Especial 100 anos da I Guerra Mundial: As consequências da I Guerra para o Oriente Médio

João Victor Martins Saraiva

Marina D’Lara Siqueira Santos

Thaís  Vieira Kierulff da Costa

Resumo

Este artigo busca, por meio de uma análise histórica e do desenvolvimento de alguns conceitos (entre eles nacionalismo, antissemitismo e sionismo), identificar as consequências da primeira Guerra Mundial para o Oriente Médio, tendo em vista a participação do império Otomano nas hostilidades, ao lado da Alemanha e Áustria-Hungria.  A proposta é explicar como a decadência do Império Otomano, consumada após o conflito, serviu de fomento ao nacionalismo árabe, em reação ao sionismo, cuja dinâmica vinha se alterando já no século XIX. Os impactos foram profundos a ponto de ainda surtirem efeito após cem anos do início da guerra.

A decadência do Império Otomano e a intervenção europeia

O Império Otomano sucedeu o Império Árabe no controle do Islã entre 1453 e 1918, após a queda do Império Abássida.  Seus maiores objetivos eram fazer contraponto aos persas e aos xiitas, e  unificar a região, exercendo uma liderança centralizadora. De acordo com François Massoulié, o mote do domínio otomano foi “aplicar aos princípios desenvolvimento do Estado islâmico desnacionalizado, elevados ao mais alto grau de perfeição.” (1996, pág. 11). Desse modo, foi possível conduzir um Oriente Médio heterogêneo em termos geográficos e étnicos, congregando diversos grupos religiosos e dinastias, os quais mantiveram sua autonomia, porém foram submetidos à autoridade do sultão (MASSOULIÉ,1996). Isso ecoa as palavras do historiador árabe Ibn Khaldun, (1332-1406): “A religião uniu o poder temporal à lei religiosa e às suas prescrições, que são do interesse da civilização” (MASSOULIÉ,1996, p.13).

O declínio otomano tem como marco inicial a derrota do exército turco nas proximidades de Viena em 1648. A partir de então, os países europeus passaram a constituir uma ameaça para o Império Otomano, que no século XVII já estava em franca decadência, sendo denominado “o doente da Europa”. Durante o século XIX, as tentativas de reprimir forças desagregadoras fracassaram, em razão de movimentos de caráter centrífugo no Egito e na península arábica, motivados pelo surgimento de uma forma rigorosa de islamismo: o wahabismo[i] (MASSOULIÉ,1996).

A aceleração da crise permitiu que as potências europeias passassem a intervir cada vez mais nos assuntos otomanos, inclusive fixando barreiras tarifárias, um mecanismo de controle dos fluxos comerciais. Após o fim da Primeira Guerra, a Europa procurou facilitar a derrocada do Império Otomano.  Por meio de concessões culturais, políticas e econômicas, o apoiador da Tríplice Aliança (grupo que saiu como derrotado do conflito) foi repartido em zonas de influência. Tem-se aí seu desmembramento e a formação de protetorados, com participação predominantemente inglesa e francesa, além de influência das disputas regionais das decisões (MASSOULIÉ,1996).

As condutas inglesa e francesa acabaram ocasionando problemas no Oriente Médio. A Inglaterra, por exemplo, tinha interesse em petróleo, motivo pelo qual apoiou, na Arábia Saudita, a família Saud contra os Hashemitas (que controlavam os locais sagrados islâmicos). Já para conseguir o apoio hashemita contra os turcos, os britânicos prometeram criar reinos que seriam governados com base na ascendência. Isso ficou explícito nos acordos secretos de Sykes-Picot[ii] de 1922, os quais também continham a promessa de um lar nacional para judeus e palestinos, acirrando as tensões e motivando protestos palestinos contra judeus e ingleses.

