A crise política no Iêmen: nova turbulência, velhos problemas.

Thaís Vieira Kierulff da Costa

Resumo

O Iêmen, país com histórico de instabilidade política, passa desde 2014 por uma turbulência que recebeu atenção internacional em janeiro de 2015, mas remonta à Primavera Árabe em 2011. O presente artigo pretende identificar as origens da crise – que compreendem seus antecedentes e fatores envolvidos –, retratar o contexto que levou ao acirramento da tensão no país e discutir a reação internacional tanto de Estados quanto de Organizações Internacionais.

A s origens da crise

Em janeiro deste ano, a tensão política no Iêmen ganhou os noticiários internacionais, muito em virtude do atentado contra a redação do Jornal Charlie Hebdo, em Paris, assumido pela filial da Al Qaeda sediada em território iemenita. A crise política no país começou a se delinear em 2011, em meio à chamada Primavera Árabe, quando manifestações populares pediam o fim do mandato de 33 anos do então presidente Ali Abdullah Saleh. Nessa ocasião, enfrentamentos entre civis e forças do governo resultaram em mortes que chegam até o número de 2000 pessoas[i], motivando o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) a se mobilizar para que o premiê entregasse o poder, posição também adotada pelo Conselho de Segurança, por meio da resolução 2014. A renúncia de Saleh só se deu após a escalada do conflito, atribuída ao apoio de líderes militares e de membros da tribo Hashid à oposição. A partir de então o governo iemenita passou a ser chefiado por Abdrabbuh Mansour Hadi, primeiro sob uma coalizão e depois em um mandato bienal, assegurado após a realização de eleições em 2012 (ARAB UPRISING…, 2013; Al QAEDA NO IÊMEN CITA…, 2015; YEMEN PROFILE, 2015).

A ascensão de Hadi ao poder, com o apoio das Nações Unidas não implicou a formação de um ambiente político estável, um desafio no país mais pobre do Oriente Médio, com histórico de conflitos, que só se unificou em 1990 e mantém uma estrutura tribal. O novo presidente teve que lidar com antigos problemas, entre eles o aumento de pobreza, a desnutrição infantil e o risco elevado de contração de doenças infeciosas. Ademais, apesar do estímulo a outros setores, economia iemenita é altamente dependente da extração de petróleo, recurso não renovável, cujo preço vem caindo no mercado internacional em razão da superprodução, especialmente nas áreas de xisto dos EUA, e da demanda abaixo das expectativas na Europa e na Ásia. Tudo isso, associado e taxas de desemprego elevadas e escassez de recursos hídricos, gerou no Iêmen fragilidade institucional que favoreceu a ação de grupos rebeldes, bem como o estabelecimento de bases da Al-Qaeda no país (ARAB UPRISING…, 2013; ENTENDA A QUEDA…, 2015; YEMEN PROFILE, 2015, THE WORLD FACTBOOK, s.d.).

Movimentos insurgentes e separatistas no Iêmen não são incomuns, porém há que se destacar os hutis[ii] – outra nomenclatura para Ansarullah –, grupo adepto do zaidismo – corrente islamismo xiita – e que esteve presente da Conferência para o Diálogo Nacional em fevereiro de 2014, quando foi anunciado o plano de converter o país em uma federação de seis regiões. Ativos na oposição à Saleh em 2011, os hutis lideraram em agosto do ano passado protestos que exigiam a redução do preço dos combustíveis e a nomeação de um novo governo, bem como a revoga da decisão de acabar com os subsídios no setor agrícola, a qual afetou a parcela mais pobre da população, que sofre com a insegurança alimentar (CRISE SE AGRAVA NO IÊMEN…, 2015; SAIBA QUEM SÃO OS HUTIS…, 2015).

No mês subsequente, foi assinado um acordo de paz, cuja implementação incompleta nos anos seguintes motivou o uso de técnicas violentas por parte dos milicianos xiitas em 2014.  Acusando o governo Hadi de corrupção e de não atender as demandas sociais, eles não somente avançaram sobre novos territórios em meio a confrontos com outras milícias tribais, forças do governo e militantes da Al-Qaeda como também assumiram certo grau de controle em pelo menos nove províncias do Iêmen, incluindo a capital, em setembro do ano passado.  (CRISE SE AGRAVA NO IÊMEN…, 2015; SAIBA QUEM SÃO OS HUTIS…, 2015).

