Terremoto no Nepal: a competição entre China e Índia por influência regional

Helena Ribas Françozo

Sofia Moreira Lima

Resumo

Entre abril e maio de 2015, o Nepal foi atingido por dois fortes terremotos – de 7,8 e 7,3 graus na escala Richter, respectivamente – que devastaram o país, deixando mais de 8 mil mortos e obrigando o governo nepalês a recorrer às autoridades internacionais por ajuda para lidar com a crise humanitária que se instalou no país. Diversos países mostraram-se solidários à causa, anunciando o envio de recursos e de equipes de resgate – entre eles China e Índia. No entanto, o envio de ajuda humanitária ao Nepal por esses dois países oculta uma série de interesses estratégicos resultantes de uma disputa histórica entre China e Índia por influência no sul e sudeste asiáticos, na qual o Nepal aparece como uma variável fundamental.  

Desastre e cooperação

A área entre a capital nepalesa, Kathmandu, e a cidade de Pkhara, no centro do Nepal[i], foi atingida por um terremoto considerado o pior na região em 81 anos. As regiões atingidas ficaram completamente devastadas com um alto número de mortos, forçando o governo nepalês a declarar estado de emergência e a recorrer a agências internacionais para sanar a situação caótica subsequente ao terremoto (PIOR TERREMOTO NO…, 2015). O fenômeno também provocou avalanches no Monte  Everest  e  em partes da  Índia,  destruiu  diversas  construções  históricas  ­como  a  torre Dharahara, um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital do Nepal, afetou o sistema de telecomunicações  e  o aeroporto de Kathmandu,  dificultando,  assim,  as  operações  de  ajuda (PIOR TERREMOTO NO…, 2015). Não obstante, em maio de 2015, um novo tremor de magnitude 7,3 atingiu o Nepal nas cercanias do Monte Everest, deixando mais de 60 mortos e ao menos mil feridos (NOVO TERREMOTO NO…, 2015).

O custo total da reconstrução do Nepal após os tremores foi estimado em mais de 5 bilhões de dólares, cerca de 20% do PIB nepalês[ii], evidenciando, desta forma, a urgência de uma ajuda internacional massiva, tanto em termos de assistência imediata, quanto apoio financeiro a longo prazo (GONZALEZ,  2015).  Após o acontecido, diversos Estados e agências internacionais ofereceram ajuda, como Índia, China, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos,  agências  da  ONU  (Nações  Unidas),  Oxfam Internacional[iii], entre  outros  (TERREMOTO AFETOU 8…, 2015). Contudo, dentre todos os provedores de assistência humanitária no Nepal, destacam-se a China e a Índia. Apenas horas após a tragédia na região, os líderes de ambos os países, Xi Jinping e Narendra Modi, transmitiram condolências e enviaram suas forças ao Nepal, motivados não apenas por ações humanitárias, mas em parte por seus objetivos políticos na região (AGRAWAL, 2015). Nesse sentido, esse artigo terá como foco a relação do Nepal com Índia e China e seus interesses estratégicos velados pela ajuda humanitária.

Índia e Nepal: história e cultura

Apenas quatro horas depois do tremor em Kathmandu, o governo indiano já autorizava o envio de duas aeronaves com comida, equipes de resgate, material hospitalar e um conjunto de médicos para auxiliar imediatamente a população atingida (AGRAWAL, 2015). Narendra Modi, primeiro-ministro indiano, foi à Rádio Nacional da Índia no dia seguinte (26) ao terremoto falar sobre a necessidade de ajuda ao país e incentivou os próprios cidadãos indianos a “limpar as lágrimas de todos os nepaleses, segurar suas mãos e ficar com eles” (AGRAWAL, 2015).

Historicamente, a Índia é o maior parceiro comercial do Nepal, sendo responsável por 66% do comércio externo total do país, além de ser, também, a segunda maior fonte de investimento estrangeiro nepalesa[iv]. Além disso, a Índia compartilha com o Nepal uma política de fronteiras abertas, contribuindo tanto para a chegada de turistas no local quanto para o livre trânsito de cidadãos – mais de três milhões de nepaleses vivem na Índia e milhares de indianos vivem no Nepal, graças a essa isenção de visto entre os vizinhos, o que claramente fortalece o vínculo entre eles (EMBASSY OF INDIA, s/d). Vale ressaltar que o Nepal possui alta proximidade geográfica, cultural, linguística e religiosa com a Índia – 80% dos nepaleses seguem o hinduísmo (BEDI, 2015). Historicamente, o Himalaia serviu como uma barreira natural para o comércio e a influência cultural chinesa, favorecendo os laços políticos e econômicos indianos (PEARSON et al, 2015).