O nacionalismo árabe

A configuração territorial do Oriente Médio foi fortemente alterada no pós-Primeira Guerra. Por ser dotada de uma posição geopolítica favorável, os interesses externos foram grandes na região. Ainda, é necessário ressaltar que a dominação política da região alterou-se da estrutura imperial para a dominação ocidental do Reino Unido e da França, logo, uma mudança também cultural do grupo que estava poder. Nessa perspectiva de redistribuição territorial e mudanças de governo, a integração entre a população e o Estado foi afetada, pois se perde a unidade entre a política e a nação que, segundo Gellner (2005), é o princípio-base do nacionalismo. O autor ainda assinala que a dominação territorial é um acontecimento que caracteriza a perda dessa unidade, dificultando a obtenção de legitimidade por parte do novo governo, pois tende a reprimir os padrões culturais vigentes naquela população, nesse caso, devido às grandes divergências entre a civilização árabe e a tradição ocidental. Esses novos impérios nunca se preocuparam em se voltar de forma compreensiva à realidade cultural da região, dificultando ainda mais a concretização de uma harmonia Estado-população (CHALLITA, 1991).

Sendo, portanto, elemento fundamental para se entender a história do Oriente Médio, o nacionalismo se caracteriza pelo

Senso de pertencimento em escala nacional a um determinado território, reforçado pelos laços comum de identidade, pelo compartilhamento de símbolos, experiências históricas, linguagem, folclore e o que mais possa criar o senso de comunidade. Esses laços comuns incluem a religião (KAMRAVA, 2005, p.67, tradução nossa)[iii].

Mehran Kamrava, autor da obra The Modern Middle East: A Political History Since the First World War (2005), faz uma análise do nacionalismo no Oriente Médio trabalhando alguns principais pontos que caracterizaram esse sentimento de unidade regional no território. Ele coloca que é fundamental se pensar esse senso de pertencimento atrelado a uma determinada unidade territorial, logo, não há simplesmente o sentimento de pertencimento de um povo por similaridades culturais, mas sim a auto identificação de um povo com um determinado território. O autor adiciona que o nacionalismo deve estar presente na sociedade como um todo, não só por grupos espalhados pelo território. De forma a haver uma interligação do território pelo sentimento de identidade territorial, reforçado pelas vivências comuns e pelo compartilhamento de símbolos e significados naquela localidade (KAMRAVA, 2005).

Outro ponto essencial para o nacionalismo na região, sendo um dos aspectos basilares da sua existência, é o Islamismo. Sendo este um fator de ordem religiosa que congrega um conjunto de símbolos, significados, regras e valores para pautar o modo de vida, a religião torna a população mais homogênea e, neste caso, foi imprescindível para a adesão do povo árabe ao território do Oriente Médio (KAMRAVA, 2005). O Islamismo foi utilizado pelo Império Otomano, por meio de uma centralização forte e presente por todo o império (VICENZI, 2006), para se criar um “grande senso de comunidade muçulmano a uma expansiva umma (Comunidade Muçulmana), garantindo “lealdade ao Estado Otomano” e ao sultão (KAMRAVA, 2005, p.70).

A influência colonizadora europeia, entretanto, suplantou a identificação do Império Otomano, dando lugar a novas formas de afirmação e a novas identidades no Oriente Médio, desenvolvendo uma identidade árabe por todo o território em diferentes “intensidades e formas de expressão” (KAMRAVA, 2005, p.70). Ao mesmo tempo em que os árabes se afastaram da dominação otomana pela colonização europeia, o sentimento nacionalista árabe ainda era reprimido, pois estavam subjugados a uma dominação estrangeira. Isso não impedia, entretanto, que esse sentimento fosse difundido por toda a região, principalmente por meio de “jornais e revistas” (p.70), condição possibilitada, também, pela emergência de intelectuais árabes que se dispuseram à causa. Essa condição se manteve até meados da década de 1940 com a diminuição do movimento expansionista das nações europeias que deu espaço para que o Oriente Médio como um todo pudesse, aos poucos, fazer emergir sua identidade política (KAMRAVA, 2005).

