O combate ao Estado Islâmico: o primeiro ano da coalizão contra o novo Califado

Thaís Vieira Kierulff da Costa

Resumo

Em setembro de 2014, o presidente dos EUA, Barack Obama, realizou um pronunciamento no qual anunciou planos de formação de uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico. Desde então, ataques aéreos vêm sendo realizados contra alvos do grupo na Síria e no Iraque. Um ano após a formação da coalizão, o presente artigo busca relatar suas origens, suas complexidades e também fazer um panorama da situação atual no combate aos extremistas.

A origem da coalizão internacional

Durante muito tempo, países ocidentais compreenderam a expansão do extremismo ideológico no Iraque e na Síria como um mero produto do fanatismo religioso, dando pouca atenção à expansão das atividades do Estado Islâmico nesses dois países. Essa conduta fomentou ganhos territoriais por parte dos extremistas no Iraque, aproveitando o fortalecimento de crenças salafistas[i] no chamado Triângulo Sunita, formado pelas cidades de Ramadi, Falluja e Mossul. Outrossim, as tensões sectárias no país foram capitaneadas pelo grupo no intuito de conquistar novos territórios e angariar apoio.  Na vizinha Síria, um fator catalisador das ações do grupo foi o surgimento e ascensão de diversos grupos insurgentes financiados pelos países do Golfo, fazendo que Abu Bakr al- Baghdadi, liderança máxima entre os extremistas do Estado Islâmico, ordenasse incursões em território sírio já em 2011 (NAPOLEONI, 2015).

Em setembro de 2014, contudo, essa conduta foi alterada com a formação de uma coalizão liderada pelos EUA, com o objetivo de combater o Estado Islâmico. As ações foram detalhadas em um pronunciamento em rede nacional do presidente estadunidense Barack Obama, no qual ele reforçou que o grupo representa uma ameaça real e alegou que sua ideologia, além de fracassada, não reflete os valores do Islamismo. Nessa ocasião, também deixou claro que as ações antiterroristas no Iraque e na Síria seriam distintas daquelas empreendidas no Afeganistão em 2001 e no próprio Iraque em 2003, pois não envolveriam o envio de tropas e sim ataques aéreos e apoio de forças aliadas em solo. Não haveria então, uma guerra, mas sim um conjunto de iniciativas para contribuir decisivamente no combate aos extremistas, com papéis distintos nos contextos sírio e iraquiano (OBAMA ANUNCIA PLANOS…,2014)

A iniciativa anunciada integra um plano com quatro pontos principais 1) dar apoio militar ao novo governo iraquiano para o combate ao Estado Islâmico, sem envio de tropas de solo 2) Aumentar o apoio aos rebeldes de oposição ao governo da Síria 3)Angariar apoio e recursos da comunidade internacional 4) oferecer ajuda humanitária aos muçulmanos sunitas e xiitas das regiões de controle do grupo  que estão refugiados, além de cristãos e outras minorias religiosas. Acresce que foi reconhecida a especificidade desse grupo extremista em sua brutalidade, visto que, graças ao seu sucesso sem precedentes no uso da mídia e na reconfiguração de fronteiras, seus delitos podem não se restringir ao Iraque e à Síria, trazendo riscos para países do Oriente Médio e de outras regiões (OBAMA ANUNCIA PLANOS…, 2014; NAPOLEONI, 2015).

Desde novembro de 2014, a coalizão internacional conta com apoio direto de países como Austrália, Bélgica, Canadá, França, Reino Unido, entre outros, que realizaram ataques aéreos e contribuíram para o treinamento de forças do Exército iraquiano ou de milícias curdas que atuam no combate ao Estado Islâmico. Nos casos australiano, canadense e neozelandês, também são registradas medidas internas para evitar que seus cidadãos deixem seus territórios para se juntar aos extremistas. Essa linha de ação é impulsionada por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que urgiu o fim do fluxo de “combatentes estrangeiros” para o Iraque e para a Síria. Países árabes também apoiam a coalizão e, dias antes de sua criação, já haviam acordado que tomariam uma posição conjunta no combate ao grupo, como anunciado pelo secretário-geral da Liga Árabe[ii], Nabil al-Arabi, após uma reunião dos membros da organização [iii] (WHO HAS  CONTRIBUTED…,2014; PAÍSES ÁRABES VÃO…,2014).

