A epidemia de Ebola e a Criação de Alternativas para a Cooperação Internacional

Fabiana Paiva

Vívian Trindade

Resumo

O aumento do número de casos de infectados pelo vírus ebola na África e a disseminação da doença para outros continentes é uma das principais preocupações dos Estados atualmente. A questão alerta, em particular, cidadãos europeus e americanos ao perigo do contágio, tornando urgente a contenção da doença e de sua disseminação, levando órgãos como a Organização Mundial da Saúde a tomarem medidas cabíveis. Concomitantemente, a questão tem criado possibilidades de cooperação entre Estados interessados na resolução do problema.

Ebola: Origens e Surto

Os primeiros casos do vírus ebola datam de 1976, na região da África Central. A doença surgiu em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo. A origem da doença é incerta, mas já é comprovado que o vírus está presente em algumas espécies de morcegos frutívoros que, apesar de não desenvolverem a doença, são capazes de transmiti-la, contaminando frutos através de sua saliva (EBOLA…,2013). Na década de 90 foram observados dois surtos da doença em chimpanzés no parque Nacional Täi, na Costa do Marfim. O pesquisador que estudava os chimpanzés também foi infectado. Mais tarde, no ano de 2001, outra epidemia do vírus foi registrada em mais de 400 casos na Uganda, matando cerca de 220 pessoas. (EBOLA: POPULAÇÃO…,2014)

Pesquisadores do New England Journal of Medicine identificam o início do surto atual da doença no contágio de uma criança de 02 anos de idade que veio a falecer em 06 de dezembro de 2013, em uma aldeia da Guiné. Posteriormente, no mês de março de 2014, autoridades médicas locais e voluntários do programa Médico Sem Fronteiras relataram a incidência de uma doença ainda misteriosa em diversas cidades, que mais tarde a OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou ser o início de um surto de ebola (EBOLA: MAPPING…, 2014). A doença se espalhou rapidamente entre Guiné, Serra Leoa e Libéria devido à movimentação humana ocorrida ao longo da fronteira entre estes países (BELLUZ, 2014).

Se comparado com o primeiro surto de 1976, o atual, relatado em março deste ano, pode ser considerado a ocorrência mais letal da doença. O primeiro caso, observado em 2013 na Guiné, já se espalhou por outros países e diversas autoridades, como a OMS, alertam que os números de incidência da doença são bem maiores do que os já notificados. Com um total de casos superior a 9.200, a OMS alega que pode haver cerca de 20.000 novos casos de ebola ainda em novembro, confirmando o surto da doença já instalado em alguns países da África (Guiné, Libéria e Serra Leoa)[i]. Autoridades têm dificuldades para prover o tratamento e prevenção adequada à doença nos países africanos, bem como em conter seus números de incidência, o que pode contribuir pra sua maior propagação em outros países ou regiões próximas dos países supracitados (EBOLA: MAPPING…,2014).

Fatores como este ocorrem devido a problemas que as autoridades encontram no momento de realizarem as medidas necessárias. Em Serra Leoa e na Libéria, observou-se falta de leitos para tratamento, fator que dificulta uma possível diminuição ou contenção de casos, agravante maior uma vez que a transmissão do vírus é contínua em áreas urbanas. Esses países ainda não possuem infraestrutura adequada para o trabalho das autoridades da saúde no tratamento do vírus, o que se torna um agravante na tentativa de controlar o surto da doença. Após a declaração das Nações Unidas, no mês de agosto, de que o ebola já se classificava como uma emergência de saúde pública internacional, a OMS ainda encontrava dificuldades básicas nos centros de tratamento da doença nos países mais infectados (EBOLA: MAPPING…, 2014).