O renascimento das manifestações políticas do nacionalismo árabe só ocorreu após a diminuição da colonização europeia em meados dos anos 1940, trazendo uma configuração do Oriente Médio muito diferente da configuração territorial e política do início do século – pequenos países. Ao fim desse domínio europeu diversos movimentos de autoafirmação nacional e de libertação passaram a se acentuar em diversos países como o Egito e a Síria e resultou em acontecimentos como o Pan-Arabismo [iv]anos depois (KAMRAVA, 2005).

A substituição da dominação imperial otomana pela colonização europeia afagou muitas das aspirações nacionalistas árabes, mas, ao mesmo tempo, contribuiu para a adesão de maior vivência histórica desse povo, consolidando ainda mais a identificação territorial com a região. O senso de pertencimento a este território foi fortificado e a ele integrado um emergente receio à influência europeia e, futuramente, judia (KAMRAVA, 2005) .

Recrudescimento do sionismo

O termo antissemitismo foi utilizado pela primeira vez em 1879 pelo jornalista alemão Wilhelm Marr significando, entre outras coisas, o ódio e não-aceitação do povo judeu. Esse termo é constantemente relacionado ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial, sendo ele seu maior exemplo, porém essa perseguição é muito mais antiga (ANTI-SEMITISMO, 2014). Em razão do histórico de movimentos antissemitas pelo mundo nasce entre os judeus o Sionismo.

“O sionismo é um movimento político que se propôs formar uma nação a partir do povo judaico, disperso desde há muitos séculos no seio de outras sociedades; o objectivo do sionismo era separar os judeus das sociedades onde viviam e conduzir uma corrente migratória para a Palestina, acabando por fundar o Estado de Israel” (BERNARDO, 2010).

Na verdade, o movimento sionista, como ilustrado no livro de Theodor Herzl, “O Estado Judeu”, publicado em 1896, não objetivava a ocupação da região da Palestina, mas por ser esta sua terra originaria iniciam-se as primeiras migrações (CHEREM, 2002). A vontade de criar um Estado próprio não agradava a maioria dos Judeus, que eram majoritariamente simpatizantes da postura chamada por João Bernardo (2010) de “assimilacionista”, pois desejavam apenas o direito de manterem suas individualidades e serem reconhecidos em meio a outras sociedades. Outros eram contrários ao movimento, pois ele fere princípios da própria religião judaica já que a volta à Terra Santa deve ser obra de Deus (CHEREM, 2002).

Durante a Grande Guerra o Estado britânico ofereceu aos árabes que viviam sob domínio do Império Otomano a independência em troca da sua resistência ao império. A queda do Império Otomano e o reconhecimento do acordo anglo-francês de Sykes-Picot dividiram o território turco em zonas de influência. Através da Declaração Balfour[v], os ingleses concedem aos judeus-sionistas um “lar nacional” localizado no território palestino, visando interesses financeiros e o estreitamento das relações com o futuro governo de Israel (MORAES, 2010).

“Perante a amarga constatação de que o sangue derramado contra os turcos servira apenas para piorar lhes a situação, já que os ingleses favoreciam a imigração sionista, os palestinos lançaram-se à luta contra a ocupação britânica, sob forma de protestos pacíficos, mas também de levantes armados. Já então a “questão palestina” inflamava o nacionalismo árabe e mobilizava a solidariedade islâmica” (MORAES, 2010, p.175).

Uma grande massa populacional judaica migrou para a Palestina iniciando um movimento de caráter colonizador e de repovoamento, fazendo alusão à inexistência de um outro povo no dado território. Quando se admitia a existência desse povo, o colonialismo era visto como uma “missão civilizatória” de povos inferiores. Em meio aos protestos árabes, a Inglaterra decretou em 1939 um número máximo de imigrantes judeus para a Palestina e prometeu conceder sua independência dentro de dez anos. Neste mesmo ano, porém, eclode na Europa a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler chega ao governo da Alemanha trazendo consigo uma ideologia racista de limpeza étnica (MORAES, 2010).

