Estados Unidos: O apoio nas negociações de paz entre Israel e Palestina

Marina D’Lara Siqueira Santos

Resumo

Israel e Palestina vivem hoje a continuidade de um dos conflitos mais sangrentos de sua história. Os Estados Unidos, assumindo sua histórica ligação com Israel e seu papel como hegêmona do sistema internacional, interfere no conflito na tentativa de buscar uma paz duradoura na região. Analisar-se-á o papel desenvolvido pelos Estados Unidos no decorrer do conflito e a situação de crise presente nas suas relações com Israel. 

Atuação estadunidense no Oriente Médio

 

O conflito entre Israel e Palestina tem raízes históricas[i] advindo dos assentamentos de judeus sionistas na região que já era ocupada por árabes do antigo Império Otomano. O processo de colonização em busca da construção de um Estado Judeu e a resistência árabe por sua independência deu início a esta história que repercute no sistema internacional até os dias atuais (CHEREM, 2002).

O maior apoiador da causa sionista até os dias atuais são os Estados Unidos da América (EUA), que foi o primeiro Estado a reconhecer a independência de Israel e é seu maior financiador externo (ADIN, 2006). No decorrer da Primeira Grande Guerra (1914-1918), período em que se iniciavam as migrações judaicas para a Palestina, os EUA mantiveram uma política de afastamento e o Oriente Médio ficou sob colonização inglesa e francesa. A Declaração de Balfour[ii], em novembro de 1917, na qual a Inglaterra dava aos judeus sionistas o direito a um “lar nacional” situado na Palestina, foi apoiada pelo governo estadunidense, que não teve participações mais significativas nas questões políticas da região na época (GOMES, 2001).

Nos anos que seguiram ao fim da Primeira Guerra, a relação EUA-Oriente Médio se deu puramente de forma econômica, garantindo a exploração do petróleo por empresas estadunidenses em toda a região. Mas, se dando conta da importância do petróleo em períodos de guerra e da possível escassez do recurso, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os Estados Unidos buscaram uma participação mais efetiva na região, expandindo sua influência para questões políticas. Durante a Guerra Fria, tendo em vista a ameaça comunista, o governo estadunidense estreitou as relações com o Oriente Médio para garantir sua influência capitalista na região.

Em todas decisões referentes à região, no xadrez da Guerra Fria, que implicavam também importantes interesses econômicos, a política americana foi coerente: construiu estratégias para deter a expansão soviética, apoiando econômica e militarmente os governos ameaçados por movimentos comunistas ou nos quais as demandas soviéticas eram diretas, e aproximou-se de outros para evitar riscos e garantir bases militares e concessões de petróleo (GOMES, 2001, p 51).

Quando o governo estadunidense tomou partido no problema palestino, apoiando a formação do Estado Judeu no Plano de Partilha da ONU, em 1947, ele contradisse sua política externa construída até o momento, rompendo laços importantes com governos árabes e afetando diretamente sua economia doméstica (GOMES, 2001). A tomada dessa decisão contraditória será explica na próxima seção do artigo.

O Plano de Partilha da ONU e suas consequências

Com a Segunda Guerra Mundial, houve uma intensificação do movimento sionista, gerando uma forte onda de migração de judeus para a Palestina, que nessa época ainda estava sob mandato britânico [i](BERNARDO, 2010). Os judeus sionistas buscavam apoio para a fundação do Estado de Israel e perceberam que o apoio estadunidense era indispensável devido à potencialidade dos EUA para se tornar um hegêmona[ii] no pós-guerra. Dessa forma, estabeleceram diversas associações sionistas dentro dos EUA para aproximar a causa ao Congresso e buscaram a mobilização da população judaica do país. Com uma forte pressão da população, em 1946, as resoluções sionistas foram introduzidas oficialmente no Congresso estadunidense. Esse movimento, também conhecido como Lobby Judaico[iii], explica a mudança de postura internacional dos Estados Unidos, comentada na seção anterior, a qual gerou prejuízos domésticos para o país e a quebra de acordos importantes.