A Índia considera o Nepal como central em sua estratégia política por diversos aspectos, um deles seria manter a clara dominação comercial que a Índia possui no país, controlando diversos setores da economia na região. Outro aspecto seria a intenção do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, em estreitar relações com todos os seus vizinhos da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional[v], estando o Nepal entre eles (BEDI, 2015).

China e Nepal: economia e política

Após o terremoto, o Ministério do Comércio Chinês – responsável pelas ações de cooperação e assistência humanitária do país – anunciou o envio de cerca de US$ 3.2 milhões em recursos para corroborar com o auxílio imediato às áreas atingidas pelo terremoto (PEARSON et al, 2015). O governo chinês anunciou a doação de geradores e tendas, além de enviar quatro aeronaves com equipes e equipamento de resgate para ajudar na busca e socorro às vítimas (PEARSON et al, 2015). No entanto, o assistencialismo do governo chinês oculta um planejamento estratégico, que no curto prazo é relevante para a construção de uma imagem positiva do país, ao passo que, no longo prazo, é fundamental para a consolidação dos interesses chineses quanto à segurança regional do sul e sudeste asiático, sobretudo no que tange à questão do Tibet (PEARSON et al, 2015).

Nesse sentido, historicamente, o Nepal constitui um player fundamental no âmbito da política externa chinesa na região do sul asiático (BHATTACHARYA, 2009). Na política de Mao Tsé-Tung (1949–1976), por exemplo, o Nepal representava um dos cinco atores principais – juntamente com Ladakh, Butão, Sikkim e Arunachal Pradesh, regiões que fazem fronteira com o Tibet, formando um “cordão” que o separa da Índia, e capazes de diminuir as tensões da região após a China assumir o controle político do Tibet, em 1959 (BHATTACHARYA, 2009). Em decorrência da posição estratégica do Nepal – localizado ao sul do Tibet e ao norte da Índia – os interesses chineses tornaram-se ainda mais proeminentes após a crise política de 2008, quando milhares de refugiados tibetanos no Nepal protestaram contra as ações do governo chinês no Tibet. Com a eclosão desses movimentos anti-China, ficou clara a necessidade de que o governo chinês estreitasse relações com o governo nepalês para conter as insurgências políticas na região (BHATTACHARYA, 2009). Deste então, o governo chinês atua como um player fundamental na determinação dos novos rumos da política nepalesa, mantendo laços profundos com o partido maoísta do Nepal[vi] e estabelecendo relações cada vez mais estreitas com o governo atual em decorrência dos contínuos investimentos chineses na região (BALACHANDRAN; TIMMONS, 2015).

No entanto, os interesses chineses na região do Nepal não estão restritos à questão do Tibet. Em primeiro lugar, ao se alinhar com o governo nepalês, a China de fato busca apoio regional em sua política de Uma China Única[vii] e reconhecimento do Tibet como um território integralmente sob soberania chinesa (BHATTACHARYA, 2009). No entanto, a estratégia chinesa também procura mitigar a influência indiana na região, o que significa que o estreitamento de laços com o Nepal poderia representar uma via de acesso direto ao sul asiático para a China, fundamental para a estratégia do país de se reafirmar como hegêmona regional (PEARSON et al, 2015).  No escopo econômico, da mesma forma, o estreitamento de laços com o Nepal e o estabelecimento de projetos de cooperação em infraestrutura têm o potencial de integrar a região à rota comercial chinesa direcionada aos países do sul asiático (POWER PLAY: CHINA…, 2014).

Com o novo papel do Nepal dentro da política chinesa no sul asiático, as relações sino-nepalesas têm crescido de forma expressiva. Em 2014, a China ultrapassou a Índia como o país com o maior número de investimentos do Nepal – somente no setor energético, a China levou mais de US$1,6 bilhão de dólares para um projeto de construção de hidrelétricas e melhoramento da planta já existente no país (SEEMANGAL, 2015). Além disso, foram estabelecidos acordos de cooperação entre os dois países que levaram novos investimentos em infraestrutura, estradas e no setor de transportes (BISWAS, 2015).

A favor da China está o fato de que muitos políticos nepaleses veem os benefícios oferecidos por eles como sem compromissos atrelados, ao passo que a Índia é vista como um país que quer sugar os recursos de Kathmandu e intervir em sua política (POWER PLAY: CHINA…, 2014).[viii]

As ações chinesas no Nepal são vistas com bons olhos pelos políticos nepaleses ainda que o país seja um elemento central para a consolidação da rota da seda chinesa, assim como um importante player na luta contra o insurgente movimento de independência tibetano. Com contínuos investimentos nos setores de infraestrutura e de energia, a China forma laços cada vez mais estreitos com o governo nepalês, garantindo sua presença na região por meio, sobretudo, da presença de empresas chinesas, responsáveis pela consolidação das obras de infraestruturas acordadas entre ambos os governos.