Começa ai, dessa forma, o maior exemplo de movimento antissemita da história. No Estado germânico ainda existia uma maioria de judeus “assimilacionistas”, que foram perseguidos e expulsos do Estado. Segundo João Bernardo (2010), “(…) apesar disso [perseguição alemã], os judeus alemães não se mostraram entusiasmados pela Palestina.” Ele ainda afirma que os judeus-sionistas procuravam estabelecer acordos com os governos antissemitas, pois tinham o mesmo objetivo imediato, a retirada de tal povo do território. A intensificação do sionismo gerou um aumento considerável dos judeus na Palestina, trazendo complicações no território já que a Inglaterra não conseguia assegurar o número máximo imigrantes, conforme havia sido previsto (BERNARDO, 2010).

Quando, em 15 de maio de 1948, a Inglaterra renuncia seu domínio sobre a Palestina, o povo judeu funda finalmente o tão esperado Estado Judeu, Israel, através da “guerra de libertação”. Junto com essa primeira guerra árabe-israelense, começa para os árabes a chamada “Nakba”, que significa para eles “catástrofe” ou “destruição”, fazendo referência ao que aconteceria com o povo palestino a partir deste momento (BERNARDO, 2010).

Considerações Finais

A primeira Guerra mundial é um fator essencial para a compreensão das disputas no Oriente Médio, que para alguns estudiosos remontam a tempos imemoriais, com base no mito de origem de árabes muçulmanos e judeus sob o mesmo patriarca. As reflexões desenvolvidas anteriormente, no entanto, demonstram que a tensão entre árabes e judeus teve início após a fragmentação do Império Otomano e da presença britânica na região, ao término da Primeira Guerra Mundial, marcada por uma condução inadequada desses processos.

A participação e derrocada do Império Otomano na Primeira Guerra e as decisões tomadas por França e Inglaterra no pós-guerra originaram a primeira fase de intensificação do sionismo. Com a eclosão do nazismo na Alemanha e a Segunda Guerra Mundial o sionismo chega ao seu ápice e consegue constituir o Estado Judeu idealizado por Herlz em 1896. A independência de Israel desencadeou uma onda de conflitos entre árabes e israelenses que geram mudanças na conjuntura do Oriente Médio até os dias atuais.

Tudo isso perpassa o nacionalismo árabe, surgido em Estados criados artificialmente e tendo como um dos seus principais componentes a oposição ao movimento sionista. Essa última característica fica mais evidente após a Segunda Guerra Mundial, que gerou o contexto para a partilha da Palestina em 1948, dando origem ao Estado de Israel. Daí depreende-se que, ainda que sujeita a impasses e extremamente complexa, a identidade árabe é uma amálgama relevante no Oriente Médio, inclusive em termos políticos. A partir dela, foram criados movimentos de reforma política do Islã, entre eles a Irmandade Muçulmana (que existe até hoje), além de organizações para fins de integração, como a Liga dos Estados Árabes.

Referências

10 PERGUNTAS para entender o conflito entre israelenses e palestinos, BBC Brasil, 8 ago. 2014. Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk.shtml> Acesso em: 31 ago. 2014

ANTI-SEMITISMO, United States Holocaust Memorial Museum, Washington, DC. Disponível em: <http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/article.php?ModuleId=10007679> Acesso em: 31 ago. 2014.

BERNARDO, João. De perseguidos a perseguidores: a lição do sionismo. Passa Palavra, 2 jun. 2010. Disponível em: <http://passapalavra.info/2010/06/24723&gt; Acesso em: 31 ago 2014.

CHALLITA, MANSOUR. Esse desconhecido Oriente Médio. Editora Revan Ltda. 1991.