O Presidente dos Estados Unidos na época, Harry Truman, que entendia as consequências de uma medida tendenciosa no Oriente Médio, mas pressionado pelo movimento sionista estadunidense, exigiu do governo britânico – que tinha acordo com os árabes estabelecidos durante a Primeira Guerra – a permissão para a imigração de 100.000 refugiados judeus, mas sem intervenção militar. O objetivo era conseguir uma maioria populacional judaica na Palestina e assim legitimar o direito ao Estado judaico. Em meio ao descontentamento de ambas as partes, à forte pressão internacional da diplomacia estadunidense em favor do sionismo, à gasta economia britânica no pós-guerra, que já não conseguia governar como antes suas colônias, e à comoção internacional em torno da situação judaica após o Holocausto, em 1947 a Inglaterra levou à Organização das Nações Unidas (ONU) a situação da região (GOMES, 2001).

O discurso sionista baseava-se na Declaração de Balfour, no direito da formação do Estado Judeu e contava com o apoio do governo dos EUA. Os palestinos afirmavam ter maioria populacional e, assim, tinham direito “natural” e histórico a sua independência e a determinar por conta própria sua constituição política (GOMES, 2001).

A resolução aprovada pela Assembleia Geral dividia o território em dois Estados, em que as partes seriam divididas entre árabes (Cisjordânia e Faixa de Gaza) e judeus e Jerusalém teria um regime internacional especial[iv]. As recomendações da ONU sobre a partilha não foram bem recebidas; dentro do território iniciou-se uma guerra civil que se intensificou com a retirada das forças britânicas. Em meio à diáspora árabe, os judeus declararam sua independência e, em 14 de Maio 1948, nasce o Estado de Israel, reconhecido imediatamente pelos Estados Unidos da América (GOMES, 2001).

Desde então, os EUA assumiram uma posição a favor da soberania israelense, mas sempre buscando a promoção da democracia, a paz duradoura e o crescimento econômico da região, com diversas tentativas de comunicação entre Israel e Palestina. A aliança EUA-Israel se dá em quatro esferas: pelos grupos de pressão pró-Israel que tentam influenciar as decisões políticas – lobby judaico -, os interesses estratégicos comuns como o petróleo, a disseminação de valores liberais comuns e a tradição judaico-cristã (LIMA, 2014).

Após a Primeira Intifada[v] em 1987, o presidente George Herbert Walker Bush se esforçava nas negociações de paz entre Israel e Palestina, até que, em 1993, os dois governos estabeleceram os acordos de Oslo, land-for-peace (terra por paz). Dentro de quatro dias o representante do governo de Israel e representantes da Organização pela Libertação da Palestina (OLP) se encontraram na Casa Branca, em Washington, e assinaram os acordos no qual a autoridade palestina reconhecia o direito de Israel de existir renunciando ao uso da violência contra o Estado de Israel enquanto, em troca, o governo israelense prometia aos palestinos autonomia política na Faixa de Gaza e Cisjordânia, onde a Autoridade Nacional Palestina (ANP) governaria. Essa negociação não agradava a toda a população e sofreu muitas críticas, dentre elas do grupo Hamas[vi], que está hoje no governo da Faixa de Gaza (ADMIN, 2006).

Os acordos de Oslo tinham em sua estrutura diversas falhas que o tornou ineficaz, como o viés individualista e não coletivo do acordo, ou a indistinção socioeconômica entre as partes ou o fato de pensar apenas no presente e futuro e não em questões do passado consideradas importantes para a concretização da paz na região[vii] (ATIEH, 2005). Com isso, e com falta de iniciativa dos governos para cooperar com os termos propostos, a violência na região continuava a crescer. Um ano depois da assinatura, novamente com a mediação do governo estadunidense, as duas lideranças se encontram para tentar reforçar os acordos de Oslo. No governo Clinton (1993-2001), além da parceria com Israel, os EUA buscavam criar laços com a Palestina se dirigindo pela primeira vez ao Conselho Legislativo da Palestina na Faixa de Gaza e trazendo grande expectativa sobre o fim dos conflitos (ADMIN, 2006). Apesar dos esforços, a violência continuava a crescer e, em 2000, deu-se início à Segunda Intifada, iniciada pelo grupo islâmico extremista, Hamas. A política estadunidense perante a Palestina muda, tarjando o grupo como terrorista ao mesmo tempo em que ocorre a reocupação da Cisjordânia por israelenses.