Ebola pelo Mundo

As ocorrências do ebola também já podem ser observadas em países fora do continente africano. A incidência de novos casos preocupa habitantes de diversos países e autoridades da saúde, fomentando ainda a cooperação entre países para conter uma ameaça à saúde mundial, o que é um fator que poderá levar à maior eficácia do tratamento contra o ebola. O primeiro caso diagnosticado fora do continente africano ocorreu nos Estados Unidos no mês de setembro, mais precisamente em Dallas, Texas. O paciente infectado entrou em contato com o vírus ainda no continente africano. Além do caso fora da área antes restrita ao vírus, há ainda a possível ocorrência da doença na República Democrática do Congo com um tipo diferente de vírus. Até 1º de outubro contabilizava-se um total de 7 países atingidos pela doença em um ano[ii] (BELLUZ, 2014).

A infecção por ebola fora do continente africano geralmente tem sido restrita a profissionais da saúde ou pessoas que entraram em contato com o vírus em viagens para a África. Alguns médicos que trataram do primeiro paciente identificado com ebola fora do continente também contraíram a doença e passam por tratamento. Em outros países também já se identificaram pessoas que contraíram o vírus na África Ocidental. Dentre esses países estão Alemanha, Noruega e França (BELLUZ, 2014).

Apesar de negar que haja a possibilidade de uma epidemia global do vírus, a OMS declarou que a disseminação do ebola é uma questão de saúde pública de responsabilidade global (SIX MONTHS AFTER…, 2014). A organização considera que são necessárias medidas drásticas para conter o surto no continente africano, para que se diminua a possibilidade de aumento de contágio para outros continentes (GALLAGHER, 2014). O plano para a contenção da doença passa por medidas como a criação de mais centros de tratamento na África, o tratamento a domicílio dos infectados, a criação de um corredor humanitário que forneça suprimentos às áreas infectadas, planos eficientes de contingência da doença em países vizinhos à região afetada e também nos EUA e Europa e, por fim, o rápido desenvolvimento de duas vacinas experimentais já existentes nos EUA, para que possam ser disponibilizadas ao público o mais rapidamente possível (FESSY, 2014).

O medo do contágio

A disseminação do vírus do ebola tem trazido medo a cidadãos de diferentes países. O rápido contágio tem feito com que a mídia e representantes de grupos sociais questionem se os sistemas de saúde de seus países estão preparados para receber, isolar e tratar possíveis casos de pacientes com ebola que cruzem suas fronteiras. O receio do contágio tem se instaurado em diferentes países fora do continente africano, tanto na Espanha e Estados Unidos, que já receberam pacientes infectados, quanto em países como o Brasil, que teme pela entrada do vírus em suas fronteiras, causando eventos pontuais de pânico.

Na Espanha, no hospital Carlos III, onde a auxiliar de enfermagem Teresa Romero, infectada pelo vírus[iii], foi tratada, cerca de uma dúzia de enfermeiros, médicos e técnicos que tiveram acesso à paciente estão isolados. Mesmo assim, há inúmeros casos de colaboradores do centro médico que se recusam a se apresentar para o trabalho, com medo de serem infectados (OHLHEISER, 2014). Nos Estados Unidos, a falta de informação tem feito com que inúmeros casos de alarmes falsos surjam por todo o país: pessoas com gripes comuns correndo aos hospitais receando um possível contágio, lojas fechadas por medo de infecção, etc. (BERKROT & ABULATEB, 2014). Mesmo no Brasil, que não apresentou qualquer caso da doença, há receio: podemos citar como exemplo os trabalhadores do Porto de Santos, que se preparam para receber um navio que vem de regiões afetadas pela doença. Eles tem se submetido a treinamentos, e não descartam a possibilidade de paralisação das atividades caso haja contágio (TRABALHADORES DO PORTO…, 2014).

