Unido entre outros, que realizam ataques aéreos às bases do grupo na Síria e no Iraque, mas não apoiam o governo de al-Assad[v] (WHO HAS CONTRIBUTED, 2014).

A Guerra Civil Síria já resultou em mais de 220 mil mortos, dentre eles cerca de 67 mil civis (GUERRA SÍRIA JÁ MATOU… 2015). A escassez de alimentos, energia, água, a desvalorização da moeda atrelada ao conflito que a cada dia se intensifica, gera um aumento nos números de refugiados para os Estados vizinhos e para a Europa. Segundo o ACNUR, em apenas 10 meses a faixa de refugiados se elevou de 3 milhões para 4 milhões, e ainda é previsto que até o fim de 2015, o número de refugiados chegue a 4,27 milhões de pessoas (ACNUR, 2015b). Segundo o ACNUR, grande parte dos refugiados que foram para países no entorno da Síria estão se deslocando para Europa e outros continentes principalmente pela falta de esperanças de poder retornar para suas casas um dia, pela deterioração da qualidade de vida nestes países e a insegurança (ACNUR IDENTIFICA SETE… 2015). Isso nos mostra que, além da preocupação internacional com o conflito em si, são necessárias medidas para interferir na crise humanitária que essa população está sujeita, tal crise chega aos demais continentes através dos fluxos de refugiados.

Considerações sobre o fluxo migratório

A situação dos 4 milhões de refugiados Sírios já é considerada maior crise de refugiados enfrentada pelo ACNUR (ACNUR, 2015a). Esse volume de pessoas pode causar diversas mudanças na estrutura dos países que os recebem, dependendo do nível de desenvolvimento, das políticas públicas do país, do número de habitantes e até de sua composição étnica. Idean Salehyan e Kristian Skrede Gleditsch, em “Refugees and the Spread of Civil War” (2006) elucidam que os fluxos migratórios são precursores de guerras civis nos Estados receptores. Para os autores, existem diversas variáveis que podem surgir com a migração dos refugiados, principalmente para países vizinhos, que tornam esses mais propensos a experimentar uma guerra civil (GLEDITSCH, SALEHYAN, 2006).

“Os refugiados podem alterar a composição étnica do país de acolhimento; exacerbar a concorrência econômica; trazem com eles armas, combatentes e ideologias que conduzem à violência; e mobilizar a oposição dirigida a seu país de origem, bem como país de acolhimento.” (GLEDITSCH, SALEHYAN, 2006, p.338, tradução nossa)[vi]

Tendo em vista o caráter sectário que o conflito sírio tomou, a questão ideológica levada junto com os milhões de refugiados que vão para os países vizinhos é preocupante. Os refugiados podem manter relações com grupos insurgentes sírios, e/ou expandir as redes do grupo pertencente, aliando-se a etnias parecidas no local de refúgio, entre outras formas de interação. Tratando-se de uma região que já possui diversos conflitos, a possiblidade de hostilidade ou aproximação entre os grupos que chegaram, e os grupos dos países que acolhem, é considerável. Outro ponto importante levantado pelos autores é a utilização dos campos de refugiados em países vizinhos como abrigo de facções. Os países receptores muitas vezes têm economias instáveis que somados ao custo das ações humanitárias em situações de grande fluxo de refugiados podem acentuar problemas domésticos, como educação, saúde e gerar conflitos entre a população local e os refugiados (GLEDITSCH, SALEHYAN, 2006).

Na Europa outras questões são pontuadas. Antes mesmo de eclodir a discussão internacional sobre a crise dos refugiados na região, uma declaração da Primeira-Ministra alemã, Angela Merkel, em julho de 2015, à uma adolescente refugiada da palestina na Alemanha, deixou clara a necessidade de planejamento ao receber refugiados. Quando a menina manifestou sobre sua vontade de ir para uma Universidade e que milhares de palestinos passam por essa vontade e nunca conseguirão alcançá-la, Merkel deixou claro que se todos viessem para a Alemanha, o país não daria conta de recebê-los (RESPOSTA DE MERKEL… 2015). Em qualquer Estado, mesmo este sendo desenvolvido, é necessário um plano de ação para a recepção dessas pessoas e muitas vezes os recursos materiais e humanos não conseguem atender as demandas.

No dia 11 de setembro de 2015, a União Europeia apresentou ao ACNUR uma proposta de realocação de 160 mil refugiados na Hungria, Grécia e Itália de acordo com as necessidades, além do incentivo à abertura de vias legais para a entrada dos refugiados, diminuindo a necessidade da utilização de embarcações ilícitas para fazer a passagem. Também é citada a necessidade de um retorno dos indivíduos que chegam à Europa sem necessitar de refúgio, e a necessidade de aumentar os esforços para que a causa do deslocamento seja cessada, no caso, os conflitos da Síria (UNHCR, 2015b).