As próximas tentativas de negociação propostas pelos EUA focavam, em grande parte, nos interesses de Israel. Depois de mudanças no governo de Israel e da Palestina, os colonos e tropas israelenses já haviam sido retirados da Faixa de Gaza, em 2006, e o Hamas vence as eleições democraticamente tomando do Fatah[viii] um número importante de cadeiras no parlamento (ADMIN, 2006).

 

“O Fatah viu a sua derrota nas mãos de um esforço político disciplinado do grupo militante Hamas, cujos estatutos defendem a destruição de Israel, e que venceu as eleições parlamentares com uma plataforma anti-corrupção e de serviços sociais “ (ADMIN, 2006, tradução nossa)[ix].

A entrada de um grupo considerado terrorista por uma parte da sociedade internacional, incluindo os Estados Unidos da América, no governo da Palestina fez com que estadunidenses e israelenses cessassem as relações diplomáticas com a palestina e aplicassem sanções internacionais. Assim, o Hamas teve menores áreas de atuação e sua credibilidade entre a população oscilou em diversos momentos do seu governo. Em meio a situação na qual a Palestina se encontrava devido às sanções, Hamas e Fatah se tornaram entidades contrárias, com interesses divergentes, ao ponto que, em junho de 2007, o Hamas expulsou membros do Fatah da Faixa de Gaza dividindo o que deveria ser um Estado em dois governos: Cisjordânia, controlada pela ALP-Fatah e Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas (LOPES, 2014).

 

O Governo Barack Obama

Nas eleições de 2008, o atual Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi eleito e deu continuidade à política externa estadunidense em relação a Israel e Palestina. O Presidente se mostrou disposto a cooperar com as negociações de paz, apoiando a construção de um Estado palestino baseado nas fronteiras definidas em 1967 pela ONU, seguida de desmilitarização da Faixa de Gaza. Segundo o Presidente, a palestina precisa ser capaz de estimular emprego e bem-estar para sua população (OBAMA apud THE WHITE HOUSE, 2009). Perante Israel, Obama mantém o discurso que a autodefesa é um direito do Estado e que a única solução para instaurar uma democracia judaica seria aceitar a formação do estado palestino (CHACRA, 2013).

Os EUA apoiavam as negociações entre o governo Israelense e a OLP, porém mantinham sua postura de não dialogar com o grupo militante Hamas, alegando que o grupo não cumpria com as expectativas da sociedade internacional e o caracterizando como um grupo terrorista – sua política também era de combate ao terrorismo anti-israelense. Outra postura estadunidense diz respeito aos assentamentos israelitas na Cisjordânia, já que Obama é contrário a continuidade do colonialismo e da criação de novos assentamentos, o que dificulta a resolução do conflito (METZGER; TOYANSK, 2009).

O conflito atual entre Israel e Palestina teve início com o sequestro de três jovens israelenses, em 12 de junho de 2014, que foram encontrados mortos posteriormente. Apesar do grupo Hamas não ter assumido a autoria dos assassinatos, o governo de Israel o acusou e como medida de retaliação prendeu membros do grupo islâmico. Deste modo, alegando sua autoproteção, o Hamas iniciou ataques de foguetes contra o território de seu inimigo (10 PERGUNTAS… 2014). Em uma entrevista ao site A Tribuna, o Professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, Gilberto Rodrigues, mostra outro lado do atentado:

 

O episódio do sequestro e morte dos garotos é um pretexto, apenas. O que está em jogo é o aumento de apoio internacional em favor da Palestina, por um lado, e o isolamento de Israel, por outro. Além disso, o governo de Barack Obama deu mostras de que não apoia incondicionalmente as ações israelenses. Então o governo de Israel tenta criar um cenário de ameaças à sua segurança, com o argumento de autodefesa, para manter sua estratégia, com ou sem apoio dos EUA. O que, a médio e longo prazo, pode ser insustentável (RODRIGUES apud BRAZ, 2014).