As complexidades da coalizão

Em fevereiro de 2015, as conquistas territoriais do grupo no Iraque haviam sido interrompidas, porém havia uma enorme sensação de desânimo acerca dos resultados ao longo da fronteira sírio-iraquiana.  Nesse contexto, a divulgação do vídeo do piloto jordaniano Moaz al-Kasasbeh  sendo queimado vivo  gerou a sensação de os membros do Estado Islâmico desenvolveram meios para agir impunemente. Até, então, haviam sido realizados 1250 ataques a alvos do Estado Islâmico e o Comando Central dos EUA computava um total de 6 mil mortos.   O diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, Vincent Stewart, entregou ao Congresso americano um relatório que aponta que neste ano, apesar das perdas impostas pelas ações da coalizão, o grupo deve “continuar consolidando-se e ganhando terreno em áreas sunitas do Iraque e da Síria. Ao mesmo tempo, continuará lutando por território fora dessas áreas”. Também foi relatado o insucesso da CIA em formar forças especiais nas quais os demais grupos insurgentes na Síria possam confiar (A OFENSIVA CONTRA…, 2014).

As ações políticas e militares são particularmente obstaculizadas na Síria, onde alguns parceiros da coalizão, como Turquia e países do Golfo[iv], acreditam que o curso de ação deve abarcar a deposição do presidente Bashar al- Assad. No entanto a peça central da estratégia estadunidense, o Iraque, apóia o regime sírio. Ademais, desde que os bombardeios dos EUA em território sírio tiveram início em dezembro do ano passado, fica evidente que o temor de que o Estado Islâmico tomasse a capital iraquiana, colocando em prática o plano conhecido como Cinturão de Bagdá[v], era muito maior. Tal temor decorre do fato de que a concretização desse plano implicaria  um enorme fluxo de dinheiro, armas, combatentes e carros-bomba do Estado Islâmico para a capital iraquiana. Isso, juntamente com o fato de que o governo iraquiano havia pedido ajuda estrangeira, diferentemente de Assad, contribuiu para a geração de uma política de “Iraque em primeiro lugar” (A OFENSIVA CONTRA…, 2014; PRESIDENTE DO IRAQUE …, 2014;  NAPOLEONI,2015).

Em junho desse ano, o primeiro – ministro iraquiano, o xiita Haider al- Abadi[vi] , apresentou numa reunião com  membros da coalizão internacional em Paris um plano para reconquista de Ramadi e solicitou apoio prático da comunidade internacional  às forças iraquianas no combate aos extremistas. Nessa ocasião, primeiro- ministro iraquiano não somente ressaltou que o Estado Islâmico devem ser combatidos tanto no Iraque quanto em todas as regiões do mundo, como também alegou que muito foi prometido, mas pouco foi feito pelo seu país.  Outro ponto importante defendido por ele foi que as Unidades de Mobilização Popular, contingente majoritariamente sunita que tem lutado ao lado das forças iraquianas no combate aos extremistas na província iraquiana de Anbar, considerada um reduto sunita, não são milícias e estão sob controle das autoridades de segurança do país (INTERNATIONAL COALITION VOWS …, 2015).

Diante disso, os 24 membros da coalizão internacional presentes na reunião declararam conjuntamente a decisão de se manterem unidos no combate ao Estado Islâmico, oferecendo equipamento e treinamento a militares iraquianos, além de realizando ataques aéreos a alvos do grupo. A declaração conjunta também ressaltou a importância de reformas de cunho reconciliatório para por fim à violência sectária no Iraque, bem como a necessidade de uma solução política urgente para a guerra na Síria. O ministro das relações exteriores da França, Laurent Fabius, declarou que a decisão reflete o comprometimento e a unidade das partes na luta contra o grupo, que deverá ser travada a longo prazo. Apesar de não estar presente, o secretário de Estado americano John Kerry se colocou contrariamente à idéia de que os extremistas tenham criado um Estado, mesmo tendo tomado o controle de diversas áreas no Iraque e na Síria (INTERNATIONAL COALITION VOWS …,2015)