A tensão no país também perpassa o recrudescimento das ações da Al-Qaeda no Iêmen, filial do grupo terrorista conhecido internacionalmente, que desde 2000 se opõe ao governo iemenita, cuja falta de controle sobre os vários grupos insurgentes facilita as operações dos terroristas. Apesar da ausência de filiação política, seu objetivo principal é desestabilizar a estrutura política nacional, de modo que o regime entre em colapso, por meio de atentados, em geral contra policiais, militares, grupos de turistas ou mesmo embaixadas ou instalações petroleiras de países ocidentais. Recentemente, o grupo assumiu atentados contra milicianos xiitas que controlam a capital Sana desde setembro e ainda incluiu os atentados ao jornal francês Charlie Hebdo em sua lista de atividades em um documento divulgado no final de janeiro. Dentre as 204 operação realizada em 11 províncias iemenitas se destaca a tomada de uma base e de todo o armamento nela contido no sul do Iêmen, o que levou as tribos a clamarem a retirada dos militantes da Al-Qaeda no Iêmen (AL QAEDA NO IÊMEN CITA…, 2015; YEMEN ARMY BASE SEIZED…,2015; MAPPING MILITANT ORGANIZATIONS…,s.d.).

Em Sana, os confrontos com os hutis e forças do governo levou a uma redução significativa das capacidades do último, em decorrência do cerco ao palácio presidencial e também do sequestro do chefe de gabinete do presidente Hadi, ambos ocorridos em janeiro de 2015.  Não se pode deixar de mencionar o ataque ao comboio do primeiro ministro iemenita, bem como da inviabilização da publicação de qualquer declaração das autoridades. Essa conduta permite à milícia xiita – contrária ao projeto de um Iêmen federal, dividido em seis regiões – expandir sua influência para as demais províncias do país a partir da escalada da violência, que afetou profundamente os civis e motivou protestos de outras facções políticas – entre elas os partidos Nasserite e Islah[iii]– que alegam sofrer ameaças por parte dos hutis, o que dificulta as negociações (CRISE SE AGRAVA NO IÊMEN…, 2015; SAIBA QUEM SÃO OS HUTIS…, 2015; YEMEN TALKS HIT BY…, 2015).

Acirramento da tensão e a reação internacional

A escalada da violência tem como ponto nevrálgico a tomada do poder pelos integrantes da milícia xiita em meio a um vácuo de poder após a fuga do presidente Hadi para a cidade de Áden, de onde ele cancelou sua renúncia – ocorrida em 22 de janeiro. Ele ainda classificou as ações dos rebeldes como nulas e ilegais. Apesar do ganho de influência pelos hutis em todo o Iêmen, demonstrado pela dissolução do parlamento e da formação unilateral de um conselho presidencial para governar o país interinamente por dois anos, opositores do movimento protestam na capital, demonstrando a apoio a Hadi. Daí decorreram enfrentamentos que deixaram mortos e feridos, o que não somente levou diversos países a suspenderem ou reduzirem suas atividades diplomáticas em território iemenita, mas também a tentativas de mediação da ONU, a pedido do Conselho de Cooperação do Golfo. Tendo isso em vista, o Conselho de Segurança implementou  em 22 fevereiro de 2015 uma resolução aos hutis que se retirem das instituições sob seu controle e libertem os membros do governo detidos, entre eles o primeiro-ministro Khalid Bahah, que se encontra em prisão domiciliar. O documento abre ainda a possibilidade de imposição de sanções aos rebeldes (APÓS FUGIR DE CAPITAL…, 2015; HOUTHIS SET DEADLINE…, 2015; MILÍCIAS XIITAS SE NEGAM…, 2015).

Diante da possibilidade de desestabilização da segurança regional em razão da situação complexa no Iêmen, diversos atores externos se envolveram nos eventos. O Conselho de Cooperação do Golfo, por exemplo, vê com preocupação o recrudescimento das ações da Al Qaeda no Iêmen. Ademais, a ascensão de um grupo xiita ao poder é encarada como um fator desencadeador de tensões sectárias, considerando um cenário no qual o Estado Islâmico[iv] – de orientação sunita – ganha força rapidamente e pode estabelecer uma filial no país no intuito de tirar do controle os grupos xiitas. A impossibilidade de suspender relações econômicas, o entrelaçamento de agendas no que tange a segurança e a inviabilidade de repostas militares levaram o CCG a recorrer às Nações Unidas, cuja primeira medida foi alertar os rebeldes para a possibilidade de medidas mais severas – nunca especificadas – caso eles não se dispusessem a negociar (WHY THE GCC’S HANDS ARE…, 2015, YEMEN CRISIS: UN WARNS…, 2015).