CHEREM, Youssef Alvarenga. Os assentamentos israelenses nos territórios ocupados: raízes históricas e sua influência no processo de paz. Fronteira: Revista de Iniciação Científica em Relações Internacionais, v.1, n.2, p. 105-127, mai 2002.

GELLNER, Ernest. Nações e Nacionalismo. Gradiva, 1993.

HOURANI, Albert. Uma História dos Povos Árabes. São Paulo: Companhia de Bolso, 1991.

KAMRAVA, Mehran. The Modern Middle East: A Political History Since the First World War. University of Carolina Press, 2005.

MASSOULIÉ, François. Conflitos no oriente Médio. São Paulo: Editora Ática, 1996. 158 p.

MORAES, João Quartim. As conexões do sionismo com o colonialismo, o fascismo e o racismo, Tensões Mundiais, nº6, vol. 11, de 2010. Disponível em: <http://www.tensoesmundiais.net/index.php/tm/article/view/103/144&gt; Acesso em : 31 ago 2014.

PHILIPP, Peter. 1917, apoio britânico ao movimento sionista. BW. Disponívem em: <http://dw.de/p/1XAD&gt; Acesso em: 31 ago. 2014.

RACISMO Nazista, United States Holocaust Memorial Museum, Washington, DC. Disponível em: <http://www.ushmm.org/outreach/ptbr/article.php?ModuleId=10007679&gt; Acesso em: 31 ago. 2014.

VICENZI, Roberta Aragoni Nogueira. Nacionalismo Árabe: Apogeu e Declínio. Tese de Doutorado- Programa de Pós-Graduação em Ciência Política, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – Universidade de São Paulo, 2006.

 

[i]   Essa é uma vertente islâmica originada pelo pregador religioso Abd  al-Wahab e do líder tribal Ibn Saud, visando  conservar a dinâmica unitária na Península Arábica, que não havia sido alvo de um verdadeiro esforço de dominação dos otomanos, mantendo sua divisão ancestral. “O wahabismo propõe o retorno a um islamismo rigoroso,. Ele se opõe a todas as heresias xiitas,mas também à corrupção dos costumes  otomanos e ao  sunismo dominante.”( MASSOULIÉ,1996,p.14)

[ii] Acordo secreto entre o governo inglês e francês é que dividia os países árabes em zonas de influência. “No dia 24 de julho de 1922, a Sociedade das Nações, servindo de cartório de registro da partilha dos territórios coloniais entre a França e a Inglaterra, reconheceu o acordo Sykes-Picot” (MORAES, 2010, p. 175).

[iii] Versão original: “I take nationalism to mean simply attachment on a national scale to a piece of territory, reinforced by common bonds of identity such as shared symbols, historical experiences, language, folklore, and whatever else creates a sense of commonality. At times, these common bonds include religion.” KAMRAVA, Mehran. The Modern Middle East: A Political History Since the First World War. p.67. University of Carolina Press, 2005.

[iv] Movimentação política em torno da união entre os povos falantes da língua árabe

[v] Carta assinada pelo ministro britânico Arthur James Balfour à Lionel Walter Rothschild, membro do movimento sionista. “Caro Lorde Rothschild, alegro-me em poder comunicar-lhe, em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia pelo movimento judaico-sionista, apresentada e aprovada pelo gabinete oficial: ‘A construção de uma pátria para os judeus na Palestina é vista pelo governo de Sua Majestade com bons olhos. Sua Majestade fará tudo o que for de seu alcance para facilitar os caminhos rumo a esse objetivo. Deve-se ressaltar, no entanto, que nada deve ser feito no sentido de prejudicar os direitos civis e religiosos dos povos não judeus que vivem na Palestina, ou de prejudicar os direitos e a situação política de judeus em algum outro país.” (PHILIPP)

 

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  1. José Uilson disse:

    Muito bom o artigo. Parabéns a quem escreveu.

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