As divisões dentro do Iraque, entretanto, foram mantidas, a despeito da decisão tomada em Paris. Isso decorre do fato de que o governo regional do Curdistão emitiu uma declaração na qual criticou o governo iraquiano por não incluir os combatentes curdos peshmerga[vii] nas negociações. Os curdos tem sido essenciais no combate ao Estado Islâmico no Iraque, visto que sua atuação em terra junto às forças iraquianas permitiu que os ataques no país fossem orientados de maneira mais efetiva. Aproximadamente 150.000 mil curdos peshmerga estão na ativa no norte do Iraque, muitos deles sem pagamento e com armas ultrapassadas. O moral das tropas, contudo, está elevado, pois, como apontado por Falah Mustafa, ministro das relações de fato do governo regional do Curdistão[viii], o combate ao Estado Islâmico é considerado um dever, pois é essencial para assegurar a sobrevivência e a estabilidade da região do Curdistão.  Para a continuidade do combate, armamento, munição e apoio por  terra e por ar de aliados externos são requisitados (INTERNATIONAL COALITION VOWS…,2015; IRAQUI KURDS …,2015).

A situação atual

Em julho, a coalizão internacional chegou a realizar 29 ataques aéreos em menos de 24 horas, visando 67 alvos do Estado Islâmico na província de al- Anbar. O resultado da operação, que contou com participação das Forças Armadas, das Unidades de mobilização Popular,de policiais federais  de forças especiais e de membros de várias tribos, foi a retomada dos setores de  Albul Chijel e Chiha, situados entre as cidades de Fallujah e Ramadi, a última delas tomada pelos jihadistas em maio. Também nesse mês  foram destruídas pontes ligando a cidade síria de Bu Kamal ao Iraque, consideradas estratégicas para  a movimentação dos militantes do Estado Islâmico , cujos comboios foram forçados a passar por estradas longas, ficando mais tempo descobertos (COALIZÃO INTERNACIONAL REALIZOU…,2015; COALIZÃO INTERNACIONAL DESTRÓI, 2015).

Os progressos citados acima são alguns dos mais recentes, além da decisão da Turquia de permitir que os EUA realizem ataques aéreos na Síria e no Iraque a partir de bases militares turcas. Após um acordo com o governo estadunidense no início de agosto, surgiu a expectativa de que a participação turca na campanha contra os extremistas fosse muito mais efetiva. Os bombardeios realizados pelo país até agora, porém, ficaram mais restritos ao partido PKK [ix]. Não obstante, o temor de expansão das atividades do Estado Islâmico para outros países, acentuado pelo tiroteio na praia tunisiana de Sousse[x] em junho, não diminuiu, já que os países vizinhos se sentem expostos a possíveis ataques do grupo. A Tunísia está especialmente temerosa, até porque é o país de origem da maioria dos combatentes estrangeiros na Síria e no Iraque (MORE NEEDED FROM …,2015 WHY TUNISIA HAS BEEN … 2015).

As dificuldades das autoridades iraquianas e sírias no combate aos extremistas são evidentes. No dia 16 de setembro na Síria, dois ataques suicidas envolvendo carros- bomba na cidade de Hassakeh, no nordeste do país, deixaram pelo menos 26  mortos, entre eles duas crianças. A cidade citada, que chegou a ter alguns de seus bairros temporariamente conquistados no mês de junho, tem sido alvo dos extremistas, que controlam regiões da província síria de mesmo nome. Já no Iraque o mote é a tensão entre árabes e curdos na cidade de Makhmour, retomada há quase um ano por militantes curdos peshmerga. Após a expulsão dos extremistas do local, diversos residentes árabes tiveram seu retorno negado pelos combatentes curdos.  Além disso, as casas daqueles suspeitos de apoiar o Estado Islâmico foram destruídas, sobretudo as daqueles indivíduos que haviam preferido ficar no local a fugir (MORE NEEDED FROM …,2015; ATENTADO NA SÍRIA … ,2015; TENSION MOUNTS BETWEEN …, 2015).

Nesse contexto, a Rússia se prepara para agir unilateralmente contra o Estado islâmico na Síria caso sua proposta de ação conjunta seja rejeitada pelos EUA.  O país, apoiador do governo Assad, aumentou recentemente sua presença militar em território sírio, bem como o envio de armas para o exército da Síria. Chanceleres da França e do reino Unido manifestaram preocupação em relação à conduta russa. Apesar de o Kremlin ter anunciado ser cedo para falar sobre um encontro entre Vladmir Putin e Barack Obama, o governo russo possui a perspectiva de alcançar um acordo internacional para combater o terrorismo na Síria e acabar com a crise no país, que já entra em seu quinto ano. Em meio às negociações, a Rússia é vista como  uma possível aliada dos curdos, que vêem essa alternativa com cautela, pois ainda desejam permanecer próximos de seus aliados estadunidenses (FRANCE, UK CONCERNED…, 2015; IRAQI KURDS…, 2015; KREMLIN SAYS…, 2015; PUTIN PLANS AIR…, 2015).