A luta contra o vírus

No continente africano, há diversas iniciativas para que se contenha o vírus do Ebola, porém, em decorrência das dificuldades estruturais das comunidades atingidas e também por suas próprias características culturais, o trabalho é lento. A Organização Mundial da Saúde e a UNICEF, em conjunto com Organizações Não-Governamentais (ONGs), tem trabalhado nesse sentido há muitas décadas (WHAT’S BEING DONE…, 2014). A ONG Médicos Sem Fronteiras, presente no continente africano desde 1975, tem equipes em diversas áreas dos países mais atingidos, contanto com médicos especializados na doença trabalhando voluntariamente para conter a disseminação (EPIDEMIA DE EBOLA…, 2014). Há grande mérito no esforço destas organizações e resultados positivos vêm sendo alcançados, como a declaração, na semana passada, que a Nigéria se tornou livre da transmissão do vírus ebola e não apresenta novos casos da doença (NIGERIA IS NOW…, 2014).

Para além da contenção do vírus no continente africano, há também a luta contra a disseminação da doença pelo globo. Diversos países já tem se preparado para receber possíveis pacientes infectados com o vírus. A OMS já não descarta a possibilidade do vírus se espalhar pela Europa, pela proximidade do continente com as regiões afetadas e a grande taxa de migração entre os países. Porém, Zsuzsanna Jakab, diretora da OMS na Europa, chama atenção para o fato do continente possuir os centros de saúde mais preparados para receber, identificar, isolar e curar os casos de febres hemorrágicas virais como o ebola (BOSELEY, 2014).

Diversos países na África, de regiões não afetadas pelo ebola, já lutam contra a disseminação do vírus através do cancelamento de voos provenientes da região infectada (PHILLIP, 2014). Além disso, já há procedimentos de checagem de passageiros que chegam aos Estados Unidos e Europa, na tentativa de impedir que o vírus entre no continente. O procedimento é feito, mesmo que o indicado pelas autoridades da OMS seja a checagem nos países de proveniência dos passageiros, uma vez que é improvável que um passageiro desenvolva os sintomas no tempo de um voo, ficando impossibilitada a transmissão da doença (MUNDASAD, 2014).

Talvez o principal meio de conter a disseminação do vírus e controlar a epidemia no continente africano seja a cooperação internacional. A cooperação entre dois Estados pode ser definida como “(…) um processo de coordenação de políticas, por meio do qual os atores ajustam seu comportamento às preferências reais ou esperadas de outros atores” (RAMOS, 2006). No caso de epidemias como o ebola, a cooperação internacional pode se apresentar através diferentes formas, como a cooperação técnica, ou a ajuda humanitária através da doação de medicamentos e outros. O Brasil já doou cerca de US$ 13,5 milhões em alimentos, medicamentos e material hospitalar. Além disso, grandes quantias em dinheiro têm sido doadas aos países com maiores incidências do vírus, de países como Estados Unidos (US$466 milhões) e Reino Unido (US$ 125 milhões), instituições financeiras como o Banco Mundial (US$ 248 milhões) e até celebridades como Mark Zuckerberg (US$ 16 milhões) (EBOLA CRISIS: HOW…, 2014).

A cooperação internacional é um meio de estreitar relações entre países, e neste caso apresenta uma oportunidade sem precedentes para a aproximação de dois países que apresentam relações diplomáticas complexas há décadas. No último domingo, Fidel Castro anunciou que Cuba oferecerá apoio à região afetada pelo vírus com um contingente ainda a ser definido de médicos e profissionais da saúde (CUBA’S IMPRESSIVE…, 2014). Porém, o país não conta com estrutura para tratar e evacuar os profissionais que por ventura forem infectados. Os Estados Unidos, que possuem cerca de 550 tropas na região da África onde a doença tem maior incidência, teriam condições de assegurar o acesso de médicos cubanos ao tratamento adequado. O próprio Fidel Castro declarou que os países, apesar de rivais, deveriam pôr suas diferenças de lado e cooperarem, porém até o presente momento nenhum representante do governo Obama se pronunciou sobre o assunto (CUBA’S IMPRESSIVE…, 2014).