Apesar das propostas apresentadas, três dias depois, a Alemanha fechou suas fronteiras com a Áustria e suspendeu o tratado de Schengen, que liberava a livre transitoriedade entre as fronteiras dos Estados Membros, seja por cidadão destes Estados, seja por cidadãos de terceiros. Autoridades alemãs afirmaram que a Alemanha chegou ao seu limite e não possui mais infraestrutura para receber outros refugiados; afirmaram também a necessidade de seus vizinhos de controlarem de forma mais eficaz suas fronteiras (CRISE DOS REFUGIADOS, 2015).

Considerações Finais

A crise dos Refugiados atual já é a maior crise enfrentada pelo ACNUR desde que foi criado (ACNUR 2015a), e pede medidas emergenciais ao controle dos fluxos. Como proposto pela União Europeia, é imprescindível que o cerne das migrações seja analisado com atenção. No caso sírio, o esforço principal deve ser em buscar uma solução para a guerra civil. Medidas vindas do regime de al-Assad já não parecem ser possíveis, devido à perda de legitimidade e de controle interno para os grupos insurgentes. Porém, iniciativas internacionais podem colaborar para a resolução do conflito. Como apresentado no artigo, não houve ações internacionais efetivas durante os cinco anos do conflito; além das medidas tomadas contra o Estado Islâmico, como têm sido feito pela coalizão, a falência da política interna deve ser levada em consideração, uma vez que dá espaço para o surgimento de novos grupos.

Outro problema que deve ser evitado, mas que também é muito delicado, é a eclosão de novos conflitos dentro dos países vizinhos decorrentes do fluxo de refugiados. O empenho do ACNUR é essencial primeiramente para evitar que crises humanitárias se alastrem dentro da região. Como apresentado, a falta de capacidade dos países vizinhos de receber essa massa populacional vinda da Síria é um dos principais fatores para que estes busquem outras regiões mais estáveis como a Europa. E também para o controle dos campos de refugiados, para que estes não se tornem abrigo para facções, colocando em risco a estabilidade do país receptor.

Dentro da Europa as medidas devem ser tomadas de forma realista, com políticas conjuntas entre os países da região. Como já salientado, a recepção de refugiados exige do país receptor políticas públicas para prover a estes boas condições de vida, o que exige uma grande alocação de recursos materiais escassos. Uma alocação proporcional dos refugiados levando em consideração às capacidades de acolhimento de cada Estado é um exemplo de medida que colabora para evitar o colapso do sistema. Além disso, é necessário que a população local aceite a entrada desse povo estrangeiro com hábitos culturais e línguas diferentes. Também é necessário atentar para que o acolhimento seja prioritário para indivíduos que estavam em zonas de conflito ou sendo perseguidos na Síria ou em outro país da região, evitando uma migração por motivos apenas econômicos, por exemplo. Ademais, é necessário o esforço não só de países europeus, mas também de outros continentes, que tenham capacidade de acolhimento desta população como Brasil e Estados Unidos.

Referências

ACNUR, Convenção relativa ao Estatuto dos Refugiados, Nações Unidas, 28 jul.1951. Disponível em: <http://www.acnur.org/t3/fileadmin/scripts/doc.php?file=t3/fileadmin/Documentos/portugues/BDL/Convencao_relativa_ao_Estatuto_dos_Refugiados&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

ACNUR, Refugiados Sírios já passam dos 4 milhões, Nações Unidas, 9 jul. 2015a.  Disponível em:<http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/acnur-refugiados-sirios-ja-passam-dos-4-milhoes/&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

ACNUR, A situação interna na Síria se deteriora e força milhares de pessoas para Europa. Nações Unidas, 09 set. 2015b. Disponível em: <http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/situacao-interna-na-siria-se-deteriora-e-forca-milhares-de-pessoas-para-a-europa/&gt; Acesso em: 13 set 2015.

ACNUR IDENTIFICA SETE razões que motivam o êxodo de sírios para a Europa. Nações Unidas no Brasil. 30 set. 2015. Disponível em: <http://nacoesunidas.org/acnur-identifica-sete-razoes-que-motivam-o-exodo-de-sirios-para-a-europa/&gt; Acesso em: 01 out. 2015.

CRISE DOS REFUGIADOS faz Alemanha fechar fronteiras, BBC, 13 set. 2015. Disponível em:< http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150913_alemanha_fecha_fronteira_fd&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

GLEDITSCH, Kristian S.; SALEHYAN, Idean. Refugees and the Spread of Civil War, International Organization, v. 60, n. 2, Cambridge University Press, International Organization  Foundation, 2006. Disponível em:< http://www.jstor.org/stable/3877896&gt; Acesso em: 11 set. 2015.