Considerações finais

China e Índia buscam por meio da ajuda humanitária ao Nepal expandir sua influência na região, via estreitamento de laços diplomáticos e dependência econômica, aproveitando-se do momento de fragilidade do país, que não consegue lidar sozinho com as consequências da catástrofe. Desta forma, ambos os países concordam quanto à importância da estabilidade política no Nepal, não apenas pelo benefício do próprio Nepal, mas para garantir a proteção de seus interesses individuais no sul e sudeste asiáticos. Os objetivos geopolíticos por trás do fornecimento de ajuda ao Nepal são complexos e mascaram uma disputa histórica entre China e Índia por soft power[ix] na região.

No curto prazo, o objetivo principal é prover socorro aos sobreviventes, mas no longo prazo, será necessário investir na reconstrução da infraestrutura do país. Antes mesmo do terremoto, a China já investia na construção de estradas e usinas de geração de energia no Nepal como parte de sua estratégia geopolítica; agora, é ainda mais importante que os chineses sejam consistentes em sua estratégia e mantenham investimentos desse caráter. A ajuda indiana, por outro lado, será fundamental para, entre outros fatores, a reconstrução de hospitais, escolas e redes de telecomunicação (BALACHANDRAN; TIMMONS, 2015). Pode-se relacionar a cooperação internacional às trocas das sociedades melanésias retratados por Mauss, considerando a dádiva como uma ferramenta para construção de vínculos sociais e cultivo das identidades dos sujeitos que trocam. O doador se afirma diante dos demais, em volume de recursos disponibilizados, projetando uma identidade no local com muito mais dominância na administração local (SILVA, 2008). Essas políticas de assistência internacional, como o caso indiano e chinês, são também utilizadas para a construção de hegemonia dos doadores no Nepal. Esses Estados utilizam recursos humanos e técnicos ofertados para projetos de reconstrução da região como “dádiva” para potencializar sua capacidade de exercer influência sobre a condução interna do Nepal, buscando alcançar seus objetivos politicamente.

No caso da Índia e  do Nepal ainda notam-se laços muito profundos em decorrência da proximidade geográfica e das similaridades culturais e religiosas, mas o aumento da presença chinesa no país é inquestionável. Já as relações comerciais sino-nepalesas têm crescido de forma expressiva[x], além do apoio de políticos nepaleses que consideram a China como um parceiro que pode impulsionar o crescimento econômico nepalês por meio dos investimentos em infraestrutura e apoio financeiro, podendo mitigar relativamente a sua dependência em relação à Índia. Para a China deve-se considerar que o alcance estratégico de influência na região do Nepal também contribui para as ambições chinesas relativas ao estabelecimento de uma nova Rota da Seda[xi], visto que parte do Himalaia encontra-se no Nepal, assim como a nascente de importantes rios que garantem o abastecimento de água tanto da China como da Índia. Portanto, pode-se notar que a ajuda humanitária após o terremoto está atrelada a uma rede de interesses velados, que condicionam a ação da China e da Índia no sistema regional asiático.

Referências

AGRAWAL, Ravi. Nepal earthquake: India leads massive aid effort to help survivors. CNN. Abril de 2015. Disponível em: <http://edition.cnn.com/2015/04/27/asia/nepal-quake-india-aid/&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

BALACHANDRAN, Manu; TIMMONS, Heather. China’s and India’s charity in Nepal has a hidden political agenda. Quartz India. 2015. Disponível em: <http://qz.com/392295/chinas-and-indias-charity-in-nepal-has-a-hidden-political-agenda/&gt; Último acesso: 25/05/2015

BEDI, Rahul. Aid to Nepal is weapon as China and India vie for influence. Irish Times. Maio de 2015. Disponível em: <http://www.irishtimes.com/news/world/asia-pacific/aid-to-nepal-is-weapon-as-china-and-india-vie-for-influence-1.2207136&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

BHATTACHARYA, Abanti. China’s Inrolads into Nepal: India’s Concerns. IDSA (Institute for Defense Studies and Analysis) Comment. Maio de 2009. Disponível em: <http://www.idsa.in/~idsa/idsastrategiccomments/ChinasInroadsintoNepal_ABhattacharya_180509.html&gt;. Último acesso: 24/05/2015.