O enviado especial Jamal Benomar recebeu a incumbência de fomentar o diálogo entre as partes, que resultou em um acordo preliminar para criação de um conselho de transição contendo representantes do sul do Iêmen, mulheres e jovens – todos setores com pouca expressividade no país – para legislar no próximo biênio. Segundo Benomar, o acordo demonstra a vontade dos envolvidos de evitar uma guerra civil.  O acordo, entretanto, não é definitivo e não compreende arranjos para a presidência, ministérios ou segurança, o que abre espaço para que uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita bombardeasse alvos dos hutis no Iêmen no final de março de 2015  (YEMEN CRISIS: UN WARNS…, 2015; YEMEN FEUDING PARTIES…, 2015).

Se em relação aos hutis a comunidade internacional procura pressionar o grupo a superar seu isolamento e entrar em diálogo especialmente com o partido Islah para cessar as hostilidades no Iêmen, a conduta em relação à filial da Al Qaeda no país e diferente. Os membros do grupo extremista vêm sendo alvo de ataques efetuados por drones enviados pelos EUA, provocando inclusive a morte do clérigo  SheikhHarith al-Nadhari, um dos poucos a ter seu rosto exposto em sermões divulgados na Internet. A Casa Branca e o Pentágono já anunciaram não ter previsão para o fim destes ataques, o que decorre em grande parte do temor em relação a este ramo da Al Qaeda, considerado um dos mais letais. O próprio Obama já afirmou durante um pronunciamento que os EUA e o ocidente, de um modo geral, não estão em guerra contra o Islã e sim contra aqueles que, em suas palavras, pervertem a religião por meio do terrorismo, isto é: a Al Qaeda e o Estado Islâmico. As respostas militar e política, no entanto, apresentam pontos problemáticos, já que os ataques são questionados por civis iemenitas e as negociações no âmbito da ONU não incluem a Rússia, tampouco o Irã – apontado como financiador dos hutis (SAUDI ARABIA ALLIES BOMB…, 2015; YEMEN FEUDING PARTIES…, 2015).

Considerações finais

O cenário de crise do Iêmen está ligado a problemas estruturais do país, entre eles a dificuldade em formar um governo capaz de construir uma base social de apoio que lhe assegure estabilidade. Isso se agrava diante da deterioração condições de vida, fato que gera descontentamento na população e contribui para o enfraquecimento das instituições, propiciando a ação de grupos insurgentes e/ou terroristas. Saleh não se mostrou capaz de lidar com isso, tampouco Hadi, mostrando que o Iêmen não passou por mudanças significativas nos últimos anos, de modo que outros atores puderam suplantar o Estado, cujo controle foi sendo reduzido a ponto de o país esta à beira de uma guerra civil. O contexto, portanto, é de enorme incerteza, já que o consenso entre as partes, ainda não garantido, só foi obtido com a mediação da ONU, que não consegue angariar apoio russo ou iraniano. No caso da Rússia, especificamente, além de sua ampla inserção no Oriente Médio há que se considerar o poder de veto do país no conselho de Segurança, o que pode barrar a aprovação de quaisquer resoluções envolvendo o Iêmen.

A ajuda internacional é necessária para a reconstrução do Estado iemenita, de modo a fomentar o consenso entre os atores internos e considerando que a tensão no país coloca em risco a estabilidade e a segurança regionais no Oriente Médio. Em meio ao vácuo de poder, a capacidade de mediação de atores externos é um ponto fundamental, o que não parece ser o caso do enviado especial da ONU, Jamal Benomar, cuja capacidade de promover o diálogo entre as partes foi colocada em cheque. Outrossim, não há garantia de que o acordo anunciado recentemente – e sobre o qual somente a ONU se pronunciou – será adequadamente  implementado. Acresce que as incursões militares estadunidenses em território iemenita para abater alvos da Al Qaeda do Iêmen são desaprovadas pelos civis, que questionam a forma como os alvos são definidos, fazendo crescer o sentimento de rejeição aos países ocidentais, que passam a ser vistos como antagonistas. A dificuldade dos atores externos em obter respaldo em seu auxílio, juntamente com divergências internas no Iêmen, somente emperra a resolução da crise, logo novos avanços precisam ser feitos.