Considerações Finais

A epidemia do vírus ebola, pouco noticiada antes do último surto, tem assustado cidadãos europeus e americanos nos últimos meses, ao revelar os riscos de contágio em outras partes do globo. Apesar dos esforços de diferentes organismos internacionais, a doença se alastrou e perdeu controle. Após a ocorrência do ebola em cidadãos provenientes de países como Estados Unidos, Alemanha e Espanha, houve grande movimentação internacional para combater o vírus, fazendo com que o mundo se pergunte se está preparado para lidar com uma possível pandemia de uma doença tão letal e de tão fácil contágio como o ebola.

A contenção do vírus no continente africano é indispensável à esperança de evitar maior disseminação da doença pelo mundo. Portanto, o necessário a se fazer no momento são esforços para que se dedique com maior afinco no combate à doença na África: apenas assim haverá a possibilidade de certificar que a doença não se espalhará e cidadãos de outras partes do mundo estarão em segurança. O trabalho de contenção da disseminação da doença para outros continentes também é fundamental.

O combate à doença perpassa diferentes medidas, e, levando em consideração que a região afetada consiste de Estados que enfrentam dificuldades estruturais, é necessário contar com a ajuda de outros países. A cooperação internacional é uma das formas para auxiliar o continente nesta batalha, através de cooperação técnica, doação de remédios, ativos financeiros e suprimentos ou através de médicos que se disponham a ajudar nesta questão.

Além do combate à epidemia que coloca em risco a vida de milhões de pessoas pelo mundo, a cooperação internacional tem como consequência o estreitamento de relações entre os países que desejam ajudar nesta demanda. O apelo do presidente cubano Fidel Castro ao auxílio dos Estados Unidos nesta questão é lúcido, uma vez que Cuba se disporá a fornecer a força médica e os EUA têm a capacidade de auxiliá-los com a logística neste processo: o projeto de cooperação entre os dois países poderia enfim levar nova esperança ao combate da doença no continente africano.

Referências Bibliográficas

BELLUZ, Julia. We Have Ebola in US but Africa Remains Most at Risk. 2014Disponívelem<http://www.vox.com/2014/8/6/5971675/where-ebola-outbreak-will-go-next-africa&gt; Acessado em 19 de Out 2014

BERKROT, Bill & ABULATEB, Yasmeen.U.S. Hospitals Brace for Ebola Panic.Huffington Post. 2014. Disponível em <http://www.huffingtonpost.com/2014/10/19/hospitals-ebola_n_6010414.html&gt; Acessado em 20 de Out 2014

BOSELEY, Sarah. Ebola unavoidable in Europe, says WHO as Spain rushes to contain case. The Guardian. 2014. Disponível em <http://www.theguardian.com/world/2014/oct/07/ebola-europe-unavoidable-who-spain&gt; Acessado em 20 de Out 2014

CUBA’S IMPRESSIVE ROLE ON EBOLA. The New York Times. 2014. Disponível em <http://www.nytimes.com/2014/10/20/opinion/cubas-impressive-role-on-ebola.html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&bicmp=AD&bicmlukp=WT.mc_id&bicmst=1409232722000&bicmet=1419773522000&gt; Acessado em 20 de Out 2014

EBOLA. Médicos Sem Fronteiras. Março de 2013. Disponível em <http://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/ebola&gt; Acessado em 19 de Out 2014

EBOLA CRISIS: HOW MUCH ARE DIFFERENT COUNTRIES DONATING TO FIGHT THE OUTBREAK – AND IS IT ENOUGH? The Independent. 2014. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/world/africa/ebola-crisis-how-much-are-different-countries-donating-to-fight-the-outbreak-and-is-it-enough-9806212.html&gt; Acessado em 27 de Out de 2014

EBOLA: MAPPING the outbreak.  BBC.2014. Disponível em <http://www.bbc.com/news/world-africa-28755033>Acessado em 19 de Out 2014