BISWAS, Soutik. Nepal earthquake: How India and China vie for influence. BBC. Abril de 2015. Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-asia-india-32492273&gt;. Último acesso: 24/05/2015.

GONZÁLEZ, Alicia. Custo da catástrofe no Nepal pode superar 20% do PIB. El País. Abril de 2015. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/27/internacional/1430156198_416184.html&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

INDIAN EMBASSY. About India-Nepal Relations. 2015. Disponível em: <http://www.indianembassy.org.np/index1.php?option=e6r5wlVM8od_u8Y0CdwsDiTfg0cohLLpEcNS8hphu-0&id=uG6ODD6pDmyQZ2GVuAigr3dw3JsYiyXhalcKLgM4KoQ&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

Novo terremoto no Nepal deixa mais de 50 mortos e mil feridos. BBC. Maio de 2015. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/05/150512_nepal_terremoto_fd&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

PEARSON, Natalie Obiko; RASTELLO, Sandrine; TWEED, David. Nepal Has Powerful Friends in High Places: China and India. Bloomberg. Abril de 2015. Disponível em: <http://www.bloomberg.com/news/articles/2015-04-27/nepal-has-powerful-friends-in-high-places-india-and-china&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

Pior terremoto no Nepal em 81 anos deixa milhares de mortos. BBC. Abril de 2015. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150425_nepal_terremoto_hb&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

Power play: China and India jostle for influence in Nepal. Post Magazine. Agosto de 2014. Disponível em: <http://www.scmp.com/magazines/post-magazine/article/1572819/caught-middle&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

SEEMANGAL, Robin. Disaster Diplomacy: After Nepal Earthquake, China and India Race to Give Aid. Observer. Maio de 2015. Disponível em: <http://observer.com/2015/05/in-nepal-china-and-india-engage-in-disaster-diplomacy/#ixzz3b5REKTiI&gt;. Último acesso: 24/05/2015.

SILVA, Kelly Cristiane da. A cooperação internacional como dádiva: algumas aproximações. Mana,  Rio de Janeiro ,  v. 14, n. 1, p. 141-171, Apr.  2008 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-93132008000100006&lng=en&nrm=iso&gt;. Último acesso: 28/05/2015.

Terremoto afetou 8 milhões, mais de um quarto da população do Nepal, diz ONU. BBC. Abril de 2015. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150428_nepal_quarta_pu&gt;. Último acesso: 25/05/2015.

[i] Região do Nepal Nepal

Fonte: http://adrmidia.com/jodo/tag/napal-map

[ii] A economia nepalesa quase não chega aos 20 bilhões de dólares (58 bilhões de reais), o equivalente a 1% do PIB indiano

[iii] A Oxfam International é uma confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros, que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça, através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais

[iv] A primeira passou a ser a China, em 2014, quando esta quebrou o monopólio de investimento indiano na área

[v] A Associação Sul-Asiática para Cooperação Regional (SAARC) formada por Bangladesh, Butão, Índia, Maldivas, Nepal, Paquistão e Sri Lanka provê para a população sul-asiática uma plataforma para que elas trabalhem unidas em espírito de amizade, confiança e compreensão, melhorando a qualidade de vida através do crescimento econômico acelerado, do progresso social e do desenvolvimento cultural da região.

[vi] Partido Maoísta do Nepal: Conhecido como Partido Comunista Unificado do Nepal (Maoista), se caracteriza por ser um partido político maoísta inspirado nas últimas obras de Mao Tse Tung, que opta por um estado socialista com elementos da economia capitalista como um modelo passo intermediário para o socialismo.

[vii] Uma China Única: É uma política que sustenta que Taiwan é parte da formação de uma China só, muito utilizada para legitimar as atitudes do governo chinês.

[viii] tradução livre: “In China’s favour is the fact that many Nepalese politicians see its gifts as coming with no strings attached, whereas India is seen as a country that wants to siphon off Kathmandu’s resources and meddle in its politics. (Power Play: China…, 2014)”

[ix] Soft Power: habilidade de um Estado em influenciar indiretamente o comportamento ou interesses de outros atores por vias ideológicas ou culturais.

[x] Somente em 2010 a parcela de participação chinesa nas relações comerciais nepalesas cresceu 8,4% em relação ao ano de 2009, de 11% para 19,4% (POWER PLAY: CHINA…, 2014).

[xi] Nova Rota da Seda: projeto de cinturão econômico que liga a China a Europa pelo centro e oeste da Ásia, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo.

Anúncios
Esse post foi publicado em Ásia e marcado , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s