Referências

Al-Qaeda no Iêmen cita ‘Charlie Hebdo’ na lista de suas operações. G1, 27. jan. 2015. Disponível em: <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/al-qaeda-no-iemen-cita-charlie-hebdo-na-lista-de-suas-operacoes.html&gt;. Acessoem: 18. fev. 2015.

Analysis: Can Houthis withstand the isolation?.Al jazeera English, 17.fev.2015.Disponível em: <http://www.aljazeera.com/news/2015/02/analysis-houthis-withstand-isolation-150217052224782.html&gt;. Acesso em: 18. fev. 2015

Após fugir de capital, presidente do Iêmen retira sua renúncia. G1, 21.fev.2015. Disponível em:<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/02/apos-fugir-de-capital-presidente-do-iemen-retira-sua-renuncia1.html&gt;. Acesso em: 22. fev. 2015.

Arab uprising: Country by country – Yemen. BBC News World, 16.dez.2013. Disponívelem: <http://www.bbc.com/news/world-12482293&gt;. Acesso em: 18. fev.2015.

Crise se agrava no Iêmen e milícia xiita cerca residência do premiê. G1, 19. jan.2015. Disponível em:<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/crise-se-agrava-no-iemen-e-milicia-xiita-cerca-residencia-do-premie.html&gt;. Acesso em: 18. fev. 2015.

Entenda a queda do preço do petróleo e seus efeitos. G1, São Paulo, 16. jan.2015. Disponível em:<http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/01/entenda-queda-do-preco-do-petroleo-e-seus-efeitos.html&gt; Acesso em: 18. fev. 2015

Houthis set deadline to resolve Yemen crisis. Al JazeeraEnglish, 01. fev.2015. Disponível em:<http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2015/02/houthis-set-deadline-resolve-yemen-crisis-150201162733824.html&gt;.Acessoem: 18. fev. 2015.

Mapping Militant Organizations – Al Qaeda in Yemen.Stanford University.  Disponível em:<http://web.stanford.edu/group/mappingmilitants/cgi-bin/groups/view/23&gt;.  Acesso em: 18. fev. 2015.

Milícias xiitas se negam a ceder o poder no Iêmen. G1,15.fev.2014. Disponível em:<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/02/milicias-xiitas-se-negam-a-ceder-o-poder-no-iemen.html&gt;. Acessoem: 18. fev. 2015.

Obama says US at war with those ‘perverting Islam’. Al JazeeraEnglish, 19.fev.2015. Disponível em: <http://www.aljazeera.com/news/2015/02/obama-islam-extremism-conference-150218213833133.html&gt;. Acesso em: 22. fev.2015.

Saiba quem são os hutis, os rebeldes que derrubaram o governo do Iêmen. G1, 13.jan.2015.Disponível em : <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/saiba-quem-sao-os-hutis-os-rebeldes-que-derrubaram-o-governo-do-iemen.html > . Acesso em: 18. fev. 2015

Saudi and Arab allies bomb Houthi positions in Yemen. Al Jazeera English, 26.mar.2015.Disponívelem:<http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2015/03/saudi-ambassador-announces-military-operation-yemen-150325234138956.html >.Acesso em: 27. mar.2015

The World Factbook. The Cia LibrarayDisponível em: <https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/ym.html. >. Acessoem: 18. fev. 2015.

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Yemen Profile.BBC News Midle East, 19.jan.2015. Disponível em:     <http://www.bbc.com/news/world-middle-east-14704852&gt;. Acesso em: 18. fev. 2015.

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Why the GCC’s hands are tied over Yemen.Al JazeeraEnglish, 06.jan.2015. Disponível em: http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2015/01/why-gcc-hands-are-tied-over-yeme-20151655531390304.html. Acesso em: 18. fev. 2015

[i] Os dados a esse respeito são imprecisos.

[ii] Grupo surgido em 2004, sob a liderança de Hussein Badr al Din al Huti,  visando conseguir mais autonomia para a província de Sadá, que os rebeldes consideram a terra deles, e também para proteger a corrente zaidista- presente em cerca de um terço do território do Iêmen- e suas tradições culturais.

[iii] Partidos que se juntaram aos Hutis nos protestos contra o então presidente Ali Abdullah Saleh em 2011, mas que agora não mais aceitam negociar com os milicianos xiitas sob o argumento de que eles estão usando a força para alterar o mapa político do Iêmen a seu favor.

[iv] Para uma análise sobre o Estado Islâmico, acessar https://pucminasconjuntura.wordpress.com/2014/11/21/terror-no-oriente-medio-quem-e-e-o-que-quer-o-estado-islamico/.

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