Diante do atual conflito, inúmeras tentativas de conciliação das partes e de acordos de cessar-fogo propostos pelos Estados Unidos foram mal sucedidas. Obama reafirma em seus discursos a não simpatia pelo grupo Hamas, mas coloca que é necessário, para a manutenção da paz, um entendimento entre o grupo e o Fatah. Com as interrupções dos acordos de cessar-fogo pelo grupo islâmico, torna-se necessário pensar em como garantir a estabilidade da segurança israelense (OBAMA apud THE WHITE HOUSE, 2014).

As atitudes de Israel estavam sendo criticadas internacionalmente em diversas partes do mundo, inclusive pela ONU. Criticava-se a desproporcionalidade dos ataques, o número de mortes de civis, entre outros. Em algumas circunstâncias, o próprio aliado, os EUA, demostrou sua desaprovação, como nos ataques às escolas em Gaza que eram utilizadas como abrigo aos refugiados; os Estados Unidos declararam como “vergonhosa” a atitude de Israel de atacar o abrigo considerado zona neutra no conflito (ONU DIZ…, 2014).

O Ministro da Defesa Israelense, Moshe Yaalon, criticou a postura apaziguadora do enviado dos EUA, o Secretário de Estado John Kerry, gerando uma crise na diplomacia entre EUA e Israel. Diante destas críticas, a Casa Branca decidiu vetar todas as relações diplomáticas do Ministro com os representantes do Estado estadunidense. A crise diplomática se intensificou com as declarações do Primeiro-Ministro Israelense Benjamin Netanyahu, aprovando a construção de até duas mil casas em Jerusalém, das quais a maioria se encontra na parte palestina da cidade (LIMA, 2014). O caso se torna bastante preocupante para as relações EUA-Israel na medida em que isto vai contra as tentativas de negociações de paz estadunidense, que visava a construção do Estado Palestino nas fronteiras definidas pela ONU e que afirmava que, para haver negociações, o colonialismo israelense deveria cessar.

 

Considerações Finais

 

É perceptível todo o apoio oferecido a Israel pelos Estados Unidos. Este sempre apoiou o direito de autodefesa de Israel, a necessidade de conseguir sobreviver em segurança, não só não diplomaticamente, mas também economicamente. Em cada eleição presidencial, os presidentes reafirmam o papel dos Estados Unidos no Oriente Médio, principalmente devido à enorme gama populacional judaica residente nos EUA. As atitudes do governo israelense colocam em xeque essa aliança histórica entre os dois Estados.

Fica claro que a relação histórica entre os países não acabará instantaneamente, porém, o desgaste no longo prazo pode trazer inúmeras perdas para o Estado Judeu. Economicamente, Israel é o Estado com maior apoio estadunidense, o que garante inclusive a vantagem militar que Israel tem sobre vários outros Estados. Na tentativa de sobreviver como Estado soberano, a parceria diplomática com a maior potência do sistema internacional é de grande valor, lembrando-se que os Estados Unidos foi o primeiro Estado a reconhecer a independência israelense e apenas com esse apoio sua declaração se legitimou. Dentro do Conselho de Segurança das Nações Unidas o apoio estadunidense garantiu que várias intervenções, muitas vezes que poderiam ir contra os esforços israelenses, não fossem aprovadas, graças ao seu direito de veto. O Estado de Israel tem mais a perder com a ruptura do apoio que os Estados Unidos, logo deve tomar medidas para que a crise diplomática entre os dois se resolva e retorne a voz ativa nas negociações, para que seus interesses sejam cumpridos e a paz seja estabelecida na região de forma positiva para os seus objetivos.

Voltando-se para o conflito, o empasse de uma negociação moderada por um ator claramente não neutro (EUA) torna quase impossível que a situação se resolva bilateralmente, com ganhos para ambas as partes. Além do problema da moderação, a resolução do conflito passa também pelo fato da resistência de Israel, junto com os Estados Unidos, contra o Hamas. Enquanto os termos das resoluções não passarem pelo grupo, e atenderem também seus interesses dificilmente haverá realmente uma negociação com todo o povo palestino, que também reside na Faixa de Gaza. E mais que isso, os interesses e reinvindicações do Hamas e do Fatah devem ser convergentes e voltados para a população, não para agendas políticas próprias. Somente quando essas barreiras forem ultrapassadas será possível pensar em uma resolução para o conflito Israel-Palestina, de modo a alcançar uma situação de paz positiva.