No dia 30 de setembro de 2015, tendo em vista o insucesso da reunião sobre O estado Islâmico convocada por Barack Obama na ONU, foi anunciado o início de uma série ataques aéreos russos na Síria, em favor de Assad. As ações tiveram início após o Parlamento da Rússia ter autorizado, a pedido do presidente Putin, o uso da força em território sírio. Os bombardeios, realizados em coordenação com o Exército sírio, têm como alvos áreas controladas pelo Estado Islâmico no oeste da Síria, cuja retomada é crucial para a manutenção do governo de Bashar al-Assad. Os ataques, contudo, também são direcionados a outros grupos insurgentes sírios e são criticados pelos EUA por vitimarem a população civil. No último dia 19 de outubro, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, anunciou que um drone russo foi abatido perto da fronteira entre Turquia e síria. Isso se deu em meio às negociações entre militares russos e estadunidenses para definição de procedimentos de segurança no espaço aéreo sírio, em razão da apreensão quanto a um acidente envolvendo os jatos dos dois países (RÚSSIA ADMITE QUE…,2015; RÚSSIA BOICOTA REUNIÃO…,2015;RÚSSIA INICIA OFENSIVA…,2015; TURKISH PM DAVUTOLGLU…,2015; SYRIAN ARMY AND …,2015; U.S. ,  RUSSIA FINALIZING…,2015) .

Considerações finais

Desde sua formação no ano passado, a coalizão internacional contra o Estado Islâmico fez progressos significativos, mas também enfrenta dificuldades importantes. O fato de haver um plano específico para o Iraque, mas não para a Síria é uma delas, o que revela uma estratégia assimétrica, dificultando a obtenção de resultados. Outro ponto nevrálgico é que, mesmo as autoridades iraquianas recebendo maior parte da atenção da coalizão, elas enfrentam tanta dificuldades quanto seus equivalentes sírios no combate aos extremistas, bem como no auxílio aos refugiados. Por último, mas não menos importante, tem-se o delicado processo de renegociação interna, que não envolve todos os atores, tanto que os curdos parshmenga, extremamente engajados nos ataques por terra e potencialmente decisivos para os resultados dos esforços na Síria e no Iraque, não foram incluídos nas discussões. Não se pode deixar de mencionar que, a despeito dos sucessos já obtidos, o Estado Islâmico desperta temor fora da Síria e do Iraque, pois outros países, sobretudo os vizinhos, temem sofrer com a violência do grupo por meio de atentados.

Nesse contexto, a oferta de ajuda conjunta russa representou uma nova alternativa para os EUA, que passariam a contar com o apoio de  um país com poder de veto no CSNU e que se mostrou favorável ao governo de Assad. Isso redefiniria os rumos da coalizão, que poderia passar a agir na Síria de forma mais assertiva e efetiva. Resta saber se haverá realmente uma articulação entre Kremlin e Casa Branca para formulação de um acordo conjunto, que pode ser emperrado pelas discordâncias russo-estadunidenses em relação não somente à situação no Oriente Médio, mas também na Europa. Apesar de mais distante, o acordo continua sendo desejável, pois uma ação unilateral da Rússia na Síria implicaria fragmentação dos esforços contra-terroristas no Oriente Médio e, ainda que contribua para contenção do extremismo, pode ser um fator externo complicador do conflito sírio, cuja resolução vai muito além do combate ao extremismo.

Referências                     

A OFENSIVA CONTRA o Estado Islâmico está dando certo? BBC Brasil, 08. fev. 2015. Disponível em<http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/02/150208_analise_estado_islamico_coalizao_balanco_lgb>. Acesso em: 23. set.2015.

ATENTADOS NA SÍRIA deixam mortos. G1, 16.set.2015. Disponívem em: < http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/atentados-na-siria-deixam-mortos.html >. Acesso em: 23. set.2015.