EBOLA: POPULAÇÃO africana enfrenta noiva epidemia do vírus. Disponível em < http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/ebola-populacao-africana-enfrenta-nova-epidemia-do-virus.htm > Acessado em 24 de Out de 2014

EPIDEMIA DE EBOLA: MÉDICO BRASILEIRO FALA SOBRE SUA EXPERIÊNCIA COM A DOENÇA. Médicos Sem Fronteiras. 2014. Disponível em <http://www.msf.org.br/noticias/epidemia-de-ebola-medico-brasileiro-fala-sobre-sua-experiencia-com-doenca&gt; Acessado em 27 de Out de 2014

FESSY, Thomas. Cinco medidas que podem controlar a epidemia de ebola. BBC Brasil, 2014. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140918_ebola_cinco_medidas_m&gt; Acessado em 20 de Out 2014

GALLAGHER, James. OMS teme disseminação internacional de ebola. BBC Brasil. 2014. Disponível em <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/06/140627_oms_ebola_africa_jg_kb&gt; Acessado em 20 de Out 2014

MUNDASAD, Smith. Ebola airport screening: will it work?.BBC News. 2014. Disponível em <http://www.bbc.com/news/health-29549722&gt; Acessado em 20 de Out 2014.

NIGERIA IS NOW FREE OF EBOLA VIRUS TRANSMISSION, OMS, 2014. Disponível em <http://www.who.int/mediacentre/news/ebola/20-october-2014/en/&gt; Acessado em 26 de Out 2014

OHLHEISER, Abby. Spanish Hospital Workers protest Ebola safety measures as more people enter isolation. The Washington Post. 2014. Disponível em <http://www.washingtonpost.com/news/to-your-health/wp/2014/10/10/spanish-hospital-workers-protest-ebola-safety-measures-as-more-people-enter-isolation/&gt; Acessado em 20 de Out 2014

RAMOS, Bárbara. A Cooperação Internacional e os Debates Teóricos. UNB. 2006. Disponível em <http://bdtd.bce.unb.br/tedesimplificado/tde_arquivos/51/TDE-2006-11-10T151951Z-429/Publico/Dissert%20de%20Mestrado%20Final.pdf&gt; Acessado em 20 de Out 2014

SIX MONTHS AFTER THE EBOLA OUTBREAK WAS DECLARED: WHAT HAPPENS WHEN A DEADLY VIRUS HITS THE DESTITUTE? OMS. 2014. Disponível em <http://www.who.int/csr/disease/ebola/ebola-6-months/en/&gt; Acessado em 20 de Out 2014

TRABALHADORES DO PORTO DE SANTOS TEMEM EBOLA E NÃO DESCARTAM PARALISAÇÃO. UOL Notícias. 2014. Disponível em <http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/09/26/trabalhadores-do-porto-de-santos-temem-ebola-e-nao-descartam-paralisacao.htm&gt; Acessado em 20 de Out de 2014

WHAT’S BEEN DONE TO CURB THE EBOLA OUTBREAK? Washington Global Health Alliance. 2014. Disponível em <> Acessado em 27 de Out de 2014

[i]Mapa do surto atual do Ebola no continente africano. Número de mortos na Libéria inclui casos suspeitos, prováveis ou confirmados. Serra Leoa e Guiné mostra, no mapa, apenas os casos confirmados. Disponível em http://www.bbc.com/news/world-africa-28755033

[ii]O mapa abaixo mostra as ocorrências do Ebola até o dia 1 de outubro. Atualmente já há suspeitas da doença em alguns países da Europa. Disponível em <http://www.vox.com/2014/8/6/5971675/where-ebola-outbreak-

will-go-next-africa>

[iii] A auxiliar de enfermagem já se encontra fora de perigo. Ver mais em <http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/unica-infectada-por-ebola-na-espanha-nao-esta-mais-infectada&gt; Acessado em 20/10/2014

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