 

Referências Bibliográficas:

10 PERGUNTAS para entender o conflito entre israelenses e palestinos, BBC Brasil, 08 ago. 2014. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk.shtml&gt; Acesso em: 08 nov 2014

ADMIN, U.S. Role in the Israeli-Palestinian. PBS Newshour, 11 maio 2006. Disponível em: <http://www.pbs.org/newshour/updates/middle_east-jan-june06-us_05-11/&gt;. Acesso em: 07 nov 2014

ATIEH, Adel et al. Peace in the Middle East: P2P and The Israeli-Palestinian Conflict. Geneva: United Nations, 2005.

BERNARDO, João. De perseguidos a perseguidores: a lição do sionismo. Passa Palavra, 2 jun. 2010. Disponível em: <http://passapalavra.info/2010/06/24723&gt; Acesso em: 08 nov 2014.

BRAZ, Giselda, Entenda o conflito mais sangrento do Oriente Médio e a opinião de especialistas, A Tribuna, 20 jul 2014. Disponível em: <http://www.atribuna.com.br/mobile/atualidades/entenda-o-conflito-mais-sangrento-do-oriente-m%C3%A9dio-e-a-opini%C3%A3o-de-especialistas-1.393745&gt; Acesso em: 09 nov 2014

CHACRA, Gustavo, Em discurso histórico, Obama defende Palestina para Israel ser judaico e democrático, Blogs Guga Chacra, Estadão, 21 mar 2013. Disponível em:<http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/obama-defende-palestina-para-israel-ser-judaico-e-democratico/> Acesso em: 08 nov 2014.

CHEREM, Youssef Alvarenga. Os assentamentos israelenses nos territórios ocupados: raízes históricas e sua influência no processo de paz. Fronteira: Revista de Iniciação Científica em Relações Internacionais, v.1, n.2, p. 105-127, mai 2002.

GOMES, Aura R., A Questão da Palestina e a Fundação de Israel, Universidade de São Paulo, Jun. 2001

HAMAS, DA primeira Intifada ao atual conflito com Israel, BBC Brasil, 29 jul 2014. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/07/140729_o_que_hamas_kb&gt; Acesso em: 08 nov 2014

KAPLAN, Eben. Crisis Guide: The Israeli-Palestinian Conflict.  Council on Foreign Relations. Apr. 2008. Disponível em: <http://www.cfr.org/israel/crisis-guide-israeli-palestinian-conflict/p13850&gt;. Acesso em: 16 Nov. 2014

LIMA, José, Como Israel coloca em risco o apoio dos EUA, Carta Capital, 21 ago 2014. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/internacional/como-israel-coloca-em-risco-o-apoio-dos-eua-9209.html> Acesso em: 08 nov 2014

LOPES, Liana Araújo. Quo vadis, Hamas? Where are you going, Hamas? Revista Conjuntura Internacional, vol. 11, n.1, p. 72-82. Belo Horizonte, 2014.

MEARSHEIMER, Jonh. A Tragédia da Política das Grandes Potências. Nova Iorque, 2001.

METZGER, Fábio; TOYANSK, Marcos. Israel, Gaza e Obama, Revista Espaço Acadêmico, n 93, fev 2009. Disponível em: <http://www.espacoacademico.com.br/093/93esp_metzger_toyansk.htm&gt; Acesso em: 08 nov 2014

ONU DIZ que ataque israelense a abrigo em Gaza é ‘ato criminoso’, BBC Brasil, 03 ago 2014, Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140803_gaza_onu_us_escola_mdb&gt; Acesso em: 08 nov 2014

PHILIPP, Peter. 1917, apoio britânico ao movimento sionista. BW. Disponível em: <http://dw.de/p/1XAD&gt; Acesso em: 07 nov 2014.