COALIZÃO INTERNACIONAL DESTRÓI pontes do EI na fronteira entre Síria e Iraque.  G1, 31.jul.2015.Disponível em :  <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/coalizao-internacional-destroi-pontes-do-ei-na-fronteira-entre-siria-e-iraque.html&gt; . Acesso em: 23. set.2015.

COALIZÃO INTERNACIONAL REALIZOU 29 ataques perto de Ramadi, no Iraque. G1, 13. jul.2015. Disponível em : < http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/coalizao-internacional-realizou-29-ataques-perto-de-ramadi-no-iraque.html >. Acesso em: 23. set.2015.

FRANCE, UK CONCERNED by Russian military buildup in Syria. Reuters, 24.set.2015. Disponível em :  <http://www.reuters.com/article/2015/09/24/us-mideast-crisis-france-idUSKCN0RO0W620150924?mod=related&channelName=worldNews&gt; . Acesso em : 24.set.2014.

INTERNATIONAL COALITION VOWS unity in fight against ISIS.CNN News, 02.jun.2015. Disponível em :<http://edition.cnn.com/2015/06/02/world/anti-isis-coalition-conference/>. Acesso em: 23. set.2015.

IRAQUI KURDS: ‘Losing to ISIL is not an option’. Al Jazeera English, 24.set.2015. Disponível em : <http://www.aljazeera.com/news/2015/09/iraqi-kurds-losing-isil-option-150924071658939.html&gt; . Acesso em : 24.set.2014.

KREMLIN SAYS too early to speak of possible Putin-Obama meeting. Reuters, 24.set.2015. Disponível em :<http://www.reuters.com/article/2015/09/24/us-mideast-crisis-putin-obama-idUSKCN0RO0SY20150924?mod=related&channelName=worldNews>. Acesso em : 24.set.2014.

MORE NEEDED FROM Turkeyin Islamic State fight: U.S. defense chief. Reuters, 20.ago.2015.  Disponível em : < http://www.reuters.com/article/2015/08/20/us-mideast-crisis-usa-turkey-idUSKCN0QP2BZ20150820&gt;. Acesso em: 23. set.2015.

NAPOLEONI, Loreta. A fênix islamista: o estado Islâmico e a reconfiguração do Oriente Médio. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2015. 154p.

OBAMA ANUNCIA PLANOS de coalizão para ‘destruir’ Estado Islâmico. G1, 10. set.2014. Disponível em:<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/obama-anuncia-planos-de-coalizao-para-destruir-estado-islamico.html&gt;. Acesso em: 23. set.2015.

PAÍSES ÁRABES VÃO enfrentar juntos jihadistas do Estado Islâmico. G1,07.set.2014. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/paises-arabes-vao-enfrentar-juntos-jihadistas-do-estado-islamico.html&gt; . Acesso em: 23.set.2015.

PRESIDENTE DO IRAQUE pede que candidato xiita forme governo. G1, 11. ago.2014. Disponível em : <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/08/presidente-do-iraque-pede-que-candidato-xiita-forme-governo.html >. Acesso em: 23.set.2015.

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RÚSSIA ADMITE QUE  ataques na Síria não se limitam ao Estado Islâmico. El País, 01.out.2015. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/01/internacional/1443683235_197494.html&gt;.  Acesso em: 01.out.2015.

RÚSSIA BOICOTA REUNIÃO convocada por Obama na ONU sobre Estado Islâmico. Folha de São Paulo, 29.set.2015. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/09/1687992-russia-boicota-reuniao-convocada-por-obama-na-onu-sobre-estado-islamico.shtml&gt;. Acesso em: 29.set.2015.

RÚSSIA INICIA OFENSIVA aérea na Síria em favor de Assad, diz governo. Folha de São Paulo, 30.set.2015. Disponível  em: <http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/09/1688315-russia-realiza-seu-primeiro-ataque-aereo-na-siria-diz-autoridade-dos-eua.shtml&gt;.  Acesso em: 30.set.2015.

SYRIAN ARMY AND Russian jets target rebel towns north of Homs.

 Reuters, 16.out.2015. Disponível em : <http://www.reuters.com/article/2015/10/16/us-mideast-crisis-syria-homs-idUSKCN0S90JG20151016&gt;. Acesso em: 19.out.2015.