GUERRA SÍRIA JÁ MATOU mais de 220 mil pessoas, EBC, 16 abr. 2015. Disponível em:<http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2015/04/guerra-na-siria-ja-matou-mais-de-220-mil-pessoas&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

SANDERSON, Sertan. A foto do menino Aylan e o poder das imagens, DW, 09 set. 2015. Disponível em:<http://www.dw.com/pt/a-foto-do-menino-aylan-e-o-poder-das-imagens/a-18703476&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

NUNES, André F. Estado Islâmico: Restauração do califado e instabilidade no Oriente médio. Revista Cadernos de Estudos Sociais e Políticos, v.4, n.7, jan-jun.2015 Disponível em:<http://cadernos.iesp.uerj.br/index.php/CESP/article/view/195/133&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

POPULAR PROTEST IN north africa and the middle east VI: the Syria’s people slow-motion revolution, International Crisis Group, Middle east/ North Africa report n. 108. 06 jul. 2011, Disponível em:<http://www.crisisgroup.org/en/regions/middle-east-north-africa/syria-lebanon/syria/108-popular-protest-in-north-africa-and-the-middle-east-vi-the-syrian-peoples-slow-motion-revolution.aspx&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

POPULAR PROTEST IN north africa and the middle east VII: the Syria regime’s slow-motion suicide, International Crisis Group, Middle east/ North Africa report n. 109. 13 jul. 2011. Disponível em:< http://www.crisisgroup.org/en/regions/middle-east-north-africa/syria-lebanon/syria/109-popular-protest-in-north-africa-and-the-middle-east-vii-the-syrian-regimes-slow-motion-suicide.aspx&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

RESPOSTA DE MERKEL leva menina palestina às lágrimas, BBC, 16 jul. 2015. Disponível em:<http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/07/150716_merkel_choro_menina_ss&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

SYRIA’S MUTATING CONFLICT, International Crisis Group, Middle East/ North Africa report n. 128. 01 ago. 2012, Disponível em: <http://www.crisisgroup.org/en/regions/middle-east-north-africa/syria-lebanon/syria/128-syrias-mutating-conflict.aspx&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

SYRYA’S PHASE OF RADICALISATION, International Crisis Group, Middle East briefing report n.33, 10 abr. 2012, Disponível em: <http://www.crisisgroup.org/en/regions/middle-east-north-africa/syria-lebanon/syria/b033-syrias-phase-of-radicalisation.aspx&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

TENTATIVE JIHAD: Syria Fundamentalist Oppositions, International Crisis Group, Middle Eeast/ North Africa report n. 131. 12 out. 2012, Disponível em:<http://www.crisisgroup.org/en/regions/middle-east-north-africa/syria-lebanon/syria/131-tentative-jihad-syrias-fundamentalist-opposition.aspx&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

UNHCR GLOBAL APPEAL, Regional Operations Profile: Europe, Nações Unidas. P. 130-135,2015.Disponível em:< http://www.unhcr.org/5461e5f80.html&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

UNHCR, Refugees/Migrants Emergency Resonse- Mediterranean, Nações Unidas, 2015ª.Disponível em: <http://data.unhcr.org/mediterranean/regional.php#_ga=1.116605062.1207338505.1442115889&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

UNHCR, Proposals in light of EU Response to the refugee crisis and the EU Package of 9 September 2015. Nações Unidas, 2015b. Disponível em: <http://www.unhcr.org/55f28c4c9.html&gt; Acesso em: 13 set. 2015.

WHO HAS CONTRIBUTED What in the Coalition Against the Islamic State ? Foreign Policy, 18.nov.2014. Disponível em: <http://foreignpolicy.com/2014/11/12/who-has-contributed-what-in-the-coalition-against-the-islamic-state/&gt; .Acesso em: 15 out. 2015.

 [i] Região do Oriente Médio que inclui Síria, Jordânia, Israel, Palestina, Líbano e Chipre.

[ii] “segmento religioso muçulmano dissidente do xiismo, cuja doutrina básica parte da deificação do quarto califa Ali ibn Abî Talib” (NUNES, 2015, p. 58)

[iii]“ Ideologia disseminada entre o final do século XIX e início do século XX, no momento em que se desenvolviam novos tipos de contatos políticos e comerciais com uma Europa em plena evolução industrial e que tinha por objetivo fazer o Islã retornar a sua forma original. De modo geral o movimento não tinha pretensão de reformar o Islã, mas sim de purifica-lo a fim de retomar a tradição do período do profeta Maomé sob uma perspectiva fundamentalista religiosa para se defender das influencias consideradas nocivas à tradição muçulmana que o ocidente exercia sobre a região do Oriente Médio” (SOURDEL, Janine; SOURDEL, Dominique apud NUNES, 2015)

[iv] Região do Norte da África composto por Marrocos, Saara Ocidental, Argélia e Tunísia. O Grande Magreb inclui também Mauritânia e Líbia.

[v] Para mais sobre o combate ao Estado Islâmico, acessar <https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2015/10/21/o-combate-ao-estado-islamico-o-primeiro-ano-da-coalizao-contra-o-novo-califado/#more-474&gt; .

[vi]  Refugees can change the ethnic composition of the host state; exacerbate economic competition; bring with them arms, combatants, and ideologies that are conducive to violence; and mobilize opposition directed at their country of origin as well as their host country

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