RANGEL, Carmen, Israel planeja ampliar com mais mil casas as colônias de Jerusalém, El País, 27 out 2014. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/27/internacional/1414407245_831232.html&gt; Acesso em: 08 nov 2014

THE WHITE HOUSE, Press Conference by the President, 01 ago 2014. Disponível em:<http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/08/01/press-conference-president&gt; Acesso em: 10 nov 2014.

THE WHITE HOUSE, Remarks by the President on a new beginning, 04 jun 2009. Disponível em: <http://www.whitehouse.gov/the-press-office/remarks-president-cairo-university-6-04-09> Acesso em: 10 nov 2014

UNITED NATIONS. General Assembly. Resolution 181 Adopted on the Report of the AD HOC Commitee on the Palestinian Question. 1947. Disponível em: <http://www.un.org/en/ga/search/view_doc.asp?symbol=A/RES/181%28II%29&gt;. Acesso em 10 Nov. 2014.

[i]  “Terminada a Primeira Guerra Mundial, durante a realização da Conferencia de Paz de Paris, firmou-se o Pacto da Sociedade das Nações, um junho de 1919, como parte integrante do Tratado de Versailles. O Pacto introduziu, em seu artigo 22, o Sistema de Mandatos, fundado sobre o conceito de que o desenvolvimento dos territórios sob tutela das “nações mais adiantadas” constituía uma “missão sagrada da civilização”. O grau de tutela dependeria do grau de maturidade política do território interessado, Classificou-se os mais desenvolvidos como mandatos da classe “A”, os menos desenvolvidos como da classe “B” e os mais atrasados como da classe “C”” (GOMES, 2001).

[ii] Mearsheimer afirma em A Tragédia da Política das Grandes Potências que os Estados Unidos da América eram o único país forte o suficiente para conter o crescimento da União Soviética, fazendo o papel de Hegêmona no Ocidente.

[iii] Ver o Lobby de Israel, de John Mearsheimer e Stephen Walt, para mais informações sobre o Lobby Judaico. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_pdf&pid=S0101-33002006000300003&lng=en&nrm=iso&tlng=pt.

[iv] O regime especial ao qual Jerusalém era submetido referia-se as seguintes clausulas: (a) O Estado deve estar vinculado a todos os acordos e convenções internacionais, gerais ou especiais, para que a Palestina se torne uma parte. Sujeito a qualquer direito de renúncia previsto neste documento, esses acordos e convenções devem ser respeitados pelo Estado ao longo do período para o qual foram concluídos. (b) Qualquer controvérsia sobre a aplicabilidade e validade de convenções ou tratados internacionais assinados ou dificultados pelo Poder mandatório em nome Palestina será ele submetido ao Tribunal Internacional de Justiça, em conformidade com as disposições do Estatuto do Tribunal (UNITED NATIONS, 1947).

 

[v] Intifada é a palavra árabe para “levante”. A primeira Intifada ocorreu um 1987 com a revolta civil palestina contra o Estado de Israel, sendo contida apenas em 1993 com a assinatura dos acordos de Oslo. A segunda Intifada teve início nos anos 2000.

[vi] Hamas ou Movimento de Resistencia Islâmica, surgiu após a primeira intifada. Em sua formação, um dos objetivos estabelecidos foi a luta contra Israel. É considerado um grupo terrorista por alguns Estados, inclusive os Estados Unidos. Até 2007, Hamas e Fatah formavam um governo de união nacional mas após atentados entre os dois grupos rivais as relações foram cortadas. Hoje em dia o Hamas tem controle da Faixa de Gaza e sofre bloqueio de Israel e Egito. Acordos de reconciliação entre as duas facções já foram estabelecidos (HAMAS DA …, 2014).

[vii] As cinco principais falhas dos Acordos de Oslo foram analisadas pelo Instituto de Pesquisa para o Desarmamento, das Nações Unidas, e estão expostas em “Peace in the Middle East:P2P and the Israeli-Palestinian Conflict”..

[viii] Fatah ou Movimento Palestino de Libertação, foi fundado pelo falecido Yasser Arafat em 1950 e é a maior facção política palestina, majoritário na OLP. Ao contrário do Hamas, o Fatah é um movimento secular e reconhecido nacionalmente em Israel.” (KAPLAN, 2008).

[ix] “Fatah saw its defeat at the hands of a disciplined political effort by the militant group Hamas, whose charter calls for Israel’s destruction, and who won parliamentary elections on an anti-corruption and social services platform”.

 

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Uma resposta para Estados Unidos: O apoio nas negociações de paz entre Israel e Palestina

  1. nome sobrenome disse:

    Algumas observações que eu faria no seu texto:
    1 – Os Eua não eram aliados de Israel em 1947,apesar de na comissão peel de 1937, roosevelt ter referendado e na partilha de 1947 os EUA que se opôs a até o ultimo minuto ter sido favorável no fim e não foi o “Lobby” no congresso que fez o presidente Truman mudar de idéia, e sim foi convencido por uma baronesa judia com a qual mantinha boas relações. Os EUA só passaram a apoiar Israel em 1967 após a URSS apoiar os árabes na guerra dos 6 dias.
    2 – A URSS era mais apoiadora de Israel do que os EUA durante o periodo de 1949- 1956, pois Israel era governado por comunistas(motivo que os EUA não apoiou Israel no inicio). Alias a maior fornecedora de aviões até 1967 era a frança, enquanto os árabes passaram a receber apoio militar 10 vezes maior da URSS desde o conflito de suez.
    3 – As imigrações judaicas começaram em 1850 e não em 1918(Ver censo Moses Montefiore 1839/1866 – European library foudation e History of the holy land in the 19th century – DCP for Turkish empire).
    4 – O nome correto não é declaração DE balfour e sim Declaração Balfour, e não “dava” aos judeus, e sim o barão de rothschild RECONHECIA em nome do Império britânico, o direito dos judeus a formarem um estado judeu no território que hoje compreende Israel E jordânia.
    5 – Faltou relatar fatos importantes do período pré-britânico, para o entendimento do conflito, de que ambos judeus e árabes, fizeram migrações em massa para a terra santa, sendo os judeus de 1850 em diante divididos em três etapas chamadas Aliá motivados pelos pogroms, com uma pausa de 1936-1939 por proibição Inglesa e os árabes de 1915 em diante, com o fim em 1948. Desde o primeiro Censo da História na região feito em 1839 por montefiore, os judeus constituíram maioria judaica na região de antes de 1839(não se sabe ao certo a partir de quando) – 1922, daí os árabes constituiram de 1923 até 1947 daí voltando para os judeus de 1948 em diante. Note que a população da terra santa no século 19 não passava de 100 mil habitantes,(ver Innocents Abroad – Mark Twain 1967 e Novamente Censos De Montefiore) com maioria judaica de aproximadamente 60 mil judeus, 32 mil árabes, 5 mil cristãos e o resto de drusos e beduinos.
    A explosão demográfica e o interesse maior da população árabe oriundas da siria, libano e egito que emigrou para a região, foi a partir de 1922 quando a malária foi erradicada pelos judeus ao drenarem os pantanos da planicie costeira que hoje conpreende Tel-Aviv e seus arredores. Isso causou um grande problema, que foi o de então passar a ter DUAS populações brigando pelo território e não mais só os judeus. Como há um estranho costume de se estudar a historia do conflito somente a partir de 1947, dar-se-a a impressão de que o status quo sempre foi o presente neste ano, o que não é verdade.
    A omissão nos estudos sobre a influência da URSS no território também empobrece o entendimento. Bem como as promiscuas relações entre hilter e o mufti de jerusalem.
    Aliás, a titulo de curiosidade, a Pérsia, mudou o seu nome oficial para Irã em 1939 após pedido do Reich, já que “Iran” em Farsi significa “terra dos Arianos” e os ideais de Hitler e do império persa eram alinhados. Hoje, não curiosamente o irã exprime abertamente seu desejo de extinguir os judeus do mapa!

    Enfim, só complementei algo que era importante saber, afinal este conflito é o menos entendido do mundo, apesar de ser o mais propagandeado e “estudado”.

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