TURKISH PM DAVOTOGLU says downed drone was Russian-made: TV

Reuters, 19.out.2015. Disponível em :<http://www.reuters.com/article/2015/10/19/us-mideast-crisis-syria-turkey-idUSKCN0SD12620151019>. Acesso em: 19.out.2015.

TENSION MOUNTS BETWEEN Iraqi Arabs and Kurds. Al Jazeera English, 24.set.2014 . Disponível em : < http://www.aljazeera.com/news/2015/06/tension-mounts-iraqi-arabs-kurds-150608062817891.html>. Acesso em: 24. set.2015.

U.S., RUSSIA FINALIZING document on Syria air safety: U.S. official

.Reuters, 14.out.2015.Disponível em : <http://www.reuters.com/article/2015/10/14/us-mideast-crisis-usa-russia-idUSKCN0S82GH20151014&gt; .Acesso em: 19.out.2015.

WHO HAS CONTRIBUTED What in the Coalition Against the Islamic State ? Foreign Policy, 18.nov.2014. Disponível em : <http://foreignpolicy.com/2014/11/12/who-has-contributed-what-in-the-coalition-against-the-islamic-state/&gt; .Acesso em: 23. set.2015.

WHY TUNISIA HAS been targeted. BBC News, 29. jun.2014. Disponível em: < http://www.bbc.com/news/world-africa-33320898> . Acesso em: 23. set.2015.

[i] Salafismo é a vertente do islamismo que defende a  adesão e a observância rigorosa, literal, da doutrina islâmica. Surgida no século XIX em resposta à influência européia no oriente Médio, sua presença é mais forte na Arábia Saudita, no Catar  e nos Emirados Árabes Unidos.

[ii]  A Liga dos Estados Árabes  conta  com 22 membros : Arábia Saudita, Argélia, Barein, Catar, Comores, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Palestina, Síria (suspenso), Omã, Somália, Sudão e Tunísia.

[iii]  Ao todo, 62 países apóiam de forma direta ou indireta ou a coalizão, incluindo aqueles que enviam ajuda humanitária para Iraque e Síria, mas não descartam agir militarmente no futuro.

[iv]  Os países do Golfo são : Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.

[v] Plano de conquista de Bagdá, criado por Abu Musab al- Zarqawi,  sucessor de al-  Baghdadi na liderança do Estado islâmico. Ao invés de tomar o centro urbano da capital, ele planejou isolá-la conquistando aos poucos o “cinturão” de cidades da região.

[vi] Haider al- Abadi foi nomeado candidato pela coalizão xiita em agosto de 2014, substituindo Nuri al-Maliki, que tentava a reeleição.  O presidente do Iraque, Fuad Masum, o escolheu  formalmente como candidato e também requisitou que ele  formasse  um novo governo amplo que possa encerrar o avanço do grupo Estado Islâmico no país.

[vii] Os curdos peshmerga  são uma facção curda  que responde ao Governo regional do Curdistão, criado em 1992 no Iraque e possui a 70ª Brigada Peshmerga, por meio da qual luta contra os Extremistas do estado Islâmico.

[viii] A Constituição iraquiana de 2005 reconhece o Curdistão como província autônoma no norte do Iraque e atribui ao governo regional do Curdistão o controle da região, bem como representatividade no Parlamento do Iraque, sediado em Bagdá.

[ix] O PKK é a sigla para Partido Trabalhista Curdo, grupo armado que lutou contra a Turquia desde 1984 por quase três décadas . Depois  de uma trégua com o governo  truco em 2013, posições do grupo, que havia se retirado  para o norte do Iraque,   foram atacadas a partir de Ankara em  julho de 2015. O PKK é considerado um grupo terrorista por Turquia, EUA, União Européia e diversos outros Estados e organizações.

[x] Em 27 de junho de 2015, o estudante Seifeddine Rezgui, de 24 anos e desconhecido pelas autoridades, abriu fogo em uma paria na cidade turística de Sousse, matando 38 pessoas. Autoridades de segurança tunisianas alegaram que  ele  estava vestido como um banhista e carregava um rifle sob um guarda-sol, iniciando ali os disparos antes de se dirigir  Hotel Imperial Marhaba. O Estado Islâmico, que identificou o atirador como Abu Yahya al-Qayrawan, assumiu a autoria do ataque e  ainda declarou que Sousse é “antro do